Meu professor de biologia
4 Sentimentos
Notas iniciais
Eu voltei correndo para acasa, afinal, não era tão longe dali. Ele nem me seguiu, achei que fosse, mas não. Eu não sei se estou triste ou aliviada por causa disso. Cheguei em casa e bati a porta com força, ele não sabia onde eu morava, portanto, eu não corria o risco de ser surpreendida por um visitante um tanto indesejado.
Eu sinceramente não sabia o que fazer. O fato de ele ter tirado minha virgindade certamente não o faria ficar comigo, né? Pensando nisso eu fiquei meio chateada, pois eu sinto algo por ele, algo muito maior que palavras possam descrever.
Eu subo as escadas, tomo um banho morno bem relaxante, ponho meu pijama, sento no sofá e como uma pipoca. A noite corre normal, aproximadamente às 22h40 eu subo para meu quarto e durmo. Foi um longo dia.
Eu acordo com o barulho irritante do despertador, eu tenho que trocar essa merda. É o primeiro dia de aula, eu não estou tão animada, quanto achei que estaria. Eu ponho um short, uma blusa soltinha, uma bota, colar, brinco, pego minha mochila e saio. Já se passaram dois dias desde que eu vi Paulo pela última vez, hoje é segunda, e eu verei-o.
Certamente será estranho, mas vou ter que aguentar.
Eu chego na aula e jogo minhas coisas na cadeira. Eu me sento e sinto alguém me abraçar por trás.
— Oi princesa!
— Oi Rodrigo
—Tudo bem?
—ehr... Sim... eu acho...
—Melanie, pelo amor de deus, onde você foi depois da festa sexta? Eu fiquei te procurando a noite inteira! Eu fiquei preocupado!
Logo as coisas começam a voltar na minha mente.
—Ah eh? Preocupado? É isso mesmo?
—Sim Melanie, o que você ta querendo insinuar?
—Rodrigo, você acha que eu não vi você e a Flávia flertando na festa?
—Ai Melanie, esquece isso! Ela é só uma amiga
—AMIGA RODRIGO? E DESDE QUANDO AMIGAS FAZEM AQUILO QUE ELA ESTAVA FAZENDO?
—Melanie deixa de drama, você sabe que eu nunca te trairia.
—Rodrigo, olha aqui, eu preciso te dizer uma coisa
— Fala
—eu...
Eu ouço a porta da sala abrindo, o professor entra. A aula vai começar.
— A gente se fala depois- diz Rodrigo.
Melanie, ainda brava, não ouve.
Ai que merda, ainda não é a aula do Paulo, é só no último período. Eu preciso falar com ele, preciso saber o que fazer.
A aula passa com um jato, e depois de alguma horas chega a aula do sr. Paulo. Cacete, to nervosa, to muito nervosa.
Paulo entra na sala com um olhar descontraído, como se estivesse pensando muito em algo. Ele é muito bonito mesmo, agora que fui perceber. Ele tem uma estatura média, é meio pálido mas não tanto e seus cabelos pretos meio ondulados nas pontas o deixam maravilhoso. Realmente, um cara maravilhoso, e apenas 21 anos.
Paulo chega e deixa suas coisas na mesa. Olha para frente e encontra meus olhos. Eu empalideço. Ele me olha com um olhar tipo "tenho que falar com você". Eu mal consigo prestar atenção na aula. As outras meninas, babam por ele. Eu não sei porque, mas eu fico com um pouco de ciúmes, sendo que eu nem tenho nada com esse professor.
A aula acaba e todos vão saindo. Na sala fica só eu e ele. Ele estava guardando suas coisas. Eu vou até a mesa dele. E ele me olha, eu olho pra ele.
—Então...
—Oi
Ele logo agarra minha cintura e me beija loucamente. Me prende na parede e me beija. Eu tento afasta-lo, mas acabo cedendo. Depois de uns minutos, ele mesmo para.
—Desculpa, desculpa mesmo, eu devo estar confundindo sua cabeça. É que tem algo em você Melanie, algo que te torna diferente das outras garotas.
—Ehr... Tá bom. Paulo, eu já te disse que você tirou minha virgindade, o que faremos sobre isso?
Ele para e pensa por uns segundos.
—Olha, se fosse alguma outra garota eu realmente não ia saber o que fazer, nem como agir, mas Melanie, eu sinto coisas por você, e mesmo se você não fosse virgem antes de me conhecer, eu ainda sim tentaria ter algo com você.
—Paulo, eu não estou entendendo onde você quer chegar com isso?
—Eu te amo Melanie.
Ao dizer essa frase, ele desperta em mim um sentimento completamente novo, que eu nunca havia sentindo antes. Por outro lado, eu sinto como se ele estivesse me usando, por eu ser menor.
Eu começo a chorar e saio dali, vou para casa num estado meio confuso, onde eu não sei o que sentir.
Ele com certeza, fica desarmado, sem saber onde errou. Claro que ele sabia que sua confissão de amor poderia não ter concordância e que ele poderia receber uma resposta negativa, mas ele nunca imaginou que poderia despertar tristeza em alguém, que era o que ele pensava que ela estava sentindo, pois independente de quem seja, é sempre muito bom se sentir amado.
Ao chegar em casa eu apenas deito na cama e durmo, eu mal sabia o que viria a acontecer nos próximos dias.
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