Meu professor de biologia
11 Melhor amigo de todos ♥
1 mês e 2 semanas depois
Depois de eu ter pego Rodrigo com Mirella, e descoberto que ele um mês antes havia me traído também com o namorado do Leo, eu terminei tudo com ele.
Eu nunca mais olhei pra cara da Mirella, aquela falsa, nunca foi minha amiga de verdade. Em compensação, durante esse 1 mês e meio eu me aproximei um monte de Leo. Ele é o melhor amigo de todos, um ótimo ouvinte, companheiro e sinto que posso contar tudo pra ele. Essa nossa amizade parece de anos, de tão maravilhosa que é.
Sobre minha gravidez, depois eu conversei seriamente com Paulo e nós combinamos que vamos "namorar" secretamente, eu terei o bebê e se vamos ficar ou não eu não sei. O bebê já está com quase 3 meses e na próxima consulta eu vou descobrir o sexo!
Plenas 14h28 de uma quarta-feira, eu ouço meu celular tocar. É paulo.
—Oi Mel
— Oi
—Vem aqui em casa rapidinho, precisamos conversar.
—Ata, claro.
Eu vou lá e quando chego Paulo abre a porta pra mim e me oferece café, como sempre.
—Então Mel, talvez seja meio cedo para termos essa conversa, mas eu preciso saber. Você quer ficar com o bebê?
Eu realmente não sabia o que responder. Eu sei que seria uma mudança drástica na vida dos dois se eu quisesse, mas eu sei lá, aquela ideia para mim estava começando a parecer tão animadora sabe? Uma mudança super inesperada podia ser boa. Mas o negócio é: ele quer?
—Eu... Não sei, você quer?
—Eu não sei. Eu sabia que era muito cedo para termos essa conversa, você não entende, nossos planos Mel, minha carreira, tud...
Eu o interrompo
—Sua carreira Paulo? SUA CARREIRA? É COM ISSO QUE VOCÊ ESTÁ PREOCUPADO? COM A PORRA DA SUA CARREIRA? Eu tenho 17 anos, nem me formei ainda, você me engravidou, eu estou carregando um filho de 3 meses, e você está preocupado com a sua carreira? Esquece, foi idiota pensar que poderíamos ficar juntos. Você é exatamente como Rodrigo, só pensa em si mesmo.
—Meu não foi isso que eu quis dizer, você sabe, eu me preocupo demais com você e com o bebê, mas eu preciso de um tempo pra mim tá?? E nem tente me comparar com o traste do Rodrigo, eu não sou parecido com ele.
Eu congelo.
—É verdade Paulo, você não é parecido com ele. Você é igual a ele.
Eu saio correndo do apartamento, não estou triste nem chateada, estou com raiva. Vou correndo furiosamente até o apartamento do Leo.
Como eu disse, durante esse tempo todo que o Leo, meu melhor amigo, me ajudou, me apoiou e ficou do meu lado, eu passei a conhece-lo melhor e a me aproximar dele. Leo é definitivamente uma pessoa incrível, sua mãe morreu quando ele tinha 15 anos, ele tem 19 agora, quando tinha 16, assumiu para seu pai que era gay, e o mesmo, sem dó nem piedade, o botou pra fora de casa. Leo veio pra cá, morar com seus tios, aos 17 anos largou a escola e começou a trabalhar numa sorveteria para pagar o aluguel do seu apartamento, conheceu seu namorado aos 18 anos e, bom, aos 19 terminou com ele.
Ao chegar no apartamento dele, eu simplesmente abro a porta com raiva e ele, que estava jogando um videogame me olha sem saber o que estava acontecendo.
— Que isso menina, senta aí.
Eu me jogo no sofá, tiro o sapato e conto tudo a ele.
—Mas tipo, se você quer ficar com a cria porque não diz pra ele?
— Eu tenho medo que ele não queira.
— Ué, só tem um jeito de descobrir
—É, acho que sim
Leo se levanta do sofá e vai até a cozinha, eu fico deitada no sofá, refletindo mais um pouco.
—Eu vou fazer panquecaaaaaaa. Quer?- ele grita
—Tenho opção?- eu grito de volta
—Não
Na cozinha ele começa a cantar uma musica da Demi. Ele é o melhor amigo de todos.
Os dois sentam na mesa pra comer.
—Hm, Leo?
—Sim
—Essa panqueca ta meio queimada
A panqueca tava completamente queimada
— Talvez, o que vale é a intenção, ta uma merda mas foi feita com amor.
Eu rio baixinho.
Depois que eu termino de comer a panqueca queimada, eu pego minhas coisas.
—Quer companhia até sua casa?
—Claro
Nós vamos cantando musicas e rindo no caminho. Ao chegarmos na frente da minha casa Leo se despede, mas antes de ir me abraça e diz
—Você pode contar comigo pra tudo
—Eu sei.
Eu entro em casa e me atiro na cama, que dia.
Fale com o autor