Meu primeiro namorado.
19 O prólogo dos prólogos.
Notas iniciais

*Almoço de domingo*
Era um dia frio. O típico domingo onde todos passam a tarde toda na cama, debaixo de seus cobertores ou assistindo uma série ruim na televisão. Todos, exceto os Eaton e os Prior.
A mesa estava repleta de comidas deliciosas, e muito falatório ao redor da mesa. Tris e Tobias estavam lado a lado com as mãos entrelaçadas por baixo da cadeira. Pois é. Já havia se passado dois anos e desde então, eles moram em Nova York. Tinham uma casa própria e um bom trabalho. Tris abandonou a advocacia e se tornou fotógrafa. Parece que ela mandava bem no assunto.
Tobias continuava o mesmo. Ainda era advogado. Porém, tinha um grande desejo em mente, mas Tris não partilhava o mesmo. Ele queria um filho. Tris alegava não estar pronta para tamanha responsabilidade.
O dia de hoje era um almoço em família, comemorando os dois anos de namoro de Tris e Tobias. Pois é. Eles brigaram muito. Houve vezes em que Tris brigou com Tobias e foi para Chicago no primeiro voo. No outro dia já estava em casa, porque Tobias tinha ido atrás dela. Não sei ao certo, mas pelo o que soube, eles estavam muito felizes.
– Fico realmente feliz que o namoro de vocês tenham dado certo. Agora precisamos arrumar o casamento. Vejam, Will e Christina já se casaram. — Disse Evelyn apontando para Christina que estava do outro lado da mesa com sua enorme barriga de grávida. Pois é, estava grávida de gêmeos, que por sinal, já estavam na hora de nascer. Seu nomes seriam Pat e Patrick.
– Não somos como a Christina e o Will que agem como coelhos. — Disse Tobias com um leve sorriso no rosto. Disseram-me que sua maior vontade era se casar com Tris, porém a garota negava ferrenhamente.
Não que ela não o amasse, mas estava insegura em relação à isso.
– Pelo ao menos não somos como Cara e Caleb que vivem em abstinência de sexo. — Disse Will fazendo Caleb e sua noiva revirarem os olhos.
Caleb era irmão de Beatrice, agora ela estava morando em Nova York, já que era médico em um hospital a duas quadras de sua casa, que por acaso era ao lado de casa de Tris. Cara, era a namorada de Uriah. Porém, se separou dele para ficar com Caleb, por quem descobriu estar perdidamente apaixonada. Vai entender!
– Calem a boca e vamos comer em paz. Até parecem que todos vocês não gostam de sexo. — Disse Natalie. Mãe de Beatrice.
– Não estou me sentindo muito bem. — Disse Christina se levantando. Não deu muito tempo e um líquido começou a escorrer por suas pernas. — Acho que a bolsa se rompeu.
Ao dizer isso foi um alvoroço total. Em pouco tempo, todos estavam no hospital, Christina já havia entrado em trabalho de parto. Will entrou e disse que iria filmar. Mal sabia ele que depois, ninguém iria querer ver.
*Finalmente*
– Me segure. Não quero cair. — Disse Tris ao seu pai. Ela estava com um enorme salto. Pois é, quem diria. Tris Prior finalmente estava se casando. Tobias estava no altar, com um terno preto. Na opinião de Tris, era incrivelmente brega. Mas era seu quase-esposo.
– Não se preocupe. Se você cair, não passará do chão. — Disse Andrew em meio a uma risada. Então, a marcha nupcial começou a tocar e eles entraram pela enorme igreja. Tobias estava com um lindo sorriso nervoso, porém visível seu nervosismo. Seu sorriso aumentou mais ainda ao perceber o buquê que Tris carregava. Idênticas as que ele a presenteou no dia em que reataram.
Andrew levou Beatrice até o altar, deu-lhe um beijo na testa e foi para seu lugar.
Os gêmeos de Christina foram quem levaram as alianças. Não foi uma das cerimônias mais simples que já vi. Acho que o mais tradicional que houve foi a marcha nupcial e a roupa da noiva, porque quando se enfeita a igreja com pirulitos e doces de um metro e meio, é um tanto quanto diferente.
Tris e Tobias ficaram em pé lado a lado durante toda a cerimônia.Acho que Tris não gostou muito, pois a todo momento murmurava algo. Logo depois toda a cerimônia acabou e veio a festa de despedida dos noivos.
Pois é, não dava pra acreditar, mas Beatrice Prior, estava finalmente casada.
*O que?!*
Um mês depois da Lua de Mel, foram descobrir... Tris estava grávida. O estranho era que sua barriga estava muito grande para apenas três meses. Realmente, depois da gravidez, a garota passou a comer como um porco. Não era de se espantar que estivesse tão enorme.
Tobias, era quem estava doido para ter esse filho. Sim, filho. Ele dizia ferrenhamente que seria um menino. Tris concordava, pois dizia que não aguentaria cuidar de uma garota o dia inteiro.
O tempo foi passando e não demorou muito para descobrirem o motivo da enorme barriga de Tris.
– Você está grávida de trigêmeos, Tris. — Disse Caleb após examinar a irmã?
– O quê?! — Perguntaram Tris e Tobias juntos.
– Ah, me desculpem pelo erro. Trigêmeas. — Acho que poderiam comparar Tris com uma folha de papel agora.
* Eu volto quando meu irmão estiver aqui.*
"Acho que meus bebês já vão nascer. Ai que dor!"
Tobias que estava no trabalho, ao receber essa mensagem, foi imediatamente para casa ver como estava Tris. Ela estava no sofá, um pacote de batatas ao seu lado. Seu rosto molhado de suor e os cabelos grudados na testa. Para mim, seria uma coisa feia de se ver... Para Tobias, não posso dizer o mesmo.
– Por Deus, Tris. Você está pesada como um touro. — Disse Tobias pegando Tris e colocando-a no colo.
– Cale a boca e dirige. Eu estou em trabalho de parto, babaca. — Disse a garota fazendo força.
O caminho até o hospital, foi apenas um borrão. É claro, duas quadras de sua casa e Tobias dirigindo feito um louco.
Tris ficou em quarto especial, reservado apenas para ela enquanto esperava que fossem chamar Caleb para fazerem seu parto.
– Tris... O Caleb não está aqui. Outro médio fará o parto. — Disse Tobias entrando no quarto acompanhado por um doutor de jaleco branco e cabelos grisalhos.
– Como assim Caleb não está aqui? Ele quem faria o meu parto. — Praticamente gritou a mulher ainda fazendo força.
– Me desculpe. — Desculpou-se o médico tentando ser o mais agradável possível.
– Ah, tudo bem. — Disse a garota tirando os aparelhos de si e se sentando. — Eu volto quando meu irmão estiver aqui.
– Oh droga! — Xingou Tobias saindo do quarto para chamar Caleb. 15 minutos depois, ele estava no hospital se preparando para o parto. Ele e Cara estavam em um restaurante jantando juntos. Ele xingou sua irmã de todos os nomes possíveis, mas foi mesmo assim.
– Okay, Tris. Respire. — Disse Caleb ajudando-a com a respiração enquanto se preparava para o parto.
Foi bastante rápido, mas acho que Tris nunca gritou tanto em sua vida. 15 minutos depois, o choro de três crianças preencheu o ar daquele local. Ninguém quis gravar, porque era uma cena particularmente nojenta aquela, na opinião de Tris, porém Tobias achava que era uma "Graça Divina".
*O prólogo dos prólogos*
Os Eaton, já que Beatrice havia se casado com Tobias, foram muito felizes. Pelo ao menos foi isso que me disseram.
As trigêmeas? Depois de muito bater o pé, Tris conseguiu que o nome das garotas fossem Ruby, Lilith e Maia. Nomes bastante incomuns, porém não se discute com uma noiva.
Todas era idênticas, pele clara, olhos azuis firmes e cabelos loiros. Versões de Tris, mais novas, porém, um gênio completamente igual ao de Tobias. Tinham 2 anos e não deixavam seus pais em paz.
Tris estava grávida novamente, dessa vez, seriam meninos. Sim, eram gêmeos, e dessa vez, já no 7° mês de gestação. Os nomes? Luke e Leo.
Christina também estava grávida de novo. Dessa vez, era uma menina. Will quase surtou, porque disse que não aguentava mais seus filhos. Dizia que não tinha paz. Mas todos que o conhecia, sabiam que ele estava apenas brincando, já que era o pai mais coruja do mundo.
Tris não estava trabalhando, precisava cuidar das crianças. O trabalho de Tobias ia incrivelmente bem e ele tinha uma empresa apenas dele, o que estava dando e sobrando para sustentar a família e manter seus caprichos.
Tris decidiu que não queria mais ter filhos, então fez um cirurgia para tal, depois que os gêmeos nasceram. Tinham a pele morena, olhos azuis e cabelos negros. O oposto das garotas.
Mas eles estavam felizes e era isso o que importava. Se estavam em momentos ruins ou bons, permaneciam juntos.
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Beatrice
– Mamãe. Não queremos saber a sua história com o papai novamente. Você já contou umas mil vezes. — Disse Maia revirando os olhos. Ela e as irmãs agora tinham sete anos e os garotos cinco.
Eu havia voltado a trabalhar como fotógrafa. Minhas fotos eram vendidas para revistas e eles me pagavam muito bem. Fazia também books para modelos, capas para revistas entre outras coisas, mas minha paixão era fotografar minha família.
– Tudo bem. — Disse fechando o grosso livro onde havia registrado tudo o que aconteceu comigo e Tobias e onde era repleto de fotos de lugares onde fomos, momentos especiais e etc.
Agora estávamos indo para Chicago. Dirigindo. Vou explicar, quando fui ter o gêmeos, tive alguns complicações na hora do parto. Tobias prometeu, que se desse tudo certo, quando os gêmeos estivessem maiores, iríamos de Nova York até Chicago dirigindo, lá passaríamos a semana de folga e voltaríamos dirigindo. Sete anos depois, aqui estamos nós, cumprindo nossa promessa.
Eu agora, tinha três tatuagens. Três corvos em minha clavícula. Meu pai, minha mãe, e Caleb. Aqueles que me mostraram o primeiro tipo de amor que eu conheci. O amor da família. O amor mais puro que existe.
Em cada ombro, um símbolo. Um representava o altruísmo, o outro a coragem. Coisas essenciais para que uma pessoa seja boa o suficiente.
Lembro-me quando meus pais morreram e eu chorei por dias e disse a Tobias que eu não tinha família mais. Ele apenas me disse: "Serei sua família agora."
*
A viagem até Chicago havia sido calma. Estávamos aqui a seis dias, voltaríamos para Nova York amanhã. Estava triste por ir, porém estava feliz por voltar ao meu trabalho.
Eu havia tirado várias fotos, porém essa, não seria eu quem iria tirar. Seria Uriah. Eu e Tobias estávamos sentados na grama sorrindo, eu tinha flores na cabeça e o cabelo trançado. Luke estava no meu colo, Leo no colo de Tobias. Lilith, Ruby e Maia estavam sentadas na grama à nossa frente. Elas tinham lindos vestidos e eu também, os homens da minha vida, desde os mais novos ao mais velho ali presentes, estavam de terno. Estávamos indo para o casamento de Uriah e Marlene. Pois é. Ele finalmente criou juízo.
Depois que a foto foi tirada, percebi o quão belos estávamos. Percebi também, que aquilo seria mais uma memória para guardamos. Como nossos sorrisos ficariam eternizados naquele papel. Em como talvez as pessoas não se lembrem de nós no futuro, mas talvez, alguém ainda saiba meu nome. Mesmo que não saibam, eu saberia que eu fiz história. Que eu e Tobias fizemos história. Com nossos amigos, sozinhos, com nossos filhos, mas fizemos história.
Fizemos a nossa história.
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