Meu primeiro e único amor
3 Capítulo III: A surpresa.
Notas iniciais
Edifício Hanabira, 6:50 p.m.
Fazia por volta de três meses que Sakura havia aceitado a proposta de Naruto. Meses esses em que ela estava redescobrindo emoções e descobrindo algumas que nem se julgava capaz de sentir.
Como na tradição que se estabeleceu entre eles na infância, o loiro agora se fazia presente em cada um dos shows da garota. E voltara a frequentar o ciclo social deles, levando até mesmo o amigo Kiba a conhecer seus antigos conhecidos e passar a fazer parte do grupo.
Os momentos no píer quando queriam apenas desfrutar da companhia um do outro e de ninguém mais ainda aconteciam.
No meio da rotina corrida de Sakura, Naruto procurava tecer delicadezas. Sempre que a rosada passava intensas horas na gravadora trabalhando em seu álbum junto a Sasuke e Ino, ele levava café, bolinhos e lanches para eles. E aos que eram direcionados a ela, normalmente estavam acompanhados de bilhetes de incentivo.
Iam ao cinema, aos bares, aos cafés. Aos shows, às festas, aos eventos de divulgação. E não importava onde estivessem, se estavam na companhia um do outro tornava-se um bom lugar.
Vez ou outra o estresse de suas próprias questões (profissionais, financeiras, familiares) acabava fazendo-os descontar um pouco um no outro. Além disso, o temperamento mais pacífico de Naruto e o mais explosivo de Sakura por vezes resultava em certo choque. Contudo, num geral estavam se entendendo, aprendendo mais um sobre o outro e vivendo muito bem.
A verdade é que não tinha como não gostar daquele rapaz. Os olhos azuis vibrantes, o cabelo amarelo sempre bagunçado e o corpo atlético eram de derreter qualquer pessoa apenas de olhá-lo. Mas ao conhecê-lo, Sakura descobriu que o mais belo nele ainda era o seu bondoso coração.
E Naruto se sentia da mesma forma com relação a Sakura. Por trás daquela pose de durona que ela fazia questão de manter, havia muita gentileza. Sua aparência de garota rebelde e descolada escondiam uma grande romântica. E ele apreciava cada uma de suas faces. Sua aparência, estilo, conteúdo. Coração.
Naquele momento encontrava-se preparando para eles uma bela refeição. Era um feriado prolongado e Kiba estava fora da cidade, visitando a sua família em Tóquio. Naruto e Sakura ainda não haviam ido para a cama. Mantinham-se apenas nos beijos calorosos e calientes. E como fora combinado no primeiro encontro, estavam avançando na relação com cautela.
No entanto, desde aquele dia três meses se passaram. O rapaz se sentia pronto para dar um passo a mais e Sakura mal via a hora de fazê-lo. Manter a calma era difícil para ambos, mas notavelmente era ainda mais para a rosada, que estava acostumada com um ritmo de relação bastante diferente.
Estava perdido nesses pensamentos quando ouviu a campainha. Um frio na barriga dominou-lhe. Três meses vendo-a com frequência e ainda ficava ansioso em cada um de seus encontros.
Encaminhou-se em direção a entrada do apartamento. Observou pelo olho mágico da porta para então abri-la. E lá estava ela. Vestida em uma grossa jaqueta creme, um cachecol verde e suas costumeiras botas de cano alto que iam até a coxa por cima de uma calça preta. Mas a verdade é que para ele não importava o que ela estivesse vestida.
O encanto era sempre o mesmo. Fosse uma camiseta larga ou um vestido justo. Outra característica interessante é que a rosada gostava de usar uma pedrinha em sua testa, o que o loiro achava um charme.
Naruto estava com um suéter azul escuro e uma calça creme. E da mesma forma, para Sakura também não importava o que o rapaz vestia. Ele era um colírio para seus olhos e mais do que isso, estar na presença dele era como receber um carinho em seu coração.
— Acho que a minha cara de bobo quando te vejo é o bastante pra você saber que está sempre linda, né?! — Um sorriso se delineou nos lábios do loiro. Os dentes brancos e perfeitamente alinhados.
— Na verdade, não é preciso nem mesmo a sua cara de bobo. Eu sei disso ao me olhar no espelho. — Ela piscou um dos olhos para ele e retribuiu ao sorriso e ao comentário com uma gostosa risada. Naruto revirou os olhos e então a puxou para si, colocando-se a encará-la.
Já fazia alguns meses e suas bochechas ainda ficavam ruborizadas toda vez que aquelas bolinhas azuladas fixavam-na com atenção, como se estivessem estudando cada detalhe de sua face. Mais uma vez Naruto sorriu e então colou seus lábios junto aos da rosada, que de imediatamente enlaçou sua língua na dele e movimentaram-se em sincronia.
Após isso, por fim ela adentrou o apartamento de Naruto. Era bastante simples e um tanto bagunçado: o que era de se esperar de um lugar em que moravam dois desordeiros como Naruto e Kiba. No entanto, Sakura também não era a rainha da organização e não se importava muito com isso.
Havia uma sala e uma cozinha no mesmo espaço, divididos somente por uma mureta de tijolinhos. Na parte da sala encontrava-se um sofá retrátil de couro preto semelhante ao da gravadora, uma estante com a tv no centro, e no canto do local um computador com grandes caixas de som, fones de ouvido e uma versão bastante compacta de um painel de produção musical. Próximo ao pequeno muro de tijolinhos havia uma mesa de madeira bastante simples com apenas duas cadeiras.
No espaço que era a cozinha encontrava-se apenas um armário também de madeira, um fogão e uma geladeira. Algumas panelas estavam no fogo. Naruto estava preparando a refeição deles.
— Seja bem-vinda! — Naruto disse ao notar que Sakura observava o pequeno apartamento que dividia com o seu amigo.
— Obrigada. Eu não imaginava que você soubesse cozinhar! Pensei que quando me convidou para jantar aqui estava falando de pedir umas pizzas ou algo assim. — A rosada arqueou as sobrancelhas e disse em tom de surpresa ao observá-lo caminhar na direção do fogão.
— Em Tóquio eu aprendi a fazer lámen. — Ele contou, sua expressão e seu tom indicavam estar orgulhoso de si enquanto mexia nas panelas — É o meu prato preferido.
Desde que ele voltou e se encontraram novamente estiveram tão juntos e ligados que às vezes até se esquecia que haviam passado tanto tempo distantes. Logo se expressou a respeito:
— É bom saber disso. Eu não sou lá a maior chef de cozinha. Já sei quem vai cozinhar pra mim!
— Não é fácil assim, não! — Ele pôs-se a servir o lámen em duas tigelas e em seguida olhou para ela tentando fingir seriedade — O Kiba era meu vizinho em Tóquio e agora divide apartamento comigo e isso nunca aconteceu.
— Bom, o Kiba não tem esse par de olhos verdes. — Sakura apontou para seus belos olhos com um sorriso malicioso no rosto, e então Naruto não conseguiu manter a pose. A rosada deu continuidade: — Não tem esses cabelos cor-de-rosa e acima disso tudo: não se chama Sakura Haruno.
— E eu é quem levo a fama de idiota convencido! — Naruto revirou os olhos e então deu risada — Mas não posso negar que seu argumento tem validade total.
— Um idiota convencido reconhece o outro.. — Sakura riu junto e pôs-se a ajudá-lo a levar as tigelas para a mesa coberta por uma toalha branca sem detalhes.
Logo se acomodou e em seguida Naruto juntou-se a ela, colocando ali também uma garrafa de saquê e pequenos copos.
— Poderíamos tomar refrigerante ou cerveja, mas acho que saquê combina mais com lámen, sabe?
Havia algumas pequenas velas coloridas distribuídas pela mesa. Como o de costume, Naruto caprichou.
— Nunca me trataram com tanto cuidado quanto você. — Sakura constatou ao observar o carinho com que o rapaz preparou tudo aquilo para ela. Mais uma vez era nítido que ele pensava em cada detalhe para agradá-la — Às vezes sinto até que não faço o bastante para retribuir.
— Que besteira! Eu não faço esperando que você retribua pra mim. É que eu gosto de olhar a sua cara enquanto observa cada pequena coisa que eu faço como se fossem muito maiores. Não deveria ser surpresa que te tratassem assim. Todos deveriam fazer isso por você. — Naruto afagou seu rosto e sorriu, os olhos quase fechados acompanhando o sorriso — Mas já que não fazem, sorte a minha que fico com todo o crédito.
— Não sou nada boa com sentimentos, muito menos em demonstra-los. Mas se existe realmente algo como o amor, acho que é isso que eu sinto por você.. — As maçãs do rosto de Sakura estavam ruborizadas, mal conseguia olhá-lo diretamente e o loiro se derreteu tanto pelo que ela disse quanto pelo que sua postura expressava.
— Eu te amo também, Sakura. — Disse com simplicidade e sem conseguir conter o sorriso.
Tentando não se deixar controlar totalmente pela emoção e pelo calor do momento, Sakura voltou o olhar para a tigela na sua frente:
— Agora que isso está esclarecido, que tal comermos? Já deve estar quase esfriando!
E então, sentindo que Sakura já havia dado um grande passo, Naruto apenas assentiu, agradeceu e eles passaram a se deliciar com o lámen.
Durante a refeição conversaram como o de costume sobre os mais variados assuntos possíveis. Das questões mais corriqueiras do dia-a-dia até questões maiores da órdem do Universo.
E com o fim do lámen, veio a grande quantidade de saquê que acabaram ingerindo. E com a grande quantidade de saquê que ingeriram, veio o rubor nas faces e a alteração nos ânimos. E embora se deleitassem de estar na companhia um do outro apenas conversando, dando risadas ou compartilhando ideias mais profundas.. Naquele momento já não era mais o bastante. Precisavam de algo mais.
E então, o silêncio se fez. A tensão no ar era quase palpável. Quase que ao mesmo tempo Naruto e Sakura buscaram a junção de suas bocas. As línguas dançavam em sincronia. A intensidade com que isso acontecia demonstrava a urgência daquele beijo, bem como as mãos de Sakura firmemente puxando Naruto para mais perto de si. Ele então se levantou e segurou na mão dela, conduzindo-a para um cômodo o qual ela não havia reparado antes e que naquele momento pôde constatar que era o quarto do rapaz.
Havia apenas um guarda-roupa e uma cama de solteiro bagunçada com alguns livros e também peças de roupas por cima, o que Naruto nem se preocupou em arrumar naquele momento. Apenas derrubou tudo no chão, sentando-se na pequena cama e aguardando que Sakura se aproximasse; o que ela fez de prontidão.
A emoção dos dois era bastante semelhante naquele momento. Não ousavam falar uma palavra. A respiração ofegante e as batidas aceleradas do coração falavam por si só. Não eram capazes de tirar os olhos um do outro e nem descolar as bocas por mais do que alguns segundos apenas para retomar o fôlego. Mal podiam acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Naruto e Sakura teriam a sua primeira vez juntos. E o frio na barriga daquele momento era ainda mais intenso do que o que sentiram quando passaram a noite com alguém pela primeira vez na vida.
Os calorosos beijos eram acompanhados de mordidas, sorrisos e mãos bobas. Pouco a pouco o calor de seus corpos se intensificava e as peças de roupas estavam sendo retiradas. E quando não havia mais nada que cobrisse seus corpos, Naruto parou e colocou-se a observar Sakura, que corou fortemente ao constatar isso, tentando até mesmo se esconder e cobrir-se com os próprios braços.
Embora procurasse demonstrar confiança, a rosada possuía inseguranças com relação ao seu corpo. Achava que era magra demais e também seus seios não eram lá muito fartos. No entanto, quando tratava-se apenas de um romance irrelevante de uma noite só, a aprovação de seu parceiro não tinha o peso que sentia naquele momento em que Naruto percorria cada uma de suas curvas com os olhos. Justamente o dono daquele corpo bastante atlético. Magro porém não em excesso, com abdômen e peitoral definidos que não ficavam menos atraentes nem mesmo pela grande cicatriz na região da barriga. Apesar desse detalhe o rapaz possuía um corpo padrão, que poderia bem ser exibido em capas de revistas.
— Eu não tô te analisando, Sakura. Eu tô te contemplando. Admirando cada parte sua. — Seu tom transparecia um encanto verdadeiro bem como o seu olhar e Sakura então moveu até ele os braços que utilizava para tentar cobrir-se, envolvendo-o em um abraço e juntando o seu peito ao dele, causando um grande choque em ambos provocado pelo encontro entre as peles nuas.
Àquela altura já havia um preservativo no membro de Naruto e então ela sentou-se nele, trazendo-lhes a intensa sensação de que estavam se unindo em um só naquele momento. Em diferentes posições e rítmos por prolongadas horas eles concretizaram o amor e o tesão que sentiam um pelo outro até chegarem à exaustão, plenos.
Em outras relações, esse costumava ser o momento da noite em que Sakura tomava um banho, se vestia novamente e ia embora. Mas em vez disso, tomaram banho juntos com direito a muitos beijinhos e carícias. E após isso voltaram para a cama, onde se abraçaram e adormeceram rapida e tranquilamente, ainda extasiados por aquela vivência.
Quarto de Naruto Uzumaki, 11:00 a.m. do dia seguinte.
Ao abrir os olhos, Sakura se deparou com aquele belo homem ainda adormecido envolvendo-a em seus fortes braços. O dia acabava de se iniciar e já havia um sorriso desenhado em seus lábios.
Até a noite anterior ainda pensava que o interesse que se mantinha aceso poderia ter relação com a dificuldade de obter aquela conquista. E ao observá-lo ali, ela o enxergava como um troféu não por ter levado-o para a cama e concretizado a paixão interrompida, mas sim por sentir-se premiada por estar se relacionando com aquele ser tão iluminado e especial que era o Naruto: outra coisa sobre ele que não apenas se manteve como também se acentuou.
Já esteve com um número considerável de caras, mas aquela noite experimentou algumas sensações e emoções que nunca a acometeram antes. E mais intensamente ainda isso acontecia naquela manhã, ao abrir os olhos e vislumbrar cada detalhe daquele rapaz dormindo tranquilamente. Sakura tinha a sensação de que um momento daquele por si só já era precioso, mas o fato de vivencia-lo com Naruto tornava-o ainda mais.
Não demorou muito e o loiro despertou. E ao ver que uma bela mulher de cabelos róseos encontrava-se envolvida em seu abraço e estava a observá-lo, coçou os olhos azuis vibrantes como se acreditasse estar vendo uma miragem e ao constatar que tratava-se da realidade, um sorriso de orelha a orelha se formou em seus lábios.
Fantasiou com tudo sobre aquela garota, aquela noite e também aquela manhã tantas vezes em tantos anos. Ainda perante a sua melhor imaginação ou em relação a outras experiências que teve com mulheres também muito bonitas e interessantes, nada disso se comparava ao que ele sentiu durante cada momento daquela noite e que continuava a sentir ao despertar e vê-la ali. Era amor, tesão e gratidão vibrando em cada um de seus poros. Com cara de sono, de maquiagem ou sem, com roupa e desnuda. Para ele não havia paisagem mais bela. E não havia nada mais compensador do que aprofundar-se e visitar aquela paisagem e descobrir que tudo sobre ela era bonito, não apenas a sua aparência.
Ela tinha muito mais a oferecer. Ele se recordava sobre cada momento em que Sakura falava apaixonadamente sobre aquilo que mais ama no mundo: a música. Sobre cada momento em que ela dava o seu melhor para ajudar estranhos na rua que precisavam de algo e que ela fosse capaz de auxiliar. Sobre as provocações constantes e pose de durona que camuflavam a sua essência dócil. Sobre o brilho que ela emanava em cima de um palco com sua adorável voz e seu carisma. E sobre o brilho que ela emanava em qualquer instante de sua vida, dentro ou fora de um palco. Sua risada fácil e constante. Suas demonstrações de afeto raras e desajeitadas. Sua expressão de prazer ao tê-lo entrelaçado em suas pernas. Sua face ruborizada e os lábios desenhados em um discreto sorriso por despertar ao lado dele naquele momento.
Poderiam passar a manhã inteira paralisados ali, relembrando detalhes da noite e de toda trajetória até aquele instante. Em silêncio, contemplando as lembranças e a graça do presente.
No entanto, o bater frenético na porta espantou a ambos. Sakura arqueou as sobrancelhas e encarou Naruto, que também estava surpreso e se manifestou:
— Eu não costumo receber visitas. Kiba foi passar o feriado em Tóquio. Não consigo nem mesmo imaginar quem seja!
Então o loiro levantou-se, vestiu uma bermuda e uma camiseta qualquer, entregou um blusão laranja para que Sakura vestisse e colocou-se em direção a entrada de seu apartamento. Ao abrir a porta, se deparou com as últimas pessoas que gostaria de ver naquele momento ainda que as amasse verdadeiramente.
Tratava-se de seus pais. Com algumas malas e sacolas cheias de guloseimas para tomar café da manhã, um belo casal encarava o rapaz com a expectativa evidente em suas expressões. Naruto estava sem fala.
— Me desculpem. Se eu soubesse que viriam teria arrumado a casa para receber vocês. — Se forçou a falar, enquanto coçava a cabeça constrangido e só então, sentindo os efeitos da ressaca, recordou-se da alta quantidade de saquê ingerida na noite anterior.
— Meu filho, que saudade! — Kushina, dona de longos cabelos ruivos e olhos azuis escuros pôs-se a abraçá-lo com força.
Já Minato, com seus cabelos loiros espetados e olhos azuis claros e vibrantes apenas ficou parado ali, observando a situação. Sakura saiu do quarto com as maçãs do rosto tingidas de um vermelho intenso e pôde vislumbrá-los melhor. A semelhança entre Naruto e o pai era notável.
Naruto percebeu que a rosada estava mais próxima dali:
— Mãe, pai.. Vocês se lembram da Sakura Haruno?
— Oh, Naruto, não queríamos te atrapalhar! — A ruiva também teve sua face ruborizada e Minato riu, procurando amenizar o constrangimento da situação.
— Eu me lembro dela, sim. Vocês ficavam juntos o tempo todo quando mais novos. — O homem constatou com a voz tranquila e Naruto e Sakura assentiram — Vamos tomar café?
Todos ali agradeceram a sugestão e a naturalidade com que Minato lidou com a situação e então se colocaram a arrumar a mesa. E enquanto o faziam e conversavam sobre a viagem, Naruto se deu conta de que havia algumas coisas faltando, como café e achocolatado.
Então ele e Minato saíram para comprar. Sakura já estava mais a vontade na presença da bela mulher, estranhamente dócil e ao mesmo tempo temperamental que era Kushina, a mãe de seu amado. Após algum tempo de conversa sobre amenidades como o clima ou o trânsito ou a fadiga das horas no avião, ela entrou em um assunto que não imaginava o estrago que iria causar:
— Sakura, o Naruto já falou com você sobre a volta dele para Tóquio? Você vai com ele? Estão em um relacionamento?
A reação da rosada deixou claro para Kushina que ainda não haviam conversado sobre nenhum daqueles assuntos. As sobrancelhas arqueadas, o ranger de dentes, olhos marejados e punhos cerrados de Sakura indicavam que nada de bom poderia surgir das respostas para aquela pergunta.
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