Eu não parava de pensar nele,fiquei dias indo pro parquinho mas ele não estava lá, fiquei triste e com medo de não ver ele novamente, eu estava vendo barbie e o lago dos cisne quando chegou minha mãe:

—Querida, vamos pra praça-disse ela

—Não queio-respondi

—Não é questão de querer ou não agente vai Becca

—Eu to bincando

—Mais tarde você brinca

—Qui saco!-eu cruzei os braços e fui com ela.

Meu pai veio dirigindo no caminho eu estava escutando e cantando as musicas das princesas.

Quando chegamos, eu fiquei sentada jogando joguinho no celular do meu pai, quando vi um garoto sentado triste na areia desenhando um coração nela, e reconheci:

—Ryan!-eu disse e ele virou

—Becca-ele falou e me deu um abraço

—Aonde focê tava-perguntei

—Mamá num deixa eu voltá mais pro paquinho-ele disse

—Puque(porque)-eu perguntei

—Ela num quer que eu veja focê(você)-ele respondeu

—O que eu fiz-perguntei

—Eu contei pá ela sobre focê-ele respondeu — e ela peguntou e focê é ica(rica). E eu faei que focê não eá(era) mais eá a menina mai especial que eu já conheci-ele completou.

—E ela disse o que-perguntei

—Disse que num aceita pobe na casa deia(dela).

—Que tau(tal) eu ir pa(pra) sua casa mota(mostrar) pa(pra) ela que eu sou legal-perguntei e ele abriu um sorriso.

—Eu queio-ele respondeu

—Mamá, podemo(podemos) ir pa(pra) casa de Ryan-perguntei pra ela

—Claro, Ryan qual é o nome da sua mãe-ela perguntou

—Ellen-ele respondeu e minha mãe deixou cair o jornal e ficou desesperada.