Meu primeiro Natal.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Lá estava eu, encostado em cima de uma arvore em algum lugar de verméncia, enquanto os garotos que não estavam muito longe começaram a conversar sobre uma festa que teriam em breve.
“ei garotos, que festa vocês estão falando?” — Perguntei interessado.
“É o Natal, não acredito que você não lembrou Sieghart... Que época do ano você acha que estamos??” – Um garoto de cabelos roxos escuros perguntou ironicamente para mim, seu nome era Ronan.
“Desculpem, desculpem...Eu sou imortal, por isso nunca liguei para o tempo.” – Eu falei para não ficar com cara de bobo.
“Sei sei, mas então já pensou no que comprar para a Mari?? Fiquei sabendo que você esta bem interessado nela Sieg. – Um garoto de cabelos laranjas falava comigo, mais conhecido como Ryan.
“Cala a boca Ryan, eu não estou interessado nela... e você hein? Já pensou no que comprar pra sua Loura? “ – Eu falei provocando o Ryan.
“Primeiramente ela tem nome: é Lire, segundo já sim, mas preciso ir lá agora pra comprar.” – Ryan falou indo na frente.
“Até mais Sieg, eu, o Lass e o Jin vamos ir junto com o Ryan, já que também precisamos comprar presentes pra elas.” – Ronan falou.
“Tudo bem, até mais...” – Falei fechando os olhos para tirar um cochilo, mas antes de fechar os olhos completamente, não muito longe, vi Mari sentado em um banco lendo um livro.
E por algum motivo quis ir falar com ela. E assim eu fiz, fui até onde a tecnomaga esta para falar com ela.
“O que você ainda está fazendo aqui enquanto devia estar ajudando o pessoal a arrumar as decorações de Natal? – Eu perguntei tentando puxar assunto.
“Nada, eu só estava tomando um pouco de ar” – Mari respondeu olhando para o lado.
“É melhor irmos embora, antes que comece a nevar” – Eu falei olhando para o céu.
“Nevar?” – Mari indagou.
Logo eu vi um pingo de neve caindo no nariz da Mari, logo em seguida ela olhou para o céu, e vários pingos caíram sobre ela. A Mari já era linda, isso eu tinha que admitir, mas agora, com o “efeito” dos pingos de neve, ela estava maravilhosa. O QUE!!? Sieghart o que você ta pensando rapaz, você tem mais de 600 anos, é imortal, você não tem tempo pra essas coisas... Era isso o que eu pensava quando fui interrompido pela Mari espirando.
“Vamos, senão você vai virar um picolé” – Falei isso pegando a mão dela e a levando até onde os outros guerreiros grand chase estavam.
As garotas estavam arrumando a casa onde eu tivera deixado a Mari, e logo em seguida fui atrás dos garotos, estava decidido em comprar um presente pra Mari.
Quando achei eles, ninguém ainda tinha achado um presente certo.
“Ei,vocês ainda não compraram um presente porque??” – Eu perguntei estranhando.
“Primeiramente, o Jin perdeu o dinheiro.” – Lass falou enquanto Ryan e Ronan fuzilavam Jin com os olhos.
“Mas eu juro que deixei o dinheiro no meu bolso.” – Jin falava tentando se desculpa.
“NÃO INTERESSA VOCÊ PERDEU O DINHEIRO E PRONTO” – Ryan gritou para o Jin.
“Sem brigas crianças” – Falei pra provocar mais ainda. “ Eu tenho dinheiro comigo.”
“Brigado Tio.” – Ryan falou.
“Cara você pode ser idoso, mas ainda tem um coração de doce” – Jin falou.
“Você é o décima quinta idade mais legal que eu conheço!! Eu só conheço você com essa idade...” – Ronan debochou.
“Sieg, você pediu por isso quando falou crianças, só porque tem mais de 600 anos não precisava chamar a gente de crianças. Velho gaga”. – Lass falou friamente.
“tudo bem, criancinhas, vamos procurar os presentes.” – Falei ainda pra tentar ficar por cima das provocações.
“SIM SENHOR!!” –Todo gritaram e logo me seguiram.
Então começamos a andar no centro de Serdin parar ver se achávamos os presentes certos, Ryan, Jin, Ronan e Lass conseguiram achar fácil fácil os presentes que acharam que eram os certos. Mas infelizmente nada de eu achar um presente.
“Sieg, a gente já deu milhares de voltas nessas mesmas lojas, e até agora você não achou nada pra Mari. Vamos pra casa, já esta tarde.” – Jin falou cansado.
“Espera, só mais meia hora e eu tenho certeza que irei achar algo.” – Eu falei quando procurava alguma coisa.
“Desculpa Sieg, não da mais. O Dono da loja já esta pra nos tirar dessa loja nos chutando.” – Ronan falou.
“tudo bem, vamos embora.” – Eu respondi saindo da loja.
Seguimos em direção a nossa casa, assim que chegamos cada um foi para seu quarto, menos eu, pois durmo na sala.
No dia seguinte fui acordado com o Jin me chamando.
“ACORDA SIEG, ACORDA! É VESPERA DE NATAL!” – Jin gritava ao mesmo tempo em que me sacudia.
“Cala a boca Jin, me deixa dormir mais meia hora.” – Eu falei enfiando a cara no travesseiro.
“ATAQUE PUNHO DO DRAGÃO!” – Jin gritou indo me dar um soco, mas que por sorte consegui desviar. – “Viu você já esta em pé”.
“você é um demônio Jin.” – Eu falei com raiva.
Depois dessa pequena briga, me arrumei com minha roupa de sempre e sai de casa. Fui até o parque que tivera não muito longe dali, subi em uma arvore e tentei voltar a dormir, mas era impossível, pois Mari ficava sempre nos meus pensamentos toda a vez que eu fechava os olhos.
“O que esta acontecendo comigo?!” – Eu falei olhando para o céu nublado, parecia que ia nevar.
E em cima da arvore peguei no sono. Quando já estava de tarde, Lass veio me acordar.
“O VELHO GAGA! Desce da arvore, é perigoso pra quem já ta na décima quinta idade.” – Lass me acordou me provocando.
“CALA A BOCA CRIANÇA!! Pelo menos o velho aqui sabe subir em arvores, sem nem ser ninja, você que é não consegue.” – Falei olhando com raiva para Lass.
“Sieghart, você esta pedindo pra morrer.” – Lass falava com odeio.
“E se eu estiver, o que você vai fazer?? Criança...” – Falei provocando ainda mais.
Quando Lass tivera pulado pra cima de mim, Ronan segurou a mão do Lass.
“Ta certo, vamos parar com isso, hoje é véspera de natal, tentem não se matar” – Ronan falou puxando eu e o Lass pela orelha.
De volta em casa, todos os garotos se arrumaram e estavam prontos para ir para a casa das meninas. Quando chegamos lá, elas ainda não estavam prontas, então ficamos na sala assistindo TV.
Depois de quase 2 horas de espera, as meninas começaram a descer as escadas.
“Finalmente, achei que tinham morrido lá.” – Jin falou cansado de esperar.
“Pensei que não sairiam mais de lá” — Fala Ryan.
“Bom, agora estamos aqui e não precisa fazer escândalo né? – Elesis retruca.
-Então vamos, falou a garota de cabelos roxos, conhecida como Arme.
Então fomos para o quintal, onde tivera uma mesa cheia de comida e bebidas. Logo todos nós nos sentamos e começamos a comer, os meninos comiam ferozmente, tirando eu é claro, tenho classe. E por causa disso as meninas começaram a berrar com os garotos, e por esse certo motivo me afastei um pouco deles, mas não pude deixar de dar risada, com os garotos sendo socados e chutados pelas garotas.
Mas o que me chamou mais a atenção, foi a Mari que estava quase no mesmo estado que eu, de canto apenas rindo da situação que se passava na mesa. Ela estava tão linda daquele jeito, não consegui tirar os olhos dela, mas então ela me olhou, me fazendo desviar o olhar rapidamente e ficar sem jeito.
Logo o jantar acabou, os garotos saíram com os olhos roxos e eu não pude deixar de zombar deles, mas as meninas também saíram bem cansadas da “brincadeira” deles. Bem a ora de trocar os presentes tivera chegado, as meninas distribuíram presentes para todos os garotos, e os garotos ficaram sem jeito algum de dar algum presente pra elas.
Depois da troca, todo mundo quis ir à balada de natal, que tivera não muito longe do quintal. Eu segui junto de tudo mundo, mas vi a Mari voltando e entrando na casa das meninas. E então algo em mim, estava querendo ir junto com Mari então a segui, ela tivera entrado no seu quarto. Fiquei de frente para a porta e esperei um pouco.
“Sieghart, o que você ta fazendo... A Mari esta no outro lado da porta sozinha... O que eu devo fazer....Se eu entrar que desculpa eu devo dar...??” – Eu ficava pensando nisso quando sem perceber minha mão já estava abrindo a porta.
Não deu pra evitar, tinha que continuar agora.
“Mari? O que você esta fazendo aqui??” – Eu perguntei a indo em direção a varando onde ela se encontrava.
“Sieghart?” – Ela perguntou em um tom de surpresa.
“Sim, sou eu, o que você esta fazendo aqui? – Eu voltei a perguntar de novo.
“eu que deveria estar perguntando isso, afinal, eu achei que você estava na festa.” – Ela tivera falado.
“Vim ver como você estava.” – Falei enquanto me aproximava mais dela.
“Só passei aqui para relaxar” – Ela falou.
De repente ficou um silencio entre nós dois, mas eu sabia que deveria quebrar esse silencio e logo falei.
“O que esta achando do seu primeiro natal?”- Perguntei meio sem jeito.
“bom...Achou que ficou melhor do que eu esperava” – Ela falou com um sorriso que fez meu coração acelerar.
“Pra mim, esse foi o meu melhor natal de todos os tempos” – Eu falei alegre.
De repente vi um pingo cair no nariz da Mari novamente, e com um reflexo ela levantou a cabeça, e logo em seguida ficou vermelha.
“Um.... Visco” – Ela falou corada.
Na hora eu lembrei da historia que se duas pessoas ficarem em baixo de um visco teriam que se beijar, e acabei corando, pois estava em baixo de um no lado da Mari.
“Quem diria, um visco” – Eu falei sem querer.
“É....mas... a t-tradição, nós teremos ....... que cumpri-la?” Mari falou obviamente corada.
“Não sei, se você quiser...” – Falei como se não liga-se.
“Sieghart, nós não precisamos....” – Ela falou se recuperando da timidez.
“Ah que isso Mari, um só não faz mal a ninguém”- Falei me aproximando mais ainda dela.
“Sieghart, pare ag...” – Não deixei ela termina, logo a calei com um beijo.
De certa forma fiquei muito feliz com isso, inda mais porque ela retribuiu com outro, ficamos um bom tempo assim, parecia que ela estava gostando, e eu não fiz esforços para mostrar isso também. Eu estava certo, esse foi realmente o meu melhor natal de todos os tempos.
Fim...
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