Meu príncipe patriota.
1 Meu príncipe patriota.
Notas iniciais

Acordei me sentindo satisfeita. O treino de ontem havia sido cansativo. Treino de que você me pergunta? Dos Vingadores, é claro. Eu era a novata, depois da Guerra Civil... O próprio Capitão América apareceu um dia na porta da minha casa. Bem tímido, porém igualmente decidido. E incrivelmente gato, eu devo dizer. Cara, devia ser um crime um homem ser tão lindo assim...
Lindo, mas um pé no meu saco. Desde que, eu aceitei entrar para equipe. Eu estava em Wakanda agora, a cidade era linda e completamente futurista. Deixava o resto da terra no chinelo, sabe... E T’challa é um gato! Acredite, ele é um benção para humanidade naquele uniforme de Pantera Negra.
Entrei na sala de treinamento. Só para Clint me arremessar no chão com toda sua força e para um homem normal era muita, e eu já fui derrubada pelo capitão américa. Eu entendo de força, principalmente força que me derruba.
— Porra! Galo arqueiro... Bufei, me levantando do chão. Naquele dia, eu estava com uma calça de moletom e um top. – Será que você não pode me avisar, quando for me derrubar no chão?
— Não! Use seus poderes para me deter. Resmungou, contendo o riso.
— Querido galo arqueiro, eu tenho telecinésia. Telepatia é outra coisa. Disse, contendo minha vontade de manda-lo se fuder. – E então, cadê meu capitãozinho favorito? Meu namorado devia ser o primeiro a me socorrer, quando você me arremessa no chão como uma boneca de testes. Reclamei, o capitão não é o meu namorado. Mas, um dia... Ele seria.
— Ele já está vindo! Disse ele, rindo abertamente. Todos eles se divertiam comigo, Steve sempre ficava sem graça com meus avanços e minhas piadinhas. Ele adorava me cortar e me fazer bancar a novata louca. Só que eu era sim, a novata louca. Steve era o meu amorzinho! Eu imaginava com clareza o dia que eu e eles nos casaríamos. Teríamos dois babes loirinhos e dos olhos azuis, a cara do pai. Suspirei, imaginando. Capitão e o Bucky entraram na sala de treinamento, não contive o sorriso aos olhares.
Colírio, toda vez que eles entravam na sala... Eu até enxergava melhor.
— Bom dia. Foi apenas o que Steve desejou me olhando, curioso. Bucky acenou tímido para nos, e eu acenei de volta. A Hidra bandida tinha estragado o fofinho e ele ainda tinha reservas quando chegava perto da gente.
— Oi, meu capitão. Sorri, maliciosa. – Você está como sempre uma visão nessa bela manhã. Buckyzinho, você também está ótimo. Não como meu futuro esposo e pai dos meus filhos, mas está ótimo.
Steve suspirou, passando a mão no rosto. Ele estava sem graça! Ok, essa era a hora de pegar leve.
— Vamos treinar, Ísis. Disse, somente. Enquanto, me olhava de cima abaixo. Isso querido, cobice o que é seu. Pensei, maliciosa.
— Claro, amor. Pegue leve, porque nosso galo já me arremessou no chão. Meus ossos devem estar fodidos agora. Ops... Falei, e coloquei a mão na boca por causa do palavrão. Eu havia feito um voto de não xingar na frente do meu amorzinho. Ele não apreciava esse tipo de coisa e isso era péssimo, porque eu apreciava bastante. – Desculpa, amor. Foi uma falha no processo. Sorri, solicita.
— Só evite isso, Ísis. Sabe que não aprecio isso. Afirmou, me encarando.
— Perdão, Cap. Sabe, que eu tenho boca suja. Fazer o que? Sou assim. Disse, dando de ombros.
— Eu não quero que você mude quem é, eu gosto assim. Apenas evite palavrões! Disse, me encarando.
— Steve, você é o genro que minha sagrada mãe pediu a Deus. Falei, brincando. E lá estava ele sem graça outra vez, meu puro e doce Steven Rogers. Impossível não se apaixonar por ele. Sim, eu era apaixonada pelo meu capitão. Claro que, todas as minhas brincadeiras tinham um fundo de verdade. Mas, eu era um pouco covarde para me declarar e falar sério com ele. E se ele não correspondesse?
— Você precisa parar com isso. Reclamou ele, parecendo constrangido.
— Você não gosta? Te chateia? Perguntei, ficando sem graça pela primeira vez. – Eu posso parar, Cap.
— Não, eu gosto... Só que eu sou não sou acostumado com isso. Disse, apontando para mim toda.
— Mas, isso o que? Perguntei, me olhando e dando um voltinha.
Ele olhou para mim e suspirou.
— Nada. Vamos treinar! Disse, entrando no tatame. Bufei, chateada com aquilo. Oh homem complicado viu, cara. Sentimentos para Steven Rogers era complicado! Deem um desconto. Uma guerra mundial, 70 anos congelado e vim parar no século 21. Pessoas diferentes, ações diferentes, sentimentos diferentes. Steve se esforçava para adaptar, não que fosse muito. Ele era muito inteligente e gentil... Ele precisava querer se adaptar, querer viver aqui. Só que ele não tinha escolha.
Eu ficava impressionada dele não ter arrumado uma namorada. O cara era um Deus grego perdido na terra! E eu que não sou boba, já estava super interessada naquele homem maravilhoso em todos os sentidos da palavra MARAVILHOSO.
Steve se posicionou na minha frente, suspirei fundo. Preparando meu psicológico para aquela imensa surra! Difícil se concentrar lutando com ele, aqueles braços e corpo. Eu era ridícula, em lutas com ele. Com os outros, eu ainda dava pro gasto. Mas, com Steve eu era nocauteada. Nós éramos almas gêmeas, eu tinha certeza.
Fui para cima dele, só para ele me virar feito um pedaço de carne e me devolver para chão.
— É politicamente correto você bater na futura mãe dos seus filhos dessa forma? Resmunguei no chão, soltando uma gargalhada logo depois. Ele bufou, cruzando os braços bem irritado.
— Você precisa levar os treinos a sério. Falou Steve, me alertando.
— Eu levo bastante. Pergunte a qualquer um... Disse, me justificando. Me erguendo o encarando outra vez.
— Seus treinos comigo. Reafirmou ele.
— Capitão, não posso agredir você. Pode até, fazer o universo sair do seu equilíbrio. Falei, zoando. – Almas gêmeas, precisam apenas se amar. Terminei minha explicação, não contento o riso. Até ele, estava contendo o riso.
Caí no chão, fingindo uma dor. Comecei a gritar de dor, chamando o nome dele. Sim, eu não prestava. Mas, cada mulher lutava com as armas que tinha. Tentei fingir umas lagrimas, mas eu não era um atriz tão boa assim.
— Ísis, está tudo bem? Perguntou, me segurando em seus braços. Contive o suspiro, aquele homem era o certo para mim. Nunca tive tanta certeza!
— Não sei... Fingi, choramingando. – Está doendo bem aqui. Disse, colocando minha mão em cima da minha costela. Imediatamente, ele dirigiu a mão para minha costela perto do meu seio. Tentei não suspirar de alegria vergonhosamente, contendo em vão os arrepios do meu corpo.
— Eu vou levar você na enfermaria. Disse, com a voz pingando de preocupação. Meu coração até palpitou... Era um doce de homem mesmo! Meu Steve.
— Acho que preciso de uma respiração boca a boca... Murmurei fraca, segurando e passando as mãos em seus braços. – Vou ficar muito melhor... Acho que até se eu estiver morrendo e você me beijar como a Ariel. Eu voltarei correndo para você. Ele bufou, percebendo na hora a brincadeira. E me soltou, suspirei irritada.
— É a Branca de neve. Me corrigiu, explicando.
— Ué e a Ariel é o que? Reclamei, indignada.
— Sereia. Corrigiu, novamente.
Bufei, essas princesas... Sempre estragando meus planos. E meus momentos com meu príncipe patriota.
— Tudo a mesma coisa. Posso ser sua princesa, Steve? Pedi, fazendo uma cara de cachorro sem dono.
— Amanhã, temos treino. Até, pequena. Avisou, me dando um beijinho na testa e me deixando ali na seca. Adorava, quando ele me chamava assim.
— Até a manhã, meu príncipe patriota. E diga ao T’Challa que mandei beijinhos. Gritei, enquanto ele saia com aquela bunda perfeita. Deus grego!
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