Meu príncipe patriota.
25 Aquele que guarda
Notas iniciais

Definitivamente, eu gostaria de saber... Como, a minha vida quase perfeita estava assim. Eu tentava voltar a consciência, mas o remédio que Steve havia me dado era demais. Ele não se lembrava de nada. Deus! Ele não se lembrava de tudo o que vivemos, tudo o que sonhamos, nossos planos, nossos momentos, nossos toques, nosso amor.
Nós estávamos tão bem. Tão maravilhosamente bem! E havia sumido das minhas mãos, como areia. Não via saída daquela situação, o desespero tomava conta de cada grama do meu corpo. O anel esmeralda brilhou na minha mão, como se tivesse vida própria.
Eu não tinha mais o meu Steve. Eu não tinha nada.
Sequer conseguia abrir meus olhos e quando, as lágrimas saiam deles. Suspiro, meu corpo doía. Por que, doía tanto? Eu ouvia o som metálico característico da armadura do homem de ferro, batendo contra algo solido. O calor das chamas, passando sobre mim.
Eles matariam Steve?
— Rogers, você precisa parar. Avisa, Tony. Ele precisava parar! Imploro, tentando recobrar minha consciência. Tony só ia segurar ele até que ele não representasse risco para sua família, se algo acontecesse com sua mulher ou se ele colocasse as crianças em risco. Temeria pela vida de Steve...
— Steve... Tento chamar, mas minha voz está tão fraca que mal consigo projetá-la. Ainda mais, com a luta.
Respire fundo, Ísis.
STEVE ROGERS
Droga!
Ergui as mãos e deixei Ísis no chão em segurança. Assim, que Anthony Stark terminou de falar, sua mulher se posicionou ao lado dele. A situação havia se complicado, muito mais do que eu previa. Enfrentar somente Tony com sua armadura, já seria difícil. Agora, enfrenta-lo com sua super guarda-costas detentora dos elementos seria impossível.
Entretanto, meus olhos não saiam de Ísis no chão. Ela ainda parecia inconsciente, mas quando ela acordasse. Eu teria três super heróis furiosos para deter.
— Steve, por favor. Tente pensar... Nós somos a sua família. Seja lá, o que a hidra fez com você, eles mentiram. Ísis é sua mulher e espera o seu primeiro filho. Lute contra isso, Steve. Disse, Elementor. Meus olhos se ergueram, confusos sobre ela.
— Você está mentindo. Balbucio, desviando de um golpe dela.
— Por que, mentiríamos? Se você fosse da hidra, nós apenas chutaria sua bunda até você apagar. Seria bem mais fácil do que apenas tentar convencer você, dizendo a verdade. Diz, dando de ombros. E chutando em minha direção, bloqueio seu golpe e a arremesso na parede.
Ela geme de dor e caí, inconsciente. Sinto a fúria do homem de ferro vindo em ondas sobre mim e ele a checa no chão. E seu capacete se ergue por alguns segundos e posso ver seu rosto retorcido de fúria. Ok, talvez... A minha segurança e me convencer, não seja mais uma prioridade.
— Steve, baby. Você precisa parar... A voz enfraquecida e quebrada de Ísis ecoa, por um momento. Implorativa, tão implorativa que amortece meu corpo e qualquer reação que ele tenha. Todos os planos e reações se passam por minha cabeça, o mundo que eu planejei, a hidra, os fragmentos da minha suposta ex vida, nós dois juntos. E o bebê, que ela carregava, que poderia ser meu.
Minha cabeça rodava em ondas e eu mal conseguia respirar.
Os flashes de nós dois deitados na cama, rindo, conversando, trocando beijos me bombardeia por alguns momentos. Nossas conversas sobre filhos, sobre o amor que sentíamos um pelo outro.
— Por favor, amor. Diz, choramingando. E meus olhos se enchem de lágrimas ao ouvir sua voz, tentando se sobressair ao efeito do remédio. Antes que eu pudesse tomar uma atitude, sinto um soco em meu rosto com toda a força da armadura. Caio no chão, observando Ísis. Não resistindo a inconsciência e a dor em meu rosto.
Maldito homem de ferro!
TONY STARK
Eu já havia entrado em contado com T’Challa em Wakanda. Ele e suas Doras Milajes, juntamente com Natasha viriam atrás de Steve. Não era seguro para ele aqui, Ross de tempos em tempos, sempre vigiava o complexo. Tentando pôr as mãos na minha preciosa Avatar. O que nunca, nem em um milhão de anos do caralho, aconteceria. Ele não havia superado que ela não houvesse assinado o tratado e vivesse comigo, andando e me amando livremente.
Voltando... Steve e Ísis precisavam voltar para Wakanda o mais rápido possível. Eu poderia auxiliar com a mente de Steve, mas ele não pode ficar aqui. O apagão da hidra já havia chamado atenção demais.
Saber que além de ser foragido, Steve ainda estava ‘’ trabalhando’’ com a hidra. Seria o tiro de misericórdia em sua reputação e apesar, de estar sofrendo com sua mentira sobre o assassinato dos meus pais.
Ver Steve nessa situação, não me agradaria ou me satisfaria em nada. Natasha queria trazer Bucky, só que eu não poderia vê-lo... Seria pedir demais ao meu pequeno autocontrole no momento.
Só de imaginar com as mãos em minha mãe.
Queria mata-lo. E pelo bem da minha sanidade, da minha família e dos cacos que sobraram da minha amizade com Steve. Era melhor, não. Definitivamente, não.
— Baby. Ouço, um chamado gentil e mãos delicadas em minha cintura, me cercando. Seu perfume, imediatamente, me acalma da bagunça de minha mente. – Como estão as coisas? Sussurrou, em meu ouvido.
— Tranquilas, agora. T’Challa e Natasha vem busca-los, Ísis está descansando do sedativo e em breve, acordará. Steve está inconsciente e amarrado, esperando o transporte. Em Wakanda, eles darão o diagnóstico.
— Diagnostico?
— Possivelmente, eles apenas limparam a memória dele, repetidamente. Como, o soro do Steve é muito superior à qualquer soro de super soldado que já existiu. Os danos ao cérebro, eram mínimos comparado ao sua regeneração. Daqui a alguns meses, ele será o bom e velho garoto dourado da América que amamos e odiamos. Digo, lhe dando um selinho carinho, acariciando seu rosto. – Você está bem?
— Sim, baby. Super regeneração, lembra? Diz, jogando o cabelo de lado e sorrindo. – Bem, até que foi fácil... Ela diz, dando de ombros.
— Fácil para nós. Para eles, Steve tem meses perdido na podridão que é a hidra. Imagine, quando ele acordar e lembrar disso. Fora, a gravidez intensificada pelo soro. Digo, pensando nas coisas que Steve deve ter feito sobre o controle da hidra.
— Porra! Então, meses agitados pela frente. Diz, mordendo meu ombro. Me fazendo, gemer com a dor. Meus olhos se prendem a ela e ela solta um pequeno sorriso demoníaco em minha direção. Suspiro, quando sexta feira me avisa que o quinjet Wakandano chegou.
— Salva pelo congo, provocadora.
— Que pena. Insinua, rindo e saindo de perto de mim. Ela caminha com um vestido apertado e uma sandália sem salto, enquanto vejo sua bunda balançar para mim. Isso sim, era vida...
— Tony! Cacete. Abra o portão para pousarmos! Espero que você não esteja fodendo a... Resmunga, Natasha em meu ouvido.
— Meu Deus, mulher! Estou abrindo e preparando o picolé e a grávida para serem transportados. Digo, abrindo as portas. Estava cercado de loucos!
***
Choramingo, rolando na cama e sentindo falta de Steve. Essa era uma realidade que eu já tinha me acostumado. Sua falta era tão constante, quanto minha necessidade de comer e dormir. Cada vez, nosso filho estava mais e mais forte, não como um bebê saudável. Mas, sim, como um bebê plenamente saudável com super soro. E no fundo, eu sabia que apenas a voz de Steve poderia acalma-lo.
Abro os olhos, abraçando o edredom, procurando Steve aonde quer que ele esteja. Me deparando com a Avatar e uma bandeja de comida.
— Tony me falou sobre os efeitos do soro em sua gravidez. Deve ser difícil. Ela diz, me dando um bandeja com panquecas, frutas e suco com um pequeno pote de nutella. Definitivamente, eu adorava essa mulher. – Steve está bem. Apenas, desacordado e T’Challa e Natasha estão vindo busca-los. Creio que eles terão uma forma mais eficiente de cura-lo. Apenas, que ao que parece, o tempo dele se regenerar dos danos da máquina é o suficiente.
— Obrigadinha, deusa grega. Nós iremos passar por isso, vai ser difícil. Mas, Steve estará comigo e tudo vai ficar bem. Afirmo, emocionada. Enquanto, ela deposita a bandeja em meu colo.
— Vocês podem me chamar, sempre que precisarem. Nunca viraria as costas para minha família. E tome cuidado, Ísis. Muitas pessoas, procuram o soro de Steve á décadas. Com Steve, eles não pegariam tão fácil. Já com você e o bebê... Tenta me avisar e assinto rapidamente, tomando consciência de um fato tão grave. – Termine de comer e se arrume. Eles já devem estar transportando Steve, creio que você queira ir junto. Natasha deve estar vindo... Boa sorte. Diz, se levantando da cama.
— Merda! Falo, reclamando e esperando que Nat entrasse no quarto.
Depois de meia hora de sermão ao estilo Romanoff, uma despedida chorosa da minha parte com Tony, Avatar e sua gêmeas fofíssimas. Tivemos que partir às pressas, pois Ross havia convocado uma reunião no complexo. Em 5 minutos, depois o quinjet estava decolando e estávamos partindo para Wakanda. Mas, meus olhos estavam em Steve. Desacordado com algemas de vibranium, nas mãos, pés e pescoço.
Doía em mim, vê-lo daquela forma. Porque, eu sabia que o Steve preso aquela maca, não era o meu Steve. E sinceramente, não fazia ideia de quando ele voltaria para mim.
***
Horas depois, estávamos pousando em Wakanda. Sobre os olhares atentos de todos os vingadores – foragidos -, que pareciam ansiosos para colocar os olhos em Steve ou em mim. Eu deslizava a mão sobre meu ventre, exausta e faminta. Parecia um estado natural para mim grávida.
Desci, sendo prontamente apoiada por Natasha. Só queria tomar um banho, deitar e me juntar ao Steve, assim que possível. Então, os questionamentos de todos eles, eu deixaria para outro momento.
— Ísis. Ouço o chamado gentil de Bucky e em sua voz, não havia um pingo de repreensão. E era por isso que ele era o meu desmemoriadinho favorito. Ele me abraça e me segura em seus braços por um tempo.
— Hey! Respondo, após um tempo.
— Natasha, já nos falou sobre tudo. Se depois de 70 anos, vocês conseguiram me trazer... Steve será fichinha. Nós passaremos por tudo isso. Implora, sorrindo. Tentando me animar, apenas assinto. Contendo as lágrimas novamente. E minutos depois, estou em nossa cama. O perfume já havia sumido, só as roupas guardadas e fotos nossas e do nosso casamento. Ela poderiam ajudar a traze-lo de volta para mim.
Tomo um banho, visto um vestido simples, tiro algumas fotos dos portas retratos e caminho apressada até o laboratório de Shuri, aonde provavelmente estaria internado. Será que ele estaria acordado? Será que algumas memórias já haviam voltado? Restava, somente esperar e torcer.
3 semanas depois...
Steve havia recuperado uma parte da memória, somente algumas coisas sobre a infância com Bucky e é claro, algumas lembranças comigo. Como a viagem ao México, todos os dias me enchia de esperança, cada memória por menor que seja que ele recuperava.
Eu havia conversado com T’Challa sobre liberar Steve de sua cela acolchoada revestida de vibranium. Tudo era de vibranium em Wakanda... Ele simplesmente, não achava que Steve estava plenamente saudável para conviver com o resto de nós. Achava que Steve ainda não tinha certeza de qual lado, ele realmente pertencia.
— Amor, como você está? Digo, sorridente. Steve abaixa uns dos livros que havia dado a ele e sorri, se levantado. Suas mãos deslizam por entre a grade direto para minhas mãos a guiando em seu rosto.
— Senti saudades, Ísis. Responde, com seu olhar de filhotinho característico. Sua barba espessa e os cabelos longos eram uma tentação para mim. – Lembrei de algo a mais.
Aquele era o momento que ganhava o meu dia.
— O que? Questiono, ansiosa. Estava repleto de fotos nossas ao lado dos vários livros que ele lia. Steve ainda era, no mínimo, áspero com todas as pessoas ao seu redor pelas memórias da hidra. Mas, comigo... Comigo, não.
— Quando, te pedi em casamento. O piquenique, o rio... Insinuou, rindo. Sinto minha pele arrepiar com a luxuria que escorrem dos seus olhos e palavras. Mas, não tanto, quanto a necessidade que crescia em mim de novo e de novo.
— Andou tendo sonhos eróticos comigo, Capitão? Questiono, mordendo o lábio. Steve era o único homem que sabia me deixar sem palavras, mesmo quando bancava o inocente. Eu estava quase com 6 meses e queria o pai do meu filho comigo... Como, eu queria. Dou um pequeno selinho em sua boca, tentando passar pelas inquebráveis grades de vibranium.
A atmosfera mudava. Porque, sempre nós perdíamos um no outro.
— Ísis, eu não lembro de muita coisa. Sobre o que sou e a que lugar, eu pertenço. Mas, eu sei que te amo e que sempre, vou pertencer a você. Diz, realmente, apaixonado. Meus olhos se enchem de lágrimas e meu coração dispara com a emoção, meu raciocínio parece perdido. Sinto uma dor intensa no em meu ventre e meu filho se debater, agitado. Solto as mãos de Steve e dois alguns passos para trás sem controle do meu corpo, sinto meus olhos se fecharem e assim, que eles abrem estou nos braços de Bucky me erguendo como um pluma sobre os gritos desesperados de Steve.
— ÍSIS! BABY! FALE COMIGO! Ouço o impacto de suas mãos nas grades. – Me tirem daqui, me tirem daqui agora. ÍSIS! Me deixem estar com ela. BUCKY! T’CHALLA!
— Soltem ele. Imploro, buscando forças para falar. – Quero ficar com ele. Peço, imploro. Mas, antes que possa falar, qualquer coisa... Sinto os meus olhos se fecharem, como se uma força sobre humana se colocasse sobre eles.
***
O tic tac irritante da máquina hospitalar chamou minha atenção, assim que meus olhos se abriram. Mas, a mão segurando a minha e a outra, apoiada em meu ventre chamaram ainda mais. Ele estava aqui e eu podia toca-lo plenamente, depois de meses. No nosso lar seguro... Por um momento, meu mal estar ficou em segundo plano.
— Nosso filho, ele está bem? Digo, o observando. Nossos dedos se entrelaçam e os olhos azuis brilhantes estão em mim, me aquecendo de todas as formas.
— Está. Ele apenas ficou agitado e não tem muita noção da própria força. Ficou exausta, os médicos disseram que ele exige cada vez mais de você, conforme ele cresce. Merda! Você me deixou louco de preocupação, anjo. Disse, chorando. Minha mão acaricia seu rosto e enxuga suas lágrimas. Cada dia, eu via mais e mais do meu Steve nele.
— Pelo menos, você está aqui comigo. Digo, cansada.
— Acho que eles ficaram com medo de que eu conseguisse derrubar a cela para te ter perto de mim. Diz, acariciando meu ventre. – Ele se acalma ao ouvir minha voz. Afirma, sorrindo para mim.
— Eu sabia... Dou uma risada estranha, pela exaustão. – Sabia que ele se acalmaria com sua voz.
— Porque? Questiona, me observando.
— Porque, bem... Você é o pai dele. E depois, você tem o mesmo efeito em mim. Digo, sentindo um beijo em minha testa e depois, em meus lábios.
— Nada vai nos separar. Diz, me abraçando.
— Nunca mais. Afirmo, sorrindo.
***
‘’ O tiro ecoou em todo o andar, perfurando a cabeça dele e fazendo-o inclinar no chão. O baque surdo do corpo pesado e o sangue espirrado no teto chocou os soldados da hidra... Mas, a respiração de Steve sequer tinha se alterado. Ou, piscado os olhos. Ele não parecia humano, não era bom e estava muito longe do ideal de justiça e liberdade que ele representava.
De repente, o corpo gigantesco do homem que ele havia tirado a vida. Se tornou menor... Mais, delineado e os cabelos castanhos levemente ondulados apareceram. Se transformando em sua preciosa Ísis. O choque percorre cada musculo de Steve.
Ele não poderia tê-la matado.
Ele sabia... Podia sentir.
Como ele foi capaz?
— Ísis. Era ele... Ísis? Ele a segurou nos braços, o furo da bala no crânio milimetricamente acertado no centro da testa. A dor o estremeceu por inteiro, o choque. Ele desejava ser apenas aquele menino fraco do Brooklin, outra vez. Assim, ele jamais poderia feri-la. Ou tocá-la e tudo seria evitado. — Eu te amo, Ísis. Ísis...
O sangue em seu traje era tanto, que ele se afogaria nele. E até preferia, do que viver em um mundo que ele havia a matado. Escondeu seu rosto em seu pescoço, entre soluços e gritos pedindo que ela voltasse... Mas, no fundo, ele sabia que não havia retorno. ‘’
Ele acorda com Ísis, enrolada em seus braços. A barriga atrapalhava a funcionalidade das coisas, mas a beleza da gravidez o deixava infinitamente feliz. Steve jamais cogitou a hipótese de realmente, ser pai. Depois, de acordar de seu tumulo gelado. Mas, agora, ele não poderia imaginar nada melhor e mais doce do que a vida que ele tinha com Ísis.
Ela estava com 8 meses. 8 meses entre ausência, luta e recuperação de memória. 4 meses que ele vivia, única e exclusivamente, para que Ísis tivesse uma gravidez mais tranquila. Saciando, seus desejos e vontades a todo tempo. Sempre superprotetor e extra preocupado a ponto de deixa-la louca. Não que ela reclamasse.
Muito pelo contrário, preferia Steve o tempo todo ao seu lado. Do que os meses de ausência, que ela viveu.
— Baby, teve outro pesadelo? Questionou, enlaçando metade de Steve com os braços. Querendo passar algum conforto e consolo. Seu sono era constante, tão constante que Ísis havia dormido dois dias seguidos. Para o desespero de Steve, que levou uma dezena de médicos Wakandanos ao quarto.
— Sim. Um homem, que... Engoliu, seco. Odiava falar qualquer coisa que havia feito ou sofrido para Ísis em seus meses na hidra. Mas, ele ainda assim falava. – Matei. Sussurrou, baixinho. Como se tivesse medo e vergonha que alguém, além de Ísis ouvisse. – Ele se transformou em você. Eu matei você. Se não fosse, a minha mente que nunca esqueceu o que vivemos, mesmo em flashes. Eu mataria você, Ísis.
— Amor, Bucky é um monstro? Questiona, segurando meu rosto.
— Claro que não. Me apresso em negar. Bucky era mais uma vítima, a maior delas.
— Então, por que você não seria? Por que, se julga com tanta dureza? Gostaria que você se visse, através dos meus olhos, Steve. E soubesse, o que eu vejo em você, o quanto eu te amo e o quanto, você é um exemplo de justiça e bondade para qualquer pessoa nesse pequeno mundo azul. Diz, o beijando. Acariciando e guiando suas mãos para o seu ventre, deixando Steve se intoxicar pela atmosfera de paz e amor.
Steve sorri, trazendo Ísis para seus braços e finalmente, fecha os olhos tranquilamente, a salvo dos pesadelos.
1 mês depois.
Depois, de 5 horas, entre gritos e choro que pareciam eternos. Eu havia trazido um menino saudável e forte de 4,5 kg e 53 centímetros ao mundo. Meu pequeno príncipe guerreiro chamado Heitor, o nome com o significado ‘’ aquele que guarda’’ era perfeito. Porque, eu sabia que meu pequeno anjo tinha muito a fazer. Heitor era a cara de Steve, os olhos, o nariz, a boca. Aparentemente, a única coisa que ele havia herdado de mim era o cabelo escuro, em vez do loiro angelical do pai.
Estávamos todos na clareira, Heitor enrolado e quase sumindo, nos braços de Steve, que olhava fascinado nosso filho. Definitivamente, o pai mais babão da terra. Eu não conseguia, quantificar a preciosidade do que eu tinha em minha mãos. Me sento ao lado deles, ajeitando o macacão de Heitor sob o olhar atento de Steve.
Bucky e Sam, como sempre brigando. Natasha e Wanda, conversando e rindo. T’Challa sentado ao nosso lado. Uma grande família reunida para o nascimento de um novo integrante.
— Ele é perfeito. Meu mini – super soldado. Digo, encarando Steve e Heitor. Eu nunca me cansaria daquela cena. Amava vê-los juntos, amava tanto que doía.
— Você é perfeita. Me deu tudo o que eu já havia abrido mão. Toda essa felicidade de segura-lo aqui, perto de você e de mim. Me amou, quando eu achei que isso não fosse mais possível. Não desistiu de mim, do nosso amor, da nossa família. Obrigado, Ísis. Diz, trazendo lágrimas aos meus olhos. Que eu prontamente escondi, em meu pescoço.
— Eu que agradeço, príncipe patriota. Eu que agradeço. Te amo Steve!
Depois de todas as minhas loucuras, depois de tudo o que passamos. Steve estava comigo, tínhamos Heitor. Nossa pequena família feliz e o mais importante disso, é que eu realmente e verdadeiramente, havia conquistado e amado o meu príncipe patriota.
— Chega de romance. Me deem meu sobrinho. Diz, Bucky. – Eu juro que vou vomitar, se ouvir mais uma declaração.
— Porque, te escolhi como padrinho mesmo? Pergunto, o encarando.
— Porque, você é louca. Diz, Bucky. Erguendo Heitor com todo cuidado.
— Ele é sincero. Diz, Steve. Concordando...
— Você é mais ainda. Porque, casou comigo. Digo, gargalhando. Ouvindo todos rirem e concordarem comigo, no final. Rainha do Nilo faz assim, baby. Pisco para ele, que me puxa para seu colo.
Lar doce lar, finalmente.
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