Meu príncipe elfo - Mashirao Ojiro
1 Meu príncipe elfo
Notas iniciais
Há muito tempo atrás num reino distante, onde era repleto de ilhas que flutuavam no céu, existiam duas espécies que viviam em harmonia, as fadas e os elfos. Por longos anos, eles compartilharam a maior das ilhas, conhecida como Iisland, onde fadas e elfos podiam viver juntos. Porém, alguns anos depois houve uma guerra que foi declarada pelo rei dos elfos, pois ele queria o domínio completo da ilha. O rei das fadas tentou convencer seu amigo do contrário, porém, o rei elfo não dera ouvidos a ele e mandou seu exército atacar o norte onde as fadas viviam, na tentativa de derrubar o reino. Se passaram cinco longos anos em que as duas espécies continuavam tentando conquistar o território inimigo. Nesse meio período de tempo, duas crianças nasceram. Mashirao Ojiro, o príncipe dos elfos e (S/n) Primavera, a princesa das fadas.
Pov. (S/n)
Quatorze anos depois:
Mais um dia iniciava, hoje acordei com vontade de visitar as ilhas de Musutafu onde a minha amiga Ashido, um duende vivia. Levantei-me da cama e sigo para a sala de jantar. Após comer um delicioso bolo de (S/f), caminho de volta a meu quarto e decido vestir um macacão rosa claro sem mangas, com um cinto de couro marrom e sapatilhas da mesma cor com pequenos detalhes florais em dourado. Chegando na varanda de meu quarto, abro as minhas asas em tom de arco-íris e levanto voo. Ah! Como era bom sentir o vento no rosto enquanto voava pelo céu. Hoje a Ashido queria me apresentar uma amiga que ela conheceu durante os jogos das estações, cujo era uma gincana realizada em Musutafu onde as pessoas participavam de corridas, nado sincronizado, faziam esculturas de neve e etc...
Chegando na ilha, sobrevoo as árvores de Sakuras e passo por um portal circular feito de galhos de árvores com orquídeas espalhadas ao chão e três lanternas penduradas no portal. Avisto o duende rosa que estava conversando com uma menina morena e a chamo.
— Ashido-chan! — Ela me vê e sorri.
— (S/n)! Quero que conheça a Ochaco, ela é uma sereia que acabou de se mudar para essa ilha.
— Olá, tudo bem? Eu sou (S/n), a princesa das fadas.
— É uma honra conhecê-la vossa alteza. — Ochaco me cumprimenta. Nós três passamos a manhã toda conversando e quando percebo, o sol do meio-dia se aproxima. Aqui em Musutafu temos três sóis, um sol vermelho de manhã, outro laranja a tarde e de noite o sol branco. As ilhas de Musutafu nunca escurecem, porém, existem outras ilhas em que a noite se estende sendo possível ver as estrelas. Me despeço delas e sigo de volta para casa. Durante o voo passo pelas terras dos elfos para pegar um atalho até que sinto algo me atingir e desmaio caindo rumo ao chão.
Pov. Ojiro
Estava passeando pelo reino com a minha irmã Hagakure, quando vimos os guardas atingirem algo que voava no céu com uma de nossas poções de sono. Curiosos, nós nos aproximamos e vimos a princesa (S/n).
— Posso saber o porquê de terem atingido a princesa? — Hagakure pergunta aos guardas.
— As fadas são nossas inimigas, alteza. Seu pai deixou claro que não podemos permitir que nenhuma fada invada o nosso território. — Um elfo de cabelos verdes responde.
— Quanta bobagem Midoriya. — Respondo-o. — Essa guerra deveria parar, o que a princesa fez para vocês? Possivelmente ela só estava de passagem.
— Mas alteza… — Outro guarda fala e o interrompo.
— Sem mais. Levem-na a um de nossos quartos de hóspedes e quando ela acordar me avisem. — Os elfos me obedecem carregando (S/n) para dentro do castelo, sendo acompanhados por mim e Hagakure.
Pov. (S/n)
Acordo me sentindo um pouco tonta e olho para um teto verde claro com uma luminária de cristal e estranho. Esse não é o meu quarto, tento me lembrar dos acontecimentos de hoje, estava voltando para casa quando senti algo me atingir… Espera, devem ter sido os elfos. Sou tirada dos pensamentos ao ouvir o som da porta se abrindo.
— Com licença princesa, está acordada?
Vejo um rapaz de orelhas pontudas e cabelos loiros presos num rabo de cavalo. É o príncipe, será que fui sequestrada pelos elfos? Me apavoro por alguns instantes e pergunto:
— O-O que estou fazendo aqui?
— Alguns dos meus guardas lhe atingiram com uma poção de sono pensando que estava invadindo nosso reino. — O príncipe fala. — Impedi que te levassem como prisioneira.
— Ah! Entendo.
— Sinto muito pelo que fizeram a você. Princesa (S/n), já que está aqui, gostaria de conhecer a nossa aldeia?
— Ah! Não tem problema. — Respondo. — Hum, claro sempre quis ver de perto a aldeia dos elfos.
O príncipe Mashirao me leva por entre os corredores de seu castelo e saindo do mesmo, seguimos por entre as árvores gigantes de sakuras. As casas dos elfos eram emendadas nas árvores e tinham arranjos de girassóis, tulipas e margaridas. Vejo a frente, algumas crianças brincando de pique esconde e sorrio. Logo os aldeões percebem a minha presença e ficam surpresos, pois era raro ver uma fada aqui, ainda mais em período de guerra. Envergonhada, me aproximo mais do príncipe e ele ao notar, sorri. Nós entramos numa rua que levava a uma parte da floresta de sakuras e Ojiro diz:
— Princesa, tudo bem se eu te mostrar uma cachoeira que tem por aqui? Leva uns trinta minutos de caminhada pela floresta. O lugar parece de outro mundo.
Assento e falo:
— Sim, vamos voando? Você me mostra o caminho e te dou uma carona. — Estendo a mão direita. Ojiro observa a minha mão estendida e cora.
— T-Tudo bem. — Sinto a sua mão macia tocar a minha e segurando firme, levo o príncipe enquanto ele falava a direção da cachoeira. Depois de dez minutos, ouço sons de águas caindo e pouso no chão. Por trás da cachoeira dava para ver uma abertura de uma caverna, nas margens do rio cristalino haviam três cogumelo vermelhos de até dois metros de altura e outras dezenas de cogumelos normais. Num canto onde havia uma rocha enorme, algumas trepadeiras se fixavam. Me aproximo do rio e observo a correnteza fluir.
— Esse lugar é incrível! — Respondo me virando para o elfo e sorrio. — Dou uma olhada na água e vejo algo brilhar em vermelho, curiosa, me abaixo e estendo as mãos para pegar o objeto até que sinto uma garra me puxar para dentro do rio e grito logo perdendo a consciência outra vez.
Pov. Ojiro
Ouço a (S/n) gritar e vejo os Kappas puxarem a princesa para o fundo do rio. Sem perder tempo, eu pulo no rio e tento soltar a princesa das garras dos anfíbios dando chutes neles, deixando-os irritados. As criaturas se unem e atacam em conjunto me encurralando numa pedra, pego a minha espada atingindo alguns nos braços e ombros fazendo-os recuar e soltar a princesa. Nado até ela e segurando em sua cintura volto a superfície de olho nos Kappas. Chegando em terra firme, me afasto do rio colocando (S/n) deitada e verifico a sua respiração.
— (S/n), acorde por favor. — Faço respiração boca a boca e na quarta tentativa, a fada tosse e abre os seus olhos (C/o).
— Ojiro. O que aconteceu? — Ela me pergunta ainda confusa.
— Os Kappas te puxaram para dentro do rio, mas agora está a salvo. — A respondo.
— Q-Que frio! — (S/n) fala se encolhendo enquanto treme. Abraço a princesa para a esquentar e ela coloca sua mão em meu tórax. Sinto a sua respiração descompassada em meu pescoço e depois de alguns minutos a vejo corada. — Obrigada Ojiro. — (S/n) sorri.
Dois meses depois…
Enquanto os meses passavam, nesse meio período eu e (S/n) começamos a nos encontrar escondido. Hoje a princesa pediu para me encontrar a tarde na ilha da Ashido, pois ela queria me contar algo importante. Nós dois resolvemos tentar convencer os nossos pais a acabar com essa guerra sem sentido e por sorte estou quase conseguindo fazer o rei dos elfos compreender as vantagens de se aliar as fadas, já a (S/n), ela me contou que os seus pais não confiam em nós. Por esse motivo estamos nos encontrando as escondidas. Passo pelo galho em forma de arco e vejo a princesa sentada recostada numa árvore, ela se levanta, me abraça e a correspondo.
— Ojiro-kun. Senti saudades.
— (S/n). — Suspiro. — Também senti, o que você queria me falar?
— Ah! E-Eu queria… — (S/n) respira fundo e me diz. — Ojiro-kun e-eu te amo! Já faz um tempo que ando me sentindo apaixonada por você, será que você sente o mesmo por mim?
— Claro que sim! — Respondo sorrindo. — Também te amo (S/n). — Encostando a mão em seu queixo, me aproximo da fada e a beijo. (S/n) me abraça pelo pescoço e retribui. Logo o beijo que antes era calmo começa a esquentar e ela pede passagem de língua, aprofundo mais e ouço a princesa suspirar. Paramos por falta de ar e nos deitamos na grama observando o vento levar algumas pétalas de sakuras.
— Ojiro-kun, vamos fazer uma promessa? — (S/n) me pergunta.
— Que promessa?
— Não importa o tempo que passe, não importa as dificuldades pelo caminho, nós vamos estar sempre juntos e se amar incondicionalmente. — (S/n) fala.
— Juntos para sempre. — Ojiro assente e estende o mindinho, (S/n) entrelaça o seu dedo assim iniciando a promessa. Esse era apenas o começo de uma história de amor.
Continua?
Fale com o autor