Notas iniciais
Oioioi. Leiam notas finais, please. Espero que gostem. Boa noite. ~Joko *3*

Rachel entrou no quarto equilibrando uma bandeja nas mãos. Eu já tinha conseguido parar de chorar, meus rosto não aparentava mais que eu chorara e eu estava tentando manter uma pose normal, para que Rachel não desconfiasse. Questionei-me se o tal cara já estava por ali.

– Eu trouxe... – ele pôs a bandeja em cima das minhas perna como uma mesinha. – Donuts de vários sabores, um belo e reforçado cappuccino de chocolate para você e freppuccino de morango para mim. – ela sorriu gentilmente para mim. – Demorei demais?

– Não. – sorri para ela. – Eu ainda estou morrendo de fome.

– Ótimo, porque essas coisas não vão se comer sozinhas, certo? – ela riu.

Nós começamos a comer, mas eu não conseguia tirar as palavras de Octavian de minha cabeça, era quase impossível. Enquanto comíamos, contei para Rachel o que eu tinha lembrado, omitindo o fato de que lembrara de como fui parar no hospital da primeira vez e alguns fatos como Octavian ameaçando-me sobre qualquer coisa que fosse, Rachel não precisava se preocupar com nada.

Quando terminamos de comer, ela me avisou que os médicos me dariam alta pela tarde e que, assim que saíssemos, iriamos a um lugar encontrar com Artêmis. Assim aconteceu, saímos do hospital e partimos para um shopping, onde supostamente encontraríamos Artêmis.

Tentei prestar atenção ao meu redor para ver se encontrava o tal cara que andava me espionando a mando de Octavian, mas logo percebi que não adiantaria procura-lo no meio de tanta gente. Então, convenci as duas ruivas a ir para o central Park, mais especificamente o lago mais afastado que tinha.

Logo que sentamos nos deliciando de nosso picolé, pude sentir ser observada.

– Meninas... – as duas me encararam. – Não se assustem, ajam naturalmente... mas estamos sendo observadas de algum lugar. – a primeira reação delas foi esbugalhar os olhos. Revirei os olhos. – É, eu sei, chocante. Prestem atenção, quero saber de onde está vindo para que eu saiba quem é convença-o a vir para o meu lado da força, então prestem bastante atenção.

As duas assentiram, nós continuamos conversando, mas sempre prestando atenção. Acabei descobrindo que Artêmis era irmã de Rachel, só que uma usava o sobrenome Hunter e a outra o Dare. Não sei como não tinha percebido, as duas eram muito parecidas: ruivas, pele alva, sardas de leve no rosto. A única diferença eram os olhos, verdes e castanho-claros, mas os narizes eram iguais.

– Reyna... – encarei Rachel. – Eu acho que o vi. Ele está atrás daquela árvore, com um chapéu e usando roupas escuras.

Assenti ficando em pé.

– Eu já venho, vou usar o toalete. – avisei um pouco forçado.

As duas assentiram e eu comecei a me distanciar, logo senti que alguém me seguia, assim como sentia seu olhar sobre minhas costas. Dobrei em um canto que eu sabia que não tinha como ele sair, mas ele teria de entrar para me seguir. Assim que ele fez isso, sorri para ele.

– Te peguei.

Ele me deu as costas e saiu correndo, eu fiz o mesmo. Corri atrás dele o mais rápido que pude, até que para um espião metido a babá ele corria bem rápido. Nós passamos por piqueniques de famílias- fui obrigada a pedir desculpas por nós dois-, atrapalhamos brincadeiras de crianças, empurramos pessoas. Em algum momento, eu tenho certeza, vi ele jogar uma menina para cima de mim, mas eu consegui pular por cima dela, já que a menina caiu de cara no chão.

Ele acabou pegou uma espada de brinquedo de uma criança, eu peguei uma também e ficamos feito duas crianças em uma luta bem... agressiva e acirrada ali.

– Quem é você? – perguntei desviando de um ataque dele. – Meu marido te mandou, não foi? – ataquei-o, mas ele se defendeu com a espada.

– Ai tia, devolve nossas espadas. – pediu um garoto. – Show bem legal, mas devolve. Queremos fazer também...

– Foi mal garoto. – respondi.

O cara jogou a espada no chão, voltando a correr. Joguei a espada no chão correndo atrás dele. Em algum momento, saímos do central Park, agora corríamos pelas ruas de Nova York. Esbarrando, empurrando e desculpando-se com pessoas, que pareciam se materializar ao meu lado toda vez que eu estava prestes a chegar perto daquele cara.

O cara se encostou em uma parede e me encostei ao seu lado, nós dois arfando. Ele era meio baixo e fino demais para ser um homem, mas eu preferia não julgar. Vai que ele era um cara que não gostava de comer e não tinha um crescimento muito bom?

– Quer água? – perguntei. Ele fez que sim com a cabeça. Eu fiz sinal para um tio com um carrinho a frente, que nos trouxe água e eu lhe dei dois dólares. Nós bebemos, ele até abaixou um pouco o cachecol para poder beber. Quando terminamos, jogamos as garrafinhas fora. – Certo... quem é você? Ou vai simplesmente sair correndo de novo? – ele me deu as costas e correu. – Porra... vai mesmo correr? Eu te paguei uma água! – bradei correndo atrás dele.

Nós entramos em um shoppingo, onde logo entramos em uma loja. Eu segui por toda a loja, ele não teria como pegar uma roupa e sair como se nada tivesse acontecido. Então, ele saiu. Nós corremos para a praça de alimentação. Passamos por mesas e mais mesas, até que eu fiquei de saco cheio e subi em uma mesa, pulando de mesa em mesa- pude ouvir pessoas reclamarem e eu me desculpei, mas acho que elas não aceitaram muito bem- e quando cheguei perto dele, pulei em cima dele.

– Rá! Agora, sim, eu te peguei! – o virei para que eu pudesse vê-lo e tirei seu chapéu, cachecol e óculos escuros. Eu não acreditei no que meus olhos me mostravam. Ele era, na verdade, uma mulher de cabelos castanhos claros, olhos castanho escuros e pele levemente bronzeada. Ela me sorriu sem graça. – Lurdes?

– Olá, senhorita Avilla. – sai de cima dela e ajudei a ficar em pé. – Perdoe-me por fugir, eu não podia permitir que soubesse que era eu.

– Por que, Lurdes? Octavian te pagou tanto assim por isso? – questionei.

Lurdes encarou o chão.

– Não, senhorita Avilla, mas ou eu fazia isso ou eu ficava desempregada e eu tenho três filhos em casa para cuidar, meu marido morreu alguns anos e sou apenas eu para cuidar de tudo. – ela me olhou com os olhos marejados. – Por favor, senhorita Avilla, não me demita!

Suspirei e sentei em uma cadeira da praça de alimentação, seguida por ela. As pessoas já não nos encaravam mais, o que era bom. Encarei Lurdes.

– Você é boa em corrida, hein? – ela riu, envergonhada. – E boa em se esconder também... Escute, Lurdes, quero que faça algo para mim.

– Não irá me demitir, senhorita? – os olhos dela brilharam.

– Não, já mais faria isso com uma mãe de família. – ela suspirou aliviada. – Mas Octavian não pode saber que sei sobre você. Então continue a fazer isso, mas lembre-se de me perguntar quais pode mandar e... você não saberia me dizer como ele sabe de minhas conversar, saberia?

Lurdes assentiu.

– Ele só sabe das que ocorrem em seu quarto, escritório e carro. O resto, ele apenas deduz das fotos. – explicou-me.

– Certo... – fiquei em pé, pegando meu celular. – E o meu celular? Ele sabe de minhas ligações?

– Hã... se não me engano, senhorita, sabe sim.

– Certo... ligarei menos e falarei mais por mensagens. Lurdes. – ela me encarou nos olhos. – Não conte a ninguém que estivemos juntas e ouça com atenção o que irei lhe dizer.

Nós duas começamos a andar pelo shopping, enquanto eu digitava uma mensagem para Artêmis, contei a ela exatamente o que eu queria que ela fizesse por mim. Octavian não poderia saber que eu sabia que Lurdes era quem me vigiava, então ele não ficaria sabendo até segunda ordem.

Notas finais
Ok, pessoas... passarei dois dias sem postar: sábado e domingo. Por isso, não se assustem se não virem minha LINDA presença aqui para vocês. Espero que tenham gostado destes capitulos e segunda eu tô de volta com algum capitulo extra- não sei ainda... vou ver. Amo vocês e até logo. Boa noite. ~Joko *3* OBS: Vou responder todos os comentários agora mesmo. 8*v*