Notas iniciais
Oi meus amoresss! Primeiramente, eu agradeço a paciência que vocês tiveram por aguardar todo esse tempo pelo novo capítulo, e também quero dizer que o meu festival de ballet foi sucesso, obrigada pelos votos positivos! Em segundo lugar, gostaria que soubessem que este capítulo está simplesmente maravilhoso, super-romântico! Foi ótimo escrevê-lo e tenho certeza absoluta que irá agradar a todas vocês, pelo menos a todas as castietes! Enfim, sem mais delongas, tenham uma boa leitura e aproveitem! ❤

FIM DO FLASHBACK

Os eventos a seguir ocorrem no tempo normal dos personagens. Depois de ver a lista do novo time de quadribol da Grifinória, Lynn está sentada numa poltrona perto da lareira, e Castiel aparece. Para relembrar, consulte o capítulo 17 – A culpa é do delineador.

❤ Não precisa de legenda, né? ❤

POV Lynn

– Eu fiquei que sabendo que você vai fazer parte do time. Parabéns, parece que estamos juntos nessa. – Castiel me disse, e assim que ouvi a voz dele, senti como se tivessem borboletas no meu estômago.

Eu sorri feito boba. Estava muito feliz por ele estar ali comigo. A minha vontade era levantar dali e enchê-lo de beijos, e dizer que lhe amava, e agradecer por ter me salvado. Mas é claro que eu não poderia fazer isso, eu não sabia ao menos se o que eu sentia era correspondido, muito menos iria fazer um papelão desses bem na frente do Castiel.

– Por que não senta aqui comigo? Está frio – eu falei, nada sutil.

– O que foi? Tá me querendo por acaso? – ele perguntou, dando um sorriso.

Eu comecei a ficar vermelha na hora. Mas estava escuro, por sorte, e a única luz que havia ali era a da lareira. Por isso, acho que não deu pra perceber nada.

– É claro que não! É só que... Eu achei que você poderia ficar mais confortável, ora essa. – respondi, franzindo a testa e cruzando os braços.

– Acontece que eu sou uma pessoa quente por natureza, você pode perceber isso pela cor dos meus cabelos. – ele falou, sarcástico como sempre. Mas isso era uma das coisas que eu mais gostava nele.

– Então por que não me diz o que veio fazer aqui? Já deixou óbvio que não veio se esquentar, como eu. Veio só pra me provocar, é? – perguntei, empurrando-o para trás.

– É claro, você deve saber que esse é um dos meus passatempos preferidos. – ele bagunçou meu cabelo. – E você devia cuidar mais desse seu cabelo azul, já está começando a ficar descabelada. Seu aniversário já está chegando, não é mesmo? Acho que esse deve ser o peso da idade.

– Se você quer saber, Castiel, ajudaria muito se você não ficasse me descabelando – eu dei risada. – E eu estou fazendo dezessete anos, e não quarenta!

– Sinceramente, não dá pra perceber a diferença! – ele abriu um sorriso e eu dei muita risada. Era tão raro ver o Castiel assim, de bom humor, que eu tinha que aproveitar essas raras ocasiões.

Ele sentou ao meu lado e começou a se aproximar de mim. Eu fingi que estava concentrada na minha unha, que aliás não tinha nada de interessante, mas era só pra evitar encará-lo.

– E o que você vai querer de aniversário, Lynn? – ele segurou meu queixo delicadamente e me forçou a olhar para ele. – Por acaso... Você quer outro beijo meu?

Eu fiquei sem palavras. Ele estava ali, na minha frente, sugerindo que sentia o mesmo que eu. O que eu devia fazer? Como eu devia reagir? Ele estava ficando cada vez mais perto e eu não conseguia me mexer. Será que esse era o momento... Do meu grande beijo?

Não. Eu não queria estragar mais as coisas. Nossa amizade já havia sido abalada uma vez e, sinceramente eu tinha medo que as coisas mudassem entre nós...

Mas, ah, quer saber?

Que se dane!

– É o que eu mais quero – falei, sem medo, e o puxei pela blusa até que nossos lábios se tocassem. E sim, eu fui retribuída! Eu não sabia dizer o quanto meu coração havia implorado por aquele beijo durante todo esse tempo. Ele apoiou as mãos nas minhas costas e me segurou graciosamente. “Essa fachada de bad boy é uma completa mentira”, pensei comigo mesma, enquanto continuava a beijá-lo. Esse cara é um perfeito cavalheiro.

***

Tudo estava maravilhoso, até que...

– MEU DEUS! Lynn, Castiel, são vocês? – Essa não. Não podia ser...

– Jessica? – perguntei, quase implorando para que meu palpite estivesse errado.

Mas, infelizmente, não estava. Jessica Jorkers, a maior fofoqueira da Grifinória (e diga-se de passagem, de toda Hogwarts) havia acabado de presenciar nosso beijo. O meu beijo! Eu realmente senti como se tivesse sido violada.

– Mal posso esperar para contar pra galera – ela estava com um sorriso cheio de malícia no rosto. Eu quase tive vontade de arrancar aquele sorriso de seu rosto a tapas. Quem ela pensava que era para se apropriar do meu momento e sair espalhando ele por aí como se fosse amostra grátis de poção barata?

Ela se virou, deu uma risadinha e saiu correndo em direção ao seu dormitório. Provavelmente, ao amanhecer, todos da Grifinória saberiam do ocorrido. E, com certeza, até o almoço do dia seguinte, a escola inteira já estaria comentando sobre o mais novo casal dos cabelos coloridos.

– Espera, Jessica – eu levantei e ameacei segui-la, mas fui surpreendida por um Castiel cabisbaixo que me segurou pelo braço, deu um longo suspiro e simplesmente negou com a cabeça, como se não acreditasse no que havia acabado de acontecer. Ele parecia muito irritado.

Eu me sentei novamente, já que não havia mais nada a fazer, e me senti muito culpada. Afinal, Castiel também sairia prejudicado daquela situação.

– Castiel... Eu sinto muito... – eu comecei a dizer, mas ele fez um sinal com a mão, interrompendo-me, e ergueu o rosto.

– Não peça desculpas. Você não tem culpa de nada – ele falou, colocando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. Aquele gesto foi tão carinhoso e tão terno que quase tive vontade de chorar.

De repente, ele se levantou e passou as mãos nos cabelos. Isso já era característico dele. Mas mesmo assim, não pude deixar de sentir uma pontada no peito por ser tão bonito. Será que ele já estava indo embora? Não... Eu queria tanto que ele ficasse!

– Eu tenho que ir dormir. Devia fazer o mesmo, tábua – ele falou, e nós dois sorrimos. Parece que havia tudo voltado ao normal.

Mas eu não podia deixá-lo ir dormir antes de fazer uma coisa.

– Espera, Castiel! – pedi, meio desesperada.

Ele se virou, surpreso.

–Não vá ainda! – eu disse. – Tenho que lhe agradecer.

– Agradecer pelo quê? Por eu beijar super bem? – ele falou.

Eu não podia acreditar. Como ele conseguia falar sobre isso com tanta naturalidade?

– N-não é nada disso, seu bobo! – minha respiração havia ficado pesada. – É porque... Você me salvou, e se não fosse você, eu provavelmente não estaria aqui agora.

Ele franziu o cenho.

– Do que está falando? – ele perguntou. – Se é sobre o lago, foi o... – ele tentou continuar, mas eu o interrompi. Ele não tinha nada pra me explicar. Eu só queria agradecê-lo.

– Sim, foi o Armin que me contou. Ele me contou que foi você quem me salvou, e eu só queria dizer obrigada. – eu falei, da forma mais gentil possível, e me aproximei dele uma última vez naquela noite para lhe dar o abraço mais apaixonado do mundo.

– É... De nada, Lynn. É para isso que servem os amigos, não é mesmo? – ele falou, enquanto eu estava envolvida em seus braços. Depois de me soltar, ele murmurou “boa noite” e subiu para os dormitórios rapidamente, enquanto eu permaneci ali, como uma estátua, com o olhar fixo naquelas escadas por onde Castiel havia acabado de passar.

Será que ele não entendia que eu queria ser bem mais que uma amiga?

Notas finais
Então gente, o que acharam? Até tu mentindo pra Lynn, Castiel?! :(((( O que vocês acham que irá acontecer? Vamos ver no que isso vai dar! Deixem comentários, opiniões, críticas, enfim... Tudo o que quiserem e mais um pouco! Obrigada por serem leitoras tão queridas! Até o próximo capítulo, Beijos de nutella! ❤