Notas iniciais
Oi galera!!! Hoje é sexta (sábado?) e sexta é dia do que? Isso mesmo, capítulo novo!!! ❤ Este capítulo está bom dimaixxx, espero que todos aprovem porque eu adorei escrevê-lo!! Além do mais, é um POV diferente... Uhuuuu!! Acho que vocês vão gostar bastante, enfim... Aproveitem o capítulo!! ❤

❤ Lynn acalmando o Armin ❤

POV Armin

– Você é mesmo uma pessoa incrível, Lynn – eu disse.

Eu não conseguia acreditar no quão sortudo eu era. Mesmo naquelas condições, em que eu estava muito, realmente muito constrangido, não podia deixar de ficar feliz simplesmente por estar do lado daquela garota.

Eu havia conhecido Lynn naquele mesmo dia, é verdade, mas posso dizer que nunca tinha visto uma pessoa com brilho nos olhos mais intenso, coração mais puro e sorriso tão sincero em toda minha vida. A aura que ela transmitia era tão clara, tão brilhante e tão viva que me fazia sentir bem apenas por estar perto dela.

E por isso, eu me considerava um cara sortudo. No entanto...

O que havia acabado de acontecer me fez querer enfiar a cara dentro de um buraco. Eu não tenho nenhum jeito com garotas, a porcentagem de contato físico entre Armin e pessoas do sexo oposto é quase nula. Exceto quando eu vou pra casa, no Natal e nas férias de verão, aí eu abraço minha mãe. Mas acho que isso não conta...

Eu acho que eu nunca tinha sentido isso por alguém antes. As horas que eu passei com Lynn foram mágicas. Nunca um dia passou tão rápido. Olhei pela janela e o céu era de um vermelho-alaranjado muito bonito, típico dos finais de tardes de outono.

Eu nem havia me dado conta de que o sol já estava quase se pondo. Era hora de ir pro salão comunal, eu ainda teria que repor toda a matéria que eu perdi no dia, e algo me dizia que não era pouca coisa.

Então, com uma grande dor no meu coração, e com muito cuidado, eu afastei os braços de Lynn, que me envolviam, do meu corpo. Imediatamente senti frio, como se aquela aura brilhante não me aquecesse mais.

– Por quê? – Lynn me olhou, com lágrimas nos olhos. Eu tive vontade de secá-las com o polegar. – Você não gosta do meu abraço?

O aperto no coração se intensificou ainda mais.

– Não, não é nada disso... É só que... Eu tenho que ir. Você sabe, já está quase de noite. – eu acenei com a cabeça na direção da janela da enfermaria, que ainda estava aberta.

Ela se virou na direção da janela. Eu segui seu olhar. O tom vermelho-alaranjado já havia se tornado rosa.

– Ah, sim, eu entendo. – Lynn não era nada sutil. Ela deixava transparecer totalmente que ainda estava triste.

– Você está brava comigo? – perguntei, com um pouco de medo da resposta.

E, para minha surpresa... Ela deu risada!

– É claro que não, seu bobo! É só que... Eu vou me sentir muito sozinha aqui, à noite. E faz tanto frio... – ela respondeu, se encolhendo novamente embaixo dos cobertores.

– Quer que eu chame madame Pomfrey e peça mais um cobertor? – perguntei. Queria me certificar de que ela iria passar uma boa noite na enfermaria.

– Hum... Não precisa, obrigada por se preocupar comigo, Armin, você é muito gentil. – ela disse, mexendo nos cabelos. Logo em seguida, ela deu um bocejo e se espreguiçou. Ela devia estar muito cansada.

Eu a observei por alguns instantes e suspirei. “Como alguém pode ser tão bonita?”, pensei. Eu estava quase saindo, quando enfim lembrei que ela ainda não havia comido nada desde que tinha acordado.

– Você vai dormir agora? – me senti um pouco idiota fazendo essa pergunta, não queria parecer controlador, apesar de ser essa a sensação que eu estava tendo de mim mesmo.

– Hum... Não, ainda não. Eu estou com um pouco de fome, então vou esperar madame Pomfrey voltar e pedir alguma coisa para comer. – foi como se ela tivesse lido meus pensamentos!

Eu estava bem mais tranquilo agora, e finalmente poderia ir pro salão comunal.

– Então... Tchau Lynn, eu tenho que ir. Desculpe por ficar te incomodando tanto tempo, eu sei que você preferia estar descansando – eu tentei ser o mais educado possível, queria que ela tivesse uma boa impressão de mim depois desse dia que passamos juntos (“passamos juntos”, entre aspas, porque ela dormiu uma boa parte do dia), e mais do que qualquer coisa queria que voltássemos a nos falar depois disso.

Eu me levantei para sair, mas fui surpreendido por uma sensação quente na minha mão...

Ela havia pegado na minha mão.

Eu congelei, simplesmente fiquei parado, e imaginei o que será que ela pensava em fazer...

– Espere. – ela disse, foi curta e direta e muito persuasiva.

Eu me virei em sua direção, esperando o que ela tinha para me dizer.

– Em primeiro lugar, nunca mais diga que é um incômodo, Armin, você esteve aqui quando ninguém mais estava, e sou imensamente grata pela sua companhia. – ela estava falando sério. Não sabia se ficava feliz ou assustado.

Ela soltou minha mão e se ajeitou na cama.

– Em segundo lugar, eu queria lhe perguntar uma coisa antes de ir embora. Você pode ser sincero comigo? – ela perguntou, e eu senti um arrepio na minha espinha.

– Sim. Pode perguntar. – eu respondi, com o máximo de firmeza que pude, tentando esconder o tremor na minha voz.

Ela suspirou profundamente antes de falar algo. Olhou para baixo por alguns instantes e, em seguida, levantou a cabeça e falou:

– Quem... Quem me salvou? – Naquele momento, ela não parecia mais uma adolescente. Ela parecia uma criança, perguntando por que tem estrelas no céu, e essa semelhança me deu vontade de protegê-la.

Eu tinha que pensar. Não podia, em hipótese alguma, falar que fui eu quem a salvou. O que ela iria pensar de mim? Como ela iria me olhar? Ela ia achar que eu era um maníaco, com certeza. Era quase como “você não tem intimidade para me salvar, nós nos conhecemos hoje”. É claro que ela jamais iria me falar uma coisa dessas, mas se eu fosse ela, era isso que eu iria pensar de mim.

Eu teria que mentir, e a coisa mais triste de tudo isso é que eu disse a ela que eu seria sincero na resposta que eu daria.

Busquei por uma solução para aquele problema com toda a energia do meu ser. Tinha que procurar algo que a satisfizesse. Então eu me lembrei de uma coisa que meu irmão comentou, há algum tempo atrás:

“... e a Lynn não quer admitir, mas todos nós sabemos que ela quer ficar com o Castiel. Além disso, eu e a Rosalya estamos querendo botar em prática um plano no qual andamos trabalhando...”

E o resto não era importante, apenas aquele pedacinho importava.

“... todos nós sabemos que ela quer ficar com o Castiel.”

Eu queria fazê-la feliz. Eu queria que, naquele momento, ela se sentisse bem e se sentisse protegida. Então, eu não pensei duas vezes antes de dizer o que eu iria dizer. Eu me levantei, apoiei minhas costas na parede, coloquei as mãos nos bolsos e, olhando para baixo, pronunciei as seguintes palavras:

– Foi Castiel. Castiel te salvou. – eu disse, com muita convicção.

Mas depois disso, não consegui mais encará-la. Rapidamente, eu me levantei e saí da ala hospitalar, sem olhar pra trás e, em minha mente desejando que ela me perdoasse quando descobrisse.

Notas finais
Sim, eu gosto de Teen Wolf dksdkjfgs ❤ e a MysticDark também assiste/assistia, mas empacou na 2ª temporada se eu não me engano (mutirão pra fazer ela voltar a assistir!) Gostaram gente? Eu achei suuuuuuper fofo os sentimentos e os pensamentos do Armin, que é um personagem que não havia ganhado tanto destaque na história até então. Deixem reviews!! Seus comentários nos fazem mais felizes!! Até o próximo capítulo, beijos de nutella!! ❤