Meu namorado é um demônio?
5 Hey, Aki-kun!
Notas iniciais

"Sua alma, é tudo que eu quero." Kio Akise.
Akise abriu os olhos lentamente, observando o sol no topo da igreja, o grande sino empoeirado e em mal estado, já criava ferrugem. O rapaz suspirou e encostou-se ao mesmo.
– Diga Ride. – Falou.
Um garoto pouco mais baixo que Akise, saia de trás do sino, o cabelo loiro pouco comprido tampava um dos olhos verdes, a pele branca estava coberta por inúmeras tatuagens.
– Aki-kun. – Ele deu uma risadinha e sorriu. – Quanto tempo.
O maior o olhou sem muita animação.
– Porque me chamou?
O loiro revirou olhos, e ajeitou a blusa de frio, se sentando no pequeno murinho que cercava o local.
– Hum... Estava lembrando de antes sabe... Você não parece mais o assassino que eu conheci.
– Talvez eu não seja mais.
– É uma pena. – O menor se levantou. – Você era um dos melhores.
Akise se desencostou do sino e olhou novamente para o sol.
– Talvez um dia... Quem sabe. – Ele sorriu, o sorriso que Ride entendeu muito bem.
* * *
Algum tempo depois, já na escola, Akise esperava Ryu, no penúltimo degrau da escada.
– Ohayo Kio-kun. – Disse Naomi.
– Ohayo Koyama.
Mise subia as escadas, quase todos já estavam nas salas, a garota de cabelos rosados olhava para os pés tentando achar algum assunto.
– Ôh. – Disse o moreno. – Você é Akise?
Ele respondeu movimentando a cabeça num sim.
– Ryu pediu... – Mise ficou preso nos olhos num tom roxo do rapaz, e por alguns segundos esqueceu-se de falar.
– Ryu pediu... – Falou Akise.
– Pediu que você entregasse o relatório dele ao professor.
O relatório foi entregue ao garoto com olhos roxos, o moreno se afastava , tinha a sensação que já havia visto aqueles olhos em algum lugar. Naomi continuava olhando para baixo, com um pouco de raiva de Mise por ter aparecido justo naquele momento.
– Hey, Koyama.
– Hu? – Ela olhou para ele rapidamente.
– Pode entregar isso pra mim?
– Ah... Acho que sim...
– Obrigado. – O garoto entregou o relatório a ela e beijou sua bochecha, descendo as escadas em seguida.
Naomi ficou parada enquanto suas bochechas enrubesciam, desceu poucos degraus até a as janelas no meio da escada, enquanto via Akise já perto do portão.
***
Akise passou no mercado, antes de ir para a casa de Ryu, Sora estava perto de algumas revistas, o maior o observou por algum tempo, o celular do ruivo tocou, o mesmo o atendeu enquanto folheava um mangá.
– Oi? – Falou. – Sim... Sim... Eu ia ficar, mas ele pediu que eu fosse embora, queria ficar sozinho. Pois é.
Pegando algumas coisas, ele voltou ao seu trajeto, não muito depois já estava na casa do pequeno. Tocou a campainha e esperou, Ryu abriu a porta, o mesmo estava pálido e usava uma blusa larga q parecia bem confortável.
– Kio-kun... – O menor sussurrou.
– Vim ver como estava.
– Eu estou bem... – O mesmo pousou a mão na cabeça e fechou os olhos, antes de cair Akise o segurou.
– Kio... – Ryu o olhava, enquanto o maior o carregava para dentro.
– Trouxe algumas coisas pra você. – Sorriu.
Ryu afundou o rosto no tórax de Akise, enquanto o mesmo o segurava.
– Ki...
– Me chame de Akise.
– Eu não...
– Pode chamar.
O menor ficou em silencio.
– Me aponte o caminho... – Continuou o maior.
O moreno apontou para a escada, Akise subiu o carregando, passou pelo corredor entrando na ultima porta, como Ryu sussurrou.
Sentou-o na cama e o observou.
– Você não comeu, comeu? – Perguntou o maior.
– Não... – O pequeno olhava para o chão.
Akise pegava alguns aperitivos na sacola.
– Abra a boca.
– A-ahn? – Ryu o olhou enquanto seu rosto corava.
– Abra.
Um por um, sem pressa, o maior deu a Ryu, enquanto o moreno corava mais.
– Acabou. – O garoto de olhos roxos sorriu.
– J-já?
– Melhor? – Akise se aproximou o suficiente para sentir a respiração do pequeno, colocou a mão em sua testa. – Não está com febre.
O coração do moreno batia rápido, o maior aproximou-se mais, até seus lábios se encontrarem. O beijo durou pouco, mas o suficiente, o pequeno estava em choque.
– Akise-kun... – Sussurrou Ryu.
Novamente seus lábios se choraram, o maior deitou o moreno, enquanto explorava com a língua toda sua boca. Seus lábios desceram para o pescoço e sua mão sobia por debaixo da blusa do pequeno.
– Akise... Não... Não faça isso. — Sussurrou novamente.
Mas o maior não o ouviu e apenas continuava, apertando levemente o mamilo do menor e beijando seu pescoço.
– Akise. – Ele parou e olhou, vendo o que não esperava, Ryu estava chorando.
– Eu...
– Vá embora... – Sussurrou.
– Me desculpe... – Ryu se encolheu na cama enquanto Akise saia.
Ao sair da casa do pequeno se deparou com Ride encostado no poste.
– Então é aqui. – O loiro sorriu. – Você foi meio que rejeitado.
– Eu não deveria ter feito, só tenho que cuidar dele. – O maior começava a andar, enquanto o loiro o acompanhava.
– Porque ainda faz isso? – Perguntou. – A mãe dele morreu.
– É, eu podia salvá-la, mas ela pediu que eu cuida-se dele... Eu não quebro promessas.
– Entendo. – Ride olhou pro céu. – O carinha lá, ele gosta de um ruivo, acho que você não tem chance, amigo.
– Porque você não cala boca Ride?
– Porque não me faz calar? Prometo não te rejeitar como o carinha lá. – Ele deu uma risadinha.
Akise o pegou pelo pescoço levantando e prendendo contra parede de uma casa qualquer.
– Eu vou...
– Ainda rebolo pra você. – Continuou Ride.
O maior o soltou.
– Você não mudou nada.
– Você é o único que eu deixo me maltratar. – Disse o loiro fazendo biquinho.
– Babaca.
– Você me ama, Aki-kun.
– Haha
– Admite!
Os dois continuaram andando sem um rumo certo, Ryu ainda encolhido na cama, pensava no que aconteceu, não que ele não quisesse, ele tinha medo, aquilo lembrava algo que doía.
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