Notas iniciais
Eu voltei, me perdoem mesmo, eu amo essa história e foi incrível voltar a escrever, espero que vocês estejam aqui ainda. Esse foi grande, comentem pra mim saber que ainda tem gente acompanhando meus bebês.

— Quem deve ser essa hora. – pensei alto, fui em direção a porta e abri – Você?

— Violetta?

— Victor o que você esta fazendo aqui?

— Esta comigo! – Uma voz grita do fundo, meu pai, saindo do carro com a Angie.

— PAAAAAAAI QUE SAUDADE! – saio correndo em direção a ele.

— Ah filha, eu também estava! Não ia aguentar os dois meses longe de ti!

— Angieeee, a Manu vai ficar histérica quando te ver, ela estava morta de saudades de ti!

— Também estava nenê!

— Agora pai, dá pra me explicar por que pohas tu trouxe o Victor junto?

— Ele veio passar as férias com o ex sogrão dele filha, o pai dele estava na cidade e ele foi te ver, acabou que ficou com a gente e ele veio junto.

— Que bom que falou em ex, pai, por que eu já estou namorando outro menino, e é bom o Victor não encher meu saco.

— Eu não vou Violetta! – Gritou o Victor do fundo

— Violetta minha filha, me explica esse negocio de novo namorado?

— Te apresento ele depois pai, e Angie, a Manu também tem!

— WHAT?

Depois de tentar acalmar minha ‘madrasta’ levei eles pra dentro, não trouxeram bagagens grandes, pois iriam só passar uma noite, iriam pro Brasil visitar umas praias antes das férias acabarem. Levei meus pais mostrar o quarto de casal e o Victor ficou instantaneamente dormindo no quartinho da empregada, não tinha mais lugar na casa. Logo terminei o café e o Lê levantou junto com o restante do pessoal, menos a Manu, resolvi perguntar pro Iury onde ela estava, afinal, agora eram estranhamente um casal.

— Iury querido, e a mana?

— Cunhada, ela ficou dormindo mais um pouco, já levo café pra ela e trago ela pra cá.

— Certo, agora vem cá um pouco que eu quero te apresentar umas pessoas. – Peguei a Angie com meu pai escorados na porta conversando – Angie, papai, queria apresentar pra vocês o Iury, namorado da Manu.

— Uau! O primeiro namorado da Manuella! Violeta meu amor, onde ela está?

— Angie ela ainda esta dormindo, mais como assim a mana nunca namorou?

— Querida, tu sabe como a Manuella é, ela já ficou com outros meninos e tudo, só nunca teve compromisso com ninguém, sempre eram ‘amigos’ que ela trazia ‘estudar’ em casa, o pai dela nos deixou muito cedo, ela ainda sente raiva dele e por consequência isso. – Olhou pro Iury – Mais eu acho que eu te conheço, tu já não foi pro Brasil?

— Dona Angie, na verdade, eu vim de lá, meus pais se mudaram, já fui da mesma escola que a Manu.

— Tua mãe não era a Ellen era?

— Essa mesma!

— Sei sim quem tu é, a Manu tinha uma queda por ti quando era menor, mais tu namorava.

— Sim, terminei uns dias antes de me mudar pra Buenos Aires.

— Mas, Iury, né? – ele assentiu – A Manuella sabe que vocês estão namorando? – German deixou cair a pergunta que eu queria ter feito a uns 2 dias

— Acho que sim Sr!

— Mas então querido, espero que faça minha menininha feliz, espero que ela seja feliz a muito tempo, cuide dela!

— Pode deixar dona Angie, vou ir acordar ela!

— Espera Iury, querido, você poderia chamar o novo namorado da Violeta pra mim? Gostaria de conhece-lo agora, não quero que a Vilu se detenha daqui muito fácil!

— Claro! – Saiu ele procurando meu namorado que já se encontrava roendo as unhas com o André que estava se despedindo, pois ele, Emma, Ludmi, Fede, Cami e Brodway iriam voltar pra Buenos Aires mais cedo com o propósito de namorarem, apenas Fran e Diego iriam ficar conosco. Trouxe um Leon todo envergonhado para o meu lado.

— Bom, papai, Angie, esse é meu namorado, Leon! Lê, meus pais, German e Angie.

— Que bom conhece-lo querido, fico muito feliz por te ter como ‘genro’, te conheço desde pequeno pela tua mãe, German também acha isso não é querido? – todos olharam pra ele

— É, é, agora Leon, eu sei onde tu mora, se machucar minha menina eu quebro tua cara, isso vale pra ti também Iury, agora vai acordar minha outra menina, vamos pra mesa comer. – Angie deu quase uma risada histérica, beijou meu pai e nos seguiu para a mesa, onde o Iury corria pro quarto.

Por Iury:

Fui subindo a escada e como fui me distanciando ouvi o despertador tocar da minha menina, fui correndo e encontrei uma menininha toda estirada na cama, fui correndo e desliguei o despertador. Sentei ao lado dela, dei um beijo no braço dela, fui subindo até o pescoço.

— Mais 5 minutinhos!

— Meu amor, acorda!

— Eu to cansada Iury, mais um pouquinho!

— Te deixei cansada foi? – ri dela e ela abriu os olhos me olhando com cara de brava – Ah essa cara mais linda. – A enchi de beijos no rosto até que ela me bota deitado com ela. Ainda de lingerie e coberta com o lençol. – Ah linda assim cedo!

— Preciso de um banho!

— Posso ir junto?

— Iury, agora não! – Lembrei-me do que a Angie Falou.

— Manu, por que não?

— Poxa eu acabei de acordar, me deixa tomar um banho.

— Ontem tu estava toda amorosa comigo, hoje me enche de patadas?

— Eu sou assim Iury, eu sempre gostei de ti mais do que qualquer outro guri, o problema é que eu não sei namorar. Eu afasto as pessoas.

— Não posso perder você!

— Você diz “não posso perder você” e fico imaginando o porquê. Não consigo manter ninguém por perto durante muito tempo, eu me conheço, eu me canso, eu faço os outros cansarem. E, por incrível que pareça, dessa vez eu estou me esforçando muito para que isso não aconteça. Eu sou caos na maior parte do tempo, mas um dia desses eu descobri que teu caos também é contínuo. Pensei então em conseguirmos fazer do nós o nosso próprio porto seguro. É que eu te olho nos olhos e sinto vontade de guardar teu olhar em um cantinho dentro de mim. Eu te olho rindo e sinto vontade de emoldurar seu sorriso na parede do meu quarto. Eu te olho indo embora e sinto vontade de gritar pedindo para viver sempre dentro do seu abraço. Só não sei se é suficiente.

— Descobri te gostar rápido, o teu sorriso é o mais lindo que eu já vi, eu não sinto isso faz tanto tempo.

— Eu não sei namorar Iury!

— Eu te ensino, eu te deixo aprender comigo, eu te quero como nunca quis alguém tão rápido.

— E por que tu não me quis antes?

— Eu era muito novo pra saber que a pessoa da minha vida estava na minha frente, precisei passar outras coisas pra saber.

— Eu preciso de espaço.

— Eu te dou espaço, te dou o que tu quiseres, mais tu és minha, vai continuar sendo, combinado?

— Tudo bem!

— Agora se arruma e desce, teus pais chegaram e tua irmã já me apresentou como namorado teu, então tu decide logo.

— EU MEREÇO. Tá desce que eu te encontro lá, só não conta pra ninguém que a gente esta dando um tempo nem com um dia de namoro.

— Ok. – Fechei a porta e desci esperando e rezando pra deus iluminar.

Por Manu:

Depois da conversa mais triste do dia eu resolvi tomar meu banho e ir ver a mamãe. Tirei minha lingerie, liguei o chuveiro no mais gelado possível e esvaziei minha cabeça o mais possível que eu pude. Sai do chuveiro, vesti meu conjunto maravilhoso tomara que caia, o vestido mais leve que eu achei, e os meus tênis preferidos. Não me maquiei, e logo sai correndo pra ver minha mãe. Quando cheguei no meio das escadas já gritei.

— Mamãeeeeeee. – Vi uma Angie correndo me encontrar

— Filhota, que saudades! – Nesse momento a casa inteira estava olhando pra gente abraçada no pé da escada

— Logo hoje que eu precisava tanto de ti!

— Ai minha filha! – Um German veio nos abraçar também

— Oi tio German! – O abracei e ele me girou

— Oi minha querida. – Uma Violetta toda ciumenta veio correndo.

— Agora vamos tomar café né, parar com essa melação – Todos riram e seguimos para o café.

Sentamo-nos e eu só conseguia encarar um Iury que sentou na minha frente e evitava a todo custo olhar pra mim, senti que era o jeito dele de demonstrar que estava magoado com a nossa conversa mais cedo, era de se esperar. Até que eu vejo um menino entrando na sala de jantar, espera, eu conheço ele... É O VICTOR?

— VICTOR? ESPERA, QUE TU TA FAZENDO AQUI?

— Manu, oi, também estava com saudades, aliás, o Ethan também sente tua falta. – riu com a maior cara de debochado, eu me ferrei.

— Violetta o que ele faz aqui?

— Papai mana, papai. – Violetta virou os olhos.

— Opa, o que eu fiz queridas? Filhas do meu coração, o Victor veio me visitar e eu não pude o deixar ir sem ver a Vilu, achei que ela estivesse com saudades.

— Papai, eu tenho namorado e estou feliz demais com ele.

— Não estou aqui pra terminar o namoro de ninguém Violetta. Afinal, somos velhos amigos.

León estava com uma cara de confuso misturado com raiva interna, o Iury só faltava pular no pescoço dele, e olha que eu nem contei a história minha e do Ethan pra ele. O resto do café foi um intenso silêncio só com a Angie tentando apaziguar perguntando mil e uma coisas dos pais do León, afinal eram velhos amigos do papai e da Angie. Fran e Diego se matando de rir no canto de toda essa situação.

— Então filha, me conta, está namorando mesmo esse lindo menino ou é intriga da sua irmã para apaziguar o pai de vocês? – questionou uma Angie toda desconfiada.

— Por incrível que pareça não mãe, o Iury me pediu em namoro ontem mesmo, é recente.

— Amém, aleluia, achei que tu não iria achar alguém que tu quisesse tanto a ponto de namorar, se vocês me entendem, a Manu é especial. – Uma mãe zoeira dessas bicho.

— Mãe, sabe quando você fica doida procurando algo e não consegue achar de jeito nenhum, e então aparece no lugar mais óbvio possível? Sabe às vezes o amor é assim.

— Olha ela toda apaixonadaaaaaa – eu odeio a Violetta.

— E tu minha outra menina, me conta do teu namoro. – Hoje a mamãe não estava pra brincar.

Papai vulgo tio German estava tão vermelho que estava virando um tomate.

— Ah, eu o amo, e isso é suficiente pro resto da vida. – Eles se beijaram, queria ser assim.

Saímos da mesa, fomos para o sofá ficar contando histórias e conversando, puxei o Iury para um cantinho e o beijei, o beijei como nunca beijei ninguém.

— Eu quero você, isso é suficiente por enquanto.

— É sim – e me beijou, ah como eu amo os beijos dele.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado, eu amei ele. Comenteeeem, que eu posto outro essa semana.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.