Meu maior erro

1 Meu maior erro


Notas iniciais
TAMBÉM POSTADA NO WATTPAD Essa história estava a muito tempo na minha cabeça e eu resolvi postar ! Espero que gostem

NA: Gente, faz uma vida que eu postei isso aqui kkkkk coloquei a história no wattpad também, quem quiser dar uma força agradeço de coração

O mundo bruxo estava em guerra, não estávamos seguros mais em lugar algum , nem mesmo em Hogwarts. Estávamos em Hogwarts havia uma semana, era Setembro de 1997 para sermos mais específicos, e pouquíssimos alunos haviam retornado para o ano e eu, Pansy Parkinson, estava nessa lista, apesar de não querer estar. Meus pais estavam, naquele momento, fugindo de Lord Voldemort por terem desistido de lutar ao lado dele, e achavam que eu estaria mais segura em Hogwarts, já que Snape agora era o diretor e haviam Comensais da Morte ocupando diversas vagas no corpo docente, prontos para punir qualquer um que se opusesse ao Lord das Trevas, ou demonstrasse qualquer sinal de apoio ao Potter.

Eu não estava afim de ver mais uma das demonstrações de tortura dos Carrow em suas aulas, então simplesmente me levantei e sai da sala de aula, sem ninguém me punir ou falar algo sobre isso. Ninguém implicava com a Sonserina, não com Snape no comando da escola. Eu estava voltando para o Salão Comunal, quando encontrei a última pessoa que eu esperava ver

— Draco ? – Draco Malfoy, que estava parado no corredor olhando para o nada, teve um sobressalto e me encarou assustado, mas sua expressão se aliviou ao ver que era eu. Draco e eu nos conhecíamos desde sempre, e não era segredo para ninguém que eu sentia uma forte atração por ele. Nosso primeiro beijo aconteceu quando estávamos no quarto ano, fomos ao Baile de Inverno do torneio tribruxo juntos e até nos encontrávamos algumas vezes as escondidas para dar uns amaços no armário de vassouras, mas nunca passou disso. Eu sempre soube que nunca teríamos nada sério juntos, eu era apenas uma diversão para ele..e por um tempo, isso me incomodou bastante, mas hoje era indiferente. O fato é que ele parecia péssimo, seu cabelo estava imundo e desarrumado , tinha olheiras profundas no rosto abatido e mais pálido que o normal, seus olhos pareciam mais frios e sem felicidade do que nunca.

— Oi Pansy – Ele disse com sua típica voz irônica e arrastada, me fazendo soltar uma risada pelo nariz. Mesmo com a família no fundo do poço e em uma situação além do deplorável, ele não perdia a pose – Não devia estar na aula ?

— Snape é o diretor, e agora é a aula dos Carrow – Eu me aproximei dele – Os alunos da Sonserina tem carta livre para fazerem o que quiser..mas o que você está fazendo aqui ? Aliás, como você chegou aqui ?

— Não aguento mais minha casa – Desabafou, agora andando de um lado por outro – O Lord está furioso com os avanços de Potter, e aqui foi o único lugar que eu pensei, pois Snape tirou o feitiço anti aparatação – Com o passar dos dias, aquele tipo de conversa foi ficando cada vez mais comum, e as fugas de Draco foram ficando cada vez mais constantes.

Não sei se foi por carência e desespero por minha parte, ou por parte dele, mas o fato é que nossas conversas foram sendo substituídas por sexo na sala precisa. Não falávamos nada, apenas ficávamos lá por horas, e assim se passou Setembro, Outubro..até que em Novembro as coisas começaram a mudar.O cerco estava se fechando, pessoas morriam todos os dias , as caças estavam ficando cada vez mais intensas e eu não conseguia mais tomar café da manhã, pois em poucos minutos eu colocava toda a refeição para fora do meu organismo.

Meus seios estavam doloridos, eu estava mais sensível..os sinais estavam todos na minha cara, mas eu só percebi de fato quando minha menstruação atrasou. Madame Ponfrey confirmou a notícia: eu estava grávida de Draco Malfoy. Por coincidência , ele estava demorando para aparecer dessa vez então eu mandei uma carta para ele, pois o descuido não tinha sido só meu..e de fato, a resposta dele não demorou a chegar

Pansy

Essa criança não pode nascer , não sei o que você pretende fazer, mas não conte comigo ! Eu não quero ela, ela foi um erro e caso você não tenha percebido, estamos em guerra !

Retire essa criança e não me procure mais !

Draco Malfoy

Eu li a carta repetidas vezes, me certificando de que eu não tinha entendido nada errado, mas claro que não tinha..eu estava grávida e sozinha. Senti o desespero e as lágrimas tomarem conta de mim, me sentindo estúpida por ter cometido o maior erro da minha vida. Coloquei a mão instintivamente em meu ventre. Não, aquela criança não era e jamais seria um erro. O meu maior erro foi ter me envolvido daquela maneira com Draco Malfoy.

Poucos dias depois, recebi a notícia de que Voldemort havia matado meus pais e aquilo terminou de me destruir. Eu não tinha contato com o restante da família, então apenas fiz o que eu queria ter feito a muito tempo: arrumei minhas malas e sai de Hogwarts. Eu já tinha 17 anos, já sabia aparatar e agora tinha uma criança para criar. Coloquei a venda a mansão na qual vivia com meus pais em um bairro isolado e não demorou para que uma família comprasse, então transferi todo o meu dinheiro para o banco bruxo americano, e mudei-me para os Estados Unidos. Eu queria apenas esquecer tudo o que estava acontecendo.

No mesmo dia encontrei um apartamento simples de dois dormitórios e rapidamente comecei a me instalar. Graças a rígida educação que meus pais me deram e aos idiomas que me fizeram aprender, eu não demorei em conseguir um emprego no The New York Ghost ( o jornal bruxo americano) como correspondente de entretenimento, mesmo estando grávida. Quando recebi meu primeiro salário, comecei a comprar algumas coisas para o bebê e mobiliei o segundo quarto do apartamento inteiramente para ele, e a cada coisa que eu comprava, eu sentia o meu amor por aquela primeira criatura aumentar. O fato de Draco se recusar a participar de tudo isso me entristecia, pois eu não queria em momento que ficássemos juntos, apenas que ele assumisse a criança.

Crescer sabendo que foi rejeitado pelo próprio pai deve ser triste para qualquer criança , e eu não queria que meu bebê passasse por isso, mas pelo jeito, era um fato que eu teria que me acostumar. Com a guerra, a família Malfoy estava ainda mais enfiada na lama, Lucius estava enfrentando um inquérito e sabe-se lá o que aconteceria com ele daqui para frente.

Quando eu já estava chegando no quinto mês de gestação e minha barriga começando a crescer, eu conheci James Fawley, editor chefe e um dos donos do The New York Ghost. E Mérlin, ele era gentil , maravilhoso e fazia parte de uma das famílias puro sangue do Sagrado vinte e oito. Ele tinha cabelos castanhos claro, olhos azuis , tinha cerca de 1,80 de altura e tinha 23 anos.

— Srta Parkinson, eu queria lhe dar os parabéns – Ele me surpreendeu em uma manhã, quando eu estava em minha mesa, escrevendo um dos rascunhos para a minha coluna. Os últimos dias não estavam sendo fáceis por causa dos inúmeros enjoos que eu sentia, minha produtividade, ao meu ver, estava zero, então eu me surpreendi com isso – Seus textos estão excelentes e os leitores estão adorando a sua coluna, tem sido uma ótima distração para as pessoas esquecerem um pouco a guerra..continue assim ! – James piscou para mim e eu me forcei a sorrir, ainda em choque.

— Muito obrigada Sr Fawley, pode deixar – Eu respondi, e reencontrei ânimo para continuar. Com o passar dos meses, nós fomos nos aproximando e ele sempre me chamava para sair, entretanto eu sempre recusava. Eu sabia que a família dele, uma das mais tradicionais , não me veria com bons olhos por ser mãe solteira e também porque eu não queria jogar essa bomba no colo dele. Pouco tempo depois, eu descobri que estava esperando a uma menina e eu decidi chama-la de Freya. A cada visita aos médicos eu me apaixonava mais por aquela criança, e ficava cada vez mais ansiosa para tê-la em meus braços.

Me levaram ao hospital, e no dia 6 de julho de 1998, a menos de um mês do meu aniversário de 18 anos, Freya nasceu. Foi , sem dúvidas, o dia mais feliz da minha vida. Freya era, surpreendentemente, uma bebê extremamente tranquila. Dormia a noite inteira, acordava as quatro da manhã aos berros para mamar, mas depois voltava a dormir. Teve poucas crises de cólica, e todo aquele medo que eu tive de não dar conta de um bebê sozinha foi embora. Eu sentia como se aquela fosse a minha missão, e meu maior presente.

— Nós vamos ser muito felizes, minha filha..eu sempre vou estar aqui por você – Eu sussurrei para o pequeno embrulho vermelho, que dormia tranquilamente em seu berço. Freya era idêntica a mim quando recém nascida, e isso só fazia o meu orgulho aumentar.

Como Freya era extremamente tranquila, eu continuei minha coluna do jornal em casa, enviando todos os dias o texto para o jornal através de uma coruja. Quando minha licença terminou, eu comecei a leva-la ao trabalho e como haviam outras mães por lá, nós pagávamos por alguns elfos domésticos cuidarem dos bebês enquanto trabalhávamos. O Sr Fawley, surpreendentemente, se apaixonou por Freya.

Ele acabou descobrindo que ela era filha de Draco Malfoy, que ele havia me abandonado e desde então, ele começou a me ajudar muito e, quando eu vi, acabei me apaixonando por ele. Neguei isso por muito tempo, mas quando Freya estava prestes a completar 1 ano, nós nos casamos e ele fez questão de assumir a paternidade ela. Com isso, eu coloquei meu apartamento para alugar e nos mudamos para a enorme mansão de James.

— Quando ela for mais velha, nós contamos a verdade para ela..e eu vou estar aqui, para que ela nunca sinta que não é amada – James me disse uma noite, acariciando minhas costas por baixo do lençol. Ele sabia ler os meus medos, e eu mais uma vez o agradeci por isso. Ele estava sendo um pai maravilhoso para a minha filha, um pai que , talvez, Draco Malfoy nunca fosse, e ela estava crescendo feliz, saudável e estava ficando cada vez mais arteira. Draco nunca mandou uma única carta sequer perguntando da filha, e com o tempo, aquilo parou de me afetar.

Minha felicidade só aumentou quando, no natal de 1999, quando Freya estava com 1 ano e 5 meses, eu fiquei grávida novamente, e no dia 25 de Setembro de 2000 eu dei a luz a um menino, Henry, o que só aumentou a nossa felicidade. Tudo estava indo perfeitamente bem, até quando Freya fez 8 anos e , em uma noite qualquer ,ela começou a perceber que não era tão parecida com James e nem com Henry, e eu percebi que não teria mais como esconder os fatos dela.

— Freya, você já é uma mocinha, então já pode saber de certas coisas – Eu me sentei na ponta da cama infantil com um edredom rosa, e a puxei para sentar em meu colo. Freya era muito parecida comigo, os mesmos cabelos loiros, o mesmo rosto..apenas os olhos que eram de Draco, e só não eram idênticos por não ter toda aquela frieza típica. Aproveitei que James brincava com Henry no andar debaixo, pois aquele era um momento que eu precisava ter a sós com minha filha.

— O que mamãe ? – Ouvi a voz infantil me perguntar.

— Quando você tava aqui – Eu comecei, apontando para a minha barriga – Eu era muito nova, eu ainda estava na escola ..eu não estava planejando ter você naquele momento, e o seu pai também não – Eu acariciei o cabelo dela, e ela continuou a me olhar atentamente, achando a história toda muito interessante. Eu respirei fundo, tomando coragem para continuar – Tinha uma guerra acontecendo, estávamos todos apavorados e ..quando eu contei que estava grávida, seu pai, Draco..ele..fugiu..mas filha..

— Tudo bem , mamãe – Ela disse e eu a olhei confusa, enquanto ela se levantava do meu colo – Eu tenho o melhor pai do mundo, e ele tá lá embaixo – Ela sorriu para mim e saiu correndo, enquanto eu a olhava completamente chocada, mas ao mesmo tempo feliz. Eu já estava pronta para matar Draco por fazer minha filha chorar. James , é claro, quase chorou de emoção quando contei a reação de Freya a ele, e o laço entre os dois só se fortaleceu com isso.

Por mais que ela tentasse demonstrar, eu sabia que o fato de Draco ter feito o que fez afetava a minha filha. Várias noites ela tinha pesadelos, acordava chorando e James fazia questão de ir consola-la a maioria das vezes.

— O papai está aqui com você querida, não precisa ter medo – Ele dizia, enquanto pegava-a em seu colo, acariciando seus cabelinhos loiros. Eu observava a cena escondida, e não conseguia esconder as lágrimas com aquilo. Minha filha tinha sim um pai, e ele era James !

Freya e Henry eram extremamente unidos, e ambos sofreram muito quando Freya completou 11 anos e recebeu a carta de Ilvemorny. Eu tinha muito medo de que ela crescesse amarga por conta de Draco, mas para ela, seu pai era James e isso bastava.

— Calma, logo é a sua vez de ir – James dizia para um Henry choroso. Eu estava emocionada. Parecia que tinha sido ontem que eu tinha descoberto minha gravidez, e agora aquele pequeno ser já estava indo para a escola. Durante o ano letivo, Freya nos mandava cartas constantemente, contando o quão encantada estava com a escola, com as matéria e isso se sucedeu por todos os anos seguintes. Nesse meio tempo, descobri que Draco havia se casado e tinha tido um filho, Scorpius e eu esperava que aquele menino ensinasse um mínimo de compaixão ao pai.

E então chegamos ao dia de hoje, 27 de junho de 2015. Nesse momento, eu estou em uma das ruas mais movimentadas de Nova York, procurando um presente de formatura para Freya. Em poucos dias, ela já voltaria do seu sétimo e último ano em Ilvemorny, e começaria o curso para ser Medibruxa, que segundo ela, era o seu maior sonho e seu objetivo. Nós somos extremamente próximas, e não tem nada nesse mundo que eu me orgulhe mais do que isso.

— Pansy ? – A voz que eu ouvi fez todos os meus pelos se arrepiarem , em puro pânico. Não era possível. Me virei na direção da voz, e era ele mesmo: Draco Malfoy. Assim como eu, ele deveria estar com cerca de 34 anos, e não tinha mudado em absolutamente nada, apenas estava com barba.

— Malfoy – Cumprimentei educadamente e voltei a olhar a vitrine da loja.

— Pansy, querida ! – Uma senhora saiu de dentro da loja, e eu a reconheci imediatamente: era a Sra Drablow, a antiga redatora do jornal, que havia se aposentado a alguns anos atrás – Como vocês estão ? E a Freya ? – Eu engoli em seco com a menção do nome de minha filha perto de Draco, mas agora não tinha mais volta.

— Sra Drablow, quanto tempo ! Nós estamos ótimos, e a Freya chega daqui a três dias , esse foi o último ano dela ! – Draco ainda estava no mesmo lugar , e percebi que ele tinha ficado mais atendo ao ouvir sobre Freya. Draco não era burro, ele faria as contas e logo perceberia que podia ser o bebê que ele me mandou tirar.

— Isso é ótimo ! Mande um abraço a todos por mim – Ela disse e se afastou de nós. Eu tentei sumir da vista de Malfoy, mas era claro que ele não ia deixar.

— Pansy, será que podemos conversar ? — Ele perguntou, segurando delicadamente em meu braço , que eu desvencilhei rispidamente.

— Não temos nada para conversar, Malfoy – Eu disse grossa, mas ele não pareceu se surpreender.

— Você teve a criança ?

— Porque você quer saber disso agora ? – Eu perguntei, dando graças a deus por estarmos uma região trouxa.

— Só me diga isso, Pansy..eu sei que fui um cafajeste , e queria me redimir por meu erro – Draco disse, e eu o olhei incrédula.

— Você está de brincadeira, não é ? – Eu perguntei, sem me importar em discutir com ele no meio da rua – Você está um pouco atrasado para isso , Draco..

— Então você não tirou a criança – Ele concluiu

— É claro que não ! Você é o monstro aqui, não eu – Acusei e o olhar dele se tornou ainda mais culpado – Agora se me der licença, eu tenho mais o que fazer..

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Pov Draco Malfoy

Olhei Pansy se afastar, sentindo a culpa me corroer. Ser pai do Scorpius me mostrou muita coisa, e só nesse momento eu vi o quão babaca e negligente eu tinha sido com Pansy e o bebê que ela esperava..mas como ela mesmo tinha dito, eu estava atrasado com isso, mas não ia desistir. Voltei para o hotel, e com uma simples pesquisa, descobri que Pansy estava casada com James Fawley, e pela idade, conclui que Freya Fawley era minha filha..

Ponderei alguns segundos, não sabia se eu deveria ou não fazer aquilo..e se Pansy nunca tivesse contado ? Bem , não importa, agora teria que contar..não é um pensamento muito maduro, mas se eu não fizer isso agora, não farei mais tarde.

Freya

Me chamo Draco Malfoy, não sei se você já ouviu falar de mim mas..provavelmente, eu sou seu pai. Eu e sua mãe estudamos juntos em Hogwarts, nos envolvemos em um momento de fragilidade e quando uma guerra estava prestes a estourar. Eu sei que fui um covarde e que o que eu fiz não tem justificativa, mas eu queria muito compensar o tempo perdido e te conhecer pessoalmente.

Draco Malfoy

Reli a carta várias vezes e a mandei. Eu estava inquieto, mas por incrível que pareça, a resposta dela não demorou a chegar

Caro Sr Malfoy

Sim, minha mãe me contou a seu respeito e sabe, por mais que eu tenha demonstrado que a sua rejeição nunca me afetou, ela afetou e muito. Eu não sei o que aconteceu para o senhor me procurar agora, mas eu só tenho uma coisa a dizer: pai é quem cria ! Meu pai se chama James Fawley, porque foi ele quem me consolou durante os meus pesadelos, foi ele quem espantou todos os monstros da minha cama a noite, foi ele quem me deu broncas quando necessário, me ensinou a voar, a ler , a escrever..e principalmente, foi ele quem me consolou e me mostrou o que era ser amada por um pai, quando eu estava sofrendo pela sua rejeição !

Você não é meu pai Sr Malfoy, você apenas ajudou a me gerar e me abandonou a própria sorte, junto com a minha mãe. Eu não quero ter contato com você.

Adeus

Freya Fawley.

Dei um soco na mesa ao terminar de ler a carta, sentindo as lágrimas me cegarem. Eu merecia aquilo..esse era o preço que eu pagaria pelo meu maior erro: abandonar minha filha.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!