Meu híbrido sumiu e agora? Minsung
1 Onde está o meu gatinho?
Minho estava deitado em sua cama, aproveitando o frescor do quarto ao lado de seu namorado, quando uma vontade incontrolável de tomar sorvete o atingiu. O dia do lado de fora estava escaldante, daqueles que faziam o asfalto derreter. Decidido a resolver o problema, ele começou a se levantar, mas foi impedido quando uma mão firme e rápida segurou a barra de sua camiseta.
— Mimi, você vai sair? — Jisung perguntou, olhando-o de baixo com os olhos pidões.
— Vou sim, meu gatinho. Por quê? — Minho respondeu, suavizando o tom.
— Deixa o Jijico ir junto?
— Ah, amor... Eu tenho medo que você se perca. O mercado vai estar lotado hoje.
Sem se dar por vencido, Jisung juntou as mãozinhas em frente ao rosto, comprimindo os lábios em um biquinho irresistível. Minho tentou resistir, mas foi em vão. Ele soltou um sorriso derrotado e assentiu. Num pulo, o menor envolveu o pescoço do namorado, deixando um selinho estalado em seus lábios antes de correr para calçar os sapatos.
Eles cruzavam as ruas dentro do carro aproveitando o friozinho do ar-condicionado. Assim que estacionaram e entraram no supermercado, Minho tratou de entrelaçar seus dedos aos de Jisung, segurando sua mão com firmeza para garantir que ele permanecesse por perto.
O plano ia bem, até que eles entraram na seção de snacks. Ao avistar a parede colorida de guloseimas, Han soltou-se do aperto e correu animado.
— Amor, não corra assim! Você vai acabar caindo, meu bem — Minho alertou, apertando o passo atrás dele.
— Eu não vou cair, Mimi! — Jisung exclamou, rindo.
O mais novo parou perto de uma das prateleiras altas e começou a se esticar na ponta dos pés, tentando alcançar um pacote de salgadinhos, mas seus dedos mal tocavam a embalagem. Divertido com a cena, Minho se aproximou devagar. Com toda a paciência do mundo, ele alcançou o lanche preferido de Han e o entregou em suas mãos. Como agradecimento, Jisung ergueu o rosto e lhe deu um beijo carinhoso na bochecha; ele secretamente amava ser mimado e cuidado daquele jeito.
Caminhando de braços dados, os dois seguiram para o corredor dos congelados. Minho abriu a porta de vidro do freezer, escolhendo dois potes do sorvete que queriam. Quando se virou para perguntar a opinião do namorado, o chão sumiu sob seus pés.
O espaço ao seu lado estava vazio.
O coração de Minho errou as batidas instantaneamente. O mercado era imenso e estava barulhento, lotado de famílias de fim de semana. Tomado pelo desespero, ele começou a andar rápido pelos corredores, procurando pelo topo de cabelo castanho de Jisung. Como os potes gelados estavam congelando suas mãos, ele pegou uma cestinha abandonada em um canto, depositou o sorvete ali e seguiu a busca com uma das mãos livres. Ele parava as pessoas que cruzavam seu caminho, a voz já embargada pelo nervosismo.
— Moça, com licença — ele abordou uma cliente que olhava algumas prateleiras. — Você viu um rapaz... um gatinho meio perdido pelos corredores por aí?
— Desculpe, rapaz, mas não vi ninguém sozinho ou perdido por aqui — Jisoo respondeu, com um olhar simpático, mas penalizado.
— Tudo bem, obrigado. Boas compras — Minho murmurou, o peito apertando a cada segundo que passava.
A aflição crescia em níveis alarmantes e ele já começava a temer o pior quando o som estático do alto-falante cortou o barulho do mercado.
"Senhor Lee Minho, por favor, comparecer à linha de caixas. Senhor Lee Minho, favor comparecer aos caixas. Há um gatinho chamado Han Jisung à sua espera, e ele está chorando muito."
Minho não pensou duas vezes; ele correu. Como o locutor não havia especificado o número do caixa, ele foi checando um por um, o desespero guiando seus passos. Foi apenas no último terminal que ele avistou a silhueta encolhida.
O Lee praticamente se jogou em direção ao menor, puxando-o para um abraço apertado e cobrindo seu rosto de beijos. Jisung soluçava alto, o peito sacudindo de tanto chorar.
— Mimi... e-eu... eu estava com tanto me-medo — Jisung gaguejou entre os soluços, agarrando-se à camisa de Minho como se sua vida dependesse disso. — Pensei que você tinha me de-deixado aqui...
— Amor, não chore. Eu jamais deixaria você aqui — Minho confortou-o, limpando as lágrimas que insistiam em cair pelos olhos do namorado. — Você é o meu gatinho fofinho, lembra? Eu nunca faria isso.
— Você promete? Promete que nunca, nunca vai me abandonar?
— De dedinho — Minho garantiu.
Ele ergueu a mão direita e estendeu o dedo mindinho. Jisung imitou o gesto, entrelaçando o seu ao dele, selando a promessa mais importante do dia. Passado o susto, eles colocaram as compras na esteira, pagaram a funcionária do caixa e saíram rapidamente daquele estabelecimento. Minho sentia o peso do alívio em seus ombros, enquanto Jisung sorria largo, feliz por estar seguro ao lado do amor de sua vida.
Assim que entraram no carro e afivelaram os cintos, Minho deu a partida, ansioso para voltar ao conforto do lar.
Quebra de tempo
Ao chegarem em casa, os dois foram direto para a cozinha. O calor que fazia lá fora exigia pressa para guardar os potes de sorvete antes que derretessem. Depois de organizar os salgadinhos no armário, eles finalmente puderam relaxar.
Minho segurou a mão de Jisung delicadamente, guiando-o até o quarto. Assim que deitaram na cama, o mais novo se acomodou em cima do namorado, abraçando-o pela cintura e enterrando o rosto na curvatura do pescoço de Minho. Ele inspirou profundamente o perfume doce de cereja que exalava da pele do outro, um aroma que sempre funcionava como seu calmante particular.
— Amor, me desculpa por ter saído do seu lado... — Jisung sussurrou, a voz abafada contra o tecido da camiseta de Minho. — Eu me distraí com uma borboletinha azul que estava voando perto dos salgadinhos e fui seguindo ela. Quando notei que estava sozinho, me desesperei e tentei te achar, mas não consegui.
— Nunca mais faça isso, gatinho. Eu quase morri do coração, ouviu? — Minho repreendeu baixinho, embora estivesse acariciando os fios macios do cabelo de Han.
— Desculpa, meu bem. Da próxima vez, eu prometo que fico grudado em você.
— Hum... Acho bom mesmo — Minho sorriu, deixando um beijo no topo da cabeça dele. — Mas que tal esquecermos isso por agora e descansarmos um pouco, uh?
— Sim... Me abraça bem forte, Mimi?
— Nem precisa pedir, meu amor. Você é o gatinho mais fofo desse mundo. Eu te amo demais.
— Eu também te amo, Mimi.
Jisung se aconchegou ainda mais naquele abraço quente e acolhedor. Em poucos minutos, embalado pelo som dos batimentos cardíacos calmos de Minho, ele adormeceu, entregando-se àquela soneca da tarde que tanto amava.
FIM!
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