Meu final feliz
10 Anjo
Capítulo 11
Scorpius me olhava calmamente, seu rosto havia mudado tanto, ele já não aparentava ser um adolescente seu rosto tinhas marcas que o tempo não poderia apagar de sua alma, seus olhos possuíam tristeza. Oque o tempo fez com você Scorp ?
Estávamos em uma cafetaria simples, sentados em uma mesa redonda de marmore branco, Scorp tomava seu café enquanto me olhava, seu olhar era tão diferente daquele que um dia tornou minha vida tão boa.
– Então... estou esperando você começar — ele disse sério.
– Prometa que você não vai contar a ninguém — eu precisava fazer ele jurar só assim eu poderia falar.
– Eu prometo Rose — ele ainda possuía uma postura fria.
– Eu...Eu... estou doente — prendo respiração.
Scorpius me olha surpreso, seus olhos cinzas me olhavam intensamente como se estivesse tentando capitar uma brincadeira.
– Do...Do...doente, como assim oque você tem? — ele perguntou desesperado.
– Câncer terminal... tenho até o fim do mês — lágrimas ameaçavam cair de meus olhos.
– Não... eu não vou deixar — ele disse abaixando a cabeça.
– Você não pode dizer a ninguém- eu disse.
– Eu mau cheguei em Londres e já vou perder você de novo — ele disse.
Finas lágrima caíam pelo seu rosto palido, seu olhar parecia ter perdido a magia, não passavam de um vácuo. Sua mão veio até a minha.
–Eu vou estar do seu lado — ele disse.
– Eu sei que vai — digo dando um pequeno sorriso em meio as lágrimas.
Eu e Scorpius conversamos um pouco mais, descobri que ele veio a Londres porque vai trabalhar na imprensa da família Malfoy, tio Draco morreu a dois anos atrás com varíola de Dragão, Astória entrará em depressão e sua saúde ia de mau a pior. Scorpius não era mais o mesmo, seu brilho enfraqueceu, Era como se eu não conhecesse ele, como se eu estivesse diante das ruínas do que um dia foi Scorpius Hyperion Malfoy, um garoto engraçado, carinhoso, feliz, animado e compreensivo, agora olhar para ele era como olhar meu reflexo, era triste e deprimente.
Scorpius me levou até em casa, convidei ele para ficar mas ele disse que tinha que cuidar da mãe, se despediu com um beijo em minha testa e foi embora, agora eu estou deitada no chão da sala de frente para a lareira olhando o teto, a cada dia parecia que minha respiração enfraquecia, meu corpo perdia energia e ele estáva ficando roxo até com um simples aperto. Respiro fundo e viro a cabeça em direção ao fogo, como eu amo o fogo, ele sim era mágico, eu, Hugo e Molly costumávamos ficar horas olhando o fogo da lareira na Toca, onde você anda Hugo?, meu irmão que saudade, James seu idiota como faz falta, parece que meu corpo morreu mas minha alma insiste em ficar, insiste em lutar, insiste em não desistir mesmo tendo perdido a batalha e por consequência a Guerra.
Precisava ver Fred, ele poderia me acalmar, levantei do chão e procurei a chave do carro por toda parte, onde eu deixei essa merda... espera meu carro está... no hospital, que droga como vou ir até là, só tem uma forma. Fechei os olhos e visualizei a frente do hospital, sinto um puxão no umbigo e o meus pés saírem do chão, 1 minuto depois abri os olhos, estava parada em frente ao hospital, entrei e pedi para ver o Fred, uma enfermeira baixinha me guiou com passos rápidos até o quarto do Fred. Fred olhava o teto, assim que abri a porta ele olhou para mim e deu um pequeno sorriso.
– Ela morreu — eu sabia que ele falava da Viviam.
– Não é sua culpa — pude ver a culpa em seus olhos azuis.
– Eu perdi ela!!!! — ele disse começando a chorar compulsivamente.
Andei até ele que me agarrou e chorando, suas lágrimas molhavam minha roupa mas eu não me importo, ele está sofrendo agora.
– Rose... não...posso viver sem ela — ele dizia desesperado.
– Fred promete não fazer nada — uma onda de medo tomou conta de mim.
– Não posso viver sem Ela — ele disse me abraçando mais forte.
Quanto mais forte ficava o abraço mais minha respiração travava, o ar estava faltando e meu corpo estava dolorido, minha visão estava embasada, derrapente tudo ficou escuro.
(4 dias depois)
Eu via escuridão, eu tinha a sensação de estar petrificada, tentei mover os dedos...sem sucesso eu ao menos conseguia abrir uma pequena fresta dos olhos, eu não consigo ouvir nada... oque eu faço....pelos Deuses... alguém me ajudaaaa!!!!
A cada minuto eu entrava em desespero. Uma bola de luz surgiu em meio a escuridão, ela começou a ganhar forma de um ser...não era possível...era... um Anjo.
Ele sorria, tinhas a pele brilhosa olhos de uma cor que variava entre o verde e o azul claro, sua roupa era de um azul que chegava a ser mais claro que o próprio céu, ele me olhava de uma forma intensa, suas asas eram feitas da mesma forma de luz de um... Patrono.
– Como se sente — ele perguntou suavemente.
– Eu não consigo mover meu corpo — disse na esperança de ele me libertar.
–Veja agora -ele disse depois de passar a mão em cima do meu corpo.
Era como se meu corpo volta-se com a mesma leveza, levantei devagar até ficar sentada, ele dá pequenos passos em minha direção, estávamos frente a frente, ele esticou a mão e tocou meu rosto, seu toque era frio era...bom, ele tinha um sorriso pequeno...acolhedor.
– Tem uma coisa que eu quero que veja -ele disse, sua mão foi escorregando até a minha.
Ele me guiou pela escuridão, sua mão ainda segurava a minha.
– onde vamos... eu não vejo nada — eu dissse com medo.
Um vento surgiu, era forte, fechei os olhos e.... parou, lentamente abri os olhos eu estava em um campo aberto... era lindo.
– Tem alguém que quer falar com você- ele disse me levando até um árvore.
Perto da arvore em pé se encontrava um homem velho de cabelos ruivos... eu conheço ele, eu já vi ele.
– Rose... você creseceu!!! — ele disse com um sorriso.
– vovô Weasley? — era ele, mamãe me mostrou uma foto dele quando eu era pequena.
– Em breve você vira para cá, para junto de mim! — ele disse.
– Rose... Você não pode ficar mais — o anjo falou.
– vá Rose -ele disse me abraçando.
O anjo me puxou antes mesmo de eu responder, quando eu vi estávamos em um quarto de hospital só que dessa vez eu via a mim mesma deitada na cama, Lorcan segurava minha mão, ele chorava silenciosamente.
– É curioso...como você desperta paixão no coração deles — o anjo disse.
Olhei para o anjo ao meu lado... quem era ele?, porque estava fazendo aquilo?... sera que...
– eu morri ? — perguntei.
– ainda não — ele disse sem tirar os olhos de Lorcan.
Sinto um puxão e tudo volta a ficar escuro e o anjo desapareceu, ouso duas vozes conversando, meus sentidos voltando, abro os olhos e dou de cara com lorcan.
– Rose você me assustou- ele disse me abraçando.
– Lorcan sai de cima dela — uma voz rouca fala.
– Olha eu to perdendo a paciência com você Malfoy — Lorcan disse irritado.
– parem de brigar — disse tentando dar um fim nisso.
– Rose oque você tem- Lorcan disse sério.
– Eu ja falei que não é da sua conta -Scorpius disse revirando os olhos.
– NÃO SE META — Lorcan disse gritando.
– QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA GRITAR COMIGO — Scorpius disse alterado.
–GENTE VOCÊS DOIS NÃO PARAM DE BRIGAR — Um Fred de aparência cansada grita entrando no quarto.
– Lorcan eu já disse... estou me alimentando mau — digo mentindo.
–está mentindo- ele disse Bravo- porque ele sabe e eu não- ele fala apontando para o Scorpius.
– Se a Rose disse que é a alimentação então chega — Fred diz sério.
Lorcan saiu do quarto bravo, logo Fred me deixou sozinha com Scorpius.
– como se sente — ele chegou perto da cama.
– fraca — digo baixinho.
– vai ficar tudo bem -ele disse sorrindo fraco.
– claro — digo fechando os olhos cansada
Fale com o autor