Meu doce Rogers

40 Finalmente em paz


Notas iniciais
Boa leitura e etc. xD

Passamos boa parte da manhã no parque. Almoçamos o famoso macarrão com almondegas do meu pai e depois fomos montar um quebra cabeça na sala. Steve chegou quase no final da tarde, ele estava com um brilho diferente nos olhos, o qual não sabia o que era, mas que indicava que algo tinha acontecido. Mesmo que não tivéssemos trocado uma única palavra sobre o assunto, a cumplicidade, confiança e tudo que construímos nesses dois últimos meses, eram suficientes para que apenas com um olhar, pudéssemos entender o que poderia estar ou não passando pela cabeça do outro.

—Você parece estar muito cansado mocinho. Digo assim que ficamos sozinhos na cozinha esquentando o restante do almoço. –Mas, aliviado.

—Não sabe o quanto. Responde pegando minha mão e depositando um beijo. – Finalmente ficaremos em paz, minha amada. Abro um largo sorriso.

—Sem mais ameaças? Pergunto ainda sem acreditar. Sem mais guardas costas em cada esquina?

—Nada mais amor. Agora poderemos realizar todos os nossos sonhos. Ele se aproxima e sussurra em meu ouvido, beijando meu pescoço em seguida.

—Então amanhã mesmo iniciaremos o primeiro! Começo a trocar vários selinhos carinhosamente com ele.

—A nossa nova casa! Ele responde entre os beijos.

—Eca! Sarah grita parada atrás de nós e meu pai que está com ela solta um riso baixo.

—Por que eca minha lindinha? Me afasto de Steve e a pego no colo.

—Por que é nojento mamãe! Beijar garotos é nojento!

—É mesmo? Deixa eu adivinhar. Sua tia Alice que falou isso?

—Não! Tio Peter. Ele me disse que quando eu for mais velha eu deverei afastar os garotos de min, porque eles irão querer me beijar e isso é nojento.

—Então minha lindinha nunca irá ter um namorado?

—Não. Nunquinha!

—Muito bem Sarah! Steve fala rindo e eu o cutuco.

—Filha. Meu pai me chama. – Infelizmente chegou a minha hora.

—Por que não dorme aqui hoje pai? Lagrimas da Sereia é muito distante e...

—Eu realmente queria ficar e passar mais um tempinho com vocês, mas tenho um compromisso amanhã bem cedo.

—Tudo bem. Digo enquanto coloco Sarah no chão e dou um abraço forte nele. –Mas, por favor, sempre que puder nos visite sempre, Ok?

—Ok. E assim que estiver com minha vida cem por cento organizada, venha me visitar também. Eu garanto que ninguém irá te importunar.

—Tenho certeza que não irão. Sarah o abraça em seguida e Steve aperta fortemente sua mão em um cumprimento, meu pai troca uma rápida piscadinha com Steve antes de soltar sua mão e vai embora.

A noite tomamos chocolate quente na parte de cima do prédio. Ficamos observando as estrelas e fazendo planos. Sarah amava o apartamento em que morávamos, mas tinha ficado bastante empolgada com a possibilidade de finalmente poder ter um animal de estimação, já que em nosso prédio animais não eram permitidos.

—Vai ter uma piscina também mamãe?

—Ainda não sabemos minha pequena. Respondo enquanto arrumo seu casaco.

—Há muitas possibilidades filhinha. Steve bagunça seus cabelos. –Uma casa com quintal, ou piscina, uma fazendinha como as dos Clints, uma casa na praia, um barco...ou até mesmo uma casa na árvore.

—Gostei de todas as possibilidades, mas vou querer aquela em vocês vão deixar eu ter um cachorro.

—Você só vai querer um cachorro filhota? Steve brinca com ela.

—Não. Vou querer todos os bichinhos do mundo!

—Mas eles não vão caber na casa, macaquinha. Faço cócegas na minha filha.

Vou dormir com um sorriso no rosto. O dia não poderia ter sido melhor, afinal, ele representava o dia em que a ameaça que pairava sob nossas cabeças havia terminado e começo de uma vida que quase três meses atrás eu nunca imaginaria que seria ainda possível para mim, uma mãe solteira, que não acreditava mais em relacionamentos, que viveria até seus últimos dias com um coração frio e amargo, se não fosse pelo Meu Doce Rogers.

No outro dia, cheguei como sempre antes do horário na Stark Industries. Pepper fez uma pequena reunião comigo e com uma outra colega que a cobriria também durante sua licença maternidade e avisou que hoje seria o último dia antes de seu afastamento em que haveria de fato assinatura de contratos com outras empresas, especificamente fornecedores é claro, já que o financiamento de novos projetos só poderia ser feito apenas com ela.

Passei a manhã toda fazendo papel de anfitriã para os representantes das empresas fornecedoras, mostrando o espaço físico da Stark e como alguns setores funcionavam, enquanto minha chefe se reunia com outros empresários e negociavas os detalhes finais dos contratos. Quando faltava pouco para o horário do almoço, fui ver se Pepper iria precisar de algo antes que eu fosse liberada.

—Ei, Lena. Me parou uma colega da recepção –Já viu um bonitão que veio aqui hoje? Me perguntou com um largo sorriso.

—Ainda não. Ela deve estar falando do Peter pensei – Colega novo?

— Não. Pelo que as outras comentaram, é um dos novos fornecedores, de uma empresa que processa minérios e está com o último grupo que foi se reunir com a senhorita Potts.

Que pena pensei comigo mesma, já que tinha um tempinho que não via meu amigo, e geralmente ele era a pessoa que causaria aquele tipo de animação. -Então talvez eu consiga ver o tal pedaço de mal caminho, estava justamente indo falar com a Pepper. Disse brincando, já que meu pedaço de mal caminho deveria estar salvando o mundo neste exato momento.

—Então corre colega – Falou enquanto me dava uma piscadinha.

—Ok. Respondi com uma falsa animação.

Pelo que estava vendo durante o caminho até a sala da chefe, esse tal “bonitão” tinha feito um certo estrago por ali, as minhas outras colegas pareciam estar sorridentes e com um pouco de brilho nos olhos, o que me fez ficar curiosa e apertar o passo para descobrir quem seria este homem. Dei dois toques na porta da Pepper e pedi permissão para entrar.

—Helena, pode entrar- Ouvi Pepper falar de lá.

Abri a porta lentamente para tentar observar o máximo de detalhes possíveis antes que o homem misterioso me visse e eu não pudesse dar uma olhadinha minuciosa. Entrei na sala e havia uma cadeira de costas para mim e de frente para Pepper. Andei até lá e para minha surpresa... Pepper estava completamente sozinha na sala. Ri muito por dentro, mas logo fui fazer o que eu tinha planejado.

—Senhorita Potts, está quase no horário do meu almoço e quero saber se necessitará dos meus serviços antes que eu seja liberada.

—Não. Nada por hora. Está livre, dona Helena.

Agradeci e sai de lá indo direto encontrar minha menina na creche. No caminho recebo uma ligação do Steve.

—Amor já está livre?

—Sim. Estava justamente indo até a creche buscar Sarah para almoçar.

—Ótimo. Acho que hoje poderei estar com vocês.

—Fale mais sobre isso... acha que pode chegar aqui em quanto tempo? Digo me animando.

—Entre 15-30 minutos de acordo com o trânsito neste horário.

—Gostei! Viro o corredor que dá acesso a creche.

—Que tal um jantar sexta na torre Stark? Ele dispara do nada.

—Parece-me uma ótima ideia. Respondo estranhando e entrando na creche.

—É uma ótima ideia. Steve diz um pouco nervoso.

Vejo Sarah rindo e conversando com um homem que estava de costas para mim e ao lado de Maria uma das cuidadoras, esse deve ser o tal “bonitão”, já que a mulher está babando encima dele, deve ter se oferecido para mostrar essa área para ele. Me aproximei e assim que Sarah me viu, explodiu uma expressão de alegria.

—Diz a Sarah que estou chegando. Steve fala assim que escuta os gritinhos da minha filhotinha.

—Mamãe. Ela grita, e assim que ela fala isso, o homem se virou em minha direção e abre um grande sorriso quando me vê.

—Ai meu Deus. Sussurrei enquanto sentia meu corpo ficar todo arrepiado, ficando paralisada onde estou.

Ele se levanta, anda até mim e segura a minha mão.

—John, John Allen prazer. Abraça-me forte em seguida, aspirando fundo o cheiro dos meus cabelos — E eu nunca mais vou deixar você fugir de mim.

Notas finais
Steve ouviu tudo...e o boy voltou :o O que acharam?