Meu doce Rogers
50 Fé (Parte 4)
Pov Steve Rogers.
Foi um pouco trabalhoso, mas eu havia conseguido colocar Sarah para dormir novamente. Estava confuso e não ficaria em paz até entender tudo aquilo. Eu tinha uma cópia de todos os documentos sobre o acidente, então iria rever todo aquele material.
Segundo o relatório final não havia confirmação direta que o corpo encontrado no carro era mesmo o de Helena, não foi possível recuperar o DNA para exame, nem identificar pela arcada dentária, mas o anel e o celular encontrados com a vítima foram reconhecidos por amigos como pertences pessoais dela.
Um anel, um celular e a placa do carro foram recuperados do acidente. O primeiro objeto estava no dedo anelar da mão esquerda da vítima, o que era estranho, porque pelo que lembro, ela sempre usava na mão direita. É possível que tenha colocado o anel na outra mão, contudo em relação a costumes, eu sei que Helena dificilmente mudava algum.
Sobre o celular, não havia dúvidas que era o dela. Alice havia infernizado Helena por um bom tempo para que usasse um aparelho moderno, e bem, eu estava com ela no dia em que comprou aquele celular.
E quanto a placa do carro, estava mais do que visível as letras e números. Visível até demais para um carro que estava completamente destruído.
Peguei todas as fotos relacionadas ao acidente e comecei a rever cada uma com atenção. Percebi que algo não estava certo. Se o caminhão havia atingido no lado do motorista quando avançou o sinal vermelho, porque aparentemente o lado oposto do carro estava bem mais destruído? Além disso a placa estava praticamente intacta em relação ao estado em que estava o carro. Ligo para Tony e quem atende é o Jarvis.
—O senhor Stark está dormindo neste exato momento senhor Rogers. Deseja deixar recado?
—Jarvis é urgente. Não ligaria a essa hora se não fosse. Preciso falar com ele agora na verdade. Falo suplicante.
—Não posso garantir nada senhor, mas irei tentar. Fico ansioso na linha, até finalmente ouvir um Tony sonolento do outro lado.
—Steve... aconteceu algo?
—Preciso de sua ajuda Tony, estava analisando o caso de Helena...
—Steve, não faça isso com você mesmo. Não se torture...
—Acho que ela pode estar viva Tony e tenho que ver Aldrich Killian agora. Preciso que me leve na Balsa. Digo antes de perder a coragem, porque no fundo achava aquilo uma loucura.
—Se eu te levar e não der em nada, promete que vai seguir em frente e não mais voltar para essa história?
—Prometo Tony.
—Ok. Pode estar aqui na torre daqui a uma hora? É o tempo que preciso para preparar tudo.
—Posso.
Para minha sorte Sharon ainda morava no prédio e como ela adora Sarah, um pedido meu para que ficasse algumas horas com minha pequena não seria difícil. Inicialmente ela estranhou, afinal não é todo dia que alguém bate em sua porta durante a madruga, pedindo para que tomasse conta de uma garotinha que aparentemente estava com o pai. Sharon provavelmente queria me encher de perguntas, mas deixou para lá.
Encontrei Tony em seguida. Ele nem parecia que estava morrendo de sono como a uma hora atrás. Provavelmente deve ter tomado algum estimulante.
Durante a viagem, tentei explicar cada mínimo detalhe que percebi quando estava avaliando o arquivo do acidente, contei tudo, menos a parte do sonho que tive. Algo que sempre conversei com Helena era manter em segredo que Sarah é uma mutante, e se aquele sonho tivesse como origem seus poderes, era melhor deixa-lo de lado por enquanto.
—Certo, Steve eu entendi tudo que você me falou até agora, só não estou entendo como isto pode ter relação com o Killian.
—É algo... intuitivo.
—Sério? Tony soa sarcástico. –Me acordou no meio da madrugada por causa da sua intuição?
—Não. Falo vencido. –Sinceramente espero que me desculpe, mas mesmo você sendo meu amigo, eu não posso te revelar o que me levou a pensar no Killian.
—Tudo bem. Eu vou respeitar isso. Sei que me contaria se pudesse.
—Obrigado.
Quase não tivemos autorização para visitar Aldrich na prisão Balsa. Ele tem a Extremis e por causa disto estava sedado desde o dia em que o prendemos. Afinal, ninguém queria que ele escapasse.
—Aldrich Killian ainda está sob efeito do sedativo, mas ele será capaz de conversar com vocês. Um dos responsáveis pela prisão falava comigo e Tony enquanto nos guiava até a cela de Killian.
Era um tipo de quarto de hospital. Aldrich estava deitado em uma cama, com as mãos presas por uma algema e um cateter em seu braço, já que ele ainda estava recebendo sedativo.
—A que devo o prazer de visitas tão importantes? Aldrich pergunta sonolento.
—Quero saber com quem você trabalhava. Vou direto ao ponto.
—Comigo mesmo. Não havia mais ninguém. Ele sorri.
—Você não poderia ter feito tudo sozinho. Continuo.
—Será? Pois parece que eu fiz. Ele está se divertindo. –Como está a minha querida Helena? Acho que eu preferia a ver aqui no lugar de vocês.
Tony abre a boca para falar algo, e eu o interrompo, respondendo antes dele.
—Alguém sequestrou ela. A expressão de Killian morre na mesma hora e seu sorriso desaparece. –Acreditamos que tenha sido alguém da sua equipe. A fortes indícios de que os sequestradores tenham a Extremis.
Tony fica surpreso, mas disfarça para não estragar a mentira que contei.
—Aquela desgraçada. Killian murmura para si. –Você deveria estar protegendo ela.
—Eu estava, todos nós estávamos até o dia em que prendemos você e tiramos todos os agentes que estavam com ela. Falo ao lembrar que isso foi uma das primeiras coisas que havia feito depois de ter prendido Aldrich.
—Maya Hansen, a criadora da Extremis. Killian fala vencido e Tony fica pálido. -Ela geralmente recrutava as cobaias em hospitais e foi em um deles que ela encontrou Helena. Desde aquele momento uma obsessão começou. Maya acredita que Helena possa ser a cobaia perfeita para uma outra Extremis que ela desenvolveu, mas eu havia sido claro para que deixasse essa ideia de lado. A ameacei para que não fosse atrás de Helena, afinal eu nunca a envolveria nisso, mesmo que fosse a Extremis normal.
—O que quer disser com Extremis normal? Tony pergunta.
—Quero disser que a Extremis normal é brincadeira de criança perto da nova variação. Geralmente algumas pessoas morrem durante o processo de aceitação ou rejeição da Extremis no organismo, mas com a variação não há nenhum sobrevivente. Ela causa grande sofrimento para a pessoa que a tem e mata lentamente causando ferimentos por todo o corpo.
—E Helena seria a pessoa que iria sobreviver. Comento.
—Exatamente. Maya tinha uma ideia louca de que Helena fosse uma mutante com poder de cura.
—Acho que já ouvimos o suficiente, Tony. Devemos ir.
—Ela me incriminou, não foi? Killian pergunta antes de sairmos do quarto. –Você Capitão havia me perguntado o que eu estava fazendo com fotos de Helena, antes de me bater feito um selvagem. Só que eu não tinha nenhuma foto dela. Maya deve ter planejado tudo. Afinal, eu era uma grande pedra em seu sapato e como você mesmo disse antes, tinha tirado todos os agentes que acompanhavam Helena depois que fui preso.
—Provavelmente, mas isto não elimina a sua responsabilidade quanto a Extremis.
—Então deixe que eu tire um pouco da minha culpa, te darei uma dica. Sei que não está me contando toda a verdade, conheço Maya o suficiente para saber que não mandaria alguém simplesmente sequestrar Helena, não é assim que ela age, faria algo... grandioso, que elevasse seu ego, mostrando o quanto pode ser esperta. E vai ser nesse ponto que vocês poderão derrota-la. Maya estará tão confiante, que irá cometer erros. Então aproveitem.
Estava voltando para casa no jato do Stark e minha cabeça estava a mil. Se tudo o que Aldrich havia falado for verdade, esse algo grandioso que Maya fez poderia ter sido o sequestro de Helena. É bem lógico, afinal quem iria procurar por uma pessoa que morreu?
—Você deve estar pensando que tudo se encaixa e que Maya pode ter realmente planejado a “morte” de Helena. Tony interrompe meus pensamentos.
—Sim.
—Steve, lembra que havíamos combinado que deixaria esta história de lado?
—Não esqueci da promessa Tony, mas você tem que concordar comigo que está história está bem estranha e que deveríamos dar o mínimo de atenção. E que de qualquer modo, mesmo que não seja verdade, que Helena esteja realmente morta, não devemos ignorar que Maya é a cabeça por trás da Extremis e enquanto ela estiver solta poderá ser um perigo para todos. Você viu com seus próprios olhos o que uma pessoa com a Extremis é capaz de fazer.
Stark suspira alto e coloca sua mão em meu ombro.- Certo capitão. Investigaremos isso por nossa conta, não custa nada, não é mesmo? Se precisarmos em último caso chamamos os outros. Ok?
—Ok. Obrigado Stark. Não sei como te agradecer.
—Ah, mas eu sei. Fique à vontade para me defender quando a Pepper estiver furiosa comigo ou pode cuidar dos meus filhos quando nascerem, isso por algumas horas é claro. Sei que faz isso muito bem com a Sarah.
—Pode contar comigo.
—Agora vamos ao trabalho. Jarvis.
—Senhor Stark, o que deseja? A voz robótica soa no jato.
—Poderia nos atualizar. Quero todas as informações disponíveis sobre Maya Hansen.
—Os registros indicam que não é vista a quase um mês desde o dia em que iria fazer uma palestra em Harvard sobre o uso de vírus para tratamentos genéticos, mas desmarcou duas horas antes da apresentação.
Troco um olhar com Tony.- Vamos com calma, Steve. Ele me alerta. –E em relação ao sistema de câmeras? Há algum lugar em que possa ter sido vista?
—Lágrimas da Sereia. A mais ou menos três semanas atrás.
—Sarah estava lá nesse período. Ela já estava morando com John. Comento.
—Sério? Tony pergunta preocupado.
—Sim. John tinha conseguido a guarda provisória de Sarah dois dias após a confirmação da morte de Helena. Sarah já era reconhecida como filha dele naquela época, então o processo não demorou. Ele levou Sarah no mesmo dia em que ganhou a guarda.
—Talvez não seja nada. Tony continuava me alertando.
—Lágrimas da Seria é distante e pouco conhecida. É quase uma cidade de interior Tony.
—Certo, mas vamos manter...
—A calma. Completo a fala de Tony.- Eu sei, mas não precisamos, eu aguento o que vier Tony, não se preocupe. Não posso ficar mais machucado do que estou. Você mais do que ninguém sabe como me responsabilizo pela morte dela. Helena estava atrás de mim quando aconteceu, ela tentou falar comigo, mas eu não atendia a droga do telefone.
—Steve...
—Não há nada que posso tirar a culpa da minha consciência, Tony. Então me ajude a minimizar o que sinto. Não ficarei pior do que já estou, mas posso me sentir um pouco melhor, mesmo que eu não a tenha de volta, posso tentar compensar salvando as pessoas que essa Maya pode destruir.
—Entendo o que disse. Não vamos perder mais tempo então. Seguiremos pela linha de que Helena ainda está viva e que Maya a sequestrou.
Pov Tony Stark.
Desde o dia em que vi Sarah praticamente dando uma surra em uma menina mais velha, me questionei se não havia algo diferente nela. Steve sempre desconversou quando eu tocava no assunto e agora posso ter uma ideia do motivo. Sarah é uma mutante e provavelmente Helena também.
Eu sabia que algo não casava. Naquele dia no playground todos as crianças estavam em um péssimo estado. Lila a filha de Clint tinha uma marca enorme de mão no rosto, Alma estava descabelada e Cooper tinha recebido alguns golpes de um garoto que estava no meio da confusão também, mas Sarah, nem parecia que estava no meio de uma briga. Não tinha nenhum machucado.
Entendo porque Steve prefere não falar sobre isso, mesmo para pessoas amigas como eu. Se fosse meus filhos acho que também iria preferir manter tudo em segredo. O mundo ainda é perigoso para pessoas mutantes. Lembro perfeitamente que até um dia desses o próprio Nick Fury havia mandado capturar Alma, que agora é filha adotiva de Bruce e Natasha.
—Então. Steve supondo que Maya sequestrou Helena, acho que tenho uma ideia do motivo da presença dela em Lágrimas da Sereia. Provavelmente ela pode estar pensando em pegar a Sarah também. Ela como filha de Helena tem uma parte do DNA da mãe e provavelmente tem a mesma característica que Maya tem interesse.
—Por que pegar a Sarah se ela já tem Helena?
—Porque é uma variação da Extremis sem sucesso, não há sobreviventes e se Helena seguir por esse destino, Maya teria mais uma chance aplicando o vírus na Sarah. Você sabe onde ela está agora?
—No apartamento em que eu morava com Helena, com a Sharon. É uma longa história, mas é quase certo que John vai perder a guarda dela.
—Bem, você me conta isso depois. Jarvis envie três armaduras para lá, sem chamar atenção é claro e me contate caso algo aconteça.
—Enviei agora mesmo senhor.
—Obrigado. Agora retornando ao ponto. Caso Maya esteja com Helena, acho que ela ainda não testou a Extremis.
—Por que pensa isso?
—Eu já tive uma história com Maya. Ela é paciente, mas nem tanto. Se esperou todo esse tempo para ter Helena, não irá esperar mais alguns meses para ter a Sarah e testar novamente o vírus.
—Como iremos localizá-la?
—Do mesmo modo que achamos Killian, mas não seguiremos uma pista falsa como antes. Maya irá precisar de produtos específicos e Jarvis irá cruzar todos os dados considerando mesmo até as menores compras.
—Sim. Faz sentido, ela iria comprar em baixa quantidade para não chamar atenção.
—Provavelmente comprando várias vezes, mas em baixa quantidade. Tony completa.
—Jarvis...
—Já estou fazendo isso senhor Stark. Pelos registros há um homem chamado Carlos Sparks e uma mulher chamada Julia White comprando tampões para reações com Dna. O homem compra a quase um ano, ele trabalha em uma empresa pequena e por isso deve comprar em pouca quantidade, mas em relação a mulher, ela está comprando...
—A um mês eu suponho. Acho que achamos uma pista Capitão, além da data, pela que lembro, Julia White é uma das personagens do livro favorito de Maya.
—E tem mais uma coisa senhor Stark. Essa Julia White encomenda, mas retira os produtos diretamente na empresa e por coincidência ela irá buscar alguns hoje.
—Obrigado Jarvis. Lembra que eu havia proposto que não deveríamos envolver os outros?
—Sim.
—Acho teremos que fazer justamente isso agora.
—Tony...
—Falaremos apenas sobre Maya e que ela é a responsável pela Extremis, fica tranquilo. Jarvis, por favor contate a Nat.
—Por que a Natasha?
—Porque ela é a melhor espiã que conhecemos e vai saber como se infiltrar na empresa e seguir a tal “Julia White”.
Pov Steve Rogers
Quase morri de ansiedade enquanto esperava Natasha. Fazia quase cinco horas que ela havia ido até a empresa seguir a tal Julia White. Tínhamos combinado de reunir todos na torre Stark enquanto Nat investigava. Iríamos capturar Maya Hansen assim que Natasha voltasse com a localização da cientista.
Clint, Thor e Bruce já haviam estavam na torre e nada de Nat aparecer. Foi quando estava no limite da minha paciência e ia atrás dela, Natasha finalmente chega.
—Desculpem o atraso senhoras, mas a pessoa que vocês me mandaram atrás era bem esperta, só que não mais do que eu, é claro.
—Então conseguiu? Pergunto ansioso.
—Quase como tirar doce de criança, uma criança enorme na verdade. A tal Maya não apareceu, era uma outra mulher. Alguém a pegou na porta da empresa, levou até uma rua movimentada. Lá ela entrou em outro carro e eu quase ia seguindo ela quando percebi que na verdade os produtos tinham ficado no primeiro carro.
—Nossa quanto trabalho por alguns tampões. Bruce comenta. -Isso é no mínimo estranho caso essa mulher não nos leve a Maya Hansen.
—Estranho foi o lugar onde deixaram os produtos. Um hospital psiquiátrico abandonado. Quase não consegui me aproximar de lá. Haviam câmeras em vários locais, foi difícil achar um ponto cedo.
—Mas você viu a Maya Hansen? Pergunto diretamente.
—Sim. Para minha sorte, eu pude vê-la em uma das janelas do terceiro andar, então não precisei entrar no prédio e vasculhar o lugar todo.
—Então podemos começar a planejar como invadir o hospital e finalmente prender a Maya. Clint se manifesta.
—Sim, mas tem algo que quero revelar para vocês, há uma possibilidade que Helena estava viva, e sendo mantida nesse lugar. Me desculpem se não falei antes, eu havia concordado com Tony que seria melhor manter isso em segredo, mas acho que não é certo vocês arriscarem suas vidas sem saber de tudo que está acontecendo. Falo com certa culpa.
Contei tudo desde o começo, omitindo é claro a parte relacionada a Sarah. Todos foram bem compreensivos e passado o choque inicial começamos a planejar a invasão. Natasha havia até demonstrado seu apoio e dito que poderia contar com ela, caso descobríssemos que Helena estava realmente morta.
Liguei para Sharon e conversei com Sarah. Ela estava feliz, acho que minha pequena tinha noção do que eu estava pretendendo fazer.
Logo a hora da invasão chegou e era noite quando fomos todos em silêncio para o jato. Ficamos a viagem toda assim na verdade. Acho que meus amigos estavam com receio por minha causa. Sabiam que por mais eu me mostrasse forte e falasse que aguentava o que viesse, no fundo eu iria sofrer bastante se aquilo não saísse como esperado.
-Todos prontos? Pergunto quando a porta do jato está aberta e estamos bem encima do hospital.
—Sim. Eles respondem ao mesmo tempo.
—Então é com você, Thor, Bruce!
Bruce e Thor se jogam do jato e caem bem na entrada do hospital. Bruce se transforma em Hulk e alguns soldados com Extremis aparecem para combate-lo. O plano já começava a dar certo, pois assim que eu, Nat e Tony entramos no hospital por meio do terraço do prédio, não haviam soldados em nosso caminho.
—Vão vasculhando o prédio. Irei para a sala de controle e aviso quando eu ver alguma coisa. Tony fala antes de sair.
Começamos a procurar de cima para baixo e apenas encontramos salas e mais salas vazias. Era bem bizarro, pois algumas tinham até muitas manchas de sangue secas espalhadas pelas paredes.
—Estou vendo Maya correndo pelo terceiro andar. Se apressem. Tony fala pelo comunicador.
Natasha e eu começamos a correr na mesma hora, descendo as escadas o mais rápido possível.
—Ela entrou no quarto 309. Tony volta a falar.
Corro com a ansiedade praticamente me dominando. Os números parecem não ter fim. 301, 302, 303, 304, 305, 306, 307, 308 e finalmente o 309. Derrubo a porta com um só chute, e entro de uma vez. Nat para ao meu lado em seguida.
Meu coração bate lentamente e minha boca fica seca.
—Encontraram Maya? Tony pergunta, mas não respondemos. –Aconteceu algo com vocês, encontraram a Maya ou não? Tony pergunta preocupado.
—Encontramos bem mais do que a Maya...Helena está viva. Natasha finalmente responde.
—Estou a caminho. É tudo que Tony consegue falar.
Helena está deitada na cama enquanto Maya que está sentada ao seu lado, passa um braço pelo ombro dela e pressiona uma seringa em seu pescoço.
—Helena... Sussurro o nome dela e dou um passo involuntário.
—Ei, nada disso garotão. Maya me adverte e pressiona mais um pouca a seringa, fazendo Helena soltar um pequeno gemido.
—Vai ficar tudo bem meu amor. Falo para acalma-la.
—Ai que lindo, esse momento do casal. Acho que vou libertar essa linda moça. Só que não! Sabe eu não posso perdoar você por ter estragado um plano que levei meses para elaborar e executar.
—Deixe Helena fora disso. Você sabe que essa Extremis nunca daria certo. Tento convencer Maya.
—Mas eu tinha esperanças, sabe? E agora não tenho mais porque vocês tiraram ela de mim. Logo depois de todo o trabalho que tive para cuidar da sua mulher e filhinha. Ela soa magoada e eu noto um volume na barriga de Helena.
—Eu vou ser pai? Sussurro emocionado.
—Você ia ser papai. Agora vai continuar sendo um viúvo como era antes. Maya fala divertidamente e aplica o conteúdo da seringa em Helena. Natasha tenta impedir jogando seu bastão de choque, mas ela não é rápida o suficiente.
Maya cai desacordada assim que a arma bate nela e eu corro para tentar ajudar Helena. Meus olhos estão cheios de lágrimas e meu grande amor está sofrendo, seu corpo se contorce de dor e linhas azuis e vermelhas começam a se espalhar por ela.
—Steve, por favor, me perdoa, eu amo você. Helena fala com a voz alterada pela dor e eu tento responder que estava tudo bem, mas ela perde a consciência antes que eu fale o quanto a amo também.
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