Meu doce Rogers

11 A noite também guarda as suas surpresas.


Notas iniciais
Desculpem a demora, mas essa semana foi um pouquinho complicada. Então boa leitura e bom fim de semana. :D

Pov Steve

Assim que Helena terminou de contar sua história, eu estava sem palavras. Apenas a abracei forte, encostando meu queixo em sua testa.

–Steve? Falou Helena docemente.

–Você é uma mulher maravilhosa Helena. Foi tudo o que eu consegui falar naquela hora.

–Steve, não fala assim. Não quero que sinta pena de mim.

–E não sinto. Admiro-te e sei que encontrará uma solução para aquele problema. Você já passou por tanto que tenho certeza que isso não será nada, e... você pode contar comigo também. Não está sozinha... eu não deixarei que fique sozinha. Falei beijando sua testa.

–Steve eu... Ela se afastou de mim e ficou um tempo em silêncio olhando bem nos meus olhos – Obrigada. Beijando minha bochecha.

Ficamos um tempo em silêncio, olhando um dentro dos olhos do outro, até que Sarah começa a chamar por Helena.

–Mummy.

–Ela deve ter acordado por causa do stress do incidente de hoje, ela sempre dorme a noite toda. Licença Steve.

–Posso ir com você?

–Claro. Sem problema.

Fui andando atrás dela e fiquei na porta do quarto observando.

–Minha querida, o que aconteceu? Helena falou preocupada enquanto pegava Sarah no colo.

– Um pesadelo mummy. Ela falou meia triste, coçando o olho e deitando sua cabeça no ombro de Helena.

– Está tudo bem agora meu amor. Helena tentava tranquiliza-la enquanto fazia pequenos afagos nas costas e na cabeça de Sarah –Tudo bem.

–Mummy, estou ... com medo. Não vou conseguir ...dormir nunca mais.

–Sarah. Chamei-a enquanto entrava no quarto e ela levantava a cabeça para me olhar –O medo é algo normal, todos nós sentimos.

–Até você?

–Sim. Falei enquanto pegava levemente em seu queixo – Sarah, você pode sentir medo, mas o que você não pode deixar é que ele te domine. Venha vou te contar um história. Falei pegando ela no colo ,colocando-a na cama e depois me sentando ao seu lado.

Sarah tentava me ouvir atentamente, mas logo o sono começou a aparecer e ela acabou dormindo. Me levantei lentamente para não acorda-la e fui me despedir de Helena.

–Steve, não sei nem como agradecer.

– Você já fez o bastante... Lena. Falei lembrando daquele apelido, enquanto fazia um gesto em referência aos curativos – Bem, boa noite. Falei pegando levemente na sua bochecha direita e tive uma leve impressão que ela ficou um pouco vermelha.

–Boa noite, Steve. Helena falou enquanto tentava me dar um abraço ficando nas pontinhas dos pés.

Acabei rindo um pouco sem querer.

–O que foi Steve? Perguntou-me confusa.

–Nada. Só que você quase não me alcançou agora. É tão pequena...

– Isso não tem graça, Steve... Abracei-a e acabei fazendo com que ela ficasse um pouco longe do chão.

Ficamos rindo por um tempo, mas logo o silencio caiu entre nós e ficamos olhando um nos olhos do outro. Comecei a ouvir nossas respirações cada vez mais e ... avançamos um na direção do outro, fazendo nossos lábios se tocaram rapidamente. Soltei Helena logo que isso aconteceu.

–Desculpe...Falou Lena com um rosto em chamas.

–Não, eu... é ... que...Boa noite. Dei um beijo no topo de sua cabeça e sai dali apresadamente.

Cheguei em meu apartamento e fui logo para minha cama. Minha cabeça estava confusa, meu coração batia rápido e meus lábios, ah meus lábios, não podiam conter um largo sorriso.

Enquanto isso em Lágrimas da Sereia na casa dos Allens.

Pov John

–Até quando você pretende ficar aí enchendo a cara? Falou meu pai em um tom de voz grosso.

– Até o momento que a imagem de Helena não me machuque mais e eu esqueça todos os erros que cometi.

–Ah é mesmo? Falou com sarcasmo- Quais erros? Ah espere. Quando ficou curtido com aquela jovem? Quando engravidou a mesma e não quis assumir? Ou quando foi bem agressivo com ela quase todas as vezes em que a encontrava?

Virei mais um gole daquela bebida e abaixei minha cabeça.

–Olha. Ela se foi e não a nada que você possa fazer. Ficar aí se torturando não vai adiantar. Falava meu pai enquanto tirava a bebida e o copo perto de min.

– Eu sei, mas...

– O que você tem que fazer é continuar sua vida, poxa, eu sei que já tentou encontra-la diversas vezes e nem uma mínima informação conseguiu. Acabou filho, não há mais alternativas. S I G A E M F R E N T E !!!

–Tudo bem. Você deve ter alguma razão. Acho que vou começar me jogando de cabeça no trabalho. Só me restará agora o remorso de não ter conhecido o meu filho.

–FILHA!

– O que disse?

– É uma menina. O nome dela é Sarah. Ela tem os olhos da sua mãe John.

–Como... como você sabe isso?

– Você achou mesmo que eu deixaria um de nós desamparado?

– Você ameaçou Helena.

–Sim. Um susto necessário para evitar possíveis escândalos, mas sempre procurei ajuda-la de algum modo, mesmo que a avó dela recusasse na maioria das vezes.

–A avó Lena? Que diabos ela tem a ver com tudo isso?

– Ela tem tudo a ver. Às vezes eu passava na casa dela para ver Sarah e deixava alguma quantia de dinheiro contra sua vontade, você sabe muito bem como ela poderia ser orgulhosa. Ela sempre me deixava entrar, mas as visitas não costumavam demorar muito, por que Helena não sabia disso e achamos que ela poderia, com razão, não concordar. Ele pegou sua carteira e tirou alguma coisa de lá – Aqui, fique com ela, é a foto mais recente que eu tenho da minha neta. Conheça sua garotinha.

Peguei a foto com a mão um pouco tremula e fiquei sem ar quando vi a imagem que estava ali. Minha filhinha. Linda, uma pequena princesa que... eu estaria disposto a fazer tudo, absolutamente tudo pelo bem dela.

Desculpe pai, mas eu não vou mais seguir o seu conselho.