Meu desafio Meu amor

8 Preocupação.


Notas iniciais
Oi gatonas Tudo bem com vocês? Logo dizendo que tudo nesta fic tem um motivo. Ok?! Uma ótima leitura...

— Já estou terminando, só mais um minuto.

Pegava as gazes e passava cuidadosamente sobre os pontos da mão de Damon.

— Está curando rápido! – afirmo empolgada.

Damon está no celular falando com alguém, é como se eu nem estivesse aqui.

— Eu já sei Rose, droga… arrume isso antes das dez.

Rose era a secretaria de Damon, ela deve sofrer muito sendo sua funcionária.

Ele só sabia gritar.

— Pronto!

E como de costume Damon sai feito bala.

— Obrigada Elena! – tento imitar sua voz.

— De nada Sr. Salvatore.

— Seria de mais esperar dele! – recolho o lixo.

Pelo menos ele está deixando fazer meu trabalho.

Fecho o quarto como sempre.

— Madalene?

— Estou aqui!

Saio da cozinha. Madalene está com um lindo buquê nas mãos.

— Que lindo buquê Madalene!

As rosas são de um vermelho vivo. Lindas!

— Sim, foi o Damon quem trouxe, sempre faz isso quando pode.

Eu sempre tento imaginar Damon e flores, mas não consigo!

Não parece a mesma pessoa.

— Eu vou colocar elas na mesa ficaram lindas e sei que meu menino gosta.

Madalene está muito alegre e empolgada, entretanto sua aparência está mais cansada, isso me preocupa.

— Você deveria descansar um pouco.

Ela me olha interrogativa.

— Porque?

— Ora faz bem! Você deveria, nunca para.

— Eu não preciso. O que acha? – se refere as flores.

— Estão lindas!

Eu vou ficar de olho nela.

— O que vai fazer agora?

— Vou pegar uns legumes.

— Eu posso te ajudar! O Sr. Salvatore foi para empresa e eu não tenho mais nada para fazer.

— Está bem!

Faço questão de ajudá-la em todas as tarefas mais pesadas. No final estava me divertindo muito.

— Eu disse que não era muito boa em culinária.

Madalene esta rindo da minha falta de habilidade.

— Eu pensei que era boa em tudo.

Nego sorrindo junto com ela. A cozinha está uma zona.

— Ninguém é bom em tudo! Sei o básico.

Madalene para de sorrir repentinamente e esta olhando para trás de mim.

— Não pensei que viesse cedo Damon!

— Não havia motivos de ficar lá tão tarde.

Saio da minha pose e caminho para perto da pia. Acho que ele não está gostando do que vê.

— Vai querer alguma coisa meu filho?

— Um copo d’água!

Quase como um robô olho em sua direção. Ele está de lado, concentrado em sua água.

— Mais alguma coisa?

— Não! – ele olha o local antes de sair.

— Damon parece mais saudável. – Madalene comenta.

— Achei que ele reclamaria pela bagunça e barulho.

Madalene da a volta.

— Ele está muito ocupado para se incomodar conosco.

— Fala do evento da Salvatore?

— Sim, tudo o deixa irritado nessa época, ainda bem que ele já tomou o chá que fiz. – ela pisca e não tenho o riso.

— Ainda bem que você está aqui, Damon sempre fica agitado, ele sempre se esforça para que tudo saia perfeito em sua ausência.

— Ausência? – ela assente.

— O Damon não vai ao próprio evento?

— Não, depois do último que foi.

Claro os seus pais morreram em uma ocasião parecida.

— Eu queria tanto que ele fosse, pudesse mostrar a todos o seu potencial, igual a seu pai. Como antes.

— Quem o representa?

— O Ric! Ele é um bom amigo.

— Você poderia tentar convencer-lho a ir. – vem toda eufórica. Ela só pode está brincando.

— Acho que isso está fora de questão aqui, ele não ouve vocês. Eu nem consigo administrar seus medicamentos como deveria imagina isso.

— Ainda temos tempo, falta três meses Elena. – ela persiste.

— Madalene, isso eu não posso fazer.

Seu semblante muda, e seu olhar perde o brilho.

— Me desculpe, eu não sei o que me deu. Eu vou terminar o almoço.

— Eu dou um jeito na bagunça.

Me sinto mal por não poder ajudar nesse pedido.

Como eu poderia?

Meu celular vibra em cima da mesa e atendo sem olhar quem é.

— Alô.

Ninguém responde, olho na tela e o número está oculto.

— Alô. — insisto mas desligam.

— O quê foi criança?

— Eu não sei!

Volta a tocar e atendo rápido.

— Alô?

— Quê me surda Elena?

— Desculpe Jeremy, era você me ligando?

— Estou ligando agora, atrapalho? – isso é estranho!

— Não, claro que não.

— Ótimo! tenho um convite e não aceito um não como resposta.

Lá vem ele.

— O quê?

— Lembra daquele restaurante que íamos quase todos dias?

— Claro que lembro.

— Então... pensei em irmos almoçar hoje, Bonnie está na casa da avó, então tenho um tempinho pra ficar com você.

— Isso é legal da sua parte, mas Jeremy eu não estou afim.

— Lembra o que eu disse no começo?

— O que você quer afinal?

— Só quero passar um tempo com você, quando foi a última vez que saímos? Você passa muito tempo aí, trancada!

— Isso não é verdade Jeremy.

— Você deveria sair mais, você tá precisando de um namorado. – agora ele está exagerando.

— Oh! Jeremy por favor!

— Só quero que almoce comigo Elena, como nós velhos tempos.

Os velhos tempos são como uma sombra em minha vida. Jeremy não percebe isso.

Ele é meu irmão, e só está tentando entender sua irmã estranha.

— Eu vou me arrumar.

— Perfeito! Eu só estou terminando algumas coisas aqui, mas vou terminar rapidamente.

Ele desliga. E dou de cara com um olhar curioso.

— Seu namorado?

— O quê? Não.

— Amigo?

— Também! Era meu irmão.

Madalene arregala os olhos.

— Não sabia que tinha irmão Elena, porque nunca contou?

Porque não quero perguntas sobre minha família! Minha mente acusa.

— Porque achei que não era necessário isso, sabe todo mundo tem irmão. – encaro meu relógio. – Eu vou me arrumar.

— Vai sair?

— Ele quer almoçar comigo!

— Claro! Bom almoço.

— Obrigada, vocês também. Se precisar já sabe.

Mostro o celular!

Jeremy não demora a chegar, e já estou ao seu lado no carro.

— Você está muito calada, é tão ruim minha presença?

— Não diga bobagens.

— E então? — ele persiste.

— Podemos ir em outro restaurante?

Observo sua expressão.

— Claro! mas achei que gostasse daquela restaurante? – isso já faz tempo, aquele lugar faz parte de um passado que não quero reviver.

Essa era a resposta que queria dá porém respondo isso:

— Eu gosto de outros agora, e bom renovar. – falo o que vem na cabeça e Jeremy parece acreditar.

— Isso e verdade!

Jeremy acaba me levando em um novo restaurante mexicano, foi inaugurado pouco tempo me relata.

Eu amei a escolha.

— Como vai o caso com o maníaco?

— Jeremy ele não é maníaco.

— Doente mental? – o encaro feio.

— E como o define?

— Ele está doente!

— Isso é bem óbvio, deveria está em uma clínica, é o que ele precisa.

— Ele já se mantém isolado o máximo que pode.

— Claro no seu castelo do terror. — essa conversa está me deixando irritada. – Como você consegue aguentar isso?

— Dá mesma maneira que aguento nossa família. – sai tão ríspida minha voz, que chama atenção.

— Desculpe Jeremy, mas se você me trouxe aqui para falar do meu paciente, não vejo porque continua esse almoço.

Levanto e sinto sua mão na minha.

— Me desculpe, eu sei o quanto leva seu trabalho a sério, eu não entendo isso é verdade, no entanto eu só quero almoçar com a minha irmã, você mora aqui agora mas ainda é como se estivesse longe. Quase não nos vemos.

Volto a me sentar a última vez que tentamos comer juntos brigamos e eu sinceramente não quero isso.

— Estou feliz que esteja aqui, Elena. – sua mão aperta a minha.

Suspiro!

— Também sinto falta disso Jeremy!

Era verdade, eu amo ele.

— Papai e mamãe sempre brigavam, quando fazíamos bagunça, lembra?

Ele está sorrindo, não consigo repetir o gesto. Isso não!

Não consigo evitar o comentário.

— Prefiro que os deixe fora deste almoço também.

— Elena!

— Por favor Jeremy!

Agradeço quando o garçom trás nossos pedidos.

Jeremy não toca mais no assunto e o clima fica bom.

— Não deveria beber tanto Jeremy.

— Estou bebendo por nós dois, além do mais só bebi três taças, ninguém fica bêbado com tão pouco.

— Eu ficaria com certeza.

— Você é fraca!

— Sou responsável é diferente.

— Bobagem, você sempre usa essa desculpa.

— Não é, e você sabe que é muito cedo para está bebendo.

— É uma ótima hora, isso ajuda a relaxar.

— Inaceitável!

Ele levanta a taca, cínico!

Estamos de volta a casa Salvatore.

— Está entregue senhorita.

— Obrigada pelo almoço Jeremy.

O abraço e ele me levanta.

— Disponha!

A casa estava silenciosa o que não era novidade. Vou para meu quarto e dou de cara com Madalene no corredor. Esta de costa. Parece concentrada em alguma coisa. Então faço barulho com meus passos assim posso chama sua atenção sem assusta-la subitamente.

— Eu não mereço isso!

Ela parece irritada.

— O que faz aí?

Insinuo da porta, que antes era o meu quarto.

— Rebeca está com Damon.

— E?

— Eu não tenho nada contra ela. Mas pelo estado emocional desta moça ela não deveria beber tanto.

— Ela está bêbada?

— Damon a trouxe para o quarto, tinha que vê como ela estava se oferecendo ao Damon de novo, foi uma cena horrível, ela não aprende.

Estou com cara de paisagem agora.

— Ela encheu a cara e decidiu agarrar o Damon, Caroline disse que você viu a cena.

Então a ficha cai, como não reconheci que a loira era a Rebeka.

— Ela não percebe que não é mulher para o meu menino!

— Rebeka é mimada mas é uma pessoa boa.

— Toda vez é a mesma coisa, eu não duvido que no fundo seja uma boa pessoa, mas força sempre a mesma situação e doentio. Ela não pode muda-lo, não depois de tanto tempo.

Damon abre a porta ficando diante de nos duas.

Não era para mim está aqui.

— Como ela está?

— Bem na medida do possível.

— Faça o seu trabalho.

Damon se refere a mim?

— O trabalho dela não é cuidar de bêbadas assanhadas.

Damon olha incrédulo para Madalene. Eu estou incrédula.

Oh ela está muito irritada.

Damon sai bufando.

— Eu posso olhar ela Madalene, vou deixa minha bolsa no quarto e já volto.

A situação me pegou desprevenida. Damon estava sério mas também preocupado. Talvez no fundo, ele sinta algo por ela, ao ponto de se preocupar.

Analiso Rebeka, e tudo parece bem, ela dormi profundamente, acordará com uma bomba na cabeça, deixo remédio no criado-mudo.

Madalene esta na porta.

— Ela vai demorar acordar. E o Damon?

— Com certeza voltou para o escritório. Eu vou preparar algo pra ele, você poderia levar no escritório, assim você informa como a senhorita Mikaelson está. – seu tom está hilario.

— Eu não vou levar e você pode dizer isso não precisa de mim, sem falar que ele pode jogar a bandeja quando eu entra no território dele. – falo me afastando dela.

Sigo o corredor e vou em direção ao quarto de Caroline.

Bato três vezes é a resposta vem em seguida.

— O que está fazendo?

A cama é o chão estão repletos de fotos.

— Estou escolhendo alguns modelos. – ela se levanta.

— Nossa são muitos, eu vou te deixar escolher tranquila.

— Você pode me ajudar, vem cá Elena. – ela me puxa fechado a porta.

— Eu posso ajudar a arrumar, mais só isso.

— Meu aniversário está chegando.

— Sério? Os vestidos são pra isso?

— Também, tem o vento da Salvatore.

— Queria te ajudar mais não entendo nada disso.

— Porque nunca tentou!

— Você ficará linda em qualquer um que escolher.

— Está errada, tem a cor, o corte é o tema, não posso pegar qualquer um.

— Como disse eu não entendo de moda.

— Eu vou fazer um reunião, vai ser pequena, Damon detesta muitas pessoas na casa. Vou fazer do lado de fora algo singelo.

— Com base no que vejo, acho que singelo não será.

Caroline gargalha.

— Elena são vestidos simples.

— Fico imaginando o do evento.

— Esse eu mesma criei. Eu te mostraria mais não está aqui.

— Você faz belos vestidos, tenho certeza que será perfeita.

— Você me ajuda na ornamentação?

— Sim, você manda e eu obedeço. É só o que posso fazer.

— Quer escolher um?

Caroline me entregar algumas fotos de vestido.

— Não obrigada.

— Não gostou de nenhum?

— Não fazem me estilo, sabe, muito decote, pouco pano, eu me sentiria estranha. Mas são lindos!

— Posso fazer um, se você quiser.

— Não se incomode, eu vou comprar um.

— Tudo bem! E então o que você achou desse verde?

— É muito extravagante.

— Sério? Eu gostei.

— E esse amarelo?

— Esse corte irá mostrar toda sua peça íntima.

— Esse?

— Muito justo!

Escuto seu sorriso abafado.

— Eu não estou ajudando não é?

— Temos gosto diferentes Elena, contudo não vou negar que estou me divertindo com sua sinceridade.

Ela pega o celular

— É o Tyler! – levanta da cama.

— Depois a gente continua.

Saio dando privacidade a eles.

Tyler é o namorado de Caroline, desde o colegial.

Um dia Caroline o trouxe para jantar, Damon pareceu bem incomodado com a presença do rapaz. Pelo visto ele não gosta muito do cunhado.

— Estou falando sério Madalene.

— Eu não duvido Elena, mas eu já sou velha é normal está mais fraca.

— Você deveria deixar a Wendy com a maior parte do trabalho ou as outras empregadas.

— Eu ficaria com o quê? Elena eu estou bem, foi só uma tontura passageira já estou ótima, serio criança.

Isso me deixa irritada, ela parece com o Damon, teimosa!

Eu estou muito preocupada, não é de agora que ela esta assim, não tenho um bom pressentimento.

E ninguém parece perceber, Damon vive no próprio mundo, Caroline esta muito ocupada tanto com seu aniversário quanto um evento de moda que está relacionada.

— Eu vou te ajudar nos afazeres da casa!

— Você só pode está brincando?

— Aparte de hoje serei sua sombra, é só me dizer o que fazer.

— Elena, você é uma médica conceituada não pode fazer isso é um absurdo.

— Ser médica não me impede de lavar, passar e cozinhar. Qualquer mulher faz isso.

— Você não está aqui para fazer essas coisas.

— Me permita ser útil, o que foi entregue a mim não está em meu alcance agora.

Me aproximo dela.

— Não vou conseguir me concentrar em mais nada, se não souber que está bem.

— Tudo bem, já que insisti. – sorrio.

— Agora o que você faria?

— Primeiro a estufa.

— Ok eu vou lá. – me levanto.

— Pegue uns legumes, a noite vai ser fria.

Faço o que Madalene pede, não é difícil são coisas básicas, mas no caso dela que já é uma senhora fica complicado não por isso é porque ela não se cuida.

— Eu posso preparar a sopa, e você faz o prato principal Madalene.

— Era o que estava pensando criança já que não é boa com pratos complicados.

Sorrio, coloco o avental e faço minha missão.

Não demorou muito e tudo já estava pronto, Madalene tinha saído para arrumar a mesa.

Só sobrou a louça suja não era tanto e eu já estava na metade. Quando viro para pegar uma tigela em cima da mesa me assusto com a alma do outro lado da mesa.

— Oi, quer alguma coisa?

Seu olhar parece me analisar?

— Água!

Pego um pano e tiro as espumas da mão, e pego um copo limpo.

Entrego já com água, quando Damon alcança sua mão pega na minha, e a eletricidade que sinto faz eu soltar o copo e me afastar indo para a pia.

O que foi isso?

O copo faz um barulho quando ele coloca em cima da mesa.

Quando me volto ele já não está mais.

— O que Damon queria criança?

— Água.

— Tudo bem?

— Uhum!

Madalene vai servir e eu continuo limpando.

Só termino quando todos terminam de jantar e não demorar já que é apenas Damon e Caroline hoje.

— A sopa foi bastante elogiada. Damon gostou também.

— Você disse que foi eu?

— Não, Damon é orgulho para admitir se o fizesse.

Os dias passa e eu continuo ajudando Madalene, estava aprendendo muito com ela. Principalmente sobre plantação.

Hoje estava incumbida de ajudar Caroline a confirmar toda a ornamentação enquanto ela ficava com o resto.

Achei que seria fácil, mas é muito complicado. Caroline era muito detalhista, a casa estava um alvoroço e Damon não saiu do escritório para nada. Sua repulsa era grande por pessoas.

Tudo estava indo conforme os planos de Caroline e como ela tinha dito uma reunião pequena estava toda fora da casa.

Estava ficando tudo lindo e ficaria pronto mais rápido do que imaginei.

...

Saio do banho e encaro o vestido sobre a cama, foi fácil de escolher, eu sabia bem o que queria, o difícil foi achar algo decente para vestir, quando não era muito curto, era decotado, transparente, estava ficando sem tempo já que deixei para comprar em cima da hora. Ainda bem que conseguir, ele é simples do jeito que gosto.

Ele não chega a ser cor da pele, tem uma renda da mesma cor, possui pequenas flores o deixando ainda mais delicado, cobre perfeitamente meus ombros apenas com a renda. Não possui manga, e marca um pouco minha cintura e sua saia é toda rodada o que não marca mais nada do meu corpo. O comprimento foi um dos motivos para comprar-lho pois passa do joelho um pouco.

O sapato tive dificuldade, mas a moça da loja me ajudou a achar um que combinasse, fiquei com o preto é um pouco baixo assim não corro o risco de cair.

O que complica é o cabelo é a maquiagem. Eu não sei o que fazer.

As horas passam daqui a pouco os outros vão pensar que não vou descer.

Decido deixar o cabelo solto mesmo, passo rapidamente um prancha o deixando mais alinhado, o meu cabelo é liso natural então foi rápido, pego umas mechas na parte da frente e prendo em uma presilha assim poderei enxerga sem problemas já que meus cabelos são cheios.

— E agora a maquiagem.

Procuro um lápis marrom, uso nos olhos e por fim uso um batom rosa, deixo bem fraquinho.

Verifico meu resultado, não está ruim.

O resultado da ornamentação ficou lindo.

O lugar já está cheio. Isso que ela chama de reunião íntima?

Não vejo ninguém que conheço, começo a circular, toca uma musica no fundo.

— Elena!

Anna me abraça, está linda. Ela é assistente e grande amiga da Caroline.

— Você está linda Anna.

— Obrigada, você também.

Ela é tão gentil.

— Você viu a Caroline?

— Ela estava dando ordem no bufê.

Sorrio, bem ela mesmo.

— Elena, Anna.

Rebeka vem em nossa direção, está usando um vestido vermelho de camurça que bate em suas coxas. Seu cabelo e maquiagem estão perfeitos.

— Você está maravilhosa Rebeka.

— Obrigada, eu amei seus sapatos Anna, são da nova coleção de Paris?

— Sim! – elas conversam entre si, mas Anna é chamada por alguém ficando só nós duas.

— Elena querida, você não teve tempo de se arrumar?

Pergunta pegando uma mecha do meu cabelo.

— Eu tenho um cabeleireiro que faria um corte maravilhoso em você, e uma maquiagem também, ninguém te reconheceria.

— Eu gosto dos meus cabelos compridos e de pouca maquiagem também.

Ela sempre achou meu estilo cafona.

— Você parece uma menina de quinze anos com esse cabelão, tem que se pôr mais querida, ou vai sempre passar despercebida.

Ela me vira ficando nas minhas costas.

— Vê as mulheres que estão aqui?

Não tinha como não vê, uma mais linda que a outra.

— Deveria tentar pelo menos se vestir mais elegante, ou vai fazer Caroline passar vergonha, ela é uma influenciadora da moda, não pode ser vista com qualquer pessoa. Mesmo você sendo uma Gilbert, não está adequada.

Me volta a posição anterior.

— Você viu o Damon?

Pergunta repentinamente olhando para os lados, como se não tivesse falado nada anterior.

— Não!

Ela se afasta me deixando tão sem graça. Eu já estava se sentindo deslocada com as pessoas me olhando com nariz empinado.

Sempre foi assim.

Caminho rápido em direção a casa, Caroline não se importará se eu não aparecer, tem muitas pessoas que ocuparam ela, e eu posso entregar seu presente depois.

Eu não me importo do que falem de mim, mas não quero que no aniversário dela, a interroguem pela minha falta de moda ou pela minha estranheza. Não quero ser o assunto da festa.

Já na casa perto do corredor esbarro em alguém, nem tinha notado que estava indo tão rápida.

Só não fui ao chão porque fui segurada pela cintura.

Um lado de mecha que estava presa se solta cobrindo o meu rosto do lado direito. O meu penteado já era, não era difícil mas deu trabalho.

— Me desculpe.

Me retrato com a pessoa quando me equilíbrio.

O perfume forte invade minha mente.

A situação piora quando vejo quem é.

Damon esta muito elegante em um terno preto. Ele não fez a barba como sempre.

Não sei o que ele está pensando, seu olhar me deixa inquieta.

— Finalmente soltou o cabelo Elena.

Caroline está muito bonita.

— Seu cabelo é enorme, raro ver isso hoje em dia, está linda como uma princesa.

Nem chego perto da sua beleza, ela sim parece uma princesa.

— Obrigada, você está formidável.

Era gira fazendo uma pose elegante.

— Obrigada, então vamos?

— Eu não estou me sentindo muito bem.

— Elena, não pode ficar nenhum pouquinho? Por favor?

Não posso nem me mexer direito ou esbarro em Damon de novo, com certeza esperava pela irmã.

Será que ela não se importa em eu está tão simples?

— Vamos?

Ela estende a mão, levo uns minutos para segurar.

— O meu cabelo... — mostro o resultado do meu esbarrão com Damon.

— Só um segundo. — Ela me move me colocando de frente com Damon, eu baixo a cabeça no nível de ver somente suas pernas, é muito constrangedor. — Prontinho Elena esse penteado combina com você.

— Obrigada Caroline.

Ela me conduz para a “reunião”.

Caroline convidou somente os mais íntimos, os de sempre que Damon está acostumado.

Tem um fotografo que acompanha todos os passos de Caroline, Tyler se junta a ela.

— Está linda senhorita Gilbert.

— Pensei que não viesse mais Klaus.

— Nunca perdi um aniversário da Caroline. Ela me mataria!

— Um drink senhorita? – o garçon oferece e eu nego.

— Onde está o nosso querido paciente?

Procuro ao redor e vejo Damon e Ric ao longe com alguns senhores.

— Esta bem a sua direita.

— Ao menos está se comunicando. Estou mesmo surpreso em te vê aqui.

— Eu também! – admito.

— Nik!

— Irmã não acha que deveria beber menos?

— Você se preocupar de mais, você não acha Elena? Não precisa responder, vocês são iguaizinhos.

— Só tome cuidado Rebeka, e se comporte.

— Eu sempre me comporto Nik. Agora se me dão licença, tem um certo moreno que estou de olho.

Ela ergue a taça apontando para onde Damon está.

— Ainda espero ela amadurecer.

— Ela sempre foi assim, e acho que ela gosta.

— Eu não!

— Eu sei – Klaus aponta para pista de dança.

— Não mesmo!

— Não custava tentar.

Acho que a reunião de Caroline deu tudo certo, ela parecia bem satisfeita, tirou muitas fotos. Nenhuma com Damon acho que ele não gosta. Quando ela veio para o nosso lado ficou no meio.

Já estava ficando tarde e eu já queria subir principalmente depois do Klaus se foi. Ric não saiu do lado de Damon e nem Rebeka.

Todos estão bem, essa é minha deixa. Refaço o trajeto de antes só que sem pressa agora.

Todos os presentes serão doados para instituições, Caroline tem um bom coração. Poucas pessoas da alta sociedade se importam com outros.

...

— Bom dia Caroline!

— Bom dia Elena.

— Eles são rápidos.

— Os melhores!

O lugar estava quase de volta como era antes.

Madalene está mais adiante de nós.

— Oh criança você estava linda.

— Onde você estava? Eu não a vi.

— Por aí. – Responde sorrindo e entrando na casa.

— Hey cuidado com isso. – Caroline dispara e eu não me contenho da cena.

Me volto a casa, Madalene está encostada na escada.

— Tudo bem? – toco seu ombro.

— Sim! Estou apenas cansada.

— O que ia fazer agora?

— Pegar algumas caixas lá em cima.

— Onde?

— Primeiro quarto a esquerda.

— Eu vou pegar, fica aqui sentadinha.

Sigo orientação, subindo e descendo as escadas, não demora muito.

— Obrigada criança. – ela se levanta. – Já estou bem.

— Tem certeza?

— Sim, mas vou precisar de você para encaixotar algumas coisas.

Fico o tempo todo ao seu lado, impedindo que se canse muito.

A casa voltou ao seu estado normal, a única coisa incomoda são os gritos de fúria de Damon. Ele estava resolvendo muitos assuntos da empresa e algumas vezes sua secretaria veio aqui. Eu não cheguei a vê-la, Madalene era a única que entrava no escritório.

Ela estava muito preocupada com ele, varias vezes ela trazia a bandeja do mesmo jeito que levou, Damon não estava tomando nada. Eu acalmava como podia dizendo que Damon só estava muito concentrado no trabalho, logo as coisas voltariam pra o eixo.

Hoje é Domingo, o sol radiante atravessa uma falha que a cortina deixou.

Ainda está cedo. Me movo para perto da janela, a abrindo.

O dia está lindo!

Meu telefone toca me despertando, largo a janela.

É a Carol.

— Sim?

— Não te acordei, não é?

— Não!

— Ótimo! Eu estou indo a praia. Queria saber se não quer vim, eu te envio o endereço do apartamento da Tyler, a gente te espera.

— Eu agradeço o convite…

— Elena não me dispense assim.

Sua voz me faz rir.

— Um outro dia Caroline.

— É Domingo Elena. – comenta como se não soubesse.

— Então aproveite, eu fiquei de ajudar Madalene na nova horta. E vou tirar os pontos da mão de Damon.

— Ok, da próxima eu vou traze-la arrastada.

— Eu sei!

— Tenha um ótimo Domingo Elena.

— Você também, tchau!

Vou para o banheiro, tenho que cuidar meu dia está bem programado. Coloco uma roupa confortável, afinal vou mexer com estrumo, terra, água e plantas.

As horas passaram rápido. Como já são oito horas?

Madalene deve está agoniada como minha demora.

O café está sobre a mesa, tomo rapidamente, acho que ela já deve está na estufa.

Pego umas luvas que estão sobre a mesa, e caminho ao seu encontro.

— Deveria ter me esperado. – comento entrando na estufa.

Meu corpo paralisa. Madalene está no chão.

Corro me jogando no seu lado.

— Madalene?

Coloco minha cabeça em seu peito querendo ouvir um sinal de batida.

Quando ouço, toca em sua face e pego seu pulso.

A pressão! Droga!

— Madalene? — tento novamente.

Eu não vou conseguir carrega-la, os empregados estão de folga.

E agora. Estamos sozinha.

Não espera.

— Damon!

Me levanto correndo até o quarto de Damon. Bato varias vezes.

— Sr. SAlvatore, Sr. SAlvatore?

Abro a porta é o quarto está vazio. Vou no banheiro também está vazio.

— No escritório!

Disparo para o andar de baixo. Não bato desta vez.

Invado o escritório como uma louca.

— Eu não te dei permissão para entrar aqui?

— Vem comigo. – disparo.

— O quê?

— Por favor, Madalene precisa da gente.

Seu olhar muda subitamente.

— Onde?

Saio do mesmo jeito que entrei voltando agora com Damon.

Damon se coloca ao lado de Madalene.

— Ela está morta? – ele toca sua face.

— Não! Preciso que carregue ela até o carro.

Imediatamente ele pega ela nos braços. Fazemos a trajetória até o carro de Damon.

Ele a coloca atrás, onde eu sento colocando sua cabeça no meu ombro. Ele pega o volante e dispara como o carro.

Madalene respira com dificuldade.

Damon olha pelo retrovisor.

— Sr. Salvatore vai mais rápido.

Ele só precisa disso e acho que voamos.

Damon abre o aportar e volta pega Madalene.

Saio na sua frente.

— Elena?

— Júlia, precisamos de uma maca, agora.

Graças à Deus viemos para o Mount Sinai.

Os enfermeiros a levam, Klaus ficou responsável por ela.

Estamos esperando, Damon está sentado um pouco afastado. Ele bate os pés constantemente.

Me levanto e decido sentar ao seu lado.

— Ela vai ficar bem, não se preocupe.

Klaus aparece.

E seu olhar cai sobre o moreno de cabeça baixa.

Me levanto.

— Como ela está?

Damon se ergue também.

— Bem! Foi apenas um susto. – Damon suspira.

— Quero vê-la Klaus. – fala urgente.

— Me siga.

Vou mais atras.

— Oh! Meu menino!

Damon se joga em cima de Madalene, que o abraça como um urso.

— Terá que cuidar da pressão aparte de hoje.

Madalene faz uma carranca.

— Odeio remédios!

— Não precisa gostar, só precisa tomar, não pode nos assustar assim de novo.

— Ela irá tomar. – Damon está encarando Madalene. Parece que os papéis se inverteram.

Ele parece um menino em seus braços.

— E vitaminas também!

Falo triunfante.

— Isso também?

— Elena tem toda razão.

Ela por fim suspira e sorrir.

— Obrigada Klaus.

— Não quero vê-la aqui de novo, por favor! – fala piscando. E Madalene assente.

— Não vou precisar dormir aqui, vou?

Madalene dispara.

— Não! Em uma hora estará liberada.

— Graças a Deus!

Klaus se retira e decido ir com ele.

Ele para quando é agarrado por uma certa loira.

— Como ela está? Não mintam.

— Ela está bem Caroline.

— Certeza? – pergunta me olhando.

— Sim, Damon esta com ela agora. – ponto para o quarto.

— Eu posso entrar?

— Claro.

Ela finalmente solta Klaus.

— Obrigada!

Klaus assente.

— Eu vou indo preciso vê outros pacientes.

— Claro.

Que saudade de está aqui.

A porta abre, acho que ele quis dá privacidade a elas.

— Quer algo? Eu posso ir comprar se quiser.

Damon estende sua mão. Eu não entendo. Ele abre a mão revelando os pontos.

— Tire isso!

— Tá!

Vamos a sala de curativos. Estava vazia. Começo retirar os pontos.

— Ela ficará bem só com os medicamentos?

Ele está com a voz baixa.

— Basta que não pare e use nos horários certo. Ela precisará fazer alguns exames. Isso a manterá bem.

— Você sabe o que a deixou assim?

— Preocupações, perda de sono, muito esforço e nenhum remédio para controlar a pressão. Ela já é uma senhora, ter uma saúde plena é difícil, ela precisa descansar mais. Relaxar um pouco.

— Então ela precisa viver longe de mim.

— Isso a mataria. Ela precisa de você é da Caroline, ela não se importa em sofre desde que esteja com vocês.

Estou quase terminado.

— Se vocês ajudarem, ela irá permanecer com vocês muitos anos. Mas precisam esta com ela. Afastá-la isso você já faz por anos.

Finalmente o fito. Eu nunca sei o que seu olhar quer dizer quando não estão com irá.

— Pronto, novo em folha. — falo soltando sua mão.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.