Meu desafio Meu amor
2 Notícia.
Notas iniciais
Agilizava mais um caso, este já estava encerrado. Se tratava de uma garotinha, ela nasceu com um coração frágil de mais, tendo dificuldade para bombear sangue para o restante do corpo.
Isso foi o resultado de uma gravidez não cuidada. A mãe durante o período usava bebidas alcoólicas. E não se alimentava corretamente sem falar do pré-natal.
O que pensa uma mulher que age assim sabendo que tem um bebê crescendo dentro de si?
Sorte que ela não nasceu com má formação, e graças à Deus tínhamos conseguido reverter esse quadro a tempo. Hoje ela tem dois anos, e é como qualquer criança, claro com uns certos cuidados, que irá tomar para o resto da vida nada que vá atrapalhar sua vida.
Quando imagino quantos casos semelhantes já passaram por minhas mãos, fico chocada. Esse não foi o primeiro e não será o último infelizmente.
— Atrapalho? – não tem como evitar o sorriso.
— Claro que não! – aponto a cadeira a minha frente.
Daniel se senta puxando o jaleco.
— Em que posso ajudar?
— Eu vim conversar um assunto importante.
— Fale!
— Eu tenho duas notícias para te dá.
Ele está sério. Muito sério!
— Algo grave aconteceu?
— Não exatamente, depende do seu ponto de vista.
Hã?
— O quê é?
— Klaus me ligou?
Eles sempre manterão contato, isso não era novidade. O que tem de diferente agora?
— Do que se trata? É sobre minha família?
— Não e sim, como disse depende.
Ora como assim?
— Daniel se não percebeu, estou quase tenho um troco aqui. Diga de uma vez.
— Desculpe!
Assinto querendo chegar no ponto da conversa.
— Klaus quer você na equipe dele.
Acho que não ouvir direito.
— O quê disse?
— Foi bem repentino, eu também fiquei surpreso com seu pedido.
Eu ainda não conseguir digerir a notícia.
O Klaus sabe que não tenho vontade nenhuma de volta para os EUA. Eu estou realizada aqui.
E o mais importante, porque não me ligou?
— E então Elena?
— O quê?
— O que irá fazer?
— Eu não sei, isso é muito repentino.
— É uma ótima oportunidade!
Para quem?
— Klaus parecia ter urgência na resposta.
Porque isso agora? Porque Klaus?
— Você tem todo meu apoio para ir.
Eu não disse sim!
— Eu não sei, eu estou bem aqui, construí uma história e laços. Estou bem estruturada e tem meus pacientes, Klaus pode ter qualquer um médico que já more lá.
— Você veio de lá, história e laços você já trouxe de nascença, te garanto que pacientes não te faltaram. E você ficara bem estruturada em qualquer lugar. – ele se levanta e caminha na minha direção.
— O Klaus poderia ter qualquer um, como você mesma disse, mas ele quer você. Espero que pense bem Elena.
Klaus é meu grande amigo, o considero como um irmão. Ele esteve sempre ao meu lado quando mais precisei. Sem ele não teria chegado aqui.
— Eu pensarei, se não fosse o Klaus a ter feito esse pedido eu com certeza negaria na mesma hora.
Aperto sua mão no meu ombro.
— Dr. Daniel estão solicitando sua presença no quarto 26.
— Oh! Claro. Com licença Elena. – a enfermeira praticamente o puxa.
Ele é uma dos homens que mais admiro. Aprendi muito com ele em todos esses anos.
Deixá-lo, sair do hospital não estava em meus planos. Ficaria aqui até morrer. Contudo eu não posso recuar ao pedido feito por Klaus, é tão difícil voltar.
— Vamos Elena você tem muita coisa para fazer!
Dou um pulo da cadeira e pego meu jaleco, o dia está lindo para sofre antecipada.
Como esperado o dia foi tranquilo, mas minha mente estava parada no assunto “ Klaus ”.
Minha semana foi passando assim, de vagar.
— Como se sente?
— Ela se reclamou de tontura.
— É ação do medicamento, logo vai passar. O importante e se cuidar.
— Obrigada Elena, ela tem aprontado muito esses dias. – a mãe da garota olha para filha com certa raiva e preocupação.
— É normal para a idade dela. Crianças são curiosas.
— Sim, infelizmente nem toda curiosidade é boa.
Sigo para o corredor da ala pediátrica.
— Elena?
Oh essa não!
— É impressão minha ou está me evitando?
— Trabalhamos no mesmo hospital, como poderia Daniel?
— Também pensei isso, que absurdo. Mas o pensamento só cresceu pois eu é você nos encontrávamos a todo instante, até no restaurante, menos nesta semana depois daquele nosso assunto.
— Eu ainda não tenho uma resposta!
— É só dizer sim!
— Não é tão fácil deixar tudo. – minha voz falha. – Eu não sei se estou preparada para deixar tudo isso.
— Eu sei! No entanto Klaus precisa de uma resposta.
— Talvez o seu tempo tenha terminado aqui. Precisa abrir novos horizontes Elena. Você não é mais minha estagiária, é uma excelente médica, uma das melhores que esse pais já teve. Precisa crescer ainda mais porém não mais aqui, o que tinha de aprender e viver aqui já acabou, siga em frente para um novo caminho.
Suas palavras tem um peso tão grande.
— Agora vamos parar de sussurrar, parecemos dois velhos, e sabemos que só um é na verdade. – sorrio com sua fala. Só ele mesmo.
Hoje é o meu plantão, faço minha caminhada de rotina pelo hospital.
Só de imaginar que posso está dizendo adeus ao hospital que me acolheu todos esses anos, dói tanto.
As palavras de Daniel não saem da minha mente. Eu sei que ele tem razão.
Eu evolui muito desde que vim parar aqui. Já não sou como a Elena de antes.
Eu posso fazer isso. Klaus precisa de mim e eu vou está lá por ele, assim como ele esteve por mim.
Quando o dia amanhece, espero Daniel chegar antes de ir para casa.
Ele é muito pontual!
— Carla, Daniel está na sala?
— Sim Elena.
— Obrigada! – em passos firmes sigo para sala.
— Eu já tenho uma resposta!
Ele balança a mão para que eu continue.
— Eu vou para Nova Iorque! – sai em um tom forte e decidido.
— Não esperava menos Elena, fez a escolha acerta!
— Eu espero que sim!
Daniel se levanta vindo para meu lado.
— Você fez! – seu tom é firme. – assinto.
— Quando terei que ir?
— O mais breve possível, eu te indico agilizar sua saída desde agora.
— Ok. Vou fazer isso!
Me afasto indo a porta, e lembro de algo que me faz olha-lo novamente.
— Você disse que tinha duas notícias? – ele assente. — Qual era a outra?
— Irei perder uma das melhores companheiras que já tive.
Ele sorrir e meu coração dói.
…
— Como havia previsto Elena aceitou Klaus.
— Obrigado Daniel, sei que sua posição foi determinante!
— Você sabe melhor que ninguém que Elena te admira como ninguém.
— Eu sei que foi difícil para ela, e fico feliz que tenha aceitado.
— Agora é questão de dias para ela ir.
— Obrigado mais uma vez.
— De nada. – desligo o telefone, e me jogo ainda mais na cadeira.
Maravilha! Elena me ajudara como ninguém.
…
Fiz o que Daniel pediu, em três dias tudo estava organizado.
— Eu já mandei todas as caixas Elena.
— Obrigada Roberta!
— Em uns minutos chego aí.
Disco outro número é no primeiro toque ele atende.
— Não se preocupe seu apartamento está devidamente perfeito esperando por você.
— Tem certeza? Leu toda recomendação que te enviei?
— Elena será que você pode para de desconfiar do seu irmão só um pouquinho?
— Só estou perguntando Jeremy.
— Olha eu não sou mulher, e eu tive uma ajudinha. – sorrio.
— Deixa eu adivinha, ela é linda e tem o sorriso mais lindo do mundo e se chama Bonnie?
Eu não a conhecia pessoalmente, só por foto quando Jeremy me mostrava todo orgulhoso. Ela parecia ser alguém maravilhosa. Toda vez que Jeremy vinha na Inglaterra fazia questão de me mostrar. Não foram muitas vezes pois nossos trabalhos nos privava de tempo, principalmente eu.
— Isso mesmo, e agora minha maninha está voltando. – sério?
— Admito que fico aliviada que recorreu ajuda de alguém.
— Eu também. – sua risada é música para os meus ouvidos. – Se eu não estou enganado seu voo sai em algumas horas.
— Sim. Ainda estou no meu apartamento.
— Eu estarei lá quando chegar.
— Eu sei, preciso desligar ou vou me atrasar.
— Tenha uma ótima viagem.
— Obrigada.
Fecho meu apartamento e pego minhas malas, as coloco dentro do meu carro quando chego na garagem.
Vou em direção ao hospital. Fui pega de surpresa e ainda é mais difícil porque todo mundo veio se despedir de mim. Cada paciente, funcionários e meus companheiros de profissão.
Daniel ficou por último.
— Isso não é um adeus.
— Claro que não Elena.
— Algum conselho antes de ir? Ainda me lembro dos primeiros que me deu!
— Você superou todos! Quero que lembre que situações difíceis sempre surgirá, tenha sempre atitudes firme. Nossa profissão exige muito de nós e você melhor do que ninguém sabe do que estou falando. Não se deixe abalar querida.
— Não irei! Eu ainda vou te dá muito orgulho.
— Elena, você já me dá.
Céus eu prometi que não iria chorar. Como posso manter isso quando ele me diz coisas assim e me abraça como um urso.
Ele é como um pai!
— Você sabe que se precisar, eu voltarei sem pensar duas vezes.
— Alguém precisa mais de você lá. – Klaus me vem a mente.
Daniel olha em seu relógio.
— Já está na sua hora!
— Quer tanto se livrar de mim?
— Me ligue quando precisar.
Lhe dou mais um abraço forte. E como passos dolorosos caminho para fora.
— Já podemos ir! – vou de táxi, meu carro já tem uma nova dona.
Fecho a porta, e olho a trajeto que o carro faz. Estou angustiada mesmo decidida da minha nova realidade. Não foi fácil e ainda não é. Meu coração esta palpitando tão forte.
— Qual o problema Elena?
Davi esta me olhando pelo retrovisor. Nos tornamos amigos, assim que me mudei para fica mais perto do hospital. Eu atendi sua esposa na época. São pessoas incríveis!
Ele fez questão de me levar até o aeroporto.
— Me sinto estranha!
— Como assim?
— Eu não sei explicar, quero dizer que não estou empolgada como a mudança.
— É EUA! E você é americana. – frisa como se não soubesse.
— Pois é.
Encaro minhas mãos.
— Deixe o que lhe preocupa para lá. Curta seu novo momento. Logo não lembrará mais daqui.
— Isso é impossível Davi, jamais esquecerei de vocês.
— Eu sei. – o carro para. – Chegamos!
Tão rápido?
— Você está com sorte não pegamos trânsito.
— É o que parece.
Davi pega minhas malas.
— É por conta da casa! – fala quando estendo o dinheiro da corrida.
— Nada disso, você me esperou horas, ocupei seu tempo, aceite.
Ele se afasta entrado no carro.
— Vai se atrasar se continua aí.
— Não acredito! – seu carro já vai longe.
Não delonga muito voo. E vejo ao longe o país que me acolheu por anos, onde encontrei tantas pessoas maravilhosas que me ensinaram a ser um humano melhor.
Parece que finalmente cai a fixa, sinto meus olhos lagrimarem.
Não sei quando retornarei, mas já almejava.
Logo pego no sono não há o que fazer a não esperar chegar.
...
Nossa havia esquecido o quanto era e é cansativo viajar. Estou toda dolorida!
Pego minhas malas que parecem que aumentaram de peso. Avisto um homem muito bonito com seu terno bem alinhado e está com uma placa escrita " Bem Vinda ". Sorrir ao encontrar meu olhar. Corro o abraçando como se não houvesse o amanhã. Céus como era quente, protetor e familiar está em seus braços.
— Sentir tanta saudade. — admito.
— Não são maiores que a minha, maninha. — Jeremy beija repetidas vezes o meu rosto me arrancando vários sorrisos.
— Para Jer. — ele sorrir.
— Agora que está aqui não vou mais desgrudar de você.
— Até parece.
— Estou falando sério. — ele tenta fica sério.
— Você não mudou nada?
— Piorei. — gargalo.
— Só você mesmo. — como era bom estar com ele assim, nós nos vimos poucas vezes, com poucas horas também. Isso por causa do nosso tempo de trabalho, quando não era ele era eu, principalmente eu que recusava ter férias, me negando deixar o hospital.
…
— Estamos quase chegando.
— Obrigada por avisar. – Jer insistiu em me vendar.
O carro para e Jeremy me guia com cuidado.
— A posto que pareço uma maluca. Sem dizer que os vizinhos vão pensar que somos namorados.
— É uma ótima ideia, assim nenhum espertinho vai te incomodar.
— Ciumento. – acuso.
— A coisas que não mudam.
— Jer.
— Ainda não. — me guia com cautela. — Só mais um pouquinho. Ouço barulho das chaves.
— Então ainda hoje vou ver? — pergunto brincalhona e Jer gargalha.
— Agora sim. — ele tira a venda. — No três, OK?. — assinto.
— Isso me faz lembrar quando eramos crianças. — ouço sorrir.
— Um, dois e três. — Abro os olhos e no mesmo estante encaro Jeremy que está com um sorriso largo.
— Achei que você ficaria impressionada com está visão. — ele me move e fico diante de uma parede de vidro.
— É maravilhoso Jer! — é uma visão esplêndida que nunca tive de Manhattan. — O Central Park! — digo surpresa.
— É, eu sou de mais. — sorrio do seu comentário.
— Vem vou te mostrar o resto. Bem como você pode ver a sua sala é bem espaçosa. — ele tem toda razão. Sigo para o meio da sala a observando. Subo um pequeno degrau que separa a sala de um médio espaço onde se encontra uma mesa linda e muito bem elaborada. Depois vou de encontro a uma porta que fica na direita.
— E então? — Jer está bem atrás de mim.
— É uma bela cozinha. — digo simplesmente.
— Vamos olhar a parte de cima. — deixo a cozinha, e Jer me guia até a escada que fica ao lado esquerdo da sala, que é bem notória.
Subindo já encontro uma porta, ela fica de frente com a escada. Olho pra minha direita outra porta, olho pra minha esquerda e mais uma vez outra porta, esta estar um pouco mais longe. O corredor e bem iluminado e amplo.
— Três quarto? — finalmente encaro Jeremy.
— Vem. — em vez de me responder ele me arrasta para o quarto mais afastado. — Este é o seu, madame. — faz uma reverência desastrosa.
O quarto é de um luxo impressionante, assim como todo resto do apartamento.
— Não gostou? — está tão na cara? Penso.
— Você não seguiu minhas recomendações, não é?
Ele ergue os braços dizendo:
— Este apartamento nem está a sua altura Elena.
— Vejo que você está bem parecido com o papai, já está até citando uma das suas frases favoritas.
— Só estou dizendo que você nem deveria está aqui, e sim em uma bela mansão. — sério isso?
— Não seja exagerado Jer. — não gosto de suas palavras. — E o que faria em uma mansão enorme e sozinha?
— O que você queria? Um apartamentinho onde não teria nem espaço para sentar? — o que deu nele? — Você tem condições de muito mais Elena! — finaliza me deixando zonza, até parece que estou diante do poderoso Grayson Gilbert.
— O que Fizeram com você uma lavagem cerebral? — seu celular toca e seu semblante muda.
— Preciso atender. — assinto, ele sai do quarto. Céus já cheguei e depois desta conversa já quero voltar.
— Preciso ir! — Jeremy volta com uma cara de preocupação.
— Problemas?
— Só nossos pais. — da um leve sorriso.
— Hum.
— Vai ficar bem? — seu semblante volta ficar suave.
— Sabe que sim.
— Tudo bem então. — se aproxima de mim e beija o topo da minha cabeça. — Boa noite.
— Vou te acompanhar até a porta. O sigo até a porta. — Tchau! — ele acena e se vai.
O quê foi isso?
Pego minhas malas e vou em direção ao meu quarto preciso de um banho. Pego o que preciso e sigo para banheiro que é tão exagerado quanto o quarto.
Assim que termino pego meu creme que tem cheiro de chocolate e o coloco nas minhas mãos espalhando em minhas pernas, em seguida passo no restante do corpo. Pego algo confortável pra vestir e vou em direção a cama. Estou muito cansada e louca pra dormir, mas antes preciso ligar pra alguém. E com esse pensamento pego o telefone.
— Alô. — como amo esse sotaque britânico, que saudades.
— Klaus. — digo eufórica.
— Sim, quem é? — Como assim?
— O papai noel. — ouço sorrir. — Já esqueceu de mim?
— Jamais, ouviu bem. — sorrio. — Fez uma boa viagem?
— Cansativa mas sim!
— Então deveria está descansando minha cara.
— Sei disso, mas liguei pra perguntar algo.
— Que seria?
— Quando começo?
— Já está pensando em trabalhar? — pergunta perplexo.
— Não consigo ficar parada. — ele solta um " sei". — E também até onde eu sei você me trouxe pra trabalhar com você, então...
— Afiada! — acusa.
— Direta! – corrijo.
— Você precisa conhecer e se familiarizar um pouco com o hospital. — isso já não era novidade, penso.
— Passo amanhã.
— Ficarei esperando.
— Boa noite Klaus.
— Boa noite Elena. — sorrio ao ouvi-lo bocejar. Coitado!
Não vejo a hora de voltar para minha rotina.
…
Já estava arrumada devidamente e ansiosa. Pego um táxis, isso me lembra que tenho que comprar outro carro já que o meu antigo ficou com a minha amiga Roberta que ficou muito feliz em recebe-lo. Havia esquecido completamente que Manhattan era uma cidade encantadora.
— Prontinho senhorita. — o senhor com o riso simpático me encara.
— Elena.
— Como?
— Meu nome, Elena muito prazer. — estendo minha mão direita. Ele sorrir apertando minha mão.
— Peter, o prazer é meu Elena, você não é daqui, certo?
— Na verdade sim, só que não estava morando atualmente. — ele assente.
— A cidade deveria ter mais pessoas como você, simpática!
— Muito obrigada e aqui está. — entrego o dinheiro e saio me deparando com a beleza do Hospital Mount Sinai.
É considerado uns dos melhores aqui no país. Aqui aconteceram grandes feitos históricos na medicina, contando com sua tecnologia de primeira, e suas descobertas esplêndidas sobre o corpo humano. Olho em meu relógio constatando que Klaus já está a minha espera. Vou direto falar com a recepcionista.
— Oi poderia me informar se o Dr. Klaus já chegou? — a ruiva sorrir simpática.
— Sim, mas as consultas só serão mais tarde senhorita. — sorrio do seu comentário.
— Oh não, eu não vim me consultar, vim conhecer minha segunda casa. — seu olhar é interrogativo.
— Como?
— Ah desculpe. — estendo minha mão. — Elena. — ela arregala os olhos.
— Gilbert? Elena Gilbert? — assinto.- Céus eu jamais imaginaria que você é a Dr. Gilbert.
— Porquê? — me divirto com suas feições.
— Com todo respeito estava esperando uma senhora, e não uma senhorita, se é que pode me entender. — confessa envergonhada.
— Você não é a primeira! — sorrimos. — Mas uma vez obrigada... — não sabia seu nome ainda.
— Ah perdão. — agora é ela quem estende a mão.
— Júlia, Júlia Frounts.
— Prazer.
— O prazer é todo meu Dr. Gilbert.
— Elena, apenas Elena, OK Júlia? — ela sorrir sem jeito.
— Como quiser. — me despeço dela e sigo para o elevador onde se encontra duas pessoas, acho que são mãe e filha. Logo elas saem me deixando sozinha. Em fim as portas se abrem e sigo pelo corredor que fica a minha esquerda.
Me deparo uma mulher bem concentrada em algo no computador. Me a próximo dela.
— Licença o Klaus está na sala dele? — a morena se assusta, mas logo se recompõe.
— Sim, mas ele está ocupado.
— Mas — ela não me deixa falar.
— Tem horário marcado? — ela ergue uma mão me impedindo de responder. — Tá na cara que não, até por todos que estão na lista eu conheço. Então se você puder me dá licença. — aponta pro computador e volta sua antiga posição.
Só pode ser brincadeira! Qual o problema dela. Tento mais uma vez.
— Eu realmente preciso falar com ele. — ela me olha com desdém, e revira os olhos, OK eu não tenho porque aguentar está mal educada, sem falar neste modelito extravagante pra um ambiente de trabalho como este.
— Será que você é surda? Eu já
— Agora chega, se coloque no seu lugar de secretária "eficiente" e diga ao Klaus que Elena Gilbert está aqui. — a ponto o telefone.
— Você disse Gilbert? — ela me olha como se estivesse vendo um fantasma.
— Pra você é Dr. Gilbert. — ela não sabe se respira ou fala.
— Eu eu, me desculpe. — ela está tremendo.
— Deveria deixar as pessoas falarem antes de expulsá-las, te pouparia constrangimentos!
Odeio falar assim, mas tem certas pessoas que merecem abaixar a crista, e ela é uma delas.
— É claro, licença — pega o telefone e me anuncia.
— Pode entrar. — como as pessoas mudam quando estão diante de outras pessoas com cargos superiores. O que eu acho uma idiotice, não precisa de títulos pra respeitar alguém ou se comportar melhor. Todos nós somos iguais, infelizmente a maioria não pensa assim.
— Obrigada. — queria mesmo dizer era isso: " melhore". Contudo acho que ela já entendeu.
— Está mais linda.- Klaus mal deixa eu respirar.
— Exagerado. — sorrio.
— Você demorou, achei que tinha se perdido!
— Tive um probleminha. — sento no pequeno sofá que tinha na sala. Klaus segue meu ato e fica ao meu lado.
— Que problema? — sua secretaria precisa de bons modos. Penso.
— Nada de mais. — ele relaxa a expressão.
— Não sabe como fique feliz quando Daneil me deu a notícia da sua vinda. — ele melhor que ninguém sabe o quanto é difícil está aqui.
— A notícia me surpreendeu, mas porque não colocou outro médico na equipe, um que vivesse já aqui? — o encaro.
— Conheço seu potencial melhor que ninguém, e só pensava em você. — ele desvia olhar. — A momentos que me ausentarei e preciso de alguém de confiança, não que não confie nos outros só acho que sua liderança será mais precisa.
Suspiro e digo:
— Não será fácil, está aqui. — ele sabe do que estou falando.
— Sei que não será, mas precisa superar isso é continuar eu sei que você é forte.
— Não tenho tanta certeza. — encaro minhas mãos.
— Elena, você é uma pessoas incrível, e com uma força monstruosa.
— Você sempre vai me incentivar, não é? — ele assente.
— Um dia eles iram reconhecer seu valor. — será? Quero mudar de assunto.
— Então vamos ficar aqui ou vai me mostrar o grandioso Mount Sinai? — me ergo.
— Vamos lá, primeira as damas. — ele abre a porta e estende seu braço esquerdo, envolvo o meu braço nele.
— Sempre cavaleiro Sr. Niklaus. — ele sorrir.
— Sempre. – sorrimos observo que sua secretária não tira os olhos de nós.
Klaus me apresentou a todos do hospital, todos foram muito simpáticos e atenciosos o que me deixou mas confiante e familiarizada, não como se fosse no meu antigo trabalho contudo já é um recomeço.
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