Meu delinquente favorito. Nalu
12 Responsabilidade.
Notas iniciais
Ainda era agosto. Eu lamentava.
Agora era o meu fim, com certeza. Eu estava tão desapontada que não podia nem olhar para Natsu direito, mas eu precisava muito falar com ele. Eu mandei uma mensagem dizendo que precisava me encontrar com ele na quadra em dez minutos. Deixei o celular em cima da cama e fui.
Cheguei na quadra e quando entrei no quartinho me sentei, fechei os olhos e encostei minha cabeça na parede. Natsu chegou nesse momento e me abriu aquele sorriso formidável, o que me fez desabar pensando em como aquele sorriso sumiria com a minha notícia.
– Oi deliciosa! – Ele se sentou do meu lado e me puxou bruscamente contra ele. Eu me arrumei certinho. – O que houve?
– Natsu, a gente... – Simplesmente não saia.
– O que? A gente o quê? – Ele me olhou e do nada arregalou os olhos. – Ai meu Deus, está terminando comigo. – Natsu levantou rápido e deu um passo pra trás, eu comecei a chorar. – Por que está fazendo is...
– Não! – Eu o cortei. – Natsu, a gente vai ter um filho. Eu estou grávida.
Eu acho que nunca o vi congelar daquele jeito, a barriga parou de fazer o movimento de respiração durante muitos minutos. Os olhos dele apagaram. Eu já comecei a pensar o provável, ele iria sair correndo e fazer de conta que aquele filho não era dele.
Olhei pra baixo e comecei a chorar com meu pensamento. Natsu desabou do meu lado e me abraçou.
– A gente vai dar um jeito.
Mas o problema era esse, não tinha jeito.
~*~
Três semanas já se passaram, eu e Natsu já nos acostumamos com a história, mas decidimos não contar pra ninguém, só quando a barriga começar a aparecer.
Na sexta feira nós saímos da escola e fomos num médico da cidade. Natsu entrou comigo e ficou do meu lado durante todo o processo. No final dos exames o médico me disse que a minha gravidez era de muito risco.
Ao sair do consultório ele me levou num café e me fez escolher pelo menos uns cinco bolos para levar. Eu provavelmente comeria tudo. Comemos um lá e ficamos juntos.
– Luce, vamos ao planetário depois? – Ele sorriu enquanto comia um pedaço de bolo de leite ninho.
– Vão querer mais alguma coisa? — A garçonete perguntou. – Temos uns bolinhos novos que se chamam Céu estrelado, uma delícia.
– O que vem neles? – Natsu perguntou.
– Chocolate branco com preto de recheio, com bolinhas pretas e brancas com uma cobertura de rum...
– Rum? Ah, não, obrigada. Por favor, você podia me ver a conta? – A garçonete sorriu e saiu pro lado.
– Mas eu adoro cobertura de rum Natsu. – Choraminguei.
– Mas você não vai por um ml de álcool na boca Luce. – Ele sorriu irônico.
A moça trouxe a conta e ele acertou. Saímos do café e fomos direto para o planetário de táxi. Ficámos lá por pelo menos uma hora. Era lindo ver as estrelas na presença dele. Deles.
No final da apresentação sentamos na praça da frente do planetário. Ficamos juntos por um bom tempo até ele sussurrar no meu ouvido.
– Luce, casa comigo?
Eu sorri.
– Claro Natsu... – Respirei. – Quando tivermos 90 anos.
Ele riu de volta e me abraçou. Depois chamamos outro táxi e fomos embora.
~*~
Os meses passaram, estávamos no primeiro dia de dezembro. Como já estávamos de férias achei legal ir pra algum lugar com a galera. Mandei mensagem para todos perguntando o que achavam de ir pra minha casa da praia e ficar lá o mês inteiro.
Todos amaram minha ideia mas Natsu me disse que iria me levar na casa dele para que eu conhecesse o pai dele. Erza iria junto, pois morava com Natsu, nisso Gajeel também disse que iria.
Conversei com Levy e Gray e disse que em dezembro, no dia 20 iríamos para minha casa na praia e que eu ligaria avisando.No segundo dia do mês já estávamos na casa do pai dele. Era em Tóquio, então não foi uma “viagem”. Era só muito longe da cidade, num bairro cheio de casas enormes e chiques. Exatamente do outro lado da cidade em relação onde eu morava.
O táxi nos deixou em frente ou portão da casa de Natsu. Ele tocou o interfone e disse que éramos nós. Quando tivemos acesso ao quintal eu fiquei deslumbrada. Era muito lindo.
Gajeel e eu estávamos tão vergonhosos por estarmos ali. O pai de Natsu nos esperava no hall da mansão.
– Natsu, Erza. – Ele disse abrindo um sorriso. O pai de Natsu era um pouco maior que ele, tinha o cabelo de um tom de ruivo clarinho, os olhos da mesma cor e o formato eram idênticos. O que era muito diferente era o cabelo que dele não era rebelde como o de Natsu.
– Eai coroa. – Natsu disse. – Deixa eu te apresentar, minha futura esposa aos 90 anos. – Eu corei.
– Prazer, Ignell Dragnell. – Ele me deu um aperto de mão.
– Prazer, Lucy Heartfillia. – Eu sorri e ele me encarou.
– Jude é seu pai?
– Sim...
Ele sorriu e disse:
– Bem vinda a família.
Erza foi apresentar Gajeel e Natsu me levou para ver a casa. Era enorme. Após o hall tinha a escada e dois cômodos, uma para a direita, que dava na cozinha e que de lá dava acesso a uma enorme sala de jantar com uma vista espetacular do jardim. A esquerda uma sala com muitas coisas de entretenimento.
No segundo andar tinha os quartos. Quatro ao total. Um era de Dragneel, o outro da Erza e o outro de Natsu. O último era de hospedagem.
– É muito bonita, quero ver lá fora. – Eu disse.
– Venha cá... – Ele me levou pro quarto dele e me deitou na enorme cama. — Demorou um pouco, você deve estar cansada. Fique aqui, troque de roupa, coloque isso. – Ele me entregou uma camiseta. – E espere aqui.
Fiquei lá por pelo menos cinco minutos. O quarto dele era grande, as cores da parede eram de um azul escuro. Tinha a cama de casal e um enorme guarda roupa. Três guitarras penduradas na parede em cima da cama e um espelho no teto. Sorri, nesse momento, Natsu voltou com um lanche e um copo de suco de uva que ele sabia que eu amava.
– Luce, meu pai vai ficar dois dias fora e eu queria que quando ele voltasse nós contássemos a ele sobre o bebê.
– Sm...
Eu gelei, mas sabia que esse dia chegaria. Eu já estava com quatro meses e começando a engordar, meus seios estavam bem maiores e as meninas viviam dizendo que estavam enormes.
– Que nome você acha bonito? — Ele perguntou.
– Eu acho Nashi tão...
Nesse momento a porta se abriu e Erza apareceu com Gajeel, os dois brancos.
– Vocês vão ter um filho?
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