Meu colega de quarto
3 Capitulo 3
Notas iniciais
POV GERAL
Passaram-se os três dias rápido demais, Elisa passou o fim de semana da única forma que adorava...trabalhando, as festas não tinham graça pra ela, sem o melhor amigo do lado.
Alex.... nunca mais tinha tido noticias, e assim que acabou e já tinha uma aprovação da empresa alemã, embarcou no ultimo vôo pra casa, chegaria de madrugada mesmo, afinal Londres era bem ali.
POV LUCAS
–Eu não deveria ter bebido tanto –falava alto demais, estava caindo de tão tonto, ou melhor de tão bêbado que tava. Olhei no relógio, a Lis tinha que insistir em um relógio tão grande pra sala, ele tinha o formato do bigben, ela adorava tudo que tinha nessa terra. Ele marcava exatamente 4 horas.
Peguei uma foto dela que tinha em cima da mesinha que compramos em um antiquário, ela estava linda como sempre, estava com um vestido azul que realçava cada traço seu.
–Eu odeio essa terra, mas por você iria até o fim do mundo! Por que você não me olha como eu quero? Não sou bom o suficiente pra você princesa? –falei bem devagar e deixei novamente no lugar e me dirigi ao meu quarto, mas antes tive que passar no quarto dela.
Ela costumava deixar a porta um pouco aberta pra entrar a luz do corredor, morria de medo de escuro. Mas como não estava fiz questão de deixar-lo fechado, mas tinha algo de errado, a porta estava entre aberta. E pudi ver a melhor visão do mundo, ela dormia serenamente, só podia ser a bebida fazendo efeito. Seu quarto era todo azul celeste, o que facilitava a luz refletir por ele todo, na parte direita do quarto tinha a porta que conduzia para o closet bagunçado da menina, nas suas janelas na parede esquerda eram cobertas por uma cortinha estampada com aquele desenho do filme Frozen, e tinha uma outra porta que conduzia ao banheiro, na parede da porta de entrada tinha uma enorme estante cheia de livros, fora as inúmeras prateleiras de bonecas de porcelana que adorava colecionar, e na parede norte tinha uma cama de casal, coberta com uma colcha branca e cheia de travesseiros, que estava entre duas mesas de cabeceira, onde cada uma tinha um quadro com uma foto, na mesinha do lado direito tinha uma foto nossa que tiramos no nosso primeiro dia aqui e claro seu despertado super barulhento, a do outro lado, uma dela e da mãe, e um livro qualquer. E assim depois de analisar tudo, me abaixei ficando da altura da sua cama, onde facilitou que pudesse acarinhá-la.
–Você voltou pra mim! –disse como um sussurro e dei um sorriso bobo no rosto.
–Lucas?! –ela disse abrindo os olhos, porém o sono a ganhava.
Eu me aproximei dela, e selei nossos lábios e ela saltou da cama um pouco assustada.
–Lucas o que você fez? –ela estava usando uma camisola branca que ia até o meio da suas coxas e ficou perto da porta eu a ganhava na altura e me aproximei dela.
–Ué te beijando! Tou demonstrando meu carinho de irmão por você! –falei ainda cambaleante me aproximando dela e ela cada vez mais pra fora de seu quarto, mas fui mais rápido e fechei a porta a prendendo contra a porta.
–Você ta bêbado! Amanhã não vai se lembrar de nada! –ela disse tentando me afastar, e rindo da minha cara.
–Por que ta rindo em Lis? –me aproximei dela inalando o seu perfume delicioso, enquanto ela ria cada vez mais alto.
–Odeio quando você me chama de Lis, olha pra você! Vai dormi Lucas, vamos, quer que eu te dê banho? –ela disse segurando meu rosto e me encarando.
–Se você tomar banho comigo, eu vou tomar banho até no rio Tâmisa.
–Então vamos! –ela me guiou pro meu quarto que era na frente do dela. O meu quarto comparado com o dela era impecável tinha paredes totalmente brancas, cortinhas vermelhas que combinava com a colcha que cobria minha cama de casal que ficava entre dois criados-mudos, no lado esquerdo do quarto estava meu guarda-roupa, não precisava de um closet como a Lis.
–Vamos Lucas! –e me puxou pra dentro do meu banheiro, que tinha ladrinhos azuis e brancos por toda a extensão do banheiro. Uma bancada de granito preta combinava com o Box, segurei sua mão. E começou a me despir, foi quando segurei sua cintura e me aproximei de seu ouvido.
–Não é justo Lis!
–O que não é justo Lucas? –ela disse se aproximando de mim, sentia que seu corpo estava todo arrepiado.
–Você não estar também tirando a sua!
–Claro Lucas, eu não preciso de banho! –e me deu um selinho. –Colabora comigo vai?
Sem reclamar mais comecei ajudá-la ficando apenas de cueca box preta, ela começou me dando banho, lavou meu cabelo, por ser mais baixinha, teve que ficar nas pontas dos pés e me abaixei pra facilitar. Quando finalmente terminou de tirar todo o condicionador, eu simplesmente a puxei pra de baixo do chuveiro, a apertei contra meu corpo molhado a ensopando, e dei um selinho nela, comecei a pedir passagem com a língua, e por incrível que pareça, ela foi permitindo e assim, começou um explorando a boca do outro, eu comecei a levantar a camisola, foi quando ela parou tudo.
–Já chega Lucas! –e deu um sorriso meio sem graça.
Ela fechou o chuveiro, me secou, me arrumou com uma calça de moleton preta e colocou uma camisa branca, penteou meus cabelos dourados, me fez deitar e me cobriu com minha cocha. E acabei adormecendo.
POV ELISA
–Nossa o beijo dele é do jeito que pensei tão doce! –falava mais pra mim do que pra Susy.
–Então deixa ver se entendi direito! Você chegou em casa à uma hora da manhã e o Lucas, o cara mais certinho da face da Terra, não tava? –Susy repetia a mesma pergunta mais uma vez, ela era um pouco mais baixa do que eu, talvez uns dois dedos, seus cabelos negros caiam pelo seus ombros ate o meio das suas costas como uma verdadeira casta, sua pele mais bronzeada devido as suas visitas as praias que eu odiava. Eu estava a ajudando arrumar sua casa, ela era casa já fazia seis meses, com um amigo da escola, achava isso ao mesmo tempo fofo e ridículo, mas olha quem ta falando também. Ela estava vestida com uma calça jeans e uma blusa de tricô marrom, e descalça. Fui tirada de meus devaneios pelo estralar dos seus dedos.
–Acorda Eli. E eu ainda tou falando, e você vem dizer que o beijo dele é bom? Fala pra ele que você morre de amores por ele, qual é amiga? Você pode ter o homem que quiser, o conquiste!
–Você acha isso? –falei meia insegura.
–Acho não, tenho certeza, só é fingir que ele não é o homem que você ama! –ela disse me fazendo levantar.
–Bom, acho que vou pra casa! –disse me despedindo dela.
A sua casa não ficava muito longe da dela, por isso fui andando mesmo, e quando cheguei, ouvi sua voz, parei no corredor sabia muito bem que era feio ficar ouvindo a conversa dos outros mais algo me chamou atenção.
–Eu sei, escuta Guilherme, vou fingir que nada aconteceu! –ele fez uma pausa e passava as mãos na cabeça, visivelmente nervoso. –Cara é a Elisa, você sabe como ela é!
Pera como assim? Como eu sou?
–Bom tenho que ir, tchau mano! –ele desligou, eu sai correndo pro meu quarto e entrei sem fazer nenhum barulho e ouvir a porta da frente sendo fechada.
–É Lucas, vamos ver como eu sou! –e dei um sorriso torto, já sabia o que fazer e muito bem.
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