Meu cigano

7 Capitulo 6 - Promessas Sob Tiros e Lágrimas


Notas iniciais
Agradeço aos comentários! Espero que gostem deste capítulo!! Boa leitura!!!

Jacob acordou com alguém o sacudindo. Abriu os olhos, um de cada vez; sua cabeça doía muito, sentia como se tivessem passado por cima de si. Fitou a pessoa à sua frente e reconheceu Quil, que o observava seriamente. Notou que estava deitado embaixo de uma árvore, abraçado a uma garrafa de cachaça.

— Mas que diabos está havendo com vósmecê? — perguntou Quil, sentando-se ao lado do amigo.

— Renesmee foi embora — disse Jacob, com a voz rouca pelo sono e pelo álcool, o olhar perdido.

— Eu soube… e sinto muito — Quil tocou o ombro do amigo, que suspirou fundo.

— E o pior é que nem consegui impedir — murmurou o moreno, abaixando a cabeça.

Quil o fitou com seriedade. Aquele não era o Jacob que conhecia; ele não era de se render facilmente.

— Jacob, vai lá, faça alguma coisa. Lute por ela… Você a ama, não ama? — insistiu.

Jacob jogou a garrafa longe.

— É claro que eu a amo… mas o que eu posso fazer? Sou apenas um cigano — deu de ombros.

— Jack, preste atenção. É você que ela ama. Se ela fugiu de casa é porque não é feliz lá. Vósmecê tem que salvá-la — Quil quase implorava.

— Não sei como fazer isso — suspirou Jacob, sentindo um peso na garganta.

— Mas soube de uma coisa que não vai lhe deixar muito feliz — disse Quil.

— Ah, ótimo… era isso que eu estava precisando — ironizou Jacob.

— Foi Jasmine quem foi até a casa da família de Renesmee avisar que ela estava aqui — contou Quil calmamente.

Jacob o fitou, incrédulo.

— Eu não acredito! Como ela pôde fazer isso comigo? — estava pasmo. Mesmo afastado de Jasmine, jamais imaginaria que aquela mulher, com quem se deitara tantas vezes e por quem pensou sentir algo, fosse capaz disso.

— Acredite, meu amigo. Ela fez questão de contar a todos — completou Quil.

Jacob se levantou, um pouco cambaleante.

— Tive uma ideia — disse, com um sorriso surgindo nos lábios.

— O que tens em mente? Espero que não seja uma missão suicida — comentou Quil, fazendo-o rir.

— Não posso punir Jasmine pelo que fez, mas posso fazer outra coisa.

Jacob virou as costas e caminhou apressado em direção à aldeia. Quil sorriu atrás dele.

— Espere, Jacob! O que vais fazer?

Quil correu atrás do amigo, que avistou Jasmine junto de Claire e foi até ela.

— Escute, Jasmine. Quero conversar com vósmecê — disse Jacob, fitando-a.

Ela sorriu abertamente.

— Eu sabia que vósmecê me procuraria… só não tão rapidamente — comentou, aproximando-se de forma sedutora e tocando-lhe o peito com a ponta dos dedos.

Jacob a afastou.

— Não quero nada além de um favor seu.

— Um favor? Já lhe fiz um quando afastei aquela burguesa metida de vósmecê — disse, tentando se aproximar novamente.

Jacob a afastou com menos delicadeza.

— Eu sabia que iria admitir, só não tão rápido — retrucou.

Jasmine o fitou com seriedade.

— O que queres comigo?

— Quero que me leves até a casa dos Cullen.

Ela riu.

— Para procurar aquela burguesa? Ela nem deve lembrar que vósmecê existe.

Jacob segurou-a pelos braços.

— Escuta bem o que vou lhe dizer, Jasmine. Se não queres que teu pai saiba que se deitaste comigo e com metade da aldeia ao mesmo tempo, é melhor me levares até a casa dos Cullen.

A ameaça fez Jasmine engolir em seco. Ela se desvencilhou do aperto.

— Eu o levarei — resmungou.

— Ótima escolha. Sairemos ao final da tarde — disse Jacob, virando-se e se afastando com passos firmes. Teria sua Renesmee de volta, nem que isso lhe custasse a vida.

Era fim de tarde, e Renesmee estava sentada em sua cama, ouvindo a música suave que saía da caixinha que ganhara de Edward quando era pequena. Suspirou. Cada segundo naquela casa, com uma corda no pescoço, sendo obrigada a se casar com alguém que não amava, a matava por dentro. E o pior era ficar longe de Jacob; isso a feria profundamente. Pensara até em tirar a própria vida, mas ainda havia esperança de voltar para os braços de seu cigano. E sabia que ele não ficaria melhor sem ela.

De repente, ouviu um barulho alto e seco. Logo reconheceu o som de um tiro. Levantou-se num impulso e correu escada abaixo, encontrando Ângela vindo em sua direção.

— Mas o que está havendo? — perguntou, aflita.

— Senhorita… seu cigano… ele… — Ângela não conseguiu completar a frase.

Renesmee não esperou. Correu para fora da mansão e encontrou Carlisle e alguns capangas com armas enormes nas mãos.

— O que houve? — questionou, fitando o pai.

— Um cigano tentou invadir nossa propriedade — respondeu Carlisle, com desdém.

A moça olhou ao longe e viu alguém caído na grama. Arregalou os olhos e correu.

— Renesmee, volte aqui imediatamente! — gritou Carlisle.

Ela ignorou.

Segurando a barra do vestido, correu até chegar perto e confirmar o que temia. Seu mundo desmoronou ao ver Jacob caído no chão, com o braço ferido.

— Por Deus! Jacob, meu amor! — ela o abraçou, deitando a cabeça em seu peito.

Jacob sorriu aliviado ao sentir aquele aroma tão familiar.

— Eu… estou…

— Não diga que estais bem, pois vejo que não estais — implorou Renesmee, com os olhos cheios de lágrimas.

Ele alisou o rosto delicado dela.

— Eu vou ficar bem… e quando isso acontecer, virei te buscar — prometeu, olhando-a nos olhos.

— Quero ir com vósmecê agora — pediu ela.

— Estou fraco, meu amor. Não conseguiria correr dez metros antes que os capangas de seu pai me peguem — disse, fazendo uma careta de dor, enquanto secava as lágrimas dela.

— Eu irei me casar — confessou Renesmee, abaixando a cabeça.

Jacob respirou pesado.

— Mas prometa que…

— Não deixarei homem algum lhe tocar, minha Nessie. Vósmecê é minha — afirmou.

Ela não encontrou palavras. Curvou-se e tocou os lábios nos dele, beijando-o com carinho, até ser puxada com brutalidade de cima do cigano.

— Suma daqui, seu cigano, antes que eu lhe mate — ameaçou Carlisle.

Emmet segurava os braços de Renesmee com tanta força que já estavam vermelhos.

Foi quando Jasmine surgiu de trás de uma árvore, ajudando Jacob a se levantar. Renesmee se questionou por um instante o motivo daquela mulher estar ali, mas logo concluiu que, se Jacob tivesse algo com ela, jamais teria vindo atrás de si.

— Pai, por favor… — implorou.

— Fique quieta, Renesmee — ordenou Carlisle.

— Nessie? — Jacob a chamou.

Ela ergueu o rosto para fitá-lo.

— Eu te amo — declarou ele, sorrindo de canto.

Renesmee sorriu entre lágrimas e lhe soprou um beijo. Jacob virou as costas e saiu dali, enquanto Emmet arrastava a moça para dentro da casa, jogando-a em seu quarto.

— Você devia agradecer ao papai por não ter me deixado matar aquele cigano — disse Emmet, de forma maldosa.

— Me deixe em paz — murmurou Renesmee, encolhendo-se na cama e chorando copiosamente.

O irmão saiu, deixando-a sozinha.

O que seria dela agora? Será que Jacob seria capaz de tirá-la daquele inferno que havia se tornado sua vida?

Notas finais
Gostaram? Sim? Não? Comentem bastante!!! Beijos!!!!