Meu cigano

5 Capitulo 4 - O Infinito Que Nos Foi Roubado


Notas iniciais
Mil perdoes pela demora, agradeço aos comentários e fico feliz que estejam gostando, Boa leitura!!


Semanas se passaram, e Jacob e Renesmee ficavam cada vez mais próximos, dando passeios constantes. A ruiva adorava a companhia do cigano; ele lhe despertava uma sensação de paz e liberdade sem igual. Além disso, um sentimento forte crescia em seu peito, e ela se sentia cada vez mais envolvida pelo moreno. Jacob, por sua vez, sentia-se cada vez mais apaixonado pela ruiva; adorava tudo nela: seu sorriso, seu jeito meigo, sua delicadeza.

A manhã amanheceu lindamente sobre os enormes pastos. O sol tocava a vegetação de forma delicada. Renesmee e Jacob caminhavam lado a lado até chegarem a uma distância razoável do acampamento dos ciganos.

— Jacob… eu… eu posso lhe pedir uma coisa? — disse a ruiva, com o rosto mais ruborizado do que nunca.

— Tudo o que vósmecê quiser — respondeu Jacob, risonho, e ela o fitou com um pequeno sorriso.

— Me toma como mulher? — pediu Renesmee, abaixando a cabeça.

O moreno ficou a fitá-la, como se não acreditasse no que ouvira.

— O quê? — perguntou.

Ela levantou a cabeça, encarando-o.

— Me toma como mulher? — repetiu.

Jacob passou as mãos pelo rosto, nervosamente.

— Eu? Um mero cigano? Vósmecê tens noção com quantas já me deitei? Não mereço sua pureza e sua honra — disse ele.

Renesmee franziu o cenho.

— Eu não me importo com quem você é ou com quantas já se deitou. Quero apenas que fique comigo — disse, fitando-o com angústia. Não queria que alguém a encontrasse e a obrigasse a se casar com quem não amava.

— Nessie, você pode ser punida por isso — disse ele, dando um passo à frente e alisando o rosto da garota, que fechou os olhos com o toque antes de abri-los novamente.

— Eu gosto de você e quero que mostre que também gostas de mim — disse a ruiva, segurando as mãos do moreno, que suspirou e sorriu. — Que serás apenas meu, pelo menos pelo tempo que durar.

Renesmee o olhava nos olhos, firme, mais decidida do que nunca.

— Eu gosto de vósmecê mais do que imagina — afirmou Jacob, fitando-a com carinho.

— Então apenas me ame enquanto temos um ao outro. Tenho medo que isto aqui não dure — disse ela.

— Então vamos aproveitar o nosso infinito, minha Nessie — respondeu o moreno, puxando-a delicadamente pela cintura e beijando-a com carinho.

Ele a deitou na grama, deitando-se sobre ela e apoiando-se nos braços para que a ruiva não sentisse todo o seu peso. Sentiu os pequenos e delicados dedos da moça tocarem-lhe a nuca, acariciando seus cabelos e lhe causando arrepios. Sempre que se deitava com outras mulheres era apenas por prazer, mas agora sentia algo diferente; algo em seu peito fazia seu coração acelerar, o sangue correr mais rápido pelas veias, concentrando-se em um único local.

O beijo tornava-se sedento e urgente. As mãos experientes do moreno tocaram a coxa da ruiva por baixo da longa saia colorida dada por Claire. O toque a fez arfar contra os lábios de Jacob, que sorriu ao vê-la reagir aos seus toques; era como o céu.

Separou os lábios dos de Renesmee, fitando-a seriamente, procurando algum vestígio de arrependimento. Ela apenas alisou seu rosto e sorriu docemente. Jacob devolveu o sorriso, puxando-a para junto de seu corpo e sentando-a em seu colo. Retirou-lhe a blusa, deixando os seios cheios à mostra, já que ela não usava mais aquele terrível espartilho. A pele alva, em contraste com os bicos rubros e excitados, fez o moreno arfar. Ele beijou-lhe os lábios e desceu com pequenos beijos pelo pescoço da moça, fazendo-a gemer, beijou-lhe o vale dos seios e a pegou pela cintura, deitando-a novamente na grama.

Retirou a camisa, deixando o peito musculoso à mostra. Renesmee tocou o peito nu do moreno com os dedos gélidos e trêmulos. Ele sorriu, pegando a mão dela e beijando-a com carinho, entrelaçando seus dedos. Jacob beijou-lhe a testa e retirou a saia dela, deixando-a completamente nua. Já havia se recriminado por imaginá-la daquela maneira, mas vê-la agora ali, à sua frente, deixou-o completamente desnorteado. Ela era linda; perfeita seria a palavra certa.

Com experiência notável, retirou a calça com facilidade, revelando o membro duro e pulsante. Renesmee hesitou por um instante; afinal, nunca em sua vida havia visto um homem nu à sua frente, e Jacob não era qualquer homem: ele era bonito, másculo e envolvente. Ela queria ser dele para sempre.

Jacob beijou-lhe a barriga, subindo com beijos pelo vale dos seios e pelo pescoço, arrancando mais e mais gemidos da ruiva. Chegou aos lábios grossos e ruivos de Renesmee e os tocou com a ponta dos dedos; estavam mais vermelhos do que nunca por causa dos beijos. Sorriu de canto e voltou a beijá-la, querendo deixar sua marca naquela burguesa que podia ser tirada de si com tanta facilidade, mas que jamais se perdoaria se perdesse. Não imaginava que sentimento era aquele, mas era bom carregá-lo no peito.

Em um movimento impensado, Renesmee desceu a pequena mão pela lateral do corpo do moreno, que estava ocupado demais maltratando seu pescoço pálido com beijos ardentes que lhe tiravam o ar. Entorpecida, sem pensar em seus atos, tocou o membro de Jacob, que soltou um rosnado contra sua pele. Ela subiu a mão com delicadeza e a desceu novamente, deixando-o fora do ar por longos e intermináveis segundos. Então ele retirou a mão dela de si, voltando os olhos cheios de desejo para a ruiva, que lhe devolveu um sorriso singelo.

— Me faça sua — pediu, como um sussurro.

Jacob sorriu e beijou-lhe a testa.

Então a penetrou com cuidado, tomando sua pureza para si. Sentiu Renesmee enfiar as unhas com força em suas costas. Ao olhar seu rosto, viu a ruiva de olhos fechados, mordendo o lábio inferior, sentindo dor. Ele queria aquela dor para si; encheu-lhe o rosto de beijos e ficou parado, esperando que ela abrisse os olhos para que pudesse amá-la. Depois de algum tempo, ela abriu os olhos lentamente e sorriu em sua direção, dizendo-lhe sem palavras que podia continuar.

Jacob começou a se movimentar, entrando e saindo, claramente se segurando para não machucá-la. Sentia o ofegar da ruiva contra seu peito, e os gemidos dela lhe tocavam o ouvido, deixando-o louco. Seus gemidos se misturavam aos dela.

Depois de algum tempo, Renesmee sentiu o ventre contrair e o corpo se contorcer, como se seu coração fosse parar a qualquer momento. Sentiu-se preenchida por algo quente. Um gemido alto e estridente escapou dos lábios grossos do moreno. A ruiva ofegou, sentindo então o corpo relaxar, como se tivesse ido ao céu e voltado.

Jacob a fitou; para ele, ela estava perfeita naquele momento. A ruiva sorriu abertamente e lhe beijou os lábios com volúpia. Ele se levantou, colocando a calça, enquanto ela permaneceu deitada, fitando o céu, desejando que aquele momento durasse para sempre, embora soubesse que seria impossível.

Renesmee levantou-se e, quando ia se vestir, o moreno a puxou, escondendo-a atrás de si. Ouviram passos de cavalos se aproximando. Jacob entregou-lhe a camiseta para que ela se vestisse, e ela o fez. Quando foi ver quem era, sentiu uma forte dor de cabeça, e flashes de memórias invadiram sua mente sem permissão. Então lembrou de tudo… de como viera para ali.

— Renesmee, o que fazes nua com este cigano imundo? — Carlisle, seu pai, olhava com repúdio para Jacob, que continuou parado.

A ruiva saiu de trás do moreno.

— Papai? — questionou, fitando o pai, os irmãos e seu noivo, Dylan.

— Então era aqui que estavas? Se entregando para um cigano? — questionou Emmet, o irmão, furioso.

— Estais julgando sem saberes — retrucou a ruiva.

— Vamos embora imediatamente. Sua mãe dará um jeito em vósmecê — disse Carlisle, descendo do cavalo e puxando a filha com certa violência para longe de Jacob.

O moreno segurou o braço do burguês.

— Tire suas mãos dela, senhor! Ela irá se quiser — disse Jacob.

Carlisle soltou o braço de Renesmee, que caiu no chão, soluçando de tanto chorar.

— Por que achas que ela ficará? — perguntou o homem, fitando o moreno com nojo e sarcasmo.

— Porque achas que ela fugiu de sua casa? — retrucou Jacob.

Carlisle devolveu-lhe um sorriso cínico.

— Emmet — chamou.

O filho retirou uma arma, apontando para o moreno.

— Não! Por favor! — Renesmee puxou a mão do pai, que lhe deu uma bofetada no rosto. Jacob ameaçou dar um passo, mas Emmet engatilhou a arma.

— Fique quieta! Vamos logo — ordenou Carlisle, arrastando a filha pelos cabelos e colocando-a no cavalo com Edward, o irmão que observava tudo em silêncio, fitando Jacob com seriedade.

Edward pegou as rédeas do cavalo. Jacob mantinha os olhos em Renesmee e, enquanto o animal se afastava, leu em seus lábios um “eu te amo”. Dylan seguiu Edward; logo após veio Carlisle, e por último Emmet, que sorriu de forma sarcástica antes de guardar a arma e seguir o pai.

Jacob caiu de joelhos, sentindo o coração em pedaços. O que seria dele agora?

Notas finais
Curtiram? Sim? Não? Please comentem emm!!! beijus