Meu cigano
11 Capitulo 10 - Entre Culpa, Dor e Promessas
Notas iniciais

— Como? Como assim meu filho sumiu? — Renesmee bradou para Jacob, que estava sentado em um tronco, com as mãos na cabeça.
— Já lhe falei que não sei — Jacob murmurou, em voz baixa.
— Jacob, como vósmecê não viu nada? Peter é um bebê, ele não poderia sumir sozinho! — exclamou a ruiva.
— Eu sei — o rapaz resmungou.
— Como pode não fazer nada! — Renesmee cuspiu as palavras.
O moreno levantou a cabeça, fitando-a com o cenho franzido.
— Está colocando a culpa em mim? Vósmecê também não fez nada! — Jacob gritou.
— Eu estava esgotada, tinha acabado de sair de um parto! — Renesmee gritou, com os olhos cheios de lágrimas.
— Renesmee, eu não sei o que fazer, e você não está ajudando! — Jacob respondeu, exaltado.
— Ache o meu filho! Se não, eu mesma vou dar um jeito! — Renesmee ameaçou.
— Vai fazer o quê? Sair correndo e pedir ajuda ao seu pai? — Jacob disse com sarcasmo.
— Talvez eu faça isso mesmo — a ruiva retrucou. — É bom você achar o meu filho, porque quando ele voltar eu sumo da sua vida! — gritou.
— Achas mesmo que vou deixar você ir embora com o meu filho? — Jacob rosnou, dando um passo à frente.
— E você acha mesmo que pode me impedir? És apenas um cigano imundo! — Renesmee cuspiu, avançando também.
— Como não pude perceber que eras igual ao seu pai, sua burguesa metida! — Jacob disse entre dentes.
— Vósmecê não me conhece, Jacob — Renesmee negou, sentindo as lágrimas escorrerem.
— Realmente, devo concordar com você, senhorita — Jacob respondeu, amargo e cínico.
— Eu não devia ter confiado em você! — Renesmee disse, negando com a cabeça. — Jacob, ache o meu filho — completou entre dentes, virando as costas e saindo dali.
— Respire, meu amigo. Vocês só estão com os nervos à flor da pele — Quil aproximou-se.
— Eu preciso achar meu filho — Jacob afirmou, virando-se para o amigo.
— Vamos achá-lo, Jake. Tenha calma — Quil pediu.
— Ei, Jacob! — Raquel chamou, correndo ao seu encontro.
— Fala — ele respondeu.
— Jasmine… ela sumiu — Raquel disse, levando as mãos ao peito.
— Você acha que… — Jacob começou, e Raquel assentiu. — Eu não acredito naquela…
— O que está havendo aqui? — Billy questionou, aproximando-se ao lado de Sam, que parecia alheio a tudo.
— Meu filho sumiu, e por uma estranha coincidência Jasmine também — Jacob bradou, exaltado.
— Está acusando minha filha? — Sam avançou um passo.
— Sua filha? — Jacob avançou sobre ele. — É podre igual a você! — gritou, acertando um soco certeiro no rosto do homem, que cambaleou para trás.
— Jacob! — Billy chamou sua atenção. — Assim você não vai resolver nada — disse, puxando-o para trás.
— Quil, venha comigo — Jacob ordenou, montando em um cavalo. O amigo o seguiu.
Antes de partir, Jacob fitou ao longe Renesmee, ajoelhada à beira do lago, chorando. Um nó se formou em seu peito; jamais quisera fazê-la infeliz.
Os cavalos correram em disparada pela mata, as árvores passando como vultos. Jacob não sabia por onde começar, estava perdido… e com medo. Peter era pequeno demais, indefeso demais. Qualquer um que o ferisse pagaria com a própria vida.
Ele procurou incansavelmente. Todos os dias saía antes do sol nascer e só voltava quando o sol se punha. Semanas se passaram sem qualquer sinal de Jasmine ou Peter. Sam partiu com Emily, tomada pela vergonha do que a filha fizera.
Durante esse tempo, Renesmee tentava lidar sozinha com sua dor. Não falava com Jacob e se sentia horrível por isso, mas a culpa a consumia por não ter conseguido proteger o próprio filho.
Um mês havia se passado. Era fim de tarde quando Jacob retornou ao acampamento. O sol se punha à sua frente, iluminando seu rosto cansado. A blusa branca estava suja de poeira e terra, alguns botões abertos revelavam o peito nu. O cansaço era evidente em cada traço.
Desceu do cavalo, amarrou-o e caminhou lentamente até a tenda. Estava exausto de brigar com Renesmee; tudo o que faziam desde o desaparecimento de Peter era discutir. Doía vê-la sofrer sem poder ajudá-la.
Entrou na tenda e a encontrou sentada, chorando em silêncio. Ela nem percebeu sua presença.
— Podemos conversar? — perguntou, dando um passo à frente.
Renesmee enxugou as lágrimas rapidamente e o fitou.
— Sim — respondeu em um fio de voz.
Jacob sentou-se ao lado dela.
— Me perdoe, eu…
— Não, Jake — a voz dela tremeu. — É minha culpa.
Renesmee levantou-se, e Jacob franziu o cenho.
— Eu tenho sido uma megera com vósmecê — disse, fungando, tentando conter o choro.
— Você não tem culpa — Jacob levantou-se e segurou o rosto dela entre as mãos. — Eu devia tê-lo protegido… eu devia… mas não consegui. — Ele cerrou os dentes. — Mas eu juro por Deus que vou achá-lo. Eu te prometo.
Beijou-lhe a testa com suavidade.
— Eu não o acho um cigano imundo — Renesmee ergueu os olhos verdes para ele, com um pequeno sorriso.
Jacob soltou um risinho.
— E eu não a acho uma burguesa metida.
Ele a puxou para perto e beijou-lhe os lábios delicadamente.
— Jake…
— Sim?
— Me ame — Renesmee pediu, com a voz mais melodiosa que o normal. — Faça com que eu esqueça tudo.
Ela o abraçou pela nuca.
Jacob a beijou, virando o corpo dela e deitando-a sobre as almofadas da tenda. Desceu as mãos pelo simples vestido vermelho que ela usava, subindo pela perna e segurando-a pela coxa, intensificando o beijo. Renesmee abriu os últimos botões da camisa do moreno, deixando o peito dele à mostra, passando as mãos por ele até alcançar a cintura e baixar-lhe a calça.
Jacob a ergueu com facilidade e sentou-se, colocando-a sobre suas pernas. Parou de beijá-la nos lábios para descer pelo pescoço, marcando a pele enquanto desabotoava o vestido nas costas da ruiva. Passou os dedos pela pele exposta, arrancando-lhe um suspiro longo, e então abaixou o vestido, deixando-a completamente nua.
Deitou-a novamente, retirou a própria calça e voltou a beijá-la. Separaram os lábios apenas para se olharem por um instante e, então, fizeram amor, buscando um no outro forças para continuar e uma esperança que ainda se recusava a morrer.
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