Meu canto de conto
2 Do canalha ao imperfeito perfeito
Ele vem, com aquela cara de bobo, cínico. Ele se faz de mocinho, de bom garoto, e você o deixa entrar. Ao fazer isso, ele entra, apronta a bagunça que quer e depois vai embora sem dar satisfações. E no final das contas, é sempre você quem tem que fazer a faxina no lugar e reerguer tudo das cinzas.
E quando parece que está tudo em seu lugar outra vez, aparece outro, uma cópia fiel do ultimo, mas que jura ser diferente. Aliás, ele jurou tanto, tanto, tanto, que você acreditou e o convidou pra entrar. Um dia desses, você acordou e ele não estava mais lá.
Então aquele ciclo, vai se repetindo, mesmo que depois de ter passado por tudo isso, você fala que não vai se repetir. Mas repete, e repete. Até quebrar a cara incontáveis vezes, e o cara imperfeito aparecer, sem ter pedido por isso, e fazer-te ele ser o perfeito pra você.
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