Notas iniciais
Sera que é só o Lucas que esta em duvida de seus sentimentos? Todos temos uma fase em nossas vidas onde existe duvidas, medos e aflições. Acho que coloquei tudo nos trilhos certos agora é só finalizar! OBS: Contem linguagem inapropriada e violência!!!

Thiago

Tudo aconteceu rapidamente. Não sei como cheguei aqui em tão pouco tempo. Maurício já tinha partido para cima do Lucas e empurrado ele contra a parede. Enquanto ele ameaçava a dar seu primeiro soco, consegui segurar seu punho. Então torci seu braço para imobiliza-lo em suas costas. Com a força aplicada, Maurício caiu de joelhos. Viviane deu um grito e veio em minha direção enquanto o Maurício estava se debatendo e tentando se soltar. Dessa vez, me surpreendi com mais uma reação rápida. Rebeca atravessou o corredor em tão espantosa velocidade quanto eu.

— Viviane, o que pensa que está fazendo? — Ele disse enquanto segurava sua amiga contra a parede.

— Você também, Maurício — eu disse. Você disse que só iriam conversar.

— Thiago, me solta seu filho da p.... _ ele se debateu mais um pouco. Apliquei um pouco mais de força no braço e ele parou por um momento. _ Cara, me solta, é sério ou vou te arrebentar.

— Não, não vai, já deveria ter impedido você há muito tempo.

— Então é isso, vocês dois estão nos traindo? _ Viviane se debateu tentando se afastar de Rebeca.

— Não, isso não é uma traição. O Lucas sempre andou com a gente desde que começou a te namorar. E agora que vocês se separaram, não tem o direito de fazer isso com ele.

— Veado de merda, ME SOLTA — tive que pressionar o braço dele de novo, o que fez ele soltar um pequeno rosnado. _ Vai defender esse merda agora? Ele me fez ser suspenso.

— Não, não fez, foi você quem bateu nele no estacionamento. Ele tem hematomas para provar. Você mesmo se suspendeu.

— Cara, me solta é sério. _ Ele parecia estar ficando mais nervoso.

— O que está acontecendo aqui? _ Não sabia quem ele era, mas parecia bem preocupado com o Lucas. _ Você está bem? _ Disse indo em direção a ele.

— Sim, estou. Não sei bem o que está acontecendo — devia ter me distraído olhando para ele. Tive a impressão de conhecê-lo de algum lugar. Maurício aproveitou que me distrai para se soltar com um giro rápido, e então me atingir com um soco no rosto.

Ele estava mais furioso do que no início e eu estava atordoado. Acabei caindo sentado enquanto Maurício foi para cima do Lucas sem dó. Só que o desconhecido, não tão desconhecido assim, impediu o soco e não parou por aí. Ele puxou o Maurício e acertou seu olho esquerdo. Depois empurrou-o para longe. Maurício voltou mais bravo e foi interceptado por um soco no estômago e outro no rosto. Ele não tinha intenção de desistir. O garoto acertou um chute nas suas pernas em uma rasteira rápida e jogou ele no chão, prendeu o braço dele como eu fiz, imobilizando o Mauricio por completo no chão.

O nariz dele estava sangrando e seu olho já estava inchado. Vi muita raiva em seu olhar. O estranho olhou um a um de nós com uma expressão de puro ódio, depois voltou e ficou me encarando. Maurício estava completamente imobilizado e derrotado embaixo dele.

...

Brenno

Acabei pegando trânsito na ida para o campus, o que não era normal. Mandei mais duas mensagens para o Lucas e ele não me respondeu.

“Estou a caminho! Por que vai à biblioteca? Está tudo bem?” Meu sentido já dizia que algo estava errado.

“Peguei um pouco de trânsito, está tudo bem? Me responde”

Cheguei quase 10 minutos depois do horário combinado e fui direto para a cafeteria, ele não estava ali, fiquei preocupado e fui para a biblioteca em meia corrida.

Quando cheguei em um corredor próximo, escutei uma conversa meio gritada e, quando cheguei até lá, entrei em pânico de novo. Lucas estava contra a parede completamente paralisado. Um garoto que reconheci como o tal Maurício estava sendo segurado por um outro menino que tive de imediato a leve impressão de conhecer. A ex do Lucas estava sendo segurada por outra garota.

— Cara, me solta é sério. _ O Maurício estava dizendo para o outro garoto.

— O que está acontecendo aqui? — Perguntei levando todos a se assustarem e olharem para onde eu estava parado. _ Você está bem? _ perguntei olhando para o Lucas.

— Sim, estou! Não sei bem o que está acontecendo — ele parecia assustado e confuso. O garoto que tive certeza de conhecer se distraiu me encarando, o que deixou uma brecha para o Maurício se soltar e acertar ele na cara com um soco bem dado. Depois disso, com um olhar maníaco, foi para cima do Lucas. Meu corpo congelou e vi tudo em câmera lenta.

Consegui me mover rápido de novo ao pensar em tudo que o Lucas me contou e tudo que passamos no fim de semana. Impedi o primeiro soco a tempo, fiz um movimento rápido e puxei o Maurício na minha direção, acertando ele no olho e depois o empurrando para trás. Ele voltou mais furioso, mas eu fui mais rápido. Acertei-o no estômago e depois no nariz, abaixei e acertei suas pernas e ele caiu, imobilizei-o com o braço atrás das costas. Ele estava com o nariz sangrando e com uma cara de medo e raiva. Olhei um a um deles, foquei no garoto que estava sentado no chão.

— Você, está metido nisso, Thiago? Você é amigo deles? _ Agora minha raiva era toda direcionada a ele. Apertei com mais força o braço que tinha em mãos, o que fez o Maurício gemer de dor e se mover, o que foi um erro.

— Você me conhece? _ Thiago parecia confuso.

— Sim, conheço e esperava um pouco mais de você.

— Calma, Brenno, eles estavam me ajudando. _ Lucas saiu do canto da parede e ajudou o Thiago a se levantar.

— Ok. Quem aqui é amigo e quem não é?

— Eu não tenho nada a ver com isso, chamei o Lucas para conversar na biblioteca, não sabia que eles tinham uma tocaia — a garota que segurava Viviane respondeu.

— Eu vim até aqui porque eles me convenceram, disseram que só iriam conversar. _ Thiago parecia atordoado e ressentido.

Nesse exato momento, achei que nossa leve gritaria chamou a atenção. A bibliotecária e mais um funcionário, com mais um punhado de alunos, se juntou a pequena confusão no corredor. Depois de me fazer soltar o Maurício, levaram todos para a reitoria. Tivemos que conversar separadamente com o reitor e contar nossas versões. Acabamos pegando uma suspensão de três dias, todos com exceção do Maurício que já estava suspenso e acabou tendo que dar mais explicações. O que antes eram três dias, foram para cinco, o que queria dizer que não o veríamos no campus na próxima semana.

Dirigi até em casa sem dizer uma única palavra. Deixei o carro estacionado em frente à casa e entrei ainda sem falar. Fui para a porta com o Lucas logo atrás, ele também não falou nada. Depois de entrar, fui direto para o quarto, ainda estava queimando de raiva, dei um soco na parede e fiquei com a cabeça encostada nela.

— Você está bem? — Senti o tom de medo e preocupação na voz dele. _ Você poderia se acalmar — ele repousou a mão em meu ombro.

Me virei e o abracei. Comecei a chorar e por para fora em lágrimas toda a raiva que estava contendo até ali.

— Me prometa que nunca mais vai cruzar com eles sozinho — eu disse ainda chorando de raiva.

— Prometo.

— Fiquei cego, não aguentaria te ver machucado de novo. Nunca, jamais deixarei alguém encostar um dedo em você novamente.

— Obrigado! — Ele não disse mais nada, apenas me abraçou e me deixou chorar.

...

No fim da tarde, sua mãe ligou e ele se ocupou em contar para ela os acontecidos. Ela ficou furiosa e disse que ia tomar providências. Apesar de todos sermos de maior, acreditei que poderia acabar em uma reunião de pais e mestres. Ele recebeu outra ligação, só que desta vez me entregou o telefone.

— Alô? _ Disse sem nem olhar no visor.

— É... oi, é o Thiago, o cara de mais cedo — me perguntei o que ele desejava. Queria te pedir desculpas por deixar meu primo ir tão longe com essa história.

— Não sabia que ele era seu primo. Agora pouco faz diferença.

— Queria saber mais uma coisa. De onde você me conhece?

— É sério essa pergunta? — Como ele não falava nada, prossegui, com uma voz mais cautelosa e olhando atentamente para o Lucas, que estava com uma cara confusa. _ Encontrei você em uma casa noturna há alguns meses. Conversamos, bebemos e nos beijamos. Depois fui para casa, você preferiu sair com outro cara — silêncio mortal no telefone, Lucas estava com a boca aberta. Dei um meio sorriso para ele.

— Cara, ninguém sabe disso. Pode guardar segredo?

— Por que não guardaria?

— Espera um minuto, quer dizer que hoje você e o Lucas...?

— Sim, estamos juntos. Seu segredo está seguro. Só me faça o favor de manter seu primo longe.

— Certo! Manda um abraço para o Lucas, até — depois disso, ele desligou.

— O Thiago é.... _ interrompi-o no meio da pergunta.

— Sim, já fiquei com ele. Mas não rolou nada além de uns beijos. Ao que parece, ele quer segredo.

— Não tenho nada contra ele.

— Nem eu. Agora vem aqui — puxei-o para um beijo demorado e um abraço.

Notas finais
Se acaba-se aqui para mim já estaria bom mais ainda quero que fique perfeito!