Notas iniciais
Teve uma super demora! Me desculpem. Por isso tentei caprichar no capítulo, espero que gostem e comentem, viu? E ah, muito obrigado a quem está acompanhado. *-*Boa leitura!

Peter vestia suas roupas calmamente e eu apenas o observava. Fechava os botões da camisa devagar e eu sorria. Era impossível não sorrir. Havíamos acordado a pouco e ainda não havia tido coragem de me levantar da cama. Seu cheiro estava nos lençóis e nos travesseiros, estava em meu corpo e desejava que ficasse impregnado para sempre, tão doce é senti-lo e sorrir, sorrir como vinha fazendo durante vários minutos.

“Se você se levantar posso te deixar no trabalho” Peter me tirou de todos os pensamentos em que estava perdido.

“Poderíamos ficar mais, não acha?”

“Ainda preciso passar em casa e trocar de roupas. Talvez você possa vir comigo...” Fez uma pausa para que pudesse rir da cara que fiz. “Alicia não está” Completou.

Levantei-me e corri para tomar um banho rápido, logo já estávamos a caminho de onde Peter morava e eu não esperava por menos ao pararmos diante de uma bela casa alguns quarteirões de meu apartamento. Ao abrir o portão e entrarmos um cachorro enorme quase me faz ir ao chão ao pular com as patas em meu peito. Um São Bernardo babando com a língua para fora, tentando a qualquer custo lamber meu rosto que por incrível que pareça estava quase a seu alcance.

“Dylan!” Peter gritou com o peludo e o puxou para longe pela coleira que o mesmo usava. “Me desculpa, ele é meio mal educado”

“Depois do susto que tomei, acho que está tudo bem” Me permiti rir da situação ao ver o cão fazer sua melhor cara de arrependido. Acariciei suas orelhas por um momento, mas sem quebrar certa distância.

“Venha” O mais velho me chamou e voltei a acompanhá-lo para dentro. “Você fica, Dylan” Repreendeu o cão que caminhava com ele.

O interior da casa era decorado perfeitamente. As paredes eram pintadas de um tom bege fazendo com que os sofás brancos combinassem. Havia quadros por toda a sala, alguns deles assinado por Alicia Taraborrelli, que deduzi ser esposa de Peter. A sala de jantar era um pouco mais a frente, também pintada por bege e cadeiras brancas em volta de uma mesa de vidro, um espelho tomava quase toda a parede atrás da mesma. Não pude ver como era a cozinha, pois Peter subiu as escadas me chamando com ele, mas tenho certeza que não me decepcionaria assim como o resto da casa que era de tirar o fôlego, até mesmo o simples enfeite da mesa de centro era capaz de ter mais valor do que todos os móveis de meu apartamento.

“Fique a vontade” Disse Peter ao entrarmos em seu quarto.

O cômodo era sem sombra de duvida deslumbrante, primeiramente pela cama gigante sobre um tapete fofo no centro, com colcha escura e vários travesseiros com fronhas claras. Sobre a cabeceira da cama havia um quadro muito bem pintado com cores alegres. Em cada lado da mesma havia abajures nos criado mudos.

“Vou tomar um banho” Peter voltou a tirar as roupas que usava jogando-as sobre a cama bem arrumada.

“Irei te esperar” Foi tudo o que pude responder ao vê-lo já sem camisa diante de mim.

“Não!” Me puxou pela cintura. “Você vem comigo”

“Já tomei banho Peter...” O repreendi.

“Quem disse que é para tomar banho?”

Não pude e nem queria contestar sobre aquilo, apenas tirei minhas roupas e o acompanhei em baixo da ducha morna. O mais velho não perdeu tempo, já havia abocanhado meu pescoço e me prendido contra o Box de vidro. Suas mãos me tocavam onde quer que alcançassem e era impossível não deixar que os ofegos escapassem ao senti-lo excitado contra mim.

“Nós temos vinte minutos” Disse na intenção de fazê-lo ser mais rápido.

“Não me demorarei muito” Respondeu rindo baixo. “Afaste as pernas...” Pediu em meu ouvido.

Senti seu membro em minha entrada e logo Peter o forçou me fazendo sentir completo ao tê-lo dentro de mim, mesmo que a dor fosse à única coisa sentida e o moreno entendeu, por algum tempo esperou que eu pudesse me acostumar, talvez a posição não fosse muito favorável, minhas pernas pareciam querer desabar a qualquer momento, porém os braços de Peter me seguravam com cuidado.

“Devagar...” Lhe pedi.

Seus movimentos começaram lentos, logo uma de suas mãos seguravam meu membro e se movimentava de acordo com seu corpo. Meus gemidos já eram altos, não podia evitar que saíssem daquela forma, ter Peter em mim era como desaparecer com o Phillippe racional, saber que estava na casa que dividia com a mulher não me abalava em nada, só queria que ele me levasse ao céu e sem arrependimento algum.

Virei-me de forma desajeitada para que pudesse alcançar sua boca e ela já esperava pela minha, pois fui prontamente retribuído com um beijo em que eu ditava a velocidade, sua língua buscava pela minha em toda extensão de minha boca e me sentia enlouquecer. Seus movimentos dentro de mim eram alternados em rápidos e lentos, capazes de me fazerem sentir espasmos constantes.

“Peter...” O Chamei tentando avisar que me renderia a qualquer momento e não precisei de mais nenhuma palavra.

Sua mão intensificou os movimentos em meu membro e no segundo seguinte cheguei ao meu limite, sentindo pequenas contrações e minhas pernas perderam certa força ao me derramar em sua mão. O mais velho manteve seus movimentos em mim por mais algum tempo até chegar também ao seu limite, me atrevi a beijá-lo silenciando seus ofegos e o sentindo se derramar dentro de mim.

Puxou-me para baixo da água morna e me abraçou, ficamos assim pelo o que me pareceu minutos, até que sua boca percorreu todo meu rosto parando próxima a minha.

“Amo você, Phill. Amo de verdade” Confessou me arrancando um sorriso e o quebrando em seguida ao me beijar.

“Eu te amo Peter... Eu também te amo”

Alcançou o sabonete e levou até minhas costas, passando o mesmo e fazendo espuma, dedilhando minha pele. O vapor já havia tomado todo o ambiente, fazendo com que o vidro do Box já estivesse completamente embaçado. Ficamos mais alguns minutos até nos darmos conta de que nos atrasaríamos se continuássemos ali.

Caminhávamos pelo corredor quando me deparei com uma porta entre aberta, era um quarto de bebê. As paredes eram todas azuis e os móveis em branco, assim como o pequeno berço, havia brinquedos e almofadas por todo o ambiente. Senti Peter logo atrás e o escutei suspirar longamente.

“Esse quarto estava fechado fazia algum tempo” Fez uma pausa. “Esses dias a encontrei aqui, estava chorando... Ela escolheu desde as cores até os lençóis” Seus olhos procuraram os meus, talvez buscando por minha reação. “Eu sei que não esperávamos por esse bebê, mas perde-lo foi doloroso” Confessou já fechando a porta e se encaminhando até as escadas.

Preferi não dizer nada, também porque não havia o que ser dito, não podia dizer que o entendia e nem que ficava triste pela perda. Eu estava diante do homem que amava e não poderia escolher as palavras certas para dizer porque seriam falsas, era muito difícil para mim saber que ele teria sido pai e que talvez nunca estivéssemos nos apaixonado como aconteceu, não queria e nem poderia imaginar meus dias sem Peter, os meses que estávamos juntos já eram capazes de descrever boa parte da minha felicidade. Então me decidi por ficar calado até o momento em que já estávamos em seu carro a caminho do meu trabalho, ele foi o primeiro a quebrar o silêncio:

“Alicia quer tentar outra vez, sabe? Outro bebê” Ao perceber que eu não responderia me chamou. “Phillippe? Está me ouvindo?”

“Estou” Respondi sem encará-lo.

“E não vai dizer nada?”

“E quer que eu diga o que?” Estourei no mesmo instante. “Quer que eu os apóie e espere o momento certo para dar os parabéns?”

“Não achei que fosse ficar bravo” Respondeu tranquilamente.

“Isso soa tão egoísta vindo de você, não acha? O cara casado contando pro amante que vai tentar engravidar a esposa! Por favor Peter”

“Não é bem assim...”

“Não tem como ser de outra maneira, só iria mudar as palavras” Percebi que havia levantado a voz, mas não quis me controlar.

“Phillippe, ela é minha esposa...”

“E eu sou o babaca com quem você sai!” Gritei.

“Ah, cale a boca!” Finalizou.

Peter me mandou calar a boca e foi o fim daquela discussão para mim.

“Para o carro, por favor” Ele se assustou com minha exaltação. “Para a porcaria do carro!” Gritei mais uma vez e fui prontamente atendido.

Tirei o cinto de segurança que me prendia e sai batendo a porta sem olhar para sua cara. Meu sangue parecia ferver enquanto circulava por todo meu corpo. Iria para o trabalho andando e não me importava se estávamos em um caminho completamente contrário.

Caminhei durante uns dez minutos quando me dei conta que o carro de Peter andava em uma velocidade reduzida ao meu lado, o vidro do passageiro foi abaixado e o moreno alternava a atenção na rua e em mim.

“Phillippe, entra” Pediu.