Notas iniciais
Oi gente! Irei postar mais um capítulo e antes quero facilitar um pouquinho. Essa fic era pra ser Baguettes (Pierre Bouvier e David Desrosiers), mas como a Nyah não tem mais a categoria de bandas acabei deixando como original, enfim. Irei deixar o link de duas fotos aqui, uma delas é da Anne Hathaway e outra do Pierre Bouvier, assim podem imaginá-los com mais clareza. Ok, por que a Anne? Porque eu amo ela como atriz e como pessoa, e ela é linda! O Pierre porque ele tem haver com muita coisa em relação a mim, já havia dito que o Peter foi real na minha vida, enfim +1. Espero que gostem disso. É o link do meu tumblr, então ignorem, mas se quiserem seguir, tá ai. *-* http://poesiatragica.tumblr.com/post/43528908082?og=1&fb_action_ids=341858329264488&fb_action_types=tumblr-feed%3Apost&fb_source=timeline_og&action_object_map=%7B%22341858329264488%22%3A484020491655411%7D&action_type_map=%7B%22341858329264488%22%3A%22tumblr-feed%3Apost%22%7D&action_ref_map=%5B%5D E ah, leiam as notas final. Boa leitura.

Por sorte todo o trabalho acumulado havia sido adiantado alguns dias antes e com isso pude sair antes do horário normal, que era as sete da noite. Duas horas a menos, para meu alivio. Não consegui me concentrar o dia todo, e isso tinham um culpado: Peter. Eu não me importava com isso, claro. Parecia ainda conseguir sentir seus toques e beijos, sua voz ainda ecoava em meus pensamentos direcionados a ele, era como estar andando em nuvens sem medo algum de cair, talvez pudesse dizer estar anestesiado. É claro, não posso dizer ser amor, era cedo! Mas ah, era surreal e nunca antes havia me sentido assim, merecedor de todas essas sensações presentes em meu interior.

“Ei Phillippe, espera!” Anthony me fez despertar de meus pensamentos, vindo logo atrás de mim, me alcançando rapidamente. “Estou te chamando faz tempo, cara!”

“Me desculpe, acho que estava meio distraído” Caminhamos lado a lado.

“Estranhei te ver saindo tão cedo assim. Demissão?” Perguntou divertindo, me fazendo rir.

“Não! Acabei meu trabalho mais cedo, só isso” Anthony me seguia enquanto atravessava a rua sem ao menos saber para onde eu iria.

“Então pode sair essa noite comigo, para que possa te apresentar alguns amigos. Precisa de diversão Phillzinho”

“Phillizinho? Acho que já está intimo demais, nem quando eu era criança me chamavam assim” Não pude evitar rir ainda mais, era quase bizarro e extremamente gay. “E sairemos uma outra hora, quem sabe no final de semana, hum?”

“Arthur então?” Ao notar meu olhar de reprovação parou imediatamente de rir. “Está me dando muitas desculpas ultimamente, me fazendo pensar que não gosta da minha companhia”

“Sabe que isso não é verdade, prometo que na próxima vez saímos. E pra compensar, hoje te pago algo para beber, estou indo para uma cafeteria no meu bairro”

“Tudo bem, eu aceito apenas isso” Enfatizou o apenas, o que me fez entender de forma talvez contrária, mas deixei que aquele tipo de conclusão se esvaísse.

Caminhamos mais alguns minutos até cruzarmos a porta de entrada, sentindo o cheiro de cafeína tomando o local que se encontrava quase vazio, talvez por conta do horário. Beth e Thomas estavam do lado de dentro do balcão, discutindo algo qualquer, o mais engraçado era que Beth ria enquanto o filho estava bravo e com o rosto corado, ou melhor, completamente vermelho.

“Olá!” Cumprimentei alto o suficiente para que os dois me notassem ali.

“Phill!” O primeiro a falar foi o loiro, vindo em minha direção e se apoiando no balcão para me beijar a bochecha. “Que bom que está aqui, precisa dizer para minha mãe que estou falando a verdade”

“Verdade sobre o que? Eu mal cheguei e já está me envolvendo”

“Sobre o Christopher, ela insiste em dizer que estamos tendo algo”

“Ok, Beth...” Olhei para a mulher que ainda ria, me controlando ao máximo para não acompanhá-la. “Eles não tem nada, mas o Christopher parece apaixonado pelo Thomas"

“Só pedi para me ajudar Phillippe!” Thomas cruzou os braços em frente ao peito e formou um bico nos lábios extremamente engraçado, até Anthony ao meu lado ria do drama feito por ele.

“Deixe de ser bobo, não tem ninguém mentindo aqui. E é óbvio o que eu estou dizendo, ele está o tempo todo atrás de você, fazem todos os trabalhos juntos e não adianta desmentir, quem me contou foi você mesmo”

“Isso é verdade...” Se rendeu. “Mas não quer dizer que temos algo”

“Só perguntei porque li a mensagem em seu celular” Beth finalmente se defendeu, deixando o riso de lado.

Pelo o que sabia, Beth sempre aceitou o fato de Thomas ser bissexual, sem problemas ou brigas quando foi contado quando o mesmo tinha dezessete anos. Com o fato dele ser bissexual eu não concordava, pelo tempo que nos conhecíamos tive certeza de que ele gostava apenas de homens, mas esse era um rotulo que ele preferia e eu apenas concordei, mesmo achando bobo de sua parte. Ele sentia medo de ser alvo de preconceito e achava que isso o protegeria de alguma forma, então evitei qualquer tipo de discussão sobre esse assunto.

“Gosto dele, parece um cara legal, Thomy” Admiti vendo o outro corar, dessa vez por culpa da vergonha. Apenas deu de ombros mudando de assunto.

“Não vai nos apresentar seu amigo?” Se referia a Anthony parado ao meu lado.

“Esse é Anthony! Trabalha no quinto andar” O apresentei vendo-o sorrir e cumprimentar os dois.

Nossos cafés foram depositados em xícaras de porcelana branca. O tempo estava ameno, uma brisa fria era sentida, mesmo que o sol tivesse saído naquele dia, mas não era capaz de aquecer, então tomar café era prazeroso quando o dia se encontrava assim. Anthony logo se deu bem com Thomas. Os dois tinham um senso de humor parecido e eram fáceis de irritar com alguma piada dita por mim, o que eu adorava fazer para ver os dois bravos. Beth me ajudava, o que torvava a situação ainda mais hilária.

Ficamos por ali por muito tempo, nem ao menos nos demos conta que o céu já escurecia gradativamente e local enchia aos poucos. A porta vez ou outra era aberta para mais um cliente, fazendo com que aquele sino acima da mesma fizesse parte dos sons na cafeteria. Conversas e risadas alheias, dando graça ao ambiente acolhedor que era aquela pequena cafeteria. Beth e Thomas já não nos davam mais atenção, pois estavam ocupados em atender aos pedidos. Anthony falava sem parar sobre as brigas que tinha com o irmão mais novo com quem dividia o mesmo apartamento, me fazendo rir e claro, agradecer por ter um lugar apenas para mim.

Mais uma vez a porta de entrada foi aberta, me chamando atenção pelo badalo do sino e quem entrava era Peter, mas não Peter sozinho.

Ela era alta, cabelos castanhos escuros presos no topo da cabeça, a franja era cortada perfeitamente reta e lhe cobria a testa, seus cabelos combinavam com sua pele extremamente branca. Os lábios eram carnudos, pintados de vermelho sangue, assim como as unhas compridas nas mãos que seguravam a bolsa. Usava um vestido preto por baixo do casaco pesado que ia até acima dos seus joelhos e nos pés saltos altíssimos da mesma cor do vestido.

Uma se suas mãos eram seguradas pela de Peter, ao notar tal detalhe senti meu rosto queimar em questão de segundos. Sentia-me envergonhado, tão pequeno diante daquela cena, parecia que minhas roupas eram enormes para mim, tão pequeno e insignificante diante daquele casal que entrava. Não conseguia descrever o que estava sentindo naqueles segundos que em minha cabeça eram horas. Tudo dentro de mim se revirava, a temperatura do meu rosto incomodava assim como a visão daquela mulher ao lado de Peter.

Era claro que eu não poderia competir com ela e não porque era homem, mas sim porque tudo nela exala superioridade, seu sorriso era como uma arma prestes a destruir qualquer um que tentasse lhe derrubar, qualquer mulher seria capaz de sentir inveja, isso por quem ela mostrava ser e também por ter Peter ao seu lado.

Não achava que seria necessário descrever Peter porque ele estava tão bonito que até parecia ser o único homem naquele estabelecimento, mas não fui capaz de fechar os olhos para detalhes. Sua franja havia sido penteada para o lado, lhe dando um ar mais bonito. Usava camisa e gravata por baixo de um colete grosso, em sua mão livre segurava uma pasta de couro escura. E ele sorria, como sempre sorria e me fazia esquecer de respirar.

Anthony percebeu meu enquietamento, observou o casal por algum tempo até se sentarem em uma mesa vazia. Peter não me notou ali, o que me fez senti aliviado, porém meu desconforto só pareceu aumentar.

“Conhece?” Anthony perguntou.

“Peter...” Já havia falado sobre ele, não precisava de mais explicações. “Acho que está na hora de ir embora”

Ninguém sabia sobre o acontecido noite passa, talvez por não ter tido tempo de contar, mas até pareciam saber. Os olhos de Thomas do outro lado do local estavam pousados sobre mim e eu tinha certeza que ele também sabia quem ela era.

Alicia.

Pagamos a conta e nos dirigimos até a saída, antes me despedi de Thomas e Beth, o loiro prometeu ligar assim que acabasse seu expediente ali. Anthony foi à frente, segurei a porta antes segurada pelo mesmo e por uma mera intuição segui com o olhar até a mesa em que Peter estava com Alicia.

Ele também me olhava.



Notas finais
E ai, o que estão achando? Alguma opinião para melhorar a fic? Não era de preencher esses dois campos, mas estou tentando usá-los agora. UASAHUS Bom, quero agradecer a quem está lendo e dizer que isso é muito importante para que continue a escrever, então, quero reviews. Beijo. :D