Notas iniciais
Espero que gostem desse começo.. E não esqueçam de me dizer o que acharam por favor, é muito importante pra mim.

Prólogo

O calor é delicado em minha pele, a claridade é a única coisa que me conecta a realidade. Uma brisa leve afaga meus cabelos e o barulho da árvore em que estou encostada me faz despertar. Sem saber quanto tempo estou aqui, me espreguiço e levanto.

O parque a minha volta está vazio. Claro há essa hora todos devem estar estudando ou trabalhando. Era o que eu devia estar fazendo. Com um suspiro eu deixo o meu mais precioso lugar, meu cantinho. O parque não era tão grande e essa era a árvore mais distante do portão e a mais antiga, poucas pessoas sentavam ali, ou seja, era perfeito e eu moro do lado do parque. O que nem sempre é bom. Hoje realmente não era.

Assim que entrei em casa me arrependi. Minha mãe continuava a olhar a bendita revista de eventos cerimoniais, ela estava indecisa sobre que buquê. Eu tentava não pensar nisso, mas está ficando inevitável, minha mãe ia se casar. Não que eu achasse a ideia ruim, ela é jovem, é separada, tem dois filhos e realmente não é nada contra o Carlos, é só que não dá, é difícil juntar as palavras mamãe e noiva. Ainda mais que ela teimou em marcar o casamento para depois do meu aniversário de 17 anos...Parei por ai o pensamento. Pior que o casamento de dona Atena (sim minha mãe tem o nome de uma deusa) era o aniversário que estava por vir.

– Annabeth, está tudo bem? — sua voz carinhosa veio preocupada.

– Sim — eu tinha ficado parada na porta – Vou pro meu quarto.

Subi antes que me pedisse ajuda com os preparativos. No último degrau encontrei meu irmão sentado, 7 anos mais novo do que eu ele não aprovava o casamento.

– Emburrado de novo? — tentei brincar.

Ele não respondeu, saiu correndo para o quarto. Mais tarde eu conversaria com ele, de novo, sobre o porquê de aceitar o Carlos. Agora não. Entrei no meu quarto, ele precisava de uma faxina urgente. Sentei em frente ao computador e percebi que tinha recebido uma mensagem.


Meu amor,

estou voltando amanhã, tudo bem? Me liga de noite. Beijos. Luke.


Meu namorado a alguns meses, Luke já fazia parte da minha vida, uma grande parte. Meu coração disparou com a promessa da visita e quis ligar pra ele o mais rápido possível, foi então que eu vi a hora. Tinha que ir para escola. Corri, troquei de roupa e voei para fora de casa só parando na porta para dar tchau.

Entrei na escola no último minuto. Na minha sala estavam todos alegres, por que não estariam? Era o último mês de escola para nós. Eu me senti levemente irritada pelos seus rostos felizes e despreocupados. Sentei no meu lugar, lá no fundo da sala.

– Olá Annabeth! — Thamy sentou-se na carteira da frente, ela estava bonita hoje. Seus cabelos escuros e lisos estava soltos, suas feições redondas eram harmônicas e seu corpo bem traçado, ou seja, perto dela eu era um patinho feio, não que eu me incomodasse muito com isso, afinal a estética não era sua única qualidade.

– Oi – respondi com um sorriso fraco.

– Que houve?

– Nada.

Uma das coisas que eu mais gostava, ela não insistia. Mas hoje eu não queria falar, não queria fingir que estava bem. Tudo que eu queria era um abraço da pessoa que mais importava no mundo, queria que Luke estivesse comigo, queria que ele me fizesse sorrir de verdade e não forçar essa coisa pálida em meus lábios.

O tempo estava a meu favor, as aulas foram rápidas. Eu estava arrumando minha bolsa quando Percy apareceu, ele estava de azul, ficava tão bonito de azul. Seu cabelo escuro, seus olhos claros, tão verdes como o mar, o sorriso tão perfeito. Minha definição de beleza. Antes de namorar o Luke, eu tinha uma certa queda por ele.

– E aí? — ele me tirou dos meus devaneios – Como você está?

– Bem.

– Não. Há algo errado. — ele tocou meu rosto e me fez corar, ta bom talvez eu ainda tivesse essa queda por ele.

– Está triste. — não era uma pergunta, mas respondi assim mesmo.

- Claro que não – por que o garoto mais bonito da escola tinha que me conhecer tão bem?

– Te acompanho até sua casa, se quiser falar...Tá tá, só acompanho.

Que tentação. Mantive o pensamento em Luke durante nossa pequena caminhada.

– Te vejo amanhã – se despediu com um beijo no meu rosto.

Luke, Luke, Luke. Me concentrei enquanto seus lábios tocavam minhas bochechas rosadas. Entrei em casa rápido e fui direto para cama. Estava tão irritada, por que meu corpo reagia daquela forma? Eu amo o Luke, o Percy é mais..hum? Atração. Quando o Luke se aproxima minha barriga da voltas, quando ele me olha tem uma ternura que é palpável de ambas as partes, suas palavras me fazem tremer e quando nossos lábios se tocam...Eu me esqueço de qualquer outra coisa, eu esqueço do mundo. Seus abraços são tão doces e aconchegantes, feitos para mim, eu só queria ficar com ele, pensar nele ocupa todo meu tempo e não me importo sou dele como ele é meu, e outra conheço Luke a minha vida inteira, já o Percy, ele entrou esse ano na minha vida e sua única vantagem é que sabe meus pontos fracos e usa isso. Malditos hormônios, ser adolescente é difícil demais, mas também não sonho em ser adulta tão cedo. Grrrrr. Desisti de tentar entender os reflexos do meu corpo e fui cuidar do meu coração, liguei para o Luke e ficamos conversando até minha mãe mandar eu desligar e ir para cama.

Eu estava numa floresta, as plantas estavam úmidas e minha roupa começava a ficar ensopada. Os galhos baixos demais arranhavam o meu rosto e minhas mãos. Estava apavorada. Parei exausta e me encostei numa grande árvore, o que me chamou atenção era que seu tronco era branco e suas folhas de um vermelho vivo e acima de sua grande copa o céu estava escuro seu azul beirava o preto, e não havia estrelas, mas sim uma brilhante lua minguante, meio amarelada, linda, chamativa e deslumbrante. Com um susto percebi que não estava sozinha, Percy passou rapidamente a minha frente. Seus olhos estavam intensos, seu rosto parou muito perto do meu. Ele se debruçou me forçando a encostar na árvore, seu corpo agora colado ao meu,seus lábios passaram docemente pelos meus, ele murmurou algo, e sua boca estava na minha, ávida, faminta, deliciosa. O parei antes que fosse tarde, ele se foi. Sozinha novamente senti meus lábios reclamarem a perda, senti necessidade de voltar a andar, ainda estava assustada, ouvi barulho de água e a frente eu vi um lobo branco, ele estava parado bebendo água num pequeno lago, ele era grande e forte, de repente um luz avermelhada brotou de trás das árvores e o lobo ficou ainda mais branco com aquela luz, ele se virou para mim e seus olhos azuis brilhavam, mas eu senti medo, algo estava errado. Procurei de onde vinha aquela luz e me deparei com um horizonte impressionante, eu estava no limite da floresta e via agora um nascer do sol, uma cena de tirar o folego. Alguém me abraçou e seu corpo era quente. Percebi que minha roupa estava colada no corpo, não me importei. Olhei para trás e vi o Luke. Meu coração acelerou. Ele estava tão perfeito com seu cabelo claro, seus olhos alegres, sua boca cheia e bem desenhada. Percebi também que uma antiga cicatriz que não havia reparado, brilhava em seu rosto. Não me preocupei com mais nada. Agora podia voltar a ficar escuro e molhado, a lua podia ir embora... Apenas não me importava, pois eu estava com meu sol particular em meus braço, me aquecendo. Me entreguei a vontade de beija-lo, sentia seu aperto forte e seus lábios se moldando aos meus. Então, ele parou e me soltou. Abri os olhos para reclamar e ele não estava mais lá. Olhei ao redor e vi a lua, mas não via mais o sol. Comecei a correr e a chamar. Tropecei e senti o chão úmido machucando meu rosto. No chão uma sombra estranha que não parecia ser humana e ao olhar para frente, meu coração acelerou...

O despertador estava tocando e ofegante o desliguei. Repassei o sonho várias vezes e não entendi o seu significado. Desisti e levantei. Pela porta vi um vulto, acreditando ser meu irmão subindo a escada abri a porta, o que eu vi estava além de tudo o que eu podia imaginar...


Notas finais
Então gente, comentem o que achou, ok? Por favor, sem vocês não há sentido para escrever...