Meu Sol Loiro
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Annabelle acordou cedo, já fazia mais de uma semana que essa história tinha começado, ela tinha algumas suspeitas sobre uma pessoa em particular, mas não havia provas concretas suficientes, para falar a verdade não havia prova nenhuma, somente suspeitas. Era mais fácil acreditar que ela era louca mesmo e pronto.
Ela estava tomando um bom banho, sabia que não estava sendo observada, sentia isso, ela sabia quando os olhos de quem quer que fosse o tal do observador estavam sobre ela, por isso ela tinha quase certeza de que o tal não era da sua própria casa, o que confirmava mais um ponto na sua hipótese sobre quem era.
Logo após o banho ela seguiu para a aula de poções, que, relembrando era com a Sonserina. Ela sentia os olhos do observador sobre ela, sentia a pele arder, de vergonha, medo, raiva. Quem quer que fosse só podia ser da Sonserina. Mas quem? E o que provava que era mesmo da Sonserina? De que alguém realmente a observava? As suas "intuições", que nada valiam para poder acusar ou confrontar alguém.
A aula acabou e ela resolveu ir nadar, mesmo que perdesse o horário do almoço, ela precisava daquilo. Enquanto a água gelava o seu corpo e refrescava os seus pensamentos ela tomou uma decisão. Iria para o almoço e observaria como nunca, mas uma pessoa em especifico, o suspeito, se ela o visse a encarando, nem que fosse por um milésimo de segundo, ela o enfrentaria cara-a-cara e pediria satisfações.
Saiu da água, colocou a roupa (as vezes ela nadava de top e shorts mas normalmente e como naquele dia ela nadava sem roupa alguma, exatamente como veio ao mundo, só que com cabelo, e dentes) e foi para o dormitório se secar e se arrumar e depois seguiu para o almoço, estava um pouco atrasada e logo que entrou algumas cabeças se viraram em sua direção, porém logo voltaram para o que estavam fazendo antes. Annabelle se sentou em sua mesa e ficou encarando os alunos, mais especificamente um determinado sonserino.
De repente ela viu, Draco Malfoy olhava em sua direção. Talvez fosse só uma coincidência, talvez ele nem mesmo estivesse olhando para ela, talvez fosse ele quem a vigiava incessantemente na ultima semana, ou talvez ele só tivesse sentido os olhos dela sobre ele. Ela não perdeu muito tempo para tentar responder.
Em meio a toda a sua própria fúria se levantou em foi em direção a mesa da Sonserina. Parou na frente do garoto Malfoy e começou a gritar acusando-o:
–Seu psicopata maníaco, não tem mais o que fazer da vida não? Além de atormentar a vida de quem tá quieto? Seu filhinho de papai, acha que pode tudo, ein?
Malfoy com uma leve cara de espanto porém com a eterna expressão zombeteira em seu rosto respondeu:
–Sua louca! Nunca te fiz nada, nem o seu nome eu sei e também não quero saber, aliás o que indica que és uma sangue-ruim com mania de egocentrismo. Mas se tu acha que o mundo gira ao teu redor e que eu perderia o meu tempo "sendo psicopata" contigo, tu ta bem é iludida.
–Mas tenho certeza que tu ficava me observando o tempo todo, me atormentando!
–Que tu é atormentada eu não tenho dúvida, só assim mesmo para pagar esse papel de boba em frente a escola toda, mas eu é que não sou culpado de nada, a não ser que tu tenhas um amor por mim e invente fantasias nessa tua cabeça descontrolada, mas eu continuo a não ter culpa nenhuma exceto ter nascido assim, maravilhoso!
A mesa da Sonserina inteira estava ria descontroladamente dela, as lágrimas lhe escorriam pelo rosto, ela não sabia mais o que falar, e se tudo que ele havia dito fosse verdade? Tirando, é claro, a parte do "amor platônico" esse ela tinha certeza que não tinha. Mas e será que ela era louca?
Quando um dos professores finalmente percebeu o tumulto e se levantou para apartar a discussão ela saiu correndo para o quarto, se trancou lá e chorou, chorou como nunca. Ficou o dia todo chorando. Ninguém foi atrás dela. Durante aquele dia, e vários outros depois, corrompida pela vergonha e a humilhação, não foi a nenhuma aula.
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