Meu Segurança Particular.
75 Acerto de contas.
Notas iniciais
Estava mais do que na hora de agirem em equipe. Jura Neekis, delegado responsável pelo fechamento do caso de Alice Reignfield na Inglaterra e Erza Scalet, responsável por capturar a foragida Flare Corona no Japão. Toda a polícia do Japão já havia sido comunicada sobre a perigosa Corona à solta e, sem parar, faziam buscas pelas ruas da capital e proximidades. Os noticiários logo estariam divulgando as fotos da antiga forma de Flare e sua verdadeira história. Ela já não era apenas uma louca apaixonada acusada de tentativa de assassinato, agora a coisa havia ido para um caminho muito mais sério.
— Essa garota... – O robusto homem sem cabelos pousa firmemente o copo de uísque que trazia à mão sobre a mesa, repleta de documentos, fotos e matérias de jornal espalhados. – Agora estou convencido. Flare Corona é realmente Alice. Me pergunto como ela conseguiu escapar sorrateiramente para fora da Inglaterra.
— E pior: se manter escondida por tanto tempo mesmo depois de conseguir fugir de seu país. – Completa Jellal, encostado ao “braço” do estofado.
— Mesmo depois de tudo... Ele ainda consegue aliados para ajudá-lo a se safar... – Diz consigo a ruiva, que parece pensar alto. Seu comentário se referia ao fato de ter acabado de descobrir quem estava a ajudar o assassino que um dia chamou de pai. – Maldito.
— Nós temos a vantagem. – Jellal se estende e dá alguns passos à frente, aproximando-se de Jura e seus homens. – Eles não sabem que já descobrimos que estão trabalhando juntos.
— Não por muito tempo... – Diz Erza em entonação firme e pensativa, com olhar voltado para baixo. – Além disso, não acho que sabemos o suficiente.
— O que quer dizer? – Jellal pergunta, confuso.
— Talvez esteja certa. – Diz Jura, que começa a entender o ponto de Erza. –Com base no perfil psicológico de Alice, ela é impulsiva e passional. Nesse caso, dificilmente seria capaz de arquitetar um plano perfeito sem ajuda de terceiros.
— E Porla foi burro o suficiente para assassinar alguém descaradamente e ser pego. – Continua a delegada. – Mais do que isso. Eu o conheço mais que ninguém. José Porla nunca foi bom usando a cabeça, e sim suas mãos. Sua especialidade é força bruta e frieza.
— Entendi. Vocês acham que existe mais alguém por trás disso. – Conclui Jellal.
— Hm. – Ela concorda. – Alguém inteligente e meticuloso o suficiente para liderar aqueles dois e dizer exatamente o que eles devem fazer.
~...~
— Aqui vamos nós... – Comenta Simon, vendo que, provavelmente, a tal ligação havia sido sobre Porla. Jellal ouve o comentário do moreno e o fita rapidamente antes de observar enquanto a Scarlet se aproxima com ar determinado.
— Simon!
— Me deixe adivinhar. – O moreno diz, expirando. Ela para na frente dos rapazes, sobrancelhas franzidas.
— É exatamente o que está pensando. As câmeras de um hotel registraram a passagem de Porla por esta rua. – Ela estende um papel com um endereço anotado. – O curioso é que ele estava dentro de um carro luxuoso. – Diz ela enquanto tenta ligar os pontos em sua cabeça. – Pelas fotos, também é blindado... Ele está quebrado demais para conseguir um carro como este. – Ela faz uma pausa antes de continuar. – Além disso... Não era ele quem estava dirigindo.
— Um motorista?... – Simon coça o queixo com sobrancelhas franzidas.
— Ou pior. Aliados. – Ela diz irritada.
~...~
— Há definitivamente uma terceira cabeça nessa quadrilha. – Ela encara os homens com olhar determinado. – Garotos, já temos tudo que precisamos! A partir de agora o que temos que fazer é—
O som da vibração do celular da delegada sobre a mesa de centro interrompe a ruiva, que cessa seu raciocínio para atendê-lo.
— Oh, Simon. – Diz a garota ao ver quem a chamava. – Novidades?
Os rapazes a encaravam com expectativa e observaram enquanto sua expressão tornou-se surpresa.
— O que disse? Você tem certeza? – Ela se agita e o clima do ambiente se torna tenso. Algo grave havia acontecido. – Estamos indo imediatamente! – Ela desliga o celular e vai em direção a sua bolsa.
— Erza? – Jellal a chama, ansioso, mas ela já estava prestes a falar.
— Rogue acaba de sofrer um atentado de Flare. Simon está seguindo a ambulância que o está levando a um hospital! Ele me enviará o endereço por mensagem. – Ela checa a munição de suas armas e as enfia rapidamente na bolsa e enfia o celular no bolso traseiro da calça.
— Ela não pode ter ido longe! Precisamos vasculhar as ruas! – Diz Jura, energizado pela notícia.
— Hm. Meus garotos já foram enviados, mas ajuda nunca é demais. Você e seus homens podem seguir com as buscas à Flare e Porla. Eu seguirei com Jellal até o hospital para interrogar Sting!
— Sim. – Disseram todos ao mesmo tempo enquanto andaram rapidamente em direção à saída.
...
Cada segundo que se passava só deixava tudo mais perto de seu clímax catastrófico e inevitável. Os eventos que viriam a seguir não poderia ser imaginados nem de longe por Lucy Heartfilia, que agora vivia o êxtase do sucesso de seu desfile, que havia sido épico. A coleção inspirada nos signos do zodíaco estava em muitos sites de revistas famosos do Japão e até do exterior. Essa provavelmente havia sido o seu projeto mais bem sucedido.
— Boa noite a todos... – Diz a loira, um tanto nervosa, porém com um grande sorriso no rosto.
Logo ao seu lado, Natsu, que a observava com um sorriso singelo e uma taça de espumante não alcoólico da qual Lucy havia acabado de lhe entregar antes de ir até o microfone para discursar.
—... Gostaria de agradecer a todos por terem vindo ao baile de máscaras especial em comemoração a minha nova coleção. Todos que estão aqui são muito especiais para mim. Todos fizeram parte de alguma forma deste projeto e espero que curtam bastante essa festa! – Conclui ela pouco antes de ser aclamada pelos convidados, que aplaudiram e comemoraram com alguns gritinhos alegres.
— Vamos arrebentar na diversão essa noite, galera! – Exclama Natsu animadamente, aproximando sua boca ao microfone que Lucy segurava e erguendo a taça em direção a todos que assistiam.
Lucy ri enquanto todos continuam aplaudindo. Natsu lhe rouba um beijo enquanto a música começa e preenche o lugar, energizando o ambiente. Em meio aos convidados, uma baixinha azulada animada pulava alegremente com um sorriso no rosto assistindo o discurso da sua amiga de longa data.
— Eles não são fofos? – Diz Levy sem tirar os olhos de Natsu e Lucy.
— Eles certamente estão mais alegres que o normal. – Concorda Gajeel. – Geehe... Não é para menos. Estou surpreso por não ter ocorrido nada errado hoje.
— Parece a droga de um milagre. – Concorda Aquarius com expressão satisfeita enquanto dá um gole em sua bebida. – A garota merece toda atenção que está tendo. Certamente ficará terrivelmente famosa depois de hoje.
— É... – O pai de Gray dá um risinho e concorda. – Natsu terá que ficar esperto com todos os pretendentes que virão com toda a fama da senhora Heartfilia. – Brincou.
— Ah... Como todas que insistem em dar em cima de você, não é, meu amor? – Rebate Aquarius em tom de ironia, tornando seu rosto em direção a ele um tanto irritada. Mas Silver segura seu queixo, nem um pouco intimidado pela mudança de temperamento repentino de sua amada, e sorri.
— E são todas espantadas, com sucesso, pela minha garota malvada. – Ele encosta seus lábios nos dela rapidamente, apenas para vê-la dar um meio sorriso em resposta a sua atitude, ainda que sua expressão ainda carregasse a leve irritação de antes.
Os pombinhos finalmente se juntam ao grupo.
— Olha quem está chegando. – Diz Gajeel, de braços cruzados encarando, sorridente, enquanto Natsu e Lucy faziam seu percurso em direção a eles desviando com dificuldade dos convidados que dançavam no salão principal.
— Olá, pessoal! – Diz Lucy animada, mas um tanto envergonhada.
— Uh... Essa festa está mesmo cheia. – Comentou Natsu referindo-se ao esforço que fizeram pouco antes para chegarem até seus amigos.
— Vocês estavam terrivelmente fofos. Mal posso acreditar que isso finalmente está acontecendo. Em pensar que ensaiamos tanto para esse momento. – Comenta Levy.
— Oh my... Tem razão, estou tão aliviada por tudo ter corrido bem! – Diz Lucy.
— Me admira muito que o salamander não tenha tropeçado nenhuma vez. – Provoca Gajeel. – Teria sido engraçado. Geehee.
— Ói, seu desgraçado, o que quer dizer com isso? Por acaso queria que eu caísse durante o desfile? – Irrita-se o rosado.
— Claro que não. – Reponde o segurança calmamente. – Poderia ter caído agora também. – Sorri ironicamente.
— Rrgg... Você é mesmo um—
— Já chega com esse circo! – Diz Aquarius irritada.
— A Aquarius tem razão. -Diz Levy cruzando os braços. – Além disso você disse que iria se comportar hoje, senhor Redfox. Nada de provocações, ironias, sorrisos amarelos ou “vamos embora”. – Ela faz bico.
— Tch. – Ele desvia o olhar.
— Tudo bem, esse titã malformado só está com inveja porque sou um modelo ainda mais famoso agora. – Diz Natsu, que arranca uma gargalhada sarcástica do moreno.
— Hahahaha... É. O conceito de feiura vai ser atualizado agora que sua cara estará estampada em várias revistas.
Os dois não iriam parar com a picuinha tão cedo, mas isso não acabou com o clima amigável que ainda era predominante entre eles.
Algumas horas passam.
A festa não podia estar mais agitada. Estava em seu auge nas músicas e na diversão. Mas o que mais estava em seu auge eram os pés inchados de Lucy. A loira estava agrupada com seus amigos em uma das várias mesas do salão, obviamente ocupando a mesa mais distante da música e do movimento.
— Deus, eu não aguento mais... Minhas pernas estão quase dormentes. Logo, logo, não conseguirei sequer me levantar sem cair depois de alguns passos. – Diz ela esparramada sobre a cadeira.
— Lucy-san, pensei que já estivesse sem os sapatos.. – Comentou Juvia, encarando os pés da loira.
— É, estou, mas minhas pernas não param de seguir para a falência total. – Ela massageia a testa. – Arh.... Uma grávida não pode mesmo ter um momento de glória, não é...
— Que isso, amiga, se anima! – Tenta animá-la Levy. – Além disso, você já teve seu momento de glória. Ou será que ter a melhor coleção temática dos últimos tempos e suas roupas estampadas nos maiores sites de entretenimento ainda é pouco para a senhora? – Ironiza a azulada, apoiando a mão na cintura.
— É isso aí, não seja uma gorducha ingrata. – Reafirmou Aquarius.
— G-Gorducha... – Repete Lucy com expressão frustrada.
— Aquarius-san, por favor, não chame a Lucy de gorducha... – Diz Juvia preocupada.
— Tudo bem, tudo bem... – Aquarius procura algo a sua volta. – Talvez seja melhor procurarmos os garotos para irmos embora.
Os rapazes haviam se separado das garotas e estavam conversando e bebendo em outro ambiente.
— Por sorte as crianças já foram para casa com Virgo. – Completou a assistente de Lucy.
— Ir embora? Será?... Sinto que mal pude curtir minha própria festa. – Lamentou a estilista.
— Do que está falando, estamos há quase 4 horas aqui, Lucy! Quer fechar o salão e ajudar os serviçais com a limpeza depois também? – Ironizou Aquarius, tirando risos de Levy e Juvia. Lucy se rendeu e também riu.
— Acho uma ótima ideia. Já deu por hoje, não é, mocinha? Esses bebês aí também devem estar querendo silêncio para poderem dormir. – Disse Levy tocando a barriga de Lucy.
— Quer saber, vocês têm razão. Acho que eu curti até demais a noite de hoje... Meninas, obrigada por virem. Foi tudo mágico. – Disse Lucy maravilhada e com um sorriso.
— Até parece que íamos perder. – Disse Juvia.
— Bom, eu vou atrás dos nossos homens, garotas. Alguém precisa carregar nossas bolsas até a saída, estou certa? Eu volto logo. – Disse Aquarius saindo após pedir que as meninas ficassem ali até sua volta, para não se perderem.
...
Um homem alto e elegante, portanto em seu rosto uma máscara inteiramente branca e lisa que lhe cobrem boa parte da face, deixando apenas parte do queixo e bochecha amostra, caminha lentamente através das pessoas. Ele se aproxima de um dos garçons e lhe entrega uma cédula ao sussurrar-lhe algo ao ouvido. Logo após, caminha para o lado oposto.
O caminhar, ligeiramente suspeito, do elemento desperta curiosidade em alguém que, acidentalmente, pôs seus olhos em sua direção na mesma hora.
— Ói, Salamander. – Uma voz grave e rouca ressoa.
— Hm? – Responde o rosado, desviando o olhar subitamente.
— Para onde olha tanto? Não está tentando flertar com outras garotas, está? – Questiona Gajeel em tom irônico.
— O que? O cabeça de vento tá paquerando garotas? Ói, desgraçado, o que pensa que está fazendo? – Grey se altera e agarra Natsu pelo colarinho, que o empurra.
— Grey, eu juro que, se me encostar novamente, te parto a fuça! – Esbraveja o rosado. – Além disso, não é nada disso, seus panacas. – Ele desvia os olhos mais uma vez em direção ao homem estranho que vira, mas já não havia rastro.
— O que te deu, então? – Pergunta Gajeel.
— Vocês não notaram nada estranho? – Pergunta Natsu seriamente. Gajeel e Grey se entreolham. Natsu realmente falava sério.
— Como assim “estranho”? – Pergunta Gajeel. Havia um princípio de tensão em sua voz.
— Não sei. É como se alguém estivesse observando a gente.
— Não sei se percebeu, mas há inúmeros fotógrafos aqui, seu burro. Obviamente estão nos observando todo o tempo para tirar fotos. – Disse Grey.
— Não, não é isso... É outra coisa. – Disse Natsu, firmemente, encarando o lugar donde vira o estranho, segundos atrás. – Eu vi um cara mascarado agindo de forma estranha ainda há pouco.
— Por isso olhava tão fixamente? – Perguntou Grey de braços cruzados.
— Hm. – Natsu confirmou. – Ele não estava acompanhado de ninguém ou apenas dançando... Era como se tivesse algo para fazer... – O rosado pensava consigo em voz alta.
— Relaxa, esse cara podia apenas estar procurando o banheiro ou algo do tipo. – Concluiu o amigo, mas Gajeel também estava um tanto pensativo e alerta.
— Não sei, não. – O rosado e Gajeel se olham. Os dois vieram da mesma vida. Se havia algo que ambos aprenderam com a vida nas ruas, foi identificar uma situação perigosa.
— Você viu aonde foi esse tal cara estranho, Natsu? – Perguntou Gajeel.
— Ah, qual é, Gajeel. Você não vai cair na pilha do Natsu, não é? O cara podia estar fazendo qualquer coisa! – Contrariou-se, Grey.
— Nunca é demais checar. Certo, Salamander? – Respondeu o segurança.
Natsu estava apontando a direção onde avistou o indivíduo quando Aquarius chegou e o interrompeu.
— Aí estão vocês. – Os rapazes a encaram. – Vamos embora, Lucy está exausta e não para de reclamar, e se eu tiver que ouvir mais uma coisa sobre pernas inchadas ou dor na coluna, eu juro que... – A garota nota a tensão nas expressões dos garotos. – Que bicho mordeu vocês? – Ela olha em volta. – E onde está o Silver?
— Ele já deve estar voltando. Foi apenas atender uma ligação. – Disse Grey.
— E essas caras de enterro? – Perguntou desconfiada.
— Não é nada, Aquarius-san, só estamos... Cansados. – Respondeu Natsu.
— Não vem com essa, o Silver está paquerando outra garota, não é isso? É melhor falarem logo, ou faço picadinho de vocês todos! – Esbravejou a moça.
Ao menos isso a despistou. Era melhor que as meninas não soubessem sobre a suspeita de Natsu.
— Quer saber, eu irei atrás de Silver. – Disse Gajeel.
— Eu também vou. – Disse Aquarius indo em direção a Gajeel, mas Natsu a segura.
— É melhor irmos até Lucy, Aquarius-san. Não quero deixa-la esperando muito mais tempo. Depois você conversa com o Silver... – Disse o rosado.
— Juvia e Vikky também estão lá. Elas precisam descansar, não temos tempo para brigas. – Disse Grey.
Aquarius bufa.
Levou um tempo, mas conseguiram convencer a garota leva-los até as meninas. Gajeel iria se certificar de que o tal sujeito fosse mesmo apenas alguém em busca do banheiro mais próximo. É melhor que fosse só isso.
...
A loira parece um tanto mais relaxada enquanto Juvia massageia seus pés.
— Juvia, você realmente não precisa fazer isso por tanto tempo, já me sinto melhor. – Diz Lucy, um tanto constrangida.
— Tudo bem, deve ser incômodo ter uma barriga tão grande, não é? – Disse ela sorrindo. Lucy ri.
— É verdade... Mas afinal, onde estão esses garotos que não chegam logo...
— Não duvido que estejam arrumando alguma confusão. – Brincou Levy.
— Com licença. – Disse um dos garçons, se aproximando de Levy.
— Hm? – Todas encaram o rapaz enquanto Levy o responde. – Sim, posso ajudar?
— Alguém a chama para ir até o jardim, na saída traseira do salão. – Diz o garçon.
— No jardim? – Levy estranha. – Mas quem mandou falar isso?
— Não disse o nome. Era um homem alto e de cabelos longos.
—... Só pode ser o Gajeel... – Diz Juvia.
— E ele... Disse o que desejava? – Pergunta Levy desconfiada.
— Apenas disse que precisava falar algo importante. – A garota fica pensativa.
— Porque ele simplesmente não veio até nós. – Comenta Levy, virando-se para Juvia e Lucy, que parecem tão confusas quanto ela.
— Com licença, preciso voltar ao trabalho.
Sem esperar a resposta de Levy, o garçon dá as costas e desaparece no meio das pessoas.
Aquilo era muito estranho. Levy estava desconfiada, ela sabia que Gajeel não costumava mandar recados, mas aquele era realmente um ambiente lotado. E se ele quisesse realmente falar algo importante sem que ninguém soubesse? E se fosse uma armadilha para separá-la dos demais? Levy estava ansiosa e com medo por um momento.
... Mas decidiu se arriscar. Ela iria até o tal jardim na parte traseira do salão. Seja lá o que fosse, era melhor acabar com isso de uma vez. Ela não iria viver a vida toda se escondendo.
Mesmo contra a vontade de Lucy e Juvia, ela foi. Alguns minutos depois Aquarius chega com Grey e Natsu.
— Aquarius-san! Finalmente! – Exclama Juvia.
— Nossa, pelo visto, demoramos, mesmo. – Diz Natsu ao ver a apreensão nos rostos das meninas.
— Ué... Onde está Levy? – Pergunta Aquarius.
— Ela foi se encontrar... Com Gajeel... – Disse Levy, preocupada.
— Hm? O Gajeel? Mas ele estava com a gente o tempo todo, apenas nos separamos porque ele foi chamar o pai do Grey... – Estranhou o rosado. Juvia e Lucy se olham, ainda mais preocupadas.
— Alguma coisa não está batendo nessa história. – Disse Aquarius.
— Gente, por favor. Me digam exatamente o que aconteceu com Levy. – Perguntou Natsu com expressão séria.
...
A rapper já estava no local indicado pelo garçon. Não havia muitas pessoas por perto. Ela olhou em volta tentando achar o tal homem de cabelos longos. No fundo, Levy achava pouco provável que fosse mesmo Gajeel.
A garota anda mais um pouco, mas não encontra ninguém que a esteja esperando. Talvez aquilo não tivesse passado de uma brincadeira.
— Que estranho. – Fala em voz baixa enquanto dá uma última olhada no lugar antes de voltar ao baile.
Olá, Vikky.
A garota dá um pequeno pulo e vira-se rapidamente para encarar a dona da voz que ouvira. E esta lhe era bem familiar.
— Flare. – Diz Levy, com expressão irritada.
A ruiva, que estava mascarada e vestia um sobretudo preto, a encarava com um sorriso sinistro.
Levy não estava com medo. Pelo contrário, depois de tudo que Flare havia feito, seria bom, mesmo, passar alguns minutos a sós com ela para resolverem seus problemas cara a cara. Chegou a hora do acerto de contas.
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