Meu Querido Padrasto
16 Casados!
Notas iniciais

É uma mistura de sentimentos em seu olhar. Um pouco de cada sentimento negativo. Inveja, raiva, rancor, medo, tristeza, rejeição, deboche e maldade. — O que faz aqui? — Pergunto cautelosamente.
— O que mais poderia ser? — Ela ri caminhando calmamente em direção ao Charlie e lhe roubando a taça de bebida. — Você esqueceu do meu convite. — Beberica do champagne.
Charlie ri. — Se não foi convidada certamente não é bem-vinda. — Debocha atraindo o olhar severo da mulher.
— Scarlett, eu preciso que você saia. — Peço educadamente soltado o braço de Matt, segurando meu vestido e me aproximando dela. — Eu quero que você saia! — Encaro-a milímetros de distância.
— Acha que ganhou, não é? — Debocha bebericando novamente da bebida. — Você ainda não entendeu nada da vida, garota! — Se afasta entregando novamente a taça nas mãos do Charlie.
— Chamarei os seguranças! — Matt resmunga pegando o telefone.
— E o Chris... — Samanta diz se aproximando e parando ao meu lado. — Ele saberá o que fazer com essa mulher!
— Não precisa! — Scarlett diz. — Eu só vim trazer o presente de casamento. — Completa num tom malicioso, aproximando-se novamente. Dessa vez bem próximo ao meu ouvido. — Você nunca vai ser feliz! — Sussurra.
Não consigo expressar nada, apenas observo-a indo em embora. — Não mencionem isso ao Chris! — Resmungo atraindo o olhar incrédulo de todos. — Hoje não!
— Ainda bem que não sou o Chris. — A voz rouca de Dom soa na sala. — E vocês vão me explicar o que Scarlett estava fazendo aqui. — Arregalo os olhos ao vê-lo acompanhado por uma ruiva.
— Dom! — Suspiro. — Não foi nada. — Resmungo.
— Por que não nos apresenta sua amiga primeiro?! — Samanta diz tentando mudar o rumo das coisas. — Prazer sou Samanta! — Diz se aproximando da garota e lhe estendendo a mão.
— Emma! — A mulher se apresenta estendendo a mão e cumprimentando Samanta. Sorrio sentindo a tensão sair do meu corpo e aliviada por ver Dom aparentemente bem.
— Lauren... — Dom chama atraindo minha atenção. — Será que podemos conversar? — Pergunta e eu assinto, dando-lhe as costas e indo para o quarto, enquanto ele me segue. — O que houve? — Completa fechando a porta.
— Não sabia que viria acompanhado. — Sorrio me sentando na cama e ele revira os olhos. — Estão namorando?
— Nos conhecendo. — Responde caminhando até mim e se sentando ao meu lado. — Achou que eu viria sozinho e implorar que não se casasse? — Ri. — Admito que não seria ruim. — Brinca. — Mas, eu já admiti a derrota, Sra. Evans! — Debocha. — E não mude de assunto...
— Ela veio ameaçar! — Resmungo. — Mas nada que me amedronte. — Explico. — Ela apenas não se conforma em não ter o Chris para ela. — Ele bufa.
— O que ela disse?
— Dom, por favor... — Peço. — Não vamos estragar esse dia com isso. — Me levanto abrindo os braços. — Você não me deu nem um abraço sequer. — Ele dá de ombros e se levanta, me puxando e abraçando. — Estava com saudades! — Sinto-o respirar em meu pescoço e fecho os olhos me sentindo confortável.
— E eu... — Resmunga. — Você não imagina o quanto. — Me aperta mais. — Só tenha cuidado, está certo? — Pede e eu assinto apertando-o de volta. Ele afasta e apoia sua mão em minha barriga. — Olá! — Brinca falando com o bebê em minha barriga. Sorrio.
— Olá titio! — Devolvo. Ele me olha firme e seus olhos brilham.
— Vamos lá! — Suspira e eu assinto.
Chris Evans
A porta da igreja abre, revelando a garota vestida em seu vestido de noiva. Não consigo conter as lágrimas ao vê-la tão perfeita, entrando, sorrindo para mim. Penso por um momento em tudo que vivemos e a sensação de alívio toma meu corpo. Ela caminha vagarosamente em minha direção, acompanhada do meu pai. — Ela iria querer que o pai estivesse aqui para vê-la assim tão feliz! — Ouço Jennifer dizer ao meu lado.
— Ela está feliz porque você está aqui! — Resmungo e ela me olha, sorrindo fracamente. Ela assente e eu volto a olhar para minha futura esposa e mãe do meu filho.
Ela finalmente para ao meu lado. Agradeço ao meu pai e aproximo meu rosto da mulher, beijando sua testa. Ela sorri e ambos ajoelhamos em frente ao Padre. — Estamos aqui reunidos para unirmos esse casal... — Ele inicia a celebração. — Christian Evans e Laurena Foster!
***
— Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe. — Digo juntamente com a garota em minha frente. Não consigo conter o sorriso.
— Laurena Foster, aceita Christian Evans como seu legitimo esposo? — O Padre pergunta e a garota me olha, sorrindo abertamente e com os olhos marejados.
— Aceito!
— Christian Evans, aceita Laurena Foster como sua legitima esposa? — Ele repete para mim. Meu coração explode de felicidade em saber que meu desejo finalmente está se realizando.
— Sim! — Praticamente grito e ela rir ainda mais.
— Existe alguém aqui que seja contra esse matrimônio? — O Padre pergunta e eu olho para Jennifer, pensando mil coisas, mas ela não ousa me encarar.
— Não! — Nossos amigos gritam rindo.
— Então eu os declaro marido e mulher! — Ele nos abençoa. — O noivo já pode beijar a noiva! — Assinto e me levanto, ajudando a garota se levantar. Seguro suas mãos e aproximo nossos rostos. Ela fecha os olhos e eu selo nossos lábios em um beijo carinhoso. Ela se afasta e me olha nos olhos.
— Eu te amo! — Diz.
— Eu amo vocês! — Repito soltando sua mão e acariciando sua barriga.
Lauren Foster
— Todos ficaram chateados de não termos feito uma festa. — Digo sorrindo assim que adentramos o apartamento.
— Faremos uma festa agora! — Chris responde se aproximando de mim e me agarrando pela cintura. — Festa particular. — Sorrio e ele captura meus lábios em um beijo urgente. Suas mãos tateiam minhas costas procurando uma maneira de abrir meu vestido de noiva.
Me afasto gargalhando e ele parece me devorar com os olhos. — Vá com calma. Não estamos sozinhos! — Brinco apontando para minha barriga.
— Nosso bebê entende. — Devolve no mesmo tom e me puxa para perto novamente. — Esse vestido está lindo em você, o único problema é que tem muito tecido. — Suas mãos encontram os botões e começam a desabotoá-los.
***
— Chris... — Gemo seu nome sentindo-o ameaçar me penetrar. — Eu quero você! — Digo em meio à respiração falha. E em um movimento rápido ele me penetra, me fazendo gemer alto. Seus movimentos são rápidos e fortes, me levando a loucura. Ele morde meu pescoço e eu cravo as unhas nas suas costas. Impulsiono para cima e inverto a posição, fazendo-o ficar sentado e ficando sobre seu corpo.
Rebolo sobre o seu membro e ele segura em minha cintura mantendo um ritmo frenético. Nossos gemidos são altos e roucos, me deixando muito mais excitada. Eu puxo seus cabelos e ele suspende o tronco beijando meu pescoço, fazendo movimentos circulares com a língua e arranhando minha pele com os dentes. Minhas unhas arranham suas costas e mordo o lábio, tentando conter os gritos que minha garganta produz sem querer.
— Lauren! — Ele grita chegando ao clímax da situação. Acelero os movimentos e ambos gozamos. Meu corpo cai sobre seu peito, esperando nossa respiração voltar ao normal. Ele se levanta comigo em seu colo me leva ao banheiro.
— Temos que fazer isso todo dia. — Brinco agarrada em seu pescoço. Ele liga o chuveiro e deixa a água escorrer por nossos corpos.
— Não tenho outros planos! — Devolve aproximando nossos rostos e selando nossos lábios em um beijo apaixonado.
Chris Evans
Olho para mulher deitada no sofá e me sinto tão motivado a sorrir. Ela acaricia a enorme barriga com tanta ternura que meu coração pulsa a cada dia mais por ela. Os meses passaram tão rápidos e tranquilos. Lauren entrou no seu oitavo mês de gestação e a ansiedade de pegar nosso bebê nos braços é tremenda. Ela me olha com uma expressão cansada e eu solto um beijo, fazendo-a sorrir.
— Acho que ele vai puxar muito a você. — Diz e eu arregalo os olhos. — Pesado! — Ri e eu faço cara de ofendido.
— Tenho muito músculos para carregar. — Brinco e ela me dá língua, debochada. — Ainda não sei onde eu estava com a cabeça de aceitar não sabermos o sexo. — Digo e ela gargalha.
— Vai ser uma surpresa para nós. — Responde. — Sem expectativas torna mis excitante. — Completa e eu reviro os olhos.
— Torna mais angustiante, isso sim.
— Só falta um mês, amor! — Assinto.
— O que quer comer? — Pergunto e ela boceja.
— Eu só quero nossa cama. — Responde se apoiando nos braços para se levantar. Fico de pé e me aproximo, ajudando-a. Ela sorri abertamente. — Não esqueceu da consulta amanhã, não é? — Pergunta.
— Podemos nos atrasar uns minutos? — Resmungo receoso e ela me fuzila com o olhar. — Amor, tenho uma reunião, mas assim que acabar, venho te buscar para irmos. — Explico.
— Não precisa. — Ela nega com a cabeça. — Eu consigo dirigir ainda. — Ri e eu nego. — Querido, a clínica fica a poucos metros. Eu adianto e você me encontra lá. — Completa apoiando a mão em meu rosto e aproximando nossos rostos.
— Tem certeza? — Suspiro. — Peço a alguém para te levar e...
Interrompe-me. — Estou grávida, não inválida! — Bufa e deposita um beijo rápido em meus lábios. Sorrio entre o beijo e ela mordisca meu lábio.
— Teimosa! — Resmungo.
— E breve, gostosa novamente. — Rebate rindo e gargalho. Ela se afasta indo em direção ao quarto e eu desfiro uma tapa em sua bunda.
Lauren Evans
Abro a porta do carro e jogo a bolsa sobre o banco do passageiro. Procuro uma posição e começo a adentrar vagarosamente o veículo. Minha barriga encosta no volante e sorrio com a situação. — Neném, está apertado aí? — Digo carinhosamente para o bebê e afasto o banco pra trás, ganhando espaço. Coloco o cinto e dou partida no veículo, saindo vagarosamente da vaga. A chamada de Chris soa na multimidia do carro e eu atendo, sem tirar os olhos do trânsito.
— Querida? — Chama.
— Oi, querido! — Respondo adentrando a rua e me aproximando da clínica. Olho o retrovisor e percebo um carro atrás de mim.
— Estou a caminho. — Informa. — Você está na clínica? — Pergunta e eu observo ao redor.
— Quase. — Respondo. — Nos encontramos lá. Te amo! — Completo e finalizo a ligação, preocupada em prestar atenção no caminho. Me aproximo de um cruzamento e a sinaleira fecha. Paro o carro e respiro tranquila. — Papai está ansioso. — Resmungo olhando para a barriga e acariciando-a. Sorrio e ergo o olhar e me deparo com um enorme caminhão vindo em minha direção. Arregalo os olhos e seguro firme minha barriga. — Ah... — Tudo escurece.
Chris Evans
— Senhor, pode assinar essa papelada? — A secretária surge em minha frente enquanto caminho apressadamente para o elevador.
— Podemos deixar para depois? — Respondo educadamente. — Preciso encontrar minha esposa! — Adentro o elevador e ela assente. As portas se fecham e meu celular toca. — Dom? — Chamo assim que atendo.
— Como está? — Pergunta.
— Bem. — Respondo levando a mão até a gravata e folgando a mesma. — Estou indo encontrar Lauren na clínica para vermos nosso bebê. — Informo.
— Então liguei em mal hora. — Resmunga.
— Não. — As portas se abrem e eu caminho para o carro. — Pode falar, vou transferir a ligação para o carro. — Digo adentrando o veículo e ligando a multimidia. — O que houve?
— Recebi alguns e-mails e queria que me instruísse. — Responde. — Vou te encaminhar e assim que puder, dê uma olhada. — Coloco o cinto e vejo uma outra chamada acender na tela. Número desconhecido!
— Fique na linha. — Digo. — Provavelmente algum dos acionistas está me ligando. — Clico para atender. — Chris Evans! — Me apresento. — Quem gostaria?
— Alô? — Uma voz desconhecida soa e ao fundo escuto sons de sirenes. — Você é esposo de Laurena Foster?
— Sim. Quem gostaria?
— Chris, está tudo bem? — Dom diz na outra linha.
— Aqui é o paramédico Liam... — Minha respiração falha. — Sua esposa sofreu um grave acidente, estamos levando-a para o hospital. — Meu coração acelera e meu corpo treme. Freio o carro bruscamente.
— Irmão, o que houve? — Dom pergunta.
— Estou a caminho! — Respondo ao paramédico. — Dom, Lauren sofreu um acidente. — Lágrimas preenchem meus olhos. — Eu não posso perdê-la! — Bato no volante.
— Chris, fique calmo. — Dom pede. — Vou pegar um voo agora mesmo. — Informa e eu choro desesperado. — Ela precisa de você. Ela e o bebê. — Dom tenta me fortalecer. — Vai dar tudo certo.
— Avisa aos outros... — Finalizo a ligação e acelero em direção ao hospital. Minha vista está embaçada, meu corpo gélido e meu coração parece que vai sair pela boca. — Deus! — Choro ultrapassando todas as sinaleiras.
***
— Chris Evans! — Informo assim que me aproximo da recepção do hospital. — Quero ver minha esposa. — Ofego desesperado. A recepcionista me olha, assustada.
— O nome dela? — Pergunta.
— Laurena Evans! — Respondo olhando em volta. Ela digita no computador e meu celular toca no bolso. Pego o mesmo e olho a tela. Mãe!
— Senhor... — A recepcionista chama e olho desesperadamente para a mesma. — Sua esposa está passando por uma cirurgia. — Informa e minhas pernas enfraquecem.
— Cirurgia? — Engulo em seco. — Foi tão grave assim? — Mordo o lábio e passo as mãos pelos cabelos. Meus olhos ardem.
— Ela está passando por uma cesariana de emergência. — Informa e eu abro a boca, pasmo. Meu mundo cai. O que era para ser um momento de alegria, agora nos aterroriza. Atendo o celular.
— Chris? Filho? — Minha mãe grita do outro lado. — Estamos indo, querido! — Informa e meu corpo cai no chão do hospital atraindo o olhar de todos.
— Eu não posso perder eles, mãe! — Choro soltando o celular no chão. Deus, por favor, eu não posso perdê-los...
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