Meu Querido Padrasto.

43 Capítulo 29 - Parte 2.


DOIS DIAS DEPOIS

Se eu dissesse que já estava ficando com tédio desse quarto, alguém acreditaria? Portanto, eu já havia parado de falar isso desde o momento que acordei do meu ‘sono profundo’. eu preferia imaginar que era a Bella Adormecida do que a Bella Swan, a garota que entrou em coma.

Eu havia decidido ficar, para o meu bem próprio e claro, o de Edward. Desde o dia que acordei – o que não faz muito tempo – preferi conversa apenas com Nicke e Elizah. Os outros, quem sabe quando eu saísse daqui.

A porta do quarto foi aberta, Elizah entrou segurando uns balões nas cores vermelha e rosa, enquanto Nicke trazia dois ursinhos de pelúcia, um todo branco com um coração nas mãos e o outro preto e branco – eu conhecia esse outro, era o mesmo que o Edward havia me dado, antes de terminamos – sorri, com a lembrança.

— Meninas, eu sofri um acidente e não parir um filho. – alertei.

— Credo Bêe, ótimo vocabulário esse o seu – provocou Elizah.

— Bêe parece aquele som que as bezerras fazem – Nicke riu e eu acompanhei.

As garotas deixaram os balões e os ursos próximos a marca e puxaram o pequeno sofá para perto.

— Então, quem acha que eu tive um filho? – ironizei, apontando para os presentes.

— Edward sabe que você não teve filho, Isabella – disse Elizah.

Mordi o lábio inferior.

— Ele apenas que fazer a coisa certa contigo, já que você perdeu a “memória” – foi a vez de Nicke dizer, fazendo aspas no ar.

— pensei que ele fosse vim me visitar, sabe.. assim eu poderia dizer toda a verdade.

— Pedimos para ele entra, mas ele achou melhor não. Elizah ate o ameaçou, mas não deu jeito.

— Tudo bem, ele talvez não queira me assustar. – me ajeitei na cama – mas, então o que aconteceu nesses dois últimos meses?

— Eu começo – cantarolou Nicke enquanto Elizah rolava os olhos – você lembra da festa da escola? Aquela à fantasia? — acenei com a cabeça – então, lembra daquele medico perfeito? O Jensen Spritt...

— Aham – ri – aquele com nome de ar condicionado? – Elizah gargalhou.

— Mas pelo menos, ele pode diminui o fogo da Nick. – gargalhamos.

— Engraçadas – disse Nicke entre os risos – continuando, eu não sabia. Mas o irmão dele é barmen em uma boate de São Paulo e por acaso, eu encontrei o Jensen por lá.

— E vocês estão namorando? – supus.

— Isso, eu sou diva – rolei os olhos.

Minha amiga so faltava pula, batendo palmas.

— Elizah, sua vez... – ela sorriu amarelo.

— eu quebrei dois braços de uma mulher – disse somente, esperei ela continuar mas assim não fez.

— Huh? Mas por quê? E quem foi à sortuda?

— A Flávia – ela sorriu como se lembrasse de alguma piada – Sabe, no dia da discussão que teve com a Renée eu te liguei, para saber das fofocas. Só que Edward atendeu e me contou tudo, e alguém contou a ele que você havia sofrido um acidente – ela escolhia cada palavra com cuidado, para não me assusta. Eu creio.

— E como você sabia que poderia te sido a Flavia? Sabe, poderia ter sito outra pessoa. A Tânia por acaso.

Ela deu de ombros.

— Talvez não fosse ela, mas desde o começo eu quis ensiná-la uma lição – ela sorriu sapeca.

— Você vai se meter em confusão – adverti.

— Eu já fiz Bella. Não posso mais voltar atrás e mesmo se eu voltasse, eu faria pior.

— Você não presta – ela riu.

— Bella – Nicke me chamou baixinho – se a Renée não lhe quer em casa, e você não vai embora. Então onde ficara? – perguntou-me.

Ate então, eu não havia pensando onde ficaria. Engraçado, como minha mãe pode ser tao ruim e mesquinha. Teve a cara de pau de expulsar sua filha de casa.

— Você ficara lá me casa oras. – disse Elizah – sei que ninguém reclamara. – completou.

Eu não queria viver na casa de ninguém, parecia que logo mais eu seria um peso e não quero atrapalhar a vida de ninguém.

— Sei não Elizah – murmurei. – vamos conversa sobre isso mais tarde. Não faço a mínima ideia de quando sairei daqui.

— Bella, por isso devemos resolver isso logo. – disse Nicke. – você não pode decidi tudo em cima da hora mulher.. você ficara com a Elizah e pronto final.

— E eu não aceito não, como resposta. – foi Elizah que disse.

— Tudo bem, mas so ate eu arrumar um lugar para ficar. – as duas bufaram, mas concordaram.

POV EDWARD

Eu havia acabado de entregar os balões e os ursinhos as garotas, quando voltei ao taxi. Sei que eu havia pedido para que Bella perdesse a memória porque assim eu poderia começa tudo de novo com ela. Mas não sabia que ouvi dos seus lábios a palavra “eu não te conheço” poderia machucar tanto.

Mas era isso que eu queria não era? Então... só tenho que fazer a coisa certa agora.

Voltei a suíte do hotel, e vi minha irmã sentada no pequeno estofado – o qual eu dormia obrigado pela a Bella – sorri, com a simples lembrança.

— Pensei que fosse ficar com o Emmett – falei, sentando-me ao seu lado.

— Eu ia, mas precisamos conversar... – ela disse decidida.

— pode dizer... – Alice entrelaçou seus dedos, em sinal de nervosismo.

— Eu posso esta errada, não sei – pausou – mas, você acha mesmo que a Bella se esqueceu de você? – que tipo de pergunta era aquela? Ela mesma estava lá, ela viu que ela não se lembrava de mim.

— Você estava lá, você viu. Ela não se lembra de mim.

— Eu sei que estava, mas... Mas é estranho Edward, ela lembrou-se de todos nós menos de você.

Isso era verdade, minha criança lembrava-se de todos... menos de mim

— Bella sempre soube menti mais, so que durante o tempo que vocês estavam juntos. Ela aprendeu a menti para a Renée.

— Onde você quer chegar com isso? – minha irmã respirou profundamente, antes de dizer.

— Ela estava atuando Edward.

-C-como? Bella, atuando? – eu não pude acreditar no que Alice estava dizendo.

— Parece ironia, mas ela nem te encarou Edward. E eu não fui a única a notar isso, todo mundo percebeu.

Levantei do estofado, disposto a não ouvi mais nada.

— Ela não mentiria para mim, ela não inventaria uma desculpa qualquer! Quando eu estava preocupado. Entao Alice, pare de fica inventando coisas para mim acreditar.

Sair da ‘sala’, sem paciência. Como minha irmã teria a coragem de dizer que sua melhor amiga – e minha namorada – estaria mentindo para mim? Tudo isso não havia cabimento, Bella jamais mentiria para mim.

POV BELLA

— Eu quero sair desse hospital, eu quero sair desse hospital. – eu repetia.

— Se você não calar a porra dessa boca Bella, eu vou ate ai e a calo para você – ameaçou Nicke.

— Credo – Elizah riu.

— Nicke, você ainda ameaça? Eu nem faria isso, pegaria ela de surpresa. – disse Elizah olhando para suas unhas.

— HÁ HÁ HÁ – forcei uma risada.

Não demorou muito e o horário de visitas terminou, elas se despediram de mim e saíram. Eu estava preste a morrer aqui, eu estava parecendo uma invalida e eu não gostava disso.

Eu já me sentia bem, eu poderia pular, correr, gritar. Não que eu fosse fazer isso, mas enfim..

A enfermeira trouxe minha jantar, era uma sopa estranha. Eu não colocaria aquilo na boca nem amarrada.

— Você tem que tomar tudo, minha querida.

— Pode deixa, ela parece deliciosa – menti, na primeira oportunidade que eu tivesse eu a jogaria fora.

Esperei ela sair do quarto, e deixei a sopa de lado. Estava na hora de eu colocar meus pensamentos em ordem:

Para começar, eu havia dito ao Edward que não lembrava dele. O que foi uma grande merda. Depois, eu desisti de ir para o Brasil para ficar com ele. Estava confuso porque ele achava que eu estava sem memoria e eu teria que dizer a verdade a ele. Por mais que isso o machucasse, eu o devia a verdade.

Me arrumei na marca de uma maneira que me deixasse confortável e fiquei olhando para os ursinhos de pelúcia, torcendo para que o sono chegasse o mais rápido possível. Porque, pelo menos assim a tarde/noite passaria mais rápida.

TRES DIAS DEPOIS

Finalmente, finalmente, finalmente eu sairia desse hospício doentio.

— Senhorita Swan? – o Dr. Me chamou enquanto eu pegava meus ursinhos sobre a cadeira.

Minha felicidade era tão grande, que eu poderia sair pulando desse quarto para ir encontra o pessoal.

— sim? – me virei para ele.

— Não faça muito esforço – ele olhou-me atentamente.

— Desculpe Dr. Eu não entendi. – ele riu.

— Seu namorado esta na sala de espera junto com seus amigos. Então não faça muito esforço – ele piscou. – aproveite, na próxima vez olhe para os dois lados antes de atravessar.

— Pode deixa, não voltarei para cá tão cedo. – era verdade, para esse hospital eu não voltaria mais, porém, não significa que eu não volte ao hospital de Forks.

Sair do quarto e fui em direção a sala de espera, junto com o medico. Quando chegamos, Emmett foi o primeiro a vim me abraçar com forças e sussurrou no meu ouvido um “precisamos conversa” concordei rapidamente com a cabeça.
Abracei Jasper rapidamente – eu não tinha muita intimidade com ele -.

— Pensei que você nunca fosse receber alta – comentou Rose, quando ela veio para me abraçar.

— Você não era a única. – ela sorriu.

Depois foi a vez de Alice, que estava meio carrancuda. Eu havia acabado de sair do hospital, então sei que eu não tinha culpa de nada.

— Eu deveria te sido a primeira, a lhe abraçar – disse emburrada, rolei os olhos.

Quando Alice me soltou, ficou um clima estranho. Eu sabia que faltava uma pessoa, mas não sei se estava pronta. Ah! Mas quem liga?

Olhei para Edward, ele estava sorrindo.

Sem medi meus passos, caminhei em sua direção e o abracei com força. Ele se assustou com tal ato mas retribuiu.

— Senti sua falta – sussurrei.

Edward se afastou de mim, e olhou-me serio. Engoli seco.

— Então, vamos comemorar? – perguntou Alice, atraindo o olhar de Edward.

Aproveitei para sair de fino, e fica entre Elizah e Nicke.

— Vai conta a ele? – sussurrou Elizah passando minha bolsa.

— Vou – sorri insegura.

— Então, para onde vamos? – perguntou Jazz.

— Podemos ir a alguma pizzaria. – Edward deu de ombros, sem desviar os olhos de mim.

— Pizzaria é uma boa, eu to dentro – disse Emm..

— Por mim tudo bem. – falei.

Como todos haviam concordo, nos separamos em taxis no lado de fora do hospital. Em um, fomos Eu, Nicke, Rose e Alice. No outro, Jazz, Elizah, Emmett e Edward.

A viajem foi silenciosa ate a pizzaria, eu queria conta a verdade a Edward na primeira oportunidade que tivemos de ficar sozinhos. Se eu queria levar esse relacionamento ao nível mais serio, então nada de mentiras.

O taxista estacionou o carro em frente de um restaurante e descemos, percebi que ao redor do estabelecimento havia varias mesas redondas, tanto fora como dentro. Os meninos se aproximaram da gente, junto com Elizah e pagaram o taxi.

Deixei todos ir na frente, e vi Edward olha-me curioso e parar de andar. Seria, agora, eu falaria logo com ele, porque assim poderíamos passar a noite juntos.

— Podemos conversa? – perguntei a ele.

— Claro – ele estava me olhando desconfiado.

Eu havia recebido alta cedo do hospital, e a noite ainda não havia nem caído. Supus , que eram 5:00 ou 5:15 da tarde.

Optei por uma mesa bem afasta do lado de fora, e sentei-me com ele sentando na minha frente.

— Preciso lhe conta uma coisa.

— Eu já sei Bella. – respondeu ele serio. – você não perdeu a merda de memória nenhuma. Você se lembra muito bem de mim.

— Edward... – sussurrei, preste a me explicar.

— Não Bella, eu nunca menti para você e do nada você criar uma mentira idiota, você queria me deixa mais preocupado do que eu já estava? O que você ganhara com isso? Fiz a pergunta errada, garota o porquê fez isso?

Ele nunca havia falando tão serio comigo, como estava agora. Em seus olhos so haviam decepção.

— Eu ia embora, achei que você merecesse alguém melhor do que eu.

— Se eu quisesse alguém melhor do que você, não acha que eu já teria te largado? E isso não é desculpa, você sabe muito bem que eu nunca faria isso com você. – abaixei a cabeça. — Eu posso te amar Bella, mas certas idiotices eu não admito! Eu quase briguei com Alice porque ela veio dizer que você estava mentindo para mim. E ela estava certa.

— Edward, também não é assim.

— Se não é assim, então como é? – não respondi – Bella, eu realmente achei que você não fosse capaz de menti para mim. Você é o que? Uma Tânia da vida?

Eu admitia tudo, mas ele não poderia me comparar com a vadia da Tania, era melhor do que ela e ele sabia.

— Não me compare com a mal comida da sua ex.

— Mas você esta sendo igual a ela.

— Edward, eu não admito que fale assim comigo.

— Então tenha mais maturidade Isabella, porque enquanto não tiver continuarei achando que você é uma Tania.

— QUER SABER? CANSEI. PEGA ESSA TUA OPINIÃO E ENFIAR NO... – ele me cortou.

— Se esta cansada, o que ainda faz aqui? – ah, eu queria destruí completamente sua face e arranca seus ovos para doá-los aos cachorros.

Levantei da cadeira e entrei no restaurante bufando, eu estava atrás do povo quando os vi em uma mesa próximo a uma grande janela.

- Onde esta Edward? – perguntou-me Emmett.

— Espero que no inferno. – eles me olharam espantados, mas não comentaram nada a respeito. Sentei, ao lado de Alice.

— Ai está ele – comentou Elizah – estávamos te esperando para escolhemos a pizza. – continuou.

Porque sera que rapidamente a fome passou? Levantei da mesa.

- Perdi a fome. – Edward e eu falamos em uníssono.

— Aconteceu algo? – perguntou Nicke lentamente.

— Não, esta tudo perfeito e ótimo. Só a pirralha da tua amiga que me tirou a paciência. Ela não dar valor a ninguém. – disse Edward.

— meu rapaz, eu já lhe disse muito bem para onde você enfiar as suas opiniões.

— E eu não dou a mínima Bella – fechei minhas mãos em punho.

Como eu queria socar aquela cara perfeita dele. Respirei fundo.

Levantei a mão, decida a deixa minha marca em seu rosto. Quando ele a segurar, antes de encostá-la.

— Meta a mão na minha cara, se você aguentar outro de volta, criança. – ameaçou.

— Epa, Edward – Emmett disse se levantando.

— Eu vou embora, Emmett não bate em quem não vale a pena – falei puxando minha mão de volta, e sai pisando fundo na cerâmica.

— Já vai tarde – ouvi ele dizer.

Me virei.

— Hey Edward...- quando ele me olhou, apontei o dedo do meio para ele. E continuei a andar em direção a saída.

Idiota, viado, gay, imbecil, mal comido e tudo mais que haverá de ruim no mundo. Era a primeira vez que eu estava sentido uma raiva profunda por Edward Cullen.

Sair do estabelecimento, amaldiçoando Edward cada vez mais. Como ele poderia ter a decência de dizer que ia me bater? Que tipo de mostro idiota ele é?

Esperei um taxi.

— Bulgari Hotel – falei ao taxista e ele seguiu ate lá.

Eu sabia onde ficava nosso quarto, eu so tinha que ir na recepção, pega a copia da chave. Olhei para a janela a fora, observando as poucas arvores que passavam, a neve começou a cair sobre a cidade.

Porque ele não poderia ser mais compreensivo comigo? Eu estava preste a fazer o que julguei ser certo, e ele por sua parte poderia me entende. Sei que eu havia errado, mas oras. Quem um dia nunca errou? E eu aceitei meu erro.

Senti pequenas lagrimas abandonarem meus olhos, e se espalharem por minha face.
O taxista parou o carro em frente ao hotel e o paguei.

Porque se apaixonar é tão doloroso? E dolorosa ainda mais ouvi coisas inaceitáveis saindo da boca de seu amado. Eu sei que merecia tudo aquilo, mas ele vim me comparar com a Tania era algo sem limites.

Quanto mais eu tentava conhecer Edward Cullen, conhecer seu coração e o amor que ele sentia por mim, mas ao julga de suas palavras...

Fui ate a recepção e perdi a copia da chave, de bom gosto a atendente me entregou e desejou-me uma boa noite.

Essa era realmente, uma boa saída do hospital. Cheguei ao meu andar, e abri a porta com a chave.

Tudo estava do mesmo jeito que eu havia deixado antes de me entrega ao Edward. Tranquei a porta e deixei minhas coisas sobre o estofado, e segui em direção ao quarto.

Eu estava machucada, completamente destruída por dentro. Quando dizem que palavras doem mais do que tapas não estavam brincando, as vezes uma simples palavra lhe fere, como se algo pontudo estivesse entrando em seu peito, na direção de seu coração.

Fiquei deitada na cama, com os joelhos próximos ao peito. Eu não deveria chorar tanto, era melhor eu fica feliz porque nunca se saber o que é uma relação de verdade até a primeira briga.

Passei a mão no rosto, afastando as lagrimas. Porém, quanto mais eu as afastavam mais caíram... não sei quanto tempo fiquei naquela posição, até ouvi a porta de entrada ser aberta. Continuei imóvel na cama, esperando ele entra no quarto; coisa que não demorou muito.

— Bella? – perguntou Edward baixinho.

Afastei as lagrimas do rosto, antes de encará-lo.

— Oi – murmurei com a voz fraca.

Edward sentou-se na borda da cama e passou a mão no cabelo. Ele estava serio.

— Me desculpe, eu não queria te falado aquelas coisas a você. Eu estava com raiva, foi de momento. – disse olhando para mim.

Sentei-me na cama, sem desvia meus olhos dele.

— Você não deve se desculpar, eu que peço. Prometo nunca mais menti para você, isso não vai ser repeti. Eu só ia fazer o que julguei ser certo. – ele sorriu, mas não chegou aos seus olhos.

— Nós dois estamos desculpados, então.. – sorri, e quando fui me aproximar para abraçá-lo, quando ele se levanta da cama, me assustando.

— Não, Bella.

— Edward? Porque?! Já estamos em paz – eu não estava compreendendo mais nada. Pensei que ele não fosse rejeita um abraço meu, pensei que as brigas já tivessem acabado.

— Estamos, mas não significa que estamos juntos. – disse sem me encarar.


— C-como? – gaguejei, ele so poderia esta me zoando.

- É melhor ficamos longe.

— Ainda não entendi, onde você quer chegar.

Edward passou a mão no cabelo, deixando-o ainda mais bagunçado.

— Bella, acabou! – meu corpo que no momento anterior queria levantar da cama para abraçá-lo, se permaneceu imóvel.

— O que significa ‘Bella acabou!’, você quer dizer que... Dizer que dois nós...? – eu não tinha coragem o suficiente para concluir a frase.

— Significa que não existe Edward e Bella. Acabou para nós dois – o olhei abismada. – Você mesmo sabia que nós dois não tínhamos futuros juntos, era somente uma atração.

— Não era uma atração, eu realmente amo você Edward. – rebati.

— Isso não muda nada, foi bom enquanto durou.

— Mas podemos fazer dura mais – fiz meu corpo obedecer meu comando e sair da cama, ficando frente a frente com ele.

— Bella – ele segurou firme em meus ombros, encarando-me decidido – eu não quero – ele colocava cada palavra para fora lentamente. – Você não entende? Não temos futuros juntos. Tudo isso iniciou por minha culpa, eu não deveria ter me envolvido com você, eu deveria ter continuado com Renée desde o começo e você nunca passaria por tudo isso. E você é tão incompreensiva. Eu nunca sei quando você vai embora ou não. Toda vez que você fala que fica, você vai. Eu te amo, mais isso é demais. Eu não quero ter que ir dormir um dia contigo e acordar no outro sem te ter, sem ter nenhuma explicação da sua partida. Por favor, minha paciência era o limite e você vem brincando cada dia com ela. – ele tirou os braços do meu ombro.- Arrume suas coisas, vamos partir amanha. E-E pedirei a janta para você, quando chegar aviso – complementou, saindo do quarto.

Eu estava me sentindo vazia, isolada. Como ele poderia ter terminado comigo? Eu havia desistido de ir embora para fica com ele, fica somente com ele. Sentei-me na borda da cama, com o choro preso na garganta. Tudo isso não tinha sentido, o que eu havia feito de errado?! Foi apenas uma mentira, mas perdi desculpas. Havia algo de errado, eu sabia que tinha.

Eu lutava contra as lagrimas, mas como sempre elas venciam. Enquanto elas escorriam pelo meu rosto, eu tentava arrumar as malas mantendo minha mente sempre ocupada. Não era a coisa mais fácil do mundo, desisti de arrumá-las e sentei na cama olhando para o nada, tentando descobri o que eu havia feito de errado.

Duas batidas fracas na porta atrapalharam minha linha de pensamento.

— Pode entrar – respondi, afastando as lagrimas rapidamente.

— Sua janta já chegou, quer que eu a traga? – perguntou-me Edward.

— Não precisa, eu sei andar – ele concordou com a cabeça e fechou a porta do quarto.

Joguei uma água no rosto rapidamente, antes de sair do quarto. Vi Edward deitado no estofado assistindo tv, e a bandeja de comida na mesinha a sua frente.

— É frango, eu não sei o que você gostar – respondeu, quando tirei a tampa da bandeja ajoelhada a sua frente.

— É, você não sabe nada sobre mim – contra ataquei.

Peguei um pouco de arroz, macarrão e uma coxa de frango e coloquei no meu prato, junto com a farofa


— Tem vinho – disse ele, apontando para a garrafa de vinho e sentando-se no estofado.

— Eu sei – tirei a tampa que só estava encostada e coloquei na taça.

— Bella, eu sei que esta chateada comigo – Serio Edward? Como notou isso? . Pensei. – Mas saiba que tudo que faço é para o seu b... – o interrompi.

— Não venha dizer que é para o meu bem Edward, já sou bem crescida para saber o que é certo e o errado. Sabe o que eu não acredito? – olhei para ele – que eu desisti de ir embora, desisti de tudo para fica com você. Achando que me amava, mas não... Você ama meu corpo – ele rolou os olhos.

— Você quer ir embora, Bella? Vá, deseja ir para o Brasil? Fique a vontade, não há mais nada lhe segurando aqui. Por que enquanto não crescer mentalmente eu não a quero.

— Eu vou – respondi antes de pega a garrafa de vinho e derramá-la toda em Edward. – Nunca, nunca, iluda uma mulher Edward porque há suas consequências.

Coloquei a garrafa de volta sobre a mesa.

— E qual é? Joga vinho em cima de mim?! – perguntou-me com a raiva, enquanto limpava o rosto e levantava do sofá, ficando em pé.

Peguei meu prato, e minha taça ficando em pé.

— Não – respondi – Porque tudo que vai sempre volta, porque o que você esta fazendo comigo outra fará o dobro contigo – complementei, antes de entrar no quarto.

Eu não queria que nada disso tivesse acontecido, em poucas horas eu estava presa dentro de um hospital e agora eu estava presa dentro de um quarto lutando contra as lagrimas novamente. Se fosse para mim passar por isso, eu desejava nunca ter acordado.

Notas finais
Ok, eu gostei muito da decisão do Edward, cara. A Bella é indecisa demais, uma hora ela fica e do nada quer partir. Isso, Edwaaard, isso. u_u
Tracy diz "PEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEGA!
na lata dela u.u
Boa edzinho"
kkkkkkkkkkkkkk.
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