Meu Querido Padrasto.
35 Capítulo 24 - Parte 2.
Mas essa agora? Eu não sabia que eu tinha que sofrer para fica bem, melhor eu não sabia que TUDO ISSO era para o meu próprio bem. Sinceramente, Edward não bate bem da cuca.
— Quer saber? Eu vou tirar essa historia a limpo agora. – tirei toda a maquiagem do rosto, e desci.
A casa de Edward não era perto, mas também eu não estava a fim de chegar no fim. Voltei para a igreja e ainda havia uns convidados saídos, procurei por a Flavia e não a vi. Pelo menos ela não está aqui.
Dirigi em direção a casa do “meu padrasto”. Estacionei longe da casa, já que a rua estava completa de carros, a festa pelo visto seria no quintal – que eu nunca havia visitado – atrás da casa.
A noite já havia caído e vi de longe os dois dançando. Seria a primeira dança? Bom, não importa.
Fui me aproximando dos convidados e sentei em uma mesa, com as toalhas brancas e douradas, eu já estava ficando cega de tanto branco e dourado.
Belisquei alguns salgados que estavam sobre a mesa, evitando olhar para eles.
— mas você gosta de atenção, não é?
— O que você quer, Flavia? Quer conta a Renée que fui amante do seu namorado? Pronto, vá – cruzei os braços.
— Não – respondeu – acho que ela já sabe..
É eu também acho. Pensei.
Flávia sentou-se à mesa junto comigo, mas não trocamos nenhuma palavra. A musica terminou e os dois vieram na direção de nossa mesa.
- Ops – disse Flavia.
— Sabe Flavia, porque você não conta a ela? Ela vai agradecer e eu adoro um barraco – revirei os olhos.
— Boa idéia – sorriu.
VACA,VACA, VACA, VACA.
- Filha, porque você saiu daquele jeito da igreja? – mamãe perguntou com o sorriso de orelha a orelha.
— Filha? – quis saber Flavia.
— Isso, eu sou filha da Renée. – respondi.
— Nossa!
— vocês duas já se conhecem? – perguntou mãe.
- Aham – respondi toda sorrisos.
— Renée, você quer vinho? – perguntou Edward, antes de lhe dar um selinho.
Quero vomitar socorro.
- Claro amor. – Edward deu o fora.
— Então de onde vocês se conhecem? – quis saber minha mãe.
— Você lembra daquele jantar, que tive com o Edward? – Perguntou Flavia – então, sua fi... AAAAAAAI – Flavia gritou.
Meu salto havia acabado de machucar seu pé. Ela encarou-me mortalmente, sorri.
— Esta tudo bem Flavia? O que ouve?
— Nada – sorriu forçado. – apenas me assustei com um bicho que estava na minha coxa. Renée você pode pega um pouco de salgado para gente? A Bella comeu todos. – mentiu Flavia.
— É mãe, eu como tudo. – ironizei.
— Claro, já volto meninas – ou mamãe era tosca de mais, ou preferiu acreditar no que acabou de aconteceu.
— Esta com medo Bella?
— Eu? Nunca Flávia, só que isso é assunto de família e você não tem nada com o assunto. Então entenda uma coisa, conte a mamãe e você será uma mulher morta. Entendeu Flavinha?
— Está me ameaçando, Bellinha?
Sorri.
— Agora estamos falando na mesma língua.
— Voltamos, aqui está – mamãe colocou a bandeja de salgados sobre a mesa.
Flavia levantou-se meio mancando e foi abraça-la.
— Desejo toda a felicidade do mundo para vocês, e espero que a Bella tenha um irmãozinho em breve – as duas riram e depois Flavia foi abraçar Edward.
— Estávamos providenciando isso – respondeu mamãe seguida de uma piscadela.
Era só o que faltava.
Foi minha vez de levantar, abracei mamãe.
— Parabéns, lhe desejo tudo de bom – sorri forçado e fui abraçar Edward.
— Oi, papai – ironizei e ele segurou o riso. – Lhe desejo profundamente, que você pegue uma doença em sua lua de mel e morra. E que o seu amiguinho não suba, há já ia esquecendo que quando vocês saírem daqui, o carro caia em algum morro e exploda – amaldiçoei sussurrando no ouvido dele.
Ele olhou-me assustador.
— Obrigado?! – não era uma afirmativa e sim uma perguntava.
— Não há de que, Edward.
Fiquei mais um pouco na festa, ate o momento que mamãe e Edward saíram a caminho da lua de mel. Sim, eu desejei tudo aquilo ao Edward e espero que realmente aconteça. Quero dizer, menos a morte, mas a parte do Junior não subi torço profundamente.
- Então, boa noite, Bellinha. – Flavia me abraçou, e não retribui.
— Tenho cara de, cadela? – perguntei assim que ela se afastou.
— Logico que não, Bellinha.
— Loira de farmácia, então para de me chamar de Bellinha, oras.
— Mas é tao fofinho.
— Sabe o que é fofinho? Um murro no meio da tua cara. – sorri irônica.
— Não quero nem discuti contigo. Tenho mais o que fazer...
— É, você tem que dar em cima de outros homens.
— Você é tão engraçada.
— Eu sei. – revirei os olhos.
Afastei-me dela e fui em direção a saída, eu teria uma semana de folga tanto no trabalho quando em casa, existe algo melhor do que isso? Deixa que eu respondo, não. Isso era maravilhoso, machucava, mas era maravilhoso.
Voltei-me para casa, deixando o sapato no hall de entrada. Como na festa eu havia comido um pouco então a fome não estava doendo, tomei um banho quando cheguei no banheiro do meu quarto, vesti um blusão com um shot vermelho por baixo e joguei-me na cama caindo em um sono profundo.
x.x
Acordei pela a manha com o raio de sol, invadido a brecha da cortina. Virei de lado tentando recuperar o sono perdido, quando a imagem de Edward e Renée rodou em minha mente, imaginei os dois em um só corpo, duas bocas em uma.
Tá chega, eu não devo pensar nessas coisas. Nem mortinha.
Sabe a sensação da ficha ainda não ter caído? Edward casou com minha mãe, ambos estavam em lua de mel e eu teria a casa somente para mim e meus amigos não haviam me ligado a nenhum minuto. Será que sou tão adorada por eles?
Levantei-me e arrumei minha cama , fui ao banheiro fiz toda minha necessárie. Vesti uma blusa lilás com uns dizeres em amarelo chamativo ‘MORRI’ e minha calcinha rosa e assim fiquei pela a casa. Desci e fui fazer meu café da manhã.
Um misto quente e Nescau.
Acabei de comer tudo e limpei, subi ao quarto peguei um livro “Romeu e Julieta” [n/a: não consegui lembrar de outro livro KKK] e voltei para a sala. Fazia tempo que eu não o lia, comecei o primeiro capitulo quando a campainha soou.
Levantei e fui ate a porta, olhei pelo o olho mágico. Fala serio, o que ele esta fazendo aqui? Me atazanar?
— Já vou – gritei com a porta ainda fechada.
Subi ao quarto, vesti uma bermuda e desci.
— O que faz aqui? – perguntei assim que abri a porta.
— Precisamos conversar, é importante. — ele estava em pé, com as mãos no bolso da frente e um olhar
— Jacob, eu não tenho nada para conversar com você. Acabou, vai em embora.
— Bella, por favor. Me ouve.
- você tem um minuto. Entre – afastei-me da passagem, para dar espaço.
Jake entrou e foi direto para a sala.
- Então, o que tem a me dizer? – cruzei os braços. – Você tem exatamente, 45 segundos. – completei.
- Me desculpe. – nhã?! Estou perdendo algo? – Eu acho que estou me apaixonando por você, não, eu não acho eu tenho certeza. Bella eu sei como é o meu jeito, sei que muitas vezes falo coisas que magoam, mas Bella com você é diferente. Eu não sei o que você fez comigo ou qual foi o tipo de macumba – sorriu – mas eu estou adorando.
- Jacob, sobre o que você está falando? Eu não estou lhe acompanhando.. –passei a mão no rosto – você está gostando de mim?
- Estou, e você não sabe o quanto.
— Stop. Você não pode esta gostando de mim, você não gosta de mim você só gosta de si mesmo.
— Bella, você foi a primeira pessoa que me deu um fora, a primeira pessoa que me deu não e a única que me tratou como um cara qualquer. E isso eu lhe admiro muito, e sei que você não gosta de mim do mesmo modo que gosto de ti. Mas pelo menos me deixe ser seu amigo e me perdoe por tudo que fiz e falei.
- você não vai desistir, certo?
— Certo – sorri sem jeito.
Meu cérebro começou a trabalhar, eu precisava de Jacob não do modo como ele achava, mas sim como meu motorista. Melhor dizendo, alguém precisaria me ensinar a andar de moto! Achei que passaria uma semana mofando em casa, mas agora sei que não tão lerda.
— Sabe dirigir moto? – perguntei.
— Sei, mas.. Porque?
- Estou pensando em comprar uma moto, sabe.. novas aventuras. E antes eu esqueça, claro que lhe perdoo Jake. Mas por enquanto eu só quero amizade, pretendo não entra em nenhum relacionamento.
— Obrigado. Deixa eu ver se entendi direito, você quer adrenalina na veia?
— Isso – sorri.
— Então para isso queres uma moto?
— Aham, e alguém para me ensinar... se você é claro.
- não acha que isso é uma estupidez e você pode se machucar feio.
- Eu sei, apenas quero aproveitar minhas férias da escola e de família. E não sei como fazer melhor.
— Ok, vamos comprar uma moto.
— sério? Você esta falando serio?
— Estou.
— Espere, eu vou pega a carteira já volto. – subi as escadas em dois e dois degraus.
Eu não usaria minha poupança, onde cada vez que eu recebia a metade ia para o banco para se usado em alguma emergência ou algo do tipo. Mas eu sabia que essa não era a hora de mexer nesse dinheiro, por isso tinha outra fonte.
Fui direto ao quarto da mamãe e peguei sua carteira que estava no closet.
Ela não ficaria com raiva não é? Eu so vou pega um cartão e ela nem notara... ate a fatura chegar.
Tirei um cartão e coloquei a carteira no lugar onde estava, passei no meu quarto. Calcei um tênis, peguei uma bolsa, carteira – com o cartão já dentro dela – celular e uma fivela para cabelo, e joguei tudo dentro da bolsa e desci pulando.
— Vamos? – perguntei.
— Claro, mas tem certeza que quer isso mesmo?
— Logico, nunca tive mais certeza na minha vida. – saímos de casa e passei a chave na porta. – e sabe o que seria ainda mais legal? Fazer uma tatuagem.
— Nem pensar. E temos que passar em casa primeiro, pega um carro maior para trazer a moto.
— Tá Ok. – Entrei em sua Mercedes vermelha – mas seria legal seria. Imagine Jacob meu nome tatuado na costa, Isabella com umas borboletas.
— Bella ficaria melhor, com umas estrelas. – ligou o carro e fomos em direção a La Push.
— Então você aprova?
- Não, só estou lhe dando minha opinião.
- Você é muito chato, Jacob – ele gargalhou. — Mas sobre a moto estou falando serio. – ouvi ele bufar.
— Sobre as motos eu sei, e vamos comprar... Mas fique ciente que você pode se machucar.
— Quero correr o risco.
A viagem em direção a La Push foi bem rápida, não havíamos tocado no assunto “Bella e Jacob” e eu estava agradecendo. Primeiro, eu queria aprender a dirigi depois veríamos no que isso poderia dar.
Posso esta fazendo a mesma burrada novamente, mas não será nada injusto abusa de Jake um pouco e ainda mais rouba seu tempo. Realmente ficar em casa criando teias, não é nada divertido e além do mais, eu tinha que deixa mamãe com raiva.
Jacob estacionou o carro em frente a sua casa e desceu.
— Vou pegar o outro, já volto – avisou antes de entra na mansão Black.
Eu ri, é melhor eu parar estou para fica surtada.
Desci do carro, fiquei encostada no mesmo esperando por Jacob.
Não demorou muito a garagem de Jake abriu-se e ele saiu dirigindo uma picape preta, eu não estava acostumada a ver Jake dirigi um carro tão simples? Talvez fosse minha imaginação traindo-me, mas era ele.
Jake estacionou na rua principal, e fui ate o seu encontro.
— a Mercedes ficara no lado de fora? – perguntei assim que abri a porta para entrar.
— Aham, não há perigo. – dei de ombros – alguns meses atrás, Os Marks estavam vendendo umas motos, estou pensando em dar uma passada por lá ou você prefere uma novinha da loja?
— Não, está ótimo uma de segunda mão. Vamos ate lá – eu estava animada, minha primeira moto, seria melhor se fosse uma novíssima. Mas uma usada esta boa também.
Chegamos rápido, na pista norte de Russell Avenue, logo avistamos a casa dos Marks um pedaço grande de papelão encostado na caixa de correio, com letras pretas legíveis chamou minha atenção. Havia duas motos em perfeito estado, uma vermelha e outra preta e ao lado a placa de VENDE-SE.
Olhei para Jake e ele sorriu.
— Elas estão bem novas – comentou Jake assim que estacionou.
— lógico, quem em sã consciência iria querer andar de motos em Forks? – ele deu de ombros.
Caminhei com Jake ate a porta da frente dos Marks e toquei a campainha.
Um dos filhos dos Marks abriu a porta, era o calouro da escola. Ele olhou para mim com a testa enrugada e em seguida para Jake.
— Jacob Black? – perguntou, surpreso.
- Quanto quer pela a moto? – Jake perguntou, apontando o polegar sobre o ombro para a placa de vende-se.
- Está falando serio? – perguntou ele.
— Estou com cara de quem está brincando?
— Não, claro que não.
— Quanto?
— 300.
— Dou 500, aceitam cartão? – apressei-me a dizer e Jake olhou-me curioso.
Dei de ombros.
— Aceitamos, um segundo – o filho dos Marks entrou, e quando voltou trouxe aqueles objeto de cartões [n/a: tô com amnesia, eu esqueci o nome >< Mas vocês sabem qual é.]
Tirei o cartão da carteira e lhe entreguei, ele passou no objeto e eu digitei a senha.
— Obrigado – agradeceu devolvendo-me o cartão.
Guardei tudo de volta ao lugar e sorri.
— Querem alguma ajuda? – perguntou ele.
— Não, obrigado e vamos levar a vermelha?! – disse Jake.
— Isso – concordei – a vermelha. – sorri.
Fomos ate onde as motos estavam, e Jake pegou a vermelha e o ajudei a colocar na traseira da picape, deitando-a de lado com cuidado para não arranhá-la.
- Pronta? – perguntou com os olhos brilhando quando entramos no carro.
— Pronta – eu disse, mas não me sentia tão animada quanto antes; a idéia estava começando a me assustar.
— Conheço um lugar perfeito, para você praticar. – disse com a voz alegre.
Ele dirigiu ate o sul, saindo da cidade. A estrada de terra entrava e saída sinuosa do bosque – às vezes não havia nada além de arvores e depois, tínhamos o emocionante Pacifico. Jake dirigia devagar, deixando-me admirar a paisagem.
Chegamos finalmente ao tal lugar, onde eu iria aprender. Sinceramente, agora eu estava nervosa.
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