Meu Querido Padrasto.
7 Capítulo 6
Alguns minutos depois
– Bella, ele disse realmente o que você acabou de me dizer? – falou Nicke pelo o celular.
– Quantas vezes eu vou ter que repetir? Virou surda agora? Sim, ele disse que queria ter me conhecido primeiro.
– Nossa amiga, abalando o coração até do padrasto.
– Cala a boca!
– Mas espera aí, se ele disse isso é porque aconteceu algo antes? Sei que esta me escondendo o jogo, põe tudo pra fora.
– Tudo o que? Ele só disse isso. – menti.
– E se eu descobrir a verdade, o que faço contigo?
– Ta bom, ta bom. A gente se beijou. – o outro lado do telefone ficou mudo.
– Nicke? Ta ai? – continuou mudo, meu Deus o que será que aconteceu?
– Monize? Fala sua anta!
– Monize acabar de ser enterrada por conta da notícia que recebeu. – ela disse séria.
– Hey praga, você vai ficar de sacanagem comigo?
– Tipo assim? Vocês se beijaram? Trocaram língua com língua?
– Não, ele me jogou no sofá e me fez gemer.
– Sério?
– Lógico que não.
– Poxa. Mas como foi o beijo?
– Como qualquer outro, só muda que o sabor é diferente. Quero dizer... Sabe quando você prova algo doce mas que não dá para enjoar? A cada segundo você quer mais e mais? Pois então.
– Eu posso provar desse doce? – ela respondeu com a maior calma do mundo.
– Não. – falei by Browse to Save\">rápido – Se você algum dia der em cima dele. Ai será “Era uma vez a Nicke...”
– Ai credo, to brincando – ela riu no outro lado – não quero entrar nessa disputa. Porque, aliás, Renée é adversária, então ao tenho chances contra ela.
– Nem me lembre disso. Amiga vai ser difícil eu vê-lo como meu padrasto, toda hora vai passar a cena do beijo.
– Hey, Bella, ele pode esta começando a gostar de você e aposto que ele ficou com ciúmes do Emm.
– Ciúmes de que? Eu e Emmett não temos nada.
– Mas ele não sabe disso né?
– Nicke, o Edward tem idade para ser meu irmão.
– Mas ele não é, então aproveita.
– Voce não sabe falar sério não? Você fala isso porque não esta vivendo o que eu vivo. Você não tem mãe para saber o que estou sentindo. – ops, fiz merda.
– Eu não tenho culpa nenhuma se minha mãe morreu, eu preferia ir no lugar dela. Então não venha abri a porra dessa boca para fala alguma coisa.
– Desculpe, saiu sem querer amiga. Eu não queria.
– Mas saiu, você sabe que se eu soubesse o que te dizer já teria dido. Eu realmente não sei o que te dizer, lógico que não sou louca de dizer para você fica com ele. E você melhor do que ninguém sabe que ele não vai se contentar apenas com uma ficada.
– Eu sei. – falei cabisbaixa.
– E você também sabe, que só vão ficar se VOCÊ quiser. E aposto que quer. – ela afirmou.
– Eu quero.
– Mas você não pode querer.
– Eu sei, mas quero.
– Então que se dane, fica com ele e pronto. Bella, você sabe que não mandamos no coração. E sua mãe não pode fazer nada contra isso. Muito menos você!
– Sério, eu sou muito sortuda. – ela riu.
– Você sabe que esta fodida.
Ouvi um barulho no andar de baixo.
– mamãe chegou, tenho que desligar.
– Ok, boa sorte ai. Te amo amiga.
– Eu também e obrigada. – desligamos.
Desci as escadas para dar a bença a mamãe, quando parei no meio da escada.
Eu não acredito, só devo ter tacado pedra na cruz. Ele ficou me olhando preocupado.
– Olá, Edward.
– Tudo bem, Bella? – ele perguntou quando desci.
– To levando e você?
– To bem – mas seus olhos diziam muito mais que bem.
– Bença mãe – disse quando a vi, ela olhou-me preocupada.
– O que houve, Bella? – ela perguntou.
– Nada – respondi rápido demais.
– Isabella... – ela insistiu.
– Mais tarde conversamos – não tinha como esconder nada dela, ela me conhecia tão bem, melhor do que eu mesma.
Ela concordou.
– Vamos, amor. Filha qualquer coisa estou lá no quarto.
Assenti e ela saiu puxando Edward que sussurrou um desculpe.
Eu comecei a me sentir mal, comecei a desejar que fosse eu que estivesse puxando-o para cima, que fosse EU a namorada dele, isso já era pedir demais. Eu jamais teria tanta sorte assim.
Subi para o quarto totalmente desanimada e me sentei na cama olhando para a porta, com a cena do beijo rolando em minha mente como um filme. Eu não devia de jeito nenhum ter lhe beijado, foi estupidez, fraqueza. Se vê-lo aqui em casa já não será fácil, quem me diz trabalhar com ele.
POV EDWARD
– Olá Edward – disse Bella parada no meio da escada, com uma ruga de preocupação. Eu queria saber o que lhe incomodava, eu queria conversar com ela e dar até uns beijinhos se fosse possível. EU SOU UM VERDADEIRO SAFADO.
– Tudo bem? – perguntei a pergunta mais óbvia.
– To levando e você? – com certeza ela não estava bem.
– To bem – não, eu estava muito mais que bem.
– Bença, mãe – disse Bella a Renée. Era estranho, quando eu via Bella eu esquecia de tudo e de todos, até de minha namorada.
– O que houve, Bella? – Renée perguntou notando a preocupação da filha.
– Nada – Bella respondeu rapidamente, sinal que ela estava mentindo.
– Isabella... – disse Renée assumindo papel de mãe.
– Mais tarde conversamos – disse Bella olhando para mim por uma fração de segundos.
Renée sabia que algo estava errado. Para começar eu não queria vim aqui, não queria vê-la por enquanto. Sabia que ela precisava ficar sozinha. E nem eu sabia como ia me sentir quando a olhasse.
– Vamos, amor. Filha qualquer coisa estou lá no quarto. – disse Renée me puxando. Quando passei por Bella sussurrei um desculpe, eu não queria que ela visse isso, não queria mesmo.
Subimos para o seu quarto, e Renée veio me beijar coisa que eu queria — isso antes de conhecer Bella.
– Aconteceu alguma coisa com a Bella – falei encarando-a
– Eu sei, ela esta triste e preocupada – ela notou – e esta diferente, eu conheço minha filha quando algo esta errado.
– Hmm – falei olhando para o espelho.
– Mas ela não é a única que esta preocupada – a encarei.
– Não entendi.
– Você esta diferente Edward, aconteceu algo que eu não sei. – disse Renée direta.
POV BELLA.
“ Fome, fome, eu quero comer” — dizia minha barriga.
Minha barriga não parava de roncar de fome, eu queria ir jantar, mas tinha medo de me deparar com alguma cena indesejável.
– Respire fundo Bella que a fome logo passa – falei para mim mesma.
Parecia que aumentava cada vez mais, é claro. Eu só comi de manhã e já ia dar 20:00h.
“Quer saber eu que não ficarei aqui morrendo de fome” – sai do quarto com esse pensamento, fechei a porta atrás de mim fazendo o mínimo barulho possível eu não queria ter que ver minha mãe e Edward saindo do quarto, não seria nada agradável de se ver.
O meu medo era que eles não estivessem mais no quarto e sim na sala se pegando, mas para o meu grande alívio e felicidade não havia ninguém na sala. Às vezes sou sortuda.
Minha barriga já estava começando a implorar por fome, fui direto para a cozinha. Entrei na cozinha e não acreditei no que meus olhos viram, isso devia ser mentira, uma alucinação, uma brincadeira de mau gosto.
Minha mãe estava sentada em cima da mesa com as penas ao redor da cintura de Edward, ambos praticamente se comendo. A mão de Edward estava entrando pela a blusa de mamãe enquanto ela o puxava mais para si. Sabe aquela vontade imensa de chorar? Mas sem saber do real motivo? Ou eu sei? Tanto faz ou tanto fez.
Eu queria sair da cozinha, eu queria subir para o quarto. Eu quero fazer minhas pernas me obedecerem. Mas era algo impossível. Céus o que esta havendo comigo? Eu tinha que me acostumar com isso. Ele era o namorado de minha mãe.
E meu querido padrasto.
Ele era um fruto completamente proibido, algo que eu queria, mas não podia. Algo completamente insano.
– Bella ? – Edward perguntou se separando de mamãe.
– Desculpe atrapalhar – sai da cozinha correndo, já começando a senti as lágrimas molhando meu rosto.
Meu Pai, porque estou chorando? Eu não tenho motivos. Eu não sabia o que eu tinha, era como se estivessem furando minha pele lentamente – torturando-me.
Eu já tinha resposta para minhas lágrimas, só não queria confirmar a mim mesma. Porque isso era loucura, ele... ele...
Joguei-me na cama me amaldiçoando, com tantos caras no mundo porque tinha que ser ele? Porque eu tinha que começar a gostar dele? Isso não ia ser fácil!
Porque eu aceitei a trabalhar com ele?
Eu mesma estava me fazendo sofrer, eu estava transformando minha vida em um drama.
A fome nessas alturas havia até passado. Fechei os olhos tentando esquecer tudo, mas era pior, ainda passava em minha mente. Continuei com os olhos fechados, tentando pensar em outras coisas, ate que adormeci.
Quando acordei olhei no relógio do criado mudo, eram exatamente 2:30 da madrugada, eu havia sonhado com uma melancia (?) e depois o rumo mudou, me vi dentro de um carro de mãos dadas com um homem – estranho -, o carro logo parou e ele desceu, eu não consegui me lembrar de onde estávamos exatamente, um restaurante? Sorveteria? Shopping? Cemitério? Ta bom, sei que não estávamos no cemitério, mas tudo é possível
A porta do meu lado se abriu, e ele estendeu a mão para me levantar. Eu não conseguia lembrar seu rosto, sabe quando você sente que já viu aquela pessoa de algum lugar mas não lembra de onde? Então... Esse não era o meu problema. O meu problema era que eu já senti que conhecia essa pessoa mas sem saber quem era.
E acabava ai, meus sonhos sempre foram bastante explicativos, mas esse estava sem pé e sem cabeça, era como um quebra cabeça, só que faltando a ultima peça a se completada.
Minha barriga começou a doer. Eu que não vou mais descer, pra que? Vai eles estão se comendo em cima da mesa.
“ Fome, fome, fome” – minha barrica roncava.
Ta chega, eu já estou alucinando. Desde quando barriga fala? Hein, Hein?. Ah que dane, vou descer para comer assim mesmo, eles já devem esta no quarto. Lembrar do que eu vi, ainda doía. Lógico, faziam apenas algumas horas.
Desci as escadas normalmente, mamãe dormia como pedra, aposto que não acordaria.
Passei pela a sala, vi algo em cima do sofá, mas nem liguei e fui para a cozinha. Começou a me dar uma louca vontade de comer melancia – estranho – ela ainda não estava cortada, estava inteira (lógico se ela não estava cortada, significa que ela estava inteira.)
Coloquei-a em cima da mesa e fui atrás de uma faca, abri a gaveta e vi uma faca que me seduziu. Ta parei.
Arrumei a faca direitinho em cima da melancia quando ia meter força, colocam uma mão em cima da minha.
Meu coração só faltou sair pela a boca.
– Se você queria me matar, porque não disse logo?
– Desculpe-me, Bella a gente – ele deu uma pausa – hum, er, nós poderíamos conversar?
Eu não havia olhado ainda para o rosto dele, mas sentia sua respiração ofegante bater contra minha pele.
– Edward, me deixa comer primeiro, porque eu sou capaz de engolir uma vaca inteira. – ele riu baixinho.
– Voce vai comer essa melancia? Se for eu corto pra voce.
– não, Edward, eu tava afim de fazer um olhinho nela para o dia das bruxas. — ironizei — E claro que vou comer. Tive um sonho com melancia e me deu vontade de comer.
Ele se afastou de mim vindo para o meu lado. Olhando-me interrogativo.
– Você esta grávida? – ele perguntou baixo. Segurei-me para não revirar os olhos.
Quer saber, vou brincar um pouquinho com ele.
– Como você descobriu? – fingi um certo espanto – Edward... por favor – pausei dramaticamente.
– Bella a Renée sabe disso? – ele perguntou sério.
Abaixei a cabeça e mordi os lábios para não rir de sua cara.
– Pelo jeito ela não sabe. – eu precisava olhar seu rosto, mas eu tinha medo de rir.
Levantei a cabeça lentamente e ele estava de braços cruzados olhando-me sério.
“Respire fundo Isabella” – pensei
– Você não vai dizer nada, Bella?
– Vou – respirei fundo – vou dizer que você sempre acredita em tudo que falam – falei rindo.
– Não estou entendendo. Você então não esta grávida? – ele falou espantado.
– Aham – concordei rindo.
– Então, você ainda, sabe como é...
– Edward, eu ainda sou virgem – ops. Meu Deus, Meu Deus, Meu Deus. Alguém me enterra?
Edward começou a sorrir.
– Que bom. – alguém taca fogo em mim? POR FAVOR.
– Mas o que você queria conversar? E você pode por favor cortar logo essa melancia?
– Perai, se voce não esta grávida então para que melancia? – revirei os olhos.
– Edward o que a gente faz com a melancia? – ele riu e começou a cortá-la e me deu um pedaço.
– Então o que queria conversar? – perguntei novamente dando uma mordida.
– Sobre a gente. – ele respondeu encarando-me.
– Sobre a gente? Edward nunca houve a gente e você sabe que nunca vai haver.
– As coisas mudam.
– Poupe-me.
– Eu não queria que você visse aquela cena de mais cedo.
– Mas vi, pouco importa. Tenho que me acostumar com isso.
– Bella mas...
– Edward, não é nada demais, você é namorado da mamãe, então pode e deve ficar se agarrando com ela, quem sou eu para proibir algo? E entre a gente só foi um beijo, APENAS um beijo, sem sentimento algum. – falei, saindo da cozinha e levando a bandeja de melancia junto comigo para o quarto. – Tudo que eu havia dito era mentira, claro que havia rolando sentimento (por minha parte) mas eu não sabia quão forte poderia ser.
Notas finais
Enfim, se você gostou deixe um comentário abaixo dando a sua opinião, tirando dúvidas e o que quiserem, pois são todos respondidos.
Próximo capítulo: Com mais de OITO COMENTÁRIOS.
Um grande beijo, até o próximo.
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