- Não atende – sussurrei encostando minha cabeça em seu peito.

— Pode ser importante – respondeu e se afastou de mim. Ele tirou o celular do bolso e olhou no visor. – É a Renée, tenho que atender. – concordei com a cabeça.

Peguei minhas malas tentando arrastá-las para o quarto, o coração a mais de mil.

Coloquei as bagagens próximo a cama, tirei o colar que Edward havia me dado e coloquei sobre a cama e fui ao banheiro.

Fui ao grande banheiro branco para tomar um banho, tentei manter minha mente ocupada, decorando cada azulejo do banheiro ou sentindo a água quente bater na pele.

Saí do banho enrolada na toalha e escolhi uma roupa da mala.

Dois toques na porta, e ouço a voz de Edward.

— Bella, posso entrar? – perguntou antes de abrir a porta.

— Entre – não havia mais sentindo ter vergonha de ficar apenas de toalha pra ele, na verdade ele já havia me visto nua. Tá certo, que agora ele é meu padrasto, mas tanto faz.

— É-é... – gaguejou, segurei o riso – quer dar uma volta por Milão? – perguntou olhando para a toalha, e as mãos fortemente nos bolsos da frente.

— Claro, por onde? – perguntei, colocando o malão de roupa em cima da cama.

Abri a mala e Edward se aproximou sentando na cama ao meu lado.

— Como você não conhece nada, podemos começar pelo Santa Maria Delle Grazie.

— Eu olhei no google uns anos atrás e gostaria de conhecer o Giardini Pucclici. – respondi olhando umas roupas.

— Podemos visitar também e gostei dessa blusa. – respondeu olhando para uma blusa que eu havia separado para usar.

Era branca de gola alta e mangas compridas, peguei uma calça jeans e minhas peças íntimas.

— Vou me vestir, já volto – avisei e fui em direção ao banheiro.

Fui ao banheiro, me vesti rapidamente e voltei para o quarto arrumando a gola no pescoço.

— Está linda – elogiou-me Edward.

— É... Obrigada – murmurei indo em direção à minha nécessaire de maquiagem.

Passei um pó compacto no rosto, seguido de várias camadas de rímel preto e um batom vermelho com fundo rosa.

— Não se esqueça do casaco ou vai querer dividir o meu? Sabe que eu não me importo.

— Há há – Forcei uma risada – é uma oferta muito tentadora, mas não.

— Se quiser – Edward piscou levantando da cama. – Vou tomar banho, tem toalha no banheiro?

— Tem sim. – respondi a ele – Se quiser uma ajuda no banho. – zoei.

— Adoraria – ele disse e eu gargalhei.

– Te manca rapá – joguei uma peça de roupa em seu rosto, fazendo-o rir.

Edward entrou no banheiro enquanto eu escolhia um sapato. Peguei um salto fino preto e meu casaco grosso. Usaria meu cabelo solto como sempre, e coloquei dois brincos de argolas nas orelhas e o cordão que havia ganhado de Edward no pescoço.

Se eu ficasse no quarto talvez Edward saísse do banho, e eu ficaria babando com o seu abdômen. Então mais longe melhor. Fiquei na sala, sentada esperando por ele.

— Já esta pronta? – ele perguntou quando peguei uma revista para ler.

— Aham. Estava esperando por você. Aliás, você se arrumou rápido. – olhei para ele.


— Ainda não estou pronto, vim pegar minha mala. – Edward estava com a toalha branca enrolada na cintura, deixando seu peito nu a mostra, eu podia contar os quadradinhos que havia, se eu não estivesse tão entretida no pingo d’agua que escorregou de seu cabelo dourado, deslizando pelo seu abdômen e se perdendo em sua curva que começava a se esconder na toalha.

Por Favor, Por favor. Que essa toalha caia. Amém.

— O que foi Bella?

— Nada, por quê? – eu estava sem ar com tanta beleza.

— Você não para de me olhar, está sentindo falta desse corpo? – revirei os olhos.

— Vá logo se arrumar antes que eu desista. – falei desviando o olhar do seu corpo e tentando voltar a atenção para a revista que estava em minhas mãos.

Vi pela minha visão periférica Edward se abaixar para carregar suas duas malas, porque essa toalha não pode cair? Realmente alguém lá em cima não gosta de mim. Pensei.
Edward voltou para o quarto, enquanto eu hiper-ventilava na sala. Como era possível um homem ser maravilhoso desse jeito? E ainda por cima estar no quarto ao lado trocando de roupa?!

— Vamos – falou atrapalhando minha linha de pensamentos.

Olhei para ele, o mesmo vestia uma blusa preta de gola em ‘V’, uma calça jeans, e um tênis branco lindo. E o casaco marrom no braço.

— Estou pensando seriamente em desistir, e Edward você não penteia esse cabelo não? – perguntei ficando em pé.

— Não – sorriu – bagunçado me deixa com ar de sexy. – com essa eu tive que gargalhar.


Edward passou a chave na porta quando saímos e fomos em direção ao elevador.

— Bom dia – cumprimentei as outras pessoas que estavam dentro.

— Quer almoçar aqui no hotel, ou prefere ir ao restaurante? – perguntou ao meu ouvido.

— Tanto faz, vamos almoçar fora. É melhor. – ele sorriu e esperamos o elevador descer ate o térreo.

A porta se abriu mostrando o saguão de entrada, saímos juntos com os outros hóspedes.

— Para onde vamos primeiro? – perguntei a ele.

— Há um lugar que sempre gosto de visitar quando venho pra cá.

— Odeio mistério, Edward – fiz bico.

— Que culpa eu tenho? – deu de ombros.

Assim que saímos do hotel, conseguimos um táxi. Pelo menos não teríamos que ficar acenando feito uns idiotas.

— Ao Giardini Pubblici, por favordisse Edward ao taxista quando entramos.

Nós dois estavamos no banco traseiro, Edward passou um braço pelo meu ombro e eu descançei minha cabeça em seu ombro.

— Então, há quanto tempo vocês dois estão juntos? – perguntou o motorista nos olhando pelo o retrovisor.

— Desculpe, eu acho que não entendi a pergunta. – Eu havia entendido, só queria saber se eu havia ouvido direito.

— Me desculpe, eu achei que vocês dois estavam juntos. – forcei um sorriso.

— Não, ele é meu pai. – tá certo, Edward nao era meu pai eramos ex-amantes, mas era legal ver a cara de irritado dele.

O taxista olhou pelo o retrovisor com uma cara que não havia acreditado.

— Na verdade, sou padrasto dela. – Edward corrigiu.

O taxista voltou a nos olhar pelo o retrovisor, mas nao comentou mais nada durante todo o trajeto.

Olhei para as paissagens que passavam correndo por nós, mas eu estava incomodada, não por causa do frio e tão pouco pelo os carinhos que Edward estava fazendo no meu braço, mas sim pelo o que poderia acontecer essa noite.

Dois ex amantes no mesmo quarto, a noite e sozinhos. Isso sairia perfeito se [i]ele fosse solteiro.[/i]

O táxi parou em frente à uma praça linda, coberta de neve. Saí do táxi e esperei por ele.

— Bem vinda ao Giardini Pubblici – disse Edward entrelaçando nossos dedos.

— É lindo Edward – falei admirando-o.

Eu não estava exagerando, o parque era realmente fantástico mesmo com a neve sobre a terra, dava um ar romântico. Havia alguns casais namorando aqui e acolá, e umas crianças brincando de guerra de neve.

— Hoje é o nosso único dia de descanço – disse ele, enquanto caminhavamos – Amanhã começa o trabalho.

— Trabalho para você, eu apenas tenho que ficar fazendo as anotações da reunião. – comentei.

— É, mas não sabemos quantas horas precisarei para convecê-lo a fechar o negócio.

— Você é bom em convercer às pessoas. – pisquei – Logo, logo sairemos do escritório dele e com os negócios fechados.

Caminhamos mais um pouco, até que Edward me chama para sentarmos em um banco.

— Vamos sentar um pouco – comentou Edward me arrastando para o banco.

Sentei ao seu lado, e a nossa frente um pouco ao longe as crianças brincavam com a neve.

— Se quiser me dar aquele beijo agora. – falou ele.

Eu queria, mas antes eu precisava de algumas respostas.

— Edward, você sempre disse que me amou e blá,blá. E na primeira oportunidade se casa com minha mãe! Que tipo de amor é esse? E pior, no dia do casamento de vocês, você me deixa um bilhete escrito: “Sinto muito, mas é para o seu bem”. Que tipo de amor é esse o seu?

— Bella, eu queria tanto poder lhe explicar... Mas não posso.

— Porque não? Dê-me uma desculpa convincente.

— Isabella, não é tão simples quanto parece e sim casei com sua mãe para o seu próprio bem.

— Que bem próprio? Meu bem é ficar sofrendo Edward? Sofrendo por uma pessoa que só quer me comer?

— Você acha realmente que eu só quero lhe comer, Isabella? Se fosse isso, eu já teria conseguido horas atrás. – ele estava com raiva e isso me animou.

Nunca mais havíamos tido uma conversa séria, e hoje era a hora.

— Edward, se você confia em mim e se você me ama. Por favor, me conte, eu não aguento ficar no escuro.

Ele olhou para mim por um longo momento.

— Renée me fez jurar que se eu terminasse com você, você ainda teria um lar. Ela não acreditou quando eu disse que já havíamos terminado. Então a única prova seria casar com ela. Agora você entende porque eu não queria lhe contar? Entende por que é para ao seu bem? Eu te amo, Bella, mas não quero que você fique sem um teto.

Meus ouvidos não acreditavam no que haviam acabado de ouvir, deveria ser coisa da minha cabeça.

— Edward Cullen? Você por aqui? – perguntou uma mulher parada à nossa frente, vi Edward a olhar assustado.

— Tânya? – perguntou Edward assustado.

— Amor, quanto tempo – a mulher que se dizia Tanya estava eufórica, sem menos espera ela pulou no colo de Edward e o beijou.

Meu extinto tomou conta do meu corpo, eu estava com raiva de mamãe e agora dessa desconhecida.

— Epa. Pode ir largando meu namorado sua vagaba..- a puxei pelo o braço com força e isso a desequilibrou e a fez cair no chão.

— Tá ficando doida, garota? – perguntou-me esparramada no chão.

— A única doida aqui é você, já chega na intimidade de “amor” pra cima do meu namorado? Olha que eu não sou de brigar por causa de homem, mas por ele vou até pra porrada pra ti aprender a respeitar.

— Ele ainda é meu namorado – disse ela levantando-se.

— Você anda fumando Tanya? Eu não sou seu namorado, esqueceu que acabou tudo.

— Edward, mas nem tivemos uma conversa séria, amor.

— Sim, nós tivemos no momento que você abortou nosso filho e foi embora com o Mike.

— Ed, o Mike era apenas um passatempo, e eu abortei porque minha família não aceitaria.

— Não vem falar asneiras Tanya, e pra você é Edward e não Ed. – toda aquela discussão já estava me dando dor de cabeça. Havia muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

— Oh Putania! Vocês terminaram, porque você ainda tenta voltar? Sabendo que não tem volta? Você é idiota ou se faz? Então se eu fosse você dava o fora daqui, antes que eu lhe tire daqui a força.

— Garota, saia da frauda antes de vir me ameaçar. Você tem o que? 15 anos, 16? – bufou.

— 17 para o seu governo.

— Ed, eu não sabia que você era babá – perguntou risonha a ele.

— Não é, quem diria que uma garota de 17 anos poderia ter mais inteligência do que uma de 24. – segurei o riso.

Tanya empinou o nariz e mudou de assunto.

— Está hospedado em qual hotel? – perguntou a ele.

— Não é de sua conta – rebateu ele.


A barbie loira colocou um dedo sobre a boca em forma de silêncio.

— Aposto que está no Bulgari – chutou.


— Amor, vamos embora? – perguntei a Edward – O ambiente está contaminado – acrescentei olhando diretamente à barbie.

Eu tinha que ficar o mais longe dela quanto pudesse, antes que eu a deixasse careca.

— Vamos – Edward estendeu a mão e eu peguei.

Quando estávamos prestes a dar as costas, Tanya alerta.

— Talvez amanhã eu lhe faça uma visita – piscou – você lembra como é o tipo de visita, não é? Ou você acha que estará muito ocupado dando uma de babá?

A raiva parecia crescer cada vez mais, e fazer minhas moléculas incharem. Faria mal eu deformar a cara dela? Ou os homens com quem ela dorme não gostariam? Ah! Foda-se.

— Olha aqui sua barbie falsificada, apareça para fazer uma visita se quiser fazer mais uma plástica no rosto. Mas eu lhe aviso, que nem plástica vai fazer seu rosto voltar ao normal.

— Está me ameaçando? – cruzou os braços.

Soltei minha mão da de Edward e dei um passo em sua direção.

— Ah, eu estou.

- Então terá que me dizer melhor do que isso para me assustar.

— Amore, eu não sou mulher de palavras. Venha paquerar meu namorado ou arrumar confusão pro meu lado, que você verá do que uma Swan é feita. – dito isso, lhe dei as costas e saí puxando Edward em direção a rua principal.

Notas finais
Só digo uma coisa. Edward fez o que fez para proteger a Bella, awn. e a Bella fez merda ao discurtir com a Putânia. '-'
Enfiiim, se você gostou deixe um comentário abaixo. Um grande beijo.
Charbelle.