POV BELLA

— MÃE ESTOU INDO, BEIJOS. – gritei do andar de baixo enquanto calçava o salto alto.

— Tenha cuidado princesa – revirei os olhos em frente à frase de mãe.

— Saiba que não sou mais nenhuma criança, sou legalmente livre.

— Mas enquanto morar em baixo do meu teto, ainda terei direito sobre você. – mamãe sempre me dizia isso, as vezes eu chegava a imaginar que ela me queria fora de casa.

— Tudo bem, tudo bem – concordei – não me espere acordada. Eu te amo – falei abraçando-a.

— Também te amo filha – disse retribuindo o abraço – e não vá beber.

Assenti e sai de casa fechando a porta atrás de mim.
Entrei no carro de Nicke (Nicke não é o nome dela verdadeiro, e sim Monize. O qual eu acho melhor de chamá-la) enquanto ela cantarolava “Unfaithful.”

— Você demorou – ela reclamou como sempre.

— Estava despedindo-me de mamãe – dei de ombros – e vamos logo, antes que Erik ligue.

Nicke ligou o carro e saiu da rua de casa pegando a rua da casa de Erik, seu ex-futuro-namorado-ficante.

— Quero saber quando vocês realmente vão volta? – falei despreocupada.

— Huh? Quem? Eu e Erik? – concordei. – Nunca mais baby, é pra ele aprender a dar valor. Especialmente a mim. – ela disse parando em frente a casa dele e buzinando.

— Realmente você não é nada modesta – ironizei.

— Quantas vezes ainda terei que repetir que “não espero pelo o sol, ele espera por mim?” – revirei os olhos em sua típica frase. As vezes fico imaginando que esse deveria ser seu slogan.

Monize, o sol espera por ela.

— Noite meninas – disse Erik entrando no carro.

— Noite. – respondemos eu e Nicke em uníssono.

— Prontas para pegar todos? – ele perguntou rindo.

— Já nascemos prontas. – respondeu Nicke antes de mim.

— A Bella pode ate ser, mas você não. – Nicke abriu a boca para rebater, mas Erik foi rápido. – Aliás, você não ficará com mais ninguém a não ser eu.

- Vai se iludindo que o mundo vai pra frente – Nicke revirou os olhos.

— É tanto amor entre vocês, que me dá vontade de vomitar.

— Não nesse carrinho baby – disse Nicke alisando o volante e sussurrando.

Sério essa garota tem problemas.
Demorou apenas alguns minutos e chegamos a tal festa-do-amigo-do-Erik.

— Bom chegamos – disse Nicke.

— Casa bonita – falei.

Na realidade s disse algo, porque o momento perdia. Quero dizer a casa deveria ser bonita sim, mas estava à noite. Pelo jeito a festa estava animada, porque cada vez mais chegavam carros e de fora dava para ouvir o som da música que tocava dentro da casa.

Love The Way You Lie



Sai do carro esperando por Nicke e Erik. Tinham vários adolescentes (a maioria drogados) sentados na calçada cheirando ou bebendo algo. É, trouxeram-me para uma festa de drogados.

— Venham garotas, quero apresentar o meu amigo – disse Erik ficando no meio de nós duas e entrelaçando nossos braços nos dele.

Por onde passávamos víamos latinhas de cerveja ou cigarros jogados pelo o chão. Olhei para Nicke lançando meu famoso olhar “vou te matar” e a mesma deu de ombros.

Seria pedir muito para que ela me convida-se para uma festa decente? Festa de pessoas e não festa de pessoas que se-comportam-como-bichos?

Entramos na casa e os adolescentes que diziam dançar estavam praticamente se comendo na pista. Havia uma garota aos beijos com um loirão, a garota parecia uma fada, baixinha (aposto que com feições pequenas também) e cabelo curto espertado para todas as direções.

Só vai ficar aí e me ver queimar
Mas tudo bem porque eu gosto do jeito que dói
Só vai ficar aí e me ouvir chorar
Mas está tudo bem pois eu amo o jeito que você mente
Eu amo o jeito que você mente ♪



— Meninas esperem aqui que já volto – disse Erik e de repente sumiu de nossas vistas.

Para onde olhava eu via os casais praticamente tirando as roupas. ECA!

— Que foi Bella? – perguntou Nicke com a testa franzida.

— Nada. Só que você não poderia me convidar para uma festa normal? – Nicke revirou os olhos.

— Você esta falando dos casais praticamente se comendo? Há isso não é nada, depois que você bebe você fica pior – ela deu de ombros.

Eu não posso te dizer o que realmente é
Eu só posso dizer qual é a sensação
E agora é uma faca de aço no meu tubo
Não posso respirar, mas lutarei enquanto puder lutar
Enquanto o errado parecer certo, é como se eu
estivesse em um vôo
Eu ofereço um amor, bêbado de meu ódio
É como se eu estivesse fumando tinta e quanto mais eu
sofro, mais eu amo
Eu me sufoco
Não posso amortecer a queda, estou prestes a me
afogar, ela me ressuscita ♪



— Fico não! – neguei.

— Ta, e eu sou casada com o gostoso do Robert Pattinson. Francamente Isabella. – ela gosta de ironizar não acha?

Erik voltou atrapalhando nosso pequeno debate.

— Girls, esse é Jacob Black. Jacob essas são Monize e Isabella – Erik o apresentou fazendo sinais com as mãos.

Seria falta de ética dizer que Jacob Black é um gostoso? Acho que não. Enfim... Digamos que ele é um anjo de pele morena e cabelo preto, olhos pretos sedutores e músculos – que tenho certeza que ele tem, pois a camiseta demonstra – realmente sexy e isso sem contar com a voz rouca que na cama deveria deixar qualquer mulher louca.

— Olá garotas, espero que estejam curtindo a festa – Jacob cortou minha linha de pensamentos.

— É claro – falamos em coro.

Ele sorriu em resposta, e eu mordi os lábios.

— JAKE – uma menina morena o chamou.

- Garotas, Erik se me dão licença.

— Claro – respondi e ele piscou afastando-se.

— Bom, eu vou dar uma volta para conhecer a área. Vem comigo Bella? – Nicke me chamou.

— Vá indo que depois vou atrás. – falei indo em direção à um pequeno bar.

Sentei no banco e pedi uma vodca, olhei ao redor e nenhum sinal de Erik, ótimo esse menino é um fantasma.

— Aqui madame – o barman entregou-me a bebida, agradeci e virei tudo de uma vez.

Foi quando eu o vi, brigando com uma garota de cabelo espetado e baixinha (creio eu que era a moça que estava se agarrando com o loirão, assim que entrei). Um deus grego, não. Os deuses gregos nem tem tanta beleza assim.

Ele só podia ser algo de outro mundo (não, nenhum Alien pelo o amor de Deus), mas era uma beleza totalmente linda (?). Eu não conseguia descrever como ele é realmente por causa dos jogos de luzes e das pessoas dançando.

Quem é aquele cara?
Eu nem sei o nome dele
Eu coloquei minhas mãos nele,
Eu nunca vou abaixar tanto novamente
Eu acho que eu não conheço minha própria força ♪




Eu queria ir lá, conhecê-lo ou pelo menos saber seu nome. Ta isso não é normal. Foi quando ele começou a puxar a garota pelo o braço em minha direção, não exatamente na minha direção em direção ao bar. Os dois ficaram no meu lado, mas sem perceber que não estavam sozinhos.

Quanto mais ele se aproximava, mas eu podia descrevê-lo com mais facilidade. Ele tinha o cabelo cor de mel bagunçado e deixando com o ar de acabei-de-acordar-e-ainda-estou-sexy, os olhos de uma cor incrível verde-mar, a boca vermelha convidativa como o contorno do rosto, da sobrancelha, da boca, DE TUDO. Parecia que o deixava ainda mais bonito, sem contar que ele estava sério, o que com certeza era minha morte. Pelos meus cálculos ele poderia ter no mínimo uns 20 e poucos anos.

— Edward me larga – disse a menina que estava com ele, que eu ainda não tinha prestado totalmente atenção nela.

— Alice, posso saber o que fazes aqui? – perguntou o rapaz que se chamava Edward, porque esse nome soa tão familiar para mim?

— O que você acha que estou fazendo? Divertindo-me oras! – respondeu a tal garota chamada Alice, a mesma era baixinha com feições miúdas e sem contar que era magra. UMA VERDADEIRA FADA.
— Você vai para casa agora – ele disse sério, será que eles sabem que eu estou aqui ouvindo tudo?

— Quem vai me obrigar? Você? – Alice forçou uma risada.

Eu queria sair do bar, não queria mais ouvir a briga entre “irmãos”. O.k eu sabia que não teria chance de flertar, ainda mais com ele que no exato momento está brigando com a que deve ser sua “suposta” irmã mais nova.

Só vai ficar aí e me ver queimar
Mas tudo bem porque eu gosto do jeito que dói
Só vai ficar aí e me ouvir chorar
Mas está tudo bem pois eu amo o jeito que você mente
Eu amo o jeito que você mente
Eu amo o jeito que você mente ♪

O que me restava era beber mais vodca e assim fiz, enquanto tentava não ouvir a briguinha de família.

— Quer saber Edizinho, eu vou é dançar porque ganho mais. – disse Alice dando as costas ao Edward.

— Onde pensa que vai? – disse Edward puxando-a pelo o braço. – eu não a mandei ir para casa?

— Edward, quem pensa que és para me mandar ir para casa? Sei que é meu irmão, mas que shit (merda) eu preciso me divertir.

— Mas não aqui Alice, e, aliás, eu preciso dar uma palavrinha com o Black.

Vi o sorriso de Alice aumentar, e pelo o jeito Edward também percebeu.
— Pode ir tirando esse sorriso diabólico do rosto.

— O que será que Renée vai pensar, se souber que o namorado dela anda em festinhas de adolescentes sem ela saber?

— Eu não ando em festinhas, eu vim te buscar.

— Mas ela não sabe – Alice cantarolou.

— Renée não é minha mãe Alice, apenas minha namorada. – ele a advertiu.

— Ela assim como qualquer outra mulher, ela gostaria de saber por onde anda seu bofe. – Edward revirou os olhos

Aqueles nomes não deviam soar tão familiar para mim – Edward e Renée – quer dizer, Renée era o nome de minha mãe, mas Edward, Edward soava tão familiar.

Você já amou alguém tanto
Que você mal consegue respirar
Quando você está com eles?
Você encontra
E nenhum de vocês
Nem sequer sabem o que os atingiu
Tenho aquela estranha sensação quente
Sim, os arrepios ♪



— Te encontro no carro, Alice – Mandou o irmão

— Ta, ta – Alice bufou.

Edward esperou Alice se afastar, para virar-se ao balcão para pedir uma vodca com limão, não demorou muito e ele foi atendido. O mesmo tomou tudo em uma só vez, chupando o limão sensualmente.

Eu não devia o achar tão gostoso assim, ou devia?

— Você não devia ter sido tão duro com sua irmã – falei aproximando-se dele, sério porque eu tenho que falar mais do que a boca? Quem sou eu, para me meter nos assuntos desse desconhecido?

— Devia sim, e ainda fui simpático. – ele disse com ar de zombaria.

Agora você está ficando com um puta cansaço
De olhar para eles
Você jura que nunca bateu neles
Nunca fez nada para ferir eles
Agora você estão cara a cara
Espalhando veneno
E essas palavras
Quando você as cuspiu
Vocês empurram
E puxam o cabelo um do outro
Arranha, agarra, bate neles
Joga eles no chão
Dá um nocaute ♪




— Então nem quero imaginar o quão rude pode ser. – ele riu alto, estranho... eu contei alguma piada? – a propósito sou Isabella Swan, mas me chame de Bella.

Edward enrugou a testa.

— Swan?

— Isso mesmo, porque?

— Por nada – ele disse automaticamente, como se já estivesse treinado a tal frase.

— Sou Edward Cullen.

— Ah, é um prazer – sorri.

Tão perdido nos momentos
Quando está dentro deles
É a loucura com que os grandes
Controlam vocês dois
Então eles dizem que é melhor
Seguir caminhos separados
Acho que eles não conhecem você
Porque hoje
Isso foi ontem
O dia de ontem terminou
É um dia diferente ♪

Após essa rápida apresentação, nós embarcamos em uma conversa, com coisas sem sentido, conversando sobre um pouco de tudo. Um dos assuntos era querer saber o motivo para eu ter vindo para essa festa, respondi que era porque eu queria me diverti. Coisa que ele não acreditou, então disse que dizer a verdade “só vim por causa de minha amiga, e aposto que nesse momento ela esta em algum quarto de pernas abertas” ele riu ao fim.
— Com licença – ele pediu quando o celular começou a tocar.

— Ok.

— Que é Alice? – o ouvi falar ao telefone.

— Aham, sei.

— Ta bom, já estou indo – e desligou.
— Voce terá que ir! – afirmei e ele concordou.

Porque será agora eu me senti tão vazia? Tão triste? Estranho... Ultimamente tudo é estranho.

Parece um disco arranhado
Tocando repetidamente
Mas você prometeu a ela
Da próxima vez que você mostrar restrição
Você não terá outra chance
A vida não é um jogo de Nintendo
Mas você mentiu de novo
Agora você pode vê-la ir embora
Pela janela
Acho que é por isso que eles chamam de vidraça. ♪



— Então até outro dia Bella – ele disse aproximando seu rosto para o meu.

“Beija-me, me faça tua Edward”.Ta ignore meu pensamento pervertido.

Eu pensei que ele fosse me beijar, ou pelo menos beijar minha bochecha, mas o mesmo se afastou quando estava bem próximo.

— Até Edward – falei tristonha, o que tinha de mais em um beijo? Porque ele não me beijou? Ta bom Isabella. Chega! Já está pedindo muita sorte.

Edward sorriu, e sumiu de vista desaparecendo entre os casais que estavam dançando.

É agora a festa está realmente chata!

Notas finais
Como já cheguei a três comentários somente com o prologo, eu decidir postar o primeiro capítulo e Edward já deu o ar da graça, como eu sou apaixonada por esse homem, céus! Mas tá, esquecendo isso, espero que tenham gostado. Porque foi um prazer enorme escreve-la. *-* E ah, sem metas por enquanto, deixo com vocês.
Então, se você gostou deixe um comentário abaixo, senão gostou comente do mesmo jeito, preciso conhecer a opinião de vocês, tá bom?
Um grande beijo, até o próximo. :*