Meu Querido Anjo
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Capítulo 23 – Uma Despedida Dolorosa Com Uma Pequena Promessa
Em uma cama de casal encontrava-se uma garota dormindo calmamente, um cobertor de um tom azul claro cobria o seu corpo pálido e frágil que tinha marcas da noite passada. Seu cabelo de um lindo tom rosado caia sob sua face, ao seu lado um rapaz moreno de cabelos azulados, este estava vestido, uma calça e uma blusa social branca com alguns botões aberto, sentado ele olha de perfil para a garota, parecia triste e zangado com a sua própria falha.
- Desculpa, Amu... Parece que não funcionou... – Sussurrou para si mesmo olhando agora a sua mão e fechando em seguida.
Mais alguns minutos se passam e aos poucos a menina vai se acordando. Com um sorriso em seus lábios logo foi se formando ao ver o seu amado. Amu sentou-se cobrindo o seu corpo nu.
- Ohayo, Ikuto. – Falou com uma voz encantadora. Amu não obteve resposta, só viu ele se levanta. – Ikuto... Você está bem?
Novamente não teve a resposta, o moreno abaixou a cabeça deixando assim o seu cabelo cobrissem seus olhos. Uma risadinha vindo dele ecou pelo o quarto que deixou a garota um pouco assustada.
- Você é uma garota difícil, sabia? – ele a encara com um sorriso. – Um ano! Demorou um ano para você me dar o que queria!
- Ikuto... – Amu agora chorava. – Você apenas queria isso?!
- Claro! Teria outro motivo pra eu te aturar esse by Text-Enhance\\\">tempo todo? Bom, eu realmente esperava mais de você...
- Seu...
- Deixe seus elogios para outra hora. – Diz ele cortando a fala de Amu. – Se arrume, senão chegaremos atrasados para a troca de presentes com a sua família.
- Vo-Você... Você pode sair para que eu me troque? – Perguntou Amu entre soluços.
- Ah, claro! Só não demore muito.
Ikuto deu as costas e saiu do quarto, foi para a sala que tinha naquele ambiente que alugou por uma noite.
Quando o mesmo fechou a porta, Amu caiu em lágrimas. Como ele pôde fazer isso com ela? Depois desse tempo todo, ele só queria sexo? E todas aquelas palavras e promessas, era apenas mentiras para iludi-la?
Amu se sentia suja, sem valor. Por um momento ela se odiou por isso...
Amu sai da cama enxuga a suas lágrima e se troca, colocou a roupa a qual tinha chegado no hotel. Ela se aproxima da porta e a abre e assim ver a figura de um rapaz que a fitava com aqueles pares de safiras penetrantes, o mesmo levanta e faz com que ela o acompanhasse até o elevador.
- Melhore essa cara! – Diz ele.
Amu nada respondeu, só queria ficar longe dele o quanto antes!
Desceram e foram até a recepcionista. Ikuto entrega a chave para a mulher, a mesma vê uma garota com a cabeça abaixada, ela percebe que algo havia acontecido ontem a noite. Como uma garota na noite passada chega com um sorriso e sai sem ele? Pensou também que era um daqueles casais ou daqueles tipos de homens. A recepcionista se enchia de perguntas, claro que ela já viu vários e vários casos como esse, mas com esta garota era diferente, ela foi iludida há bastante tempo!
- Não se preocupe. – Diz Ikuto com a voz rouca, quebrando os pensamentos da moça. – Ela está bem...
- Ah, claro! Não queria ser intrometida. Desculpe por isso. – Ela faz uma referencia com o pedido de desculpas.
Ikuto se aproxima de Amu e coloca seu braço em volta de seu ombro e saem daquele hotel. Começaram a vagar naquela rua e em alguns minutos estariam em casa. Ambos não falaram nada até depois de um tempo Amu para.
- Você ainda tem coragem e ousadia de querer pôr os pés na minha casa? – Pergunta ela com a cabeça baixa.
- Claro. Eu pago a sua mãe em troca de um lugar pra morar. – Respondeu Ikuto. – É bem justo, você não acha? Agora pare de chorar pelo o leite derramado!
Ikuto se aproxima dela e a pegou pelo pulso e a puxou para que assim pudessem voltar a andar.
Lá estavam eles parados de frente de uma casa de dois andares.
- Sorria. – Diz ele. – Senão ele irão ficar preocupados.
Ikuto abre a porta.
- Estamos de volta! – Falou ele.
- Ikuto, onee-chan, sejam bem-vindos! – Falou Ami se aproximando. – Mama, vamos fazer a troca de presentes!!
Os três foram para a sala e sentaram no sofá, Midori, a mãe de Amu, chega com uma bandeja com seis copos de chocolate quente.
- E então filha, como foi a festa na casa de sua amiga?
- Hum..? A festa foi legal. – Amu força um sorriso. – Bom, estou cansada, vou para o meu quarto, depois entrego o meu presente.
Amu sai da sala e vai para o seu quarto. Pega uma outra roupa e uma toalha, entra no banheiro, tira suas roupas. Entra na banheira, ela queria tirar aquela sujeira que estava em seu corpo. Queria tirar o cheiro de Ikuto. Pensava sobre tudo o que havia acontecido na noite passada, das caricias, dos beijos e palavras doce. Como ele pôde mentir assim para Amu?
A garota começou a chorar, escondeu o seus rosto entre as mãos. Ela queria se livrar desses pensamentos e dos momentos. Algum tempo depois, ela sai da banheira, se seca e se veste. Pronta pra sair do banheiro, abre a porta e se depara com o Ikuto sentado em sua cama encarando um cordão em suas mãos, quando ele percebeu a presença de Amu, levou a sua atenção a ela.
- Parece que seus cordões mágicos não funcionam! – Falou o rapaz ironicamente.
- O que você faz no meu quarto? – Perguntou ela ignorando completamente o que ele havia dito.
- Aqui é o meu quarto também, temporariamente. – Respondeu simplesmente, levantou-se e se aproxima dela.
Ikuto a prende na parede e a fita com os olhos triste. Isso estava sendo doloroso para ambos. Ikuto pega a sua corrente com design de chave e o entrega para Amu.
- Não preciso disso. – Falou ele friamente.
Amu puxa a corrente de cadeado que estava em seu pescoço, com lágrimas teimando sair de seus olhos dourados, ela joga as duas correntes contra a parede e grita:
- Eu te odeio, Ikuto! Desapareça da minha vida! Nunca mais quero te ver. Nunca mais... – Os cordões caem debaixo da cama. Ikuto sai do quarto, deixando a garota sozinha. Amu se joga na cama e cai em sua tristeza.
Ikuto desce as escadas e vai até a sala com uma mochila em suas costa e a caixa de seus violino em mãos. As pessoas de antes que estavam na sala o encaram, provavelmente ouviram os gritos.
- Érr... Vocês querem saber o motivo dos gritos, não é? – Perguntou Ikuto vendo as expressões dos rostos. – Hum.. Eu e Amu... terminamos... Tivemos uma discussão. E eu tenho que viajar, fui chamado para fazer uma turnê. – Mentiu na ultima parte.
- Entendo.. – Falou Midori.
- Bom, tchau, então.... Ah, cuidem dela por mim.
- Tô querendo dá um soco em você – Falou Shongi. – Desta vez não vou deixar outro idiota se aproxima dela novamente.
- Ikuto, quando você arrumar um lugar para ficar, nos ligue, por favor! – Pediu a mãe de Amu.
- Ah, claro. Foi bom conhecer vocês. Até mais!
Ikuto abre a porta e vai embora.
Depois de um bom tempo Amu se acorda. Já que passou quase a manhã toda chorando. Se levantou e lavou o seu rosto, pegou uma bolsa e sai de seu quarto. Desce as escadas, passou direto pela sua família sem menos dizer uma única palavra. Pegou um taxi e falou o seu destino.
Algumas horas se passam e Amu chega no lugar que queria, pagou ao motorista e se virou e ficou a olhar uma venda de peixe com uma placa com letreiro: Peixaria do Eugênio, o melhor peixe da cidade!
Amu entra na venda e vê um senhor de idade no balcão atendendo um cliente, então ela espera ele terminar, até que foi chamada.
- Ora, se não é a jovenzinha. – Cumprimentou com um sorriso. – O que lhe trás ate aqui...
- Senhor Eugênio, preciso conversar com o senhor. – Falou Amu com um olhar suplicante.
O senhor mandou um dos seus ajudantes a cuidar da venda enquanto ele cuidava de um outro assunto. Guiou Amu ate a sua casa e serviu um chá. Sentaram no tatame verde, e o homem esperava a garota começar.
- Senhor Eugênio, você conhece Ikuto há bastante tempo, não é? – Perguntou Amu
- Digamos que sim... O que houve?
- Hoje ele estava diferente... – Lagrimas caem de seus olhos. O homem suspira.
- Ele teve aqui hoje mais cedo... – Diz ele.
- Esteve? – Amu levanta a cabeça. – O que ele lhe falou?
- Só veio se despedir. – Ele encara Amu, até que Eugênio a olha melhor e percebe algo.- Nossa! Pelos os céus...- ele se aproxima da garota e segura a cabeça da menina com as duas mãos delicadamente, e fica olhando o rosto da mesma com surpresa. – Você... Você parece está abençoada por cupidos!
- Han?Do que o senhor está falando? – Perguntou Amu sem entender nada.
Seu Eugênio se afasta um pouco, cruza os braços e suspira.
- Nunca havia visto algo assim. Me diga jovenzinha, ele cometeu um pecado não foi?
- Pecado? O senhor não esta falando coisa por coisa!
- Quero saber se o Ikuto lhe tocou. – Amu fica incrédula com a pergunta, como ele soube que eles tiveram uma noite de amor? Ikuto contou? – Se você me responder, eu conto o porquê dele agir daquele jeito...
- Érr... Sim.
- Entendo... Presumo que ele não lhe contou antes de partir, sobre que era um Anjo da Guarda, não foi?! Bom, com certeza várias pessoas estranhas apareceram em seus caminhos, eles também eram anjos que foram enviados para alertarem o Ikuto, para que não se aproximasse muito de você. Mas acho que foi muito tarde para isso... Por isso que ele acabou se aproximando muito de você. E foi aí que ele quis cometer um pecado para que assim ficasse ao seu lado... – Explicou os senhor.
- Pera aí. Deixa eu ver se entendi... O ikuto é o meu Anjo da Guarda? É isso? O senhor está de brincadeira... – Amu olha para ele, mas o senhor Eugênio estava sério, ele estava falando a verdade? — ... Não é...? Ikuto um anjo... Ah, bom, prossiga...
- Mais, parece que não foi castigado... – Eugênio pois a mão debaixo do queixo de modo pensativo. – Então isso quer dizer que ele na verdade é um Anjo Adormecido... Olhe, procure por ele, com certeza ele ainda não partiu! Com ele estará duas pessoas para buscá-lo. Um deles é Gabriel um dos Anjos Chefes...
*-*-*-*-*-*-*-*-*
Já era noite, e Amu havia acabado de chegar em sua casa. Entrou e procura por sua mãe.
- Mama, o ikuto te deixou algum endereço?
- Não. Ele falou que ligaria... Ei, Amu para onde você vai?
- Vou trazer o Ikuto de volta! – Ela fecha a porta
Amu havia andado por vários lugares a procura de Ikuto, mas não o achou. Então, ela foi para a praça e descansa um pouco em um banco, depois de um tempo ela pôde ouvir uma melodia triste de um violino, Amu se levantou e foi ao encontro da pessoa que o tocava, porem ele não estava sozinho, havia duas pessoas atrás dele. Um homem com um terno branco e uma gravata dourada e ao seu lado uma garota de vestido branco com uma fita de seda lilás em volta de sua cintura. Amu se aproxima.
- Ikuto... – Ela sussurrou o nome dele.
- Amu! O que você está fazendo aqui? – perguntou Ikuto.
- Então era por isso que não podemos ficar juntos? Porque na verdade você é um Anjo da Guarda?!
- Ei, garota... – A mulher foi interrompida.
- Ângela, deixe que ele resolva... – Falou Gabriel.
- Quem lhe contou? – Perguntou Ikuto.
- O senhor Eugênio, ele me falou sobre tudo. De você, do pecado, e até sobre aqueles dois. – Amu aponta para as duas pessoas atrás de Ikuto. – Você cometeu um pecado, porque você não pode ficar?
- Eu não sei, Amu, entenda, não queria machucá-la daquele jeito hoje de manhã. Era o único jeito de fazer você me esquecer.
- Ikuto, já está na hora. – Avisou Gabriel.
- Tenho que ir. – Ikuto abre seus pares de asas, as outra pessoas fazem o mesmo.
- Por favor, não vá! – Implora Amu, em apenas em um olho uma lágrima cai –Eu te imploro, Ikuto... Por favor, não me deixa. – Ela o abraça.
- Sinto muito, Amu. – Ele se afasta um pouco levanta a cabeça dela pelo queixo e enxuga suas lágrimas. E a beija.
- Ângela. – A mulher já sabia o que o Anjo Gabriel queria.
- Como um Cupido do Amor te fará esquecer essa dor, então esquecerá esse amor. – Ângela com as duas mãos em seu peito, com os olhos fechado se concentrava uma luz lilás brilhava em sua volta. – Obliviate!
- Amu, às 17:30 (5:30) virei até aqui para te ver todos os dias, não se esqueça disso. – Falou Ikuto, antes que a garota se apagasse.
Ikuto, Ângela e Gabriel voaram mais pro alto, pequenas bolinhas brilhantes os seguiram. E todos aqueles que tiveram contato com o moreno, simplesmente iria esquecê-lo!
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