Notas iniciais
Espero que gostem. Reviews, pff. ~FalbaForever

Os primeiros raios do Sol iluminavam aquela manhã, que não era uma manhã qualquer. Era o primeiro dia de aula na escola Las Colinas. Os alunos do segundo ano do ensino médio estavam ansiosos para reencontrar-se e conhecer também seus novos colegas e professores. Dentro da sala, Francesca era a mais animada.

Fran: AAAHHH! Cami, Vilu. Quanto tempo!! — ela as abraça

Vilu: Oi Fran! Que animação!

Fran: Pois é, eu... Ludmila! Oi!

Ludmila: Oi Fran

Fran: Nossa, Ludmila por que você... NATY!

Naty: Bom dia!

Fran: Oi!

Cami: Ficaram sabendo que temos um novo professor de matemática?

Ludmila: Será que ele é legal?

Vilu: Tomara que não dê provas difíceis.

De repente, uma voz grave chama a atenção de todos

Xxx: Bom dia!

É o novo professor. Todos respondem bom dia, correndo para sentar-se em suas carteiras. Todos, menos Naty, que permanece imóvel, rosto corado, olhando aquela linda figura que entrava na sala. Como explicar o que ela sentia? Ao escutar aquela voz, seu coração bateu forte. Mais ainda quando viu seu rosto. Um rosto jovem, másculo, maduro. Suas feições suaves chamaram sua atenção. E aquele corpo tão perfeito... Seu coração batia forte, muito forte. Seus olhos acompanhavam cada movimento, cada passo em direção à mesa. Ouviu uma voz que lhe sussurrava.

Vilu: Naty! Senta! O professor já está aqui!

Sim, ela estava de pé, observando aquela perfeição de homem, sem se dar conta de que estava no meio da sala de aula. Mais corada ainda, sentou-se.

Maxi: Bom dia. Meu nome é Maxi. Sou o novo professor de matemática de vocês.

Todos: Bom dia!

Durante toda a aula, Naty não conseguia se concentrar na matéria. Aquele rosto, aquela voz, tudo no novo professor prende completamente sua atenção. "Mas porque isso?" ela pensa "Porque não consigo parar de admirar esse homem? O que ele tem de tão especial?". O sinal toca.

Maxi: Acabou a aula. Para amanhã, façam os exercícios do capítulo 1 do livro de vocês.

Enquanto caminham até as suas casa, os alunos vão trocando suas impressões sobre as aulas.

Vilu: O que acharam do novo professor?

Fran: Ele parece ser bonzinho e explica bem a matéria, gostei dele!

Cami: Eu também... e ele é bonito, né?

Ludmila: Sem dúvida!

Fran: E você Naty?

Naty: Hã? Que? O que foi?

Fran: O que achou do professor de matemática?

Naty: O professor de matemática — seu rosto fica vermelho, enquanto tenta disfarçar o nervosismo — Sei lá

Fran: Hã?

Ludmila: É melhor nos apressarmos, já é tarde — Ludmila interrompe para que Fran não continue a fazer perguntas. Ludmila tem uma sensibilidade muito grande para perceber os sentimentos das pessoas, principalmente os de Naty, já que eram amigas há mais tempo do que Fran, Cami e Vilu. Durante a aula, Ludmila havia notado os discretos suspiros da Naty, seu olhar fixo no professor, pensamento distante... Aquele brilho nos olhos não a enganavam! Mas é melhor deixar que ela perceba por si só. E que ninguém atrapalhe esta descoberta. Como é bom amar!

*

No dia seguinte, Naty caminha lentamente para a escola. Sonhou com o professor durante toda a noite e isso a perturba. Desde o dia anterior, não deixou de pensar nele nem por um minuto. Naty chega à sala de aula e logo depois, Maxi entra.

Maxi: Bom dia!

Todos: Bom dia!

Seu sorriso hoje parece ainda mais amável, o rosto sob o reflexo dos raios de sol que entram pela janela... Tão lindo! A sensação continua. O coração de Naty bate muito, muito acelerado. Suas pernas tremem. Ela começa a suar frio. Quando ele começa a explicar a matéria, ela presta o máximo de atenção. Quer entender tudo, aprender tudo que aquele ser magnífico possa ensinar. Mesmo assim, várias vezes se encontrou distraída, prestando atenção em um sorriso, um gesto.

E assim, os dias se passaram. Naty continuava admirando intensamente seu professor. Ontem foi dia de prova, a primeira prova do professor Maxi. E ele já trouxe os resultados.

Maxi: Fran, você tirou 5. Precisa estudar mais

Fran: Tá bom, professor

Maxi: E você... é a Naty, certo?

Naty: Si-sim

Maxi: Parabéns! Você tirou 10! A maior nota da sala!

Naty: O-obrigada, professor.

Aquele sorriso. Direcionado apenas para ela. Que loucura! Naty ficou muito feliz. Desde então, suas notas são sempre as máximas, o que chamou a atenção do professor Maxi, que agora dispensa muita atenção para ela. Ela mesma já não se sente mais envergonhada perto do seu amado, pelo contrário, sente-se muito segura e feliz. Mas falta algo. Quando ela não está na escola, sente um vazio muito grande. E este vazio traz uma grande dor. Isso precisa ser resolvido.

Naty: Professor Maxi

Maxi: Sim, Naty. Algum problema? — Ele responde atenciosamente

Naty: Preciso falar com o senhor. É particular

Maxi: Particular? Hum, está bem. Vamos até a biblioteca.

Os dois sentam-se em uma mesa da biblioteca. Não há outros alunos perto, por isso, o segredo pode ser revelado.

Naty: Professor Maxi, eu queria dizer... Bem... Nossa, como é difícil!

Maxi: Pode falar, Naty. Ninguém está ouvindo.

Aquele sorriso a reconforta. Ela respira fundo, olha em seus olhos castanhos e fala, gaguejando.

Naty: Professor Maxi... A verdade é que... Eu te amo!

Novamente sua face cora e ela olha para o chão. Ele a observa carinhosamente. Não parece surpreso com a súbita declaração.

Maxi: Eu entendo, Naty. Você tem um grande carinho, uma admiração. Você está apaixonada por mim, mas... Tem que entender que não é possível. Eu sou seu professor, há uma parede entre a gente. Não pense, por favor, que estou desprezando seu amor. Me sinto muito, muito feliz por saber disso. Mas eu não posso correspondê-la.

Naty: Tudo bem, professor. Eu entendo...

Maxi: Não fique triste. Me dá um abraço.

Ele dá um abraço longo e terno, sussurando em seu ouvido.

Maxi: Fico muito feliz pelo seu carinho. Você é uma menina muito especial, Naty.

Nesta noite, Naty fica deitada em sua cama, pensativa. As lágrimas escorrem pelos seus olhos. "Ele foi tão gentil comigo" ela pensa "Não é um choro de tristeza. Eu levei um não, mas estou me sentindo leve. Foi bom ter me declarado. O triste é que... eu não poderei tê-lo..."

*

Maxi: Tudo bem, Naty?

Naty: Sim, professor Maxi! — ela responde, com um sorriso. Já é um novo dia de aula. A longa noite ajudou a pôr a cabeça no lugar, refazer seus pensamentos. Ela declarou seu amor. Levou um não. Mas isso não é motivo para desistir. Agora, ele já sabe. Vamos ver o que acontece.

CONTINUA...

Notas finais
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