Notas iniciais
Segundo e último capítulo. Espero que gostem, boa leitura! ~NaxistaAndFalbanática

Os dias passam rapidamente. As notas da Naty continuam as maiores e sua amizade com o professor Maxi parece se fortalecer mais. Desde que ele soube do seu amor, a trata com maior carinho, maior atenção. Mas nada que supere a relação aluno/professor. Na escola, ela sempre tenta mostrar-se uma garota feliz, de bem com a vida. Mas por dentro, seu coração dói muito. Ai, esse amor. Esse amor que nunca passa! Ela já tentou novamente falar com ele, mas a resposta foi a mesma. Mas ela não aceita! Em seu coração, há esta grande certeza: Professor Maxi é o homem de sua vida. Se é o destino, vai acontecer. Tem que acontecer!

Naty: Professor Maxi

Maxi: Sim Naty? — ele pergunta, desconfiado.

Naty: Eu escrevi esta poesia... Para o senhor.

Maxi: Obrigado, Naty. Vou ler com todo carinho, quando chegar em casa.

De novo. Sempre que ela toma uma iniciativa, ele a trata com carinho, mas nada de aproximações. Tudo o que ela quer é sentir aquela pele, ouvir uma declaração. Mas é difícil. É muito difícil. Mais uma vez, seu travesseiro será inundado com lagrimas e indagações.

*

Maxi: Olá, Naty! Está muito bonita hoje!

Naty: Obrigada, professor Maxi! — responde, corando. Sempre assim. Uma negativa e um elogio, uma palavra de carinho, um sorriso doce. Porque? Será que ele não percebe o quanto isso dói? A cada manifestação de carinho, a garota se agarra com todas as forças. Isso dá a ela esperanças. É nisso que ela se prende. Mas também, é isso que a faz sofrer, quando percebe uma pontinha de frieza em seus atos. Como pode uma hora ser tão gentil, e na outra, ignorar? Dúvidas, dúvidas, dúvidas!

Rápido como o vento, o ano letivo chega ao fim, para desespero de Naty. E agora? "Não irei vê-lo nas férias! Como posso viver sem aquele sorriso? Não, não é possível! Preciso tentar. Só mais uma vez!"

Caminha devagar para a sala dos professores. "Vou levar outro não" pensa "Ele deve me achar uma idiota. Porque faço isso? Porque insisto tanto? Mas... uma força dentro de mim me diz que esse amor tão puro que sinto é verdadeiro. E que ele é meu destino. Tenho que lutar pelo que acredito. Força, Naty!"

Subitamente, sente esbarrar em uma pessoa.

Xxx: Tudo bem? Se machucou?

Aquela voz... ela caminhava de cabeça baixa, tão distraída, que nem percebeu sua aproximação.

Naty: Professor Maxi. Eu... ia falar com o senhor.

Maxi: Pode falar.

Naty: Aqui não.

Maxi: É particular?

Naty: Sim.

Maxi: Vamos para a biblioteca. Está vazia. — sorri.

Dentro da biblioteca, ele puxa uma cadeira para que ela se sente, sentando-se ao seu lado. Olha com um sorriso, esperando o que ela irá dizer.

Naty: Professor... desculpe insistir... sei que já me disse "não" muitas vezes, mas algo dentro de mim me faz insistir. Sabe, hoje é o último dia de aula. Só de pensar que só irei revê-lo no ano que vem... me sinto tão triste...

Maxi: Naty... — ele segura o rosto da menina com as mãos — Entendo o que quer me dizer.

Naty: Eu sei que entende, mas não pode me corresponder.

Maxi: É. — ele responde tristemente. — Eu não posso corresponder.

Naty: Desculpe ter incomodado. Tchau, professor. — Naty se levanta, tentando conter o choro. Não quer chorar na frente dele. Mas algumas lágrimas escaparam mesmo assim. Aquelas lágrimas tocaram fundo no coração do professor, que também deixou que uma pequena lágrima escorresse em seu rosto. Não, isso não pode ficar assim.

Maxi: Naty! — grita — Naty, espere!

Naty: Professor?

Ele corre em sua direção, já próxima à porta. Abraça com todas suas forças, em silêncio. Ela também não fala nada, apenas sorri, feliz por aquele momento. Seus braços. Como sente-se protegida neles. Parece ser o melhor lugar do mundo!

Maxi: Naty!

Ele pronuncia o nome de sua aluna, acariciando seu rosto. Lentamente, aproxima seu rosto do dela, dando um beijo carinhoso em seus lábios. Tão suave. Outra lágrima rola pelo rosto da menina. Uma lágrima de felicidade.

Maxi: Naty. Eu te amo muito.

Naty: Professor? — ela pergunta, incrédula. — Como me ama, se há um minuto disse que não?

Maxi: Desculpe, meu amor! — fala, segurando as mãos pequeninas da sua aluna. — Eu te amo desde... pouco depois da sua primeira declaração. Lembra? Aqui mesmo, nesta mesma sala?

Naty: Claro que me lembro, professor.

Maxi: Eu já havia percebido seu amor. Mas ainda não sentia isso. Mas... aos poucos, você foi me conquistando. E hoje... hoje você é muito especial para mim.

Naty: Eu... — sua frase morre na garganta, engasgada com um soluço. Isso é bom demais para estar acontecendo. Naty sente-se confusa, mas feliz como jamais esteve.

Maxi: Mas... eu não devia ter dito isso.

Naty: Como? Porque não, professor?

Maxi: Porque não podemos ficar juntos.

Naty: Não?

Maxi: Você é minha aluna... é ainda muito jovem. Não é por mim, eu ficaria com você para sempre. Mas... eu não posso. Sei que é difícil para você entender

Naty: Eu entendo, professor. — a voz dela, quase um sussuro, o surpreende. — É a sua profissão, eu jamais prejudicaria o trabalho de quem amo tanto. Mas eu posso esperar. Eu vou crescer, deixar de ser uma garota jovem, deixar de ser sua aluna. Nesse dia, nós poderemos declarar o nosso amor. Mas... não sei se o senhor estaria disposto a esperar por mim

Maxi: Eu espero, Naty. Espero ansiosamente.

Naty: Que bom! Então, nos vemos no ano que vem?

Maxi: Sim, minha Naty!

Ela sorri. Aquele tom de posse... "Minha Naty" Que lindo.

Naty: Até o ano que vem, meu professor!

Maxi: Estarei esperando por você, Naty!

A garota sai da biblioteca. Sozinho, professor Maxi sussurra.

Maxi: Esperarei o quanto for preciso, minha doce Naty!

FIM ♥

Notas finais
Adorei escrever esse capítulo. Espero que tenham gostado ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!