Notas iniciais
Oi Gente! Aqui estou, com mais um capítulo! Vocês devem ter notado que eu alterei o nome da fic, e a capa também. A Capa já estava decidido que eu mudaria, mas o título da fic eu achei melhor colocar esse! Mas é a mesma coisa, na tradução. My first Love = Meu Primeiro Amor! Espero que gostem!

Olhou estranho para as duas pessoas, que pareciam ir a sua direção, o que eles estavam fazendo? Por que Daniel e Carmem viam em sua direção? Será que o castigo do silêncio, finalmente, havia acabado? E, por ultimo, por que aquilo o deixava extremamente feliz?

Essas eram as perguntas que Jorge fazia ao perceber que os dois colegas de classe viam em sua direção.

Fingiu não ter visto os dois e olhou para a tela do celular tentando disfarçar a ansiedade, talvez Carmem e Daniel nem estivessem indo falar com ele.

—Oi Jorge -o loiro olhou para frente e se deparou com o casal de amigos a sua frente. Carmem estava sorrindo para si, já Daniel estava... Envergonhado, Jorge logo notou que os dois estavam com as mãos entrelaçadas, sorriu com aquilo.

—Oi -disse ele somente, não sabia o que falar, era até como se fosse a primeira vez que falava com os dois.

—Jorge será que nós podemos conversar? -Carmem perguntou o olhando ansiosa

—Podemos -disse ele. Jorge viu quando Carmem soltou as mãos, que se entrelaçavam com as de Daniel, e se sentando ao seu lado, Daniel fez o mesmo.

—Primeiro, nós dois queríamos nos desculpar com você. Sabemos que estávamos agindo de forma errada, por isso, nos desculpa! -pediu Daniel, se pronunciando pela primeira vez desde que chegaram ali.

Jorge não sabia o que falar, na verdade não sabia se acreditava naquilo tudo que era dito. Era estranho ver os dois colegas de classe ali, se desculpando, até por que a uns dez minutos atrás os dois nem queriam falar com ele.

—Por que isso agora? -perguntou o loiro

—Como assim, Jorge? -Carmem perguntou confusa

—A uns dez minutos atrás vocês nem ao menos olhavam na minha cara e agora vem e me pedem desculpa. Desculpa, mas isso é estranho para mim. -falou de uma vez e assim que terminou de falar Jorge observou Carmem dar um sorriso mínimo e logo depois falar

—Eu entendo você, Jorge. E se você estiver desconfiando da gente é até compreensível -disse a garota -Mas sabe, eu percebi que estava agindo feito uma idiota e me arrependo por isso. Lá no terceiro ano, quando fizemos o castigo do silencio com a Maria Joaquina, eu prometi a mim mesmo que nunca mais faria isso com alguém novamente, mas pelo visto não cumpri, não é mesmo? -disse Carmem sorrindo no final

—Ah, eu acho que entendi. -disse o loiro.

Jorge havia compreendido o pedido de desculpas de Carmem, não podia saber se a garota estava falando a verdade, mas ele queria acreditar que ela falava a verdade, podia não admitir, mas não havia gostado bem um pouco de ficar sozinho na escola. Já aguentava ficar sozinho em casa, pois, seus pais sempre ficavam fora a trabalho ou por qualquer outro motivo, ficar sozinho por todo canto era meio assustador para ele.

—Jorge, será que podemos ser... Amigos novamente? -Daniel perguntou para o loiro que ficou surpreso. Carmem o olhava ansiosa pela resposta.

Se Jorge queria ser amigo deles? Com toda certeza, mas se lembrou de que se os dois conversassem com ele também sofreriam com o castigo do silêncio, era assim que as coisas eram, certo? Jorge não queria que eles passassem pelo mesmo que passava.

—Eu acho que não -falou rapidamente vendo os dois o olharem

—Você não gosta de nós, não é mesmo? -perguntou Carmem triste, queria ajudar o colega.

—Não! Não é isso -Jorge suspirou e olhou para os outros dois -É que se vocês falarem comigo os outros não vão mais falar com vocês, e isso é ruim -disse ele

—Se eles fizerem isso, eles não são nossos amigos verdadeiros. E também eu e o Dani queremos ser seus amigos -falou a garota sorrindo

—E então Jorge, quer ser nosso amigo? -perguntou Daniel novamente. Jorge sorriu, mesmo que minimamente, e olhou para Daniel, que agora estendia a mão em sua direção. Jorge tocou na mão do, agora, amigo

—Sim, somos amigos! -disse sorrindo, Daniel e Carmem sorriram junto com ele.

Jorge estava feliz, finalmente falaria com alguém da escola, depois de duas semanas. Falava apenas com os professores. Mesmo não estando tão seguro assim, sobre confiar nos dois, sentiu que podia falar com os dois.

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Estava se sentindo a pior pessoa do mundo. Maria Joaquina não estava gostando de participar daquele maldito castigo do silencio.

Não conseguia acreditar que havia parado de falar com o seu melhor amigo por uma coisa estupida.

Talvez, tivesse aceitado participar daquela coisa por medo. Sim, por puro medo! Medo de sofrer novamente com o castigo do silencio, assim como no terceiro ano. Se continuasse a falar com Jorge, os outros parariam de falar com ela e Maria não queria que isso acontecesse.

A garota estava com raiva de si mesmo, pois, no final, percebeu que só havia pensado em si mesmo. Sabia o que Jorge estava passando e também sabia que ele sofreria, mesmo que ele não admite.

—Majo, o que você está fazendo aqui sozinha? -a garota ouviu uma voz conhecida e já sabia de quem se tratava.

—Estou apenas pensando, Cirilo -disse ela com um tom de voz cansado

—Ah, então eu vou ir lá com os meninos, para você continuar pensando -disse Cirilo começando a andar

—Espera Cirilo -pediu Maria e no mesmo momento o garoto se virou na direção da garota a olhando feliz -Você pode ficar aqui, comigo -disse ela. Mesmo não sabendo por que, Maria havia ficado envergonhada

—Tá bom -disse Cirilo se sentando ao lado da garota

—Quer escutar musica no meu celular? -perguntou a patricinha

—Claro! -disse ele colocando o fone de ouvido, que Maria Joaquina estendia para si.

Maria podia não gostar de Cirilo, isso no passado, mas agora as coisas eram diferentes. A garota havia percebido que suas atitudes com o colega não eram boas, na verdade eram horríveis, mas a situação agora era outra. Maria gostava da amizade de Cirilo, a patricinha havia notado que ter a amizade dele era algo ótimo para ela.

Cirilo ainda deixava claro sua paixão por Majo e ainda tinha confiança que a amiga perceberia que gostava de si, mesmo que apenas um pouco.

Notas finais
Gente me empolguei e com certeza será Ciriquina!