Notas iniciais
Gente, para quem me acompanha com as outras fics, sabem que eu Shippo JorCris (Jorge e Cris) e já até tenho outra fic deles... Ou seja, a fic é JorCris!

Terá outros casais, sim! Mas eu ainda não decidi nem um então mandem sugestões, casais da mesma novela tipo (Paulicia) ou não (Bia e Paulo) entenderam?

Espero que gostem!

E, mais uma vez, o loiro bufou irritado já não aceitando mais a situação a sua frente, novamente aquelas pessoas, que eram seus colegas de classe, para a sua infelicidade, gritavam como se estivessem em um zoológico, ou como se eles fossem os animais, afinal, para gritarem daquele jeito só podia ser um bando de retardados.

Jorge Cavalieri já estava em seu limite, por completo! Detestava aquela escola, detestava aquelas pessoas, e detestava estar ali. Gostava um pouco de sua professora, mas mesmo assim não gostava de estar ali, até mesmo a única pessoa que considerava sua melhor amiga tinha lhe virado as costas. Jorge ainda não conseguia acreditar que Maria Joaquina tinha entrado naquele coisa idiota denominado “Castigo do Silêncio” Sério, eles eram tão crianças por fazer aquela coisa irritante! Não estavam mais no terceiro ano, já estava quase indo para o primeiro ano e as manias, de todos, continuavam as mesmas. Era irritante.

Talvez, só talvez, Jorge merecia alguma coisa como “castigo” não algo besta como o castigo do silêncio, talvez todos apenas tinham que falar algo a ele e não o ignorar. O motivo por essa coisa besta? Pelo simples fato de ter dedurado seus colegas de classe, Jaime, Paulo, Kokimoto e Adriano por estarem colando em uma prova. Ora, não era sua culpa se a diretora tinha dito que se não falassem quem estava colando naquela prova todos da classe iriam ficar até mais tarde na escola, sim, inclusive ele. Claro que não queria ficar naquela merda de escola por mais nem um minuto, se não o tempo normal de aula, então apenas fez algo que qualquer um deveria ter feito, Jorge sabia que os outros não falaram nada por medo dos que colavam.

Por um lado era até bom eles não estarem falando com ele, Jorge não era que nem Maria Joaquina no terceiro ano, que havia ficado muito tocada por não estarem falando com ela, ele apenas queria um pouco de paz, todos implicavam com ele dizendo o quão ele era um idiota por se achar tanto, e por se achar melhor que todos, o que não era mentira na opinião de Jorge. Mas se eles fossem tão amigos um dos outros, como diziam ser, por que simplesmente não mostrava isso a ele? Porque não conversavam com ele tentando muda-lo? Isso era algo muito irritante, e Jorge odiava aqueles idiotas, quer dizer, de vez em quando os odiavam.

Havia uma coisa que Jorge aprendera com o tempo naquela escola, se tinham apenas aqueles amigos para si, seriam eles mesmo. Mesmo não admitindo o loiro até que gostava deles...

Suspirou cansado daquilo, andava em direção a sua casa já que o horário de aula já havia acabado, normalmente Jorge estaria com Maria Joaquina na volta para casa, mas nos dias atuais as coisas não estavam boas para ele e os colegas. Revirou os olhos e olhou para a sorveteria que tinha por onde estava passando, andou em direção do estabelecimento e pediu o seu sorvete favorito, que era floco, precisava de alguma distração mas nem amigos tinha, essa era a verdade. Nem amigos tinha.

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Não gostava daquela sensação, mesmo tendo passado por várias decepções amorosas sempre era a mesma coisa, a mesma dor, a mesma solidão, a mesma angustia, não gostava daquele sentimento.

Já havia gostado de Mosca, Samuca, André.... E agora via mais um nome entrar nessa sua lista imaginaria, sim mais um. Dessa vez era o riquinho, Eduardo, ou simplesmente Duda. Sim dessa vez Cris estava gostando de Duda, não havia contando para ninguém, nem para sua melhor amiga Viviane. Era algo bem idiota de sua parte mas, pensou só por um momento que se não contasse para ninguém, se agisse diferente das outras vezes, se fizesse isso seria diferente, mas nem isso adiantou pois, Cristina ficou sabendo, a instantes atrás, que Duda e uma de suas melhores amiga, Pata estava em um relacionamento sério. Não tinha aguentado ficar no mesmo local que o casal então subiu, se trancou em um banheiro do orfanato e chorou, como uma criancinha.

A única coisa que ficou claro, pelo menos para a garota, é de que ninguém gostava e nem iria gostar dela. Quer dizer, como namorada. Sabia que seus amigos sempre estariam lá, podia não ter pais mas Carol, Chico e até Ernestina faziam parte de sua família.

Detestava não ter um namorado, não para se fazer de garota popular, ou algo do tipo, sentia que um namorado, que a amasse verdadeiramente, ficaria do lado dela sempre que precisasse e Cris sempre, desde criancinha, sonhou em ter seu príncipe encantado, riu amargurada, “príncipe encantado” só existia em contos de fadas, e Cris sabia disso, pelo menos, agora sabia.

Antes de verem naquele estado, como os olhos vermelhos de tanto chorar, cabelo bagunçado e a voz, provavelmente sairia falhada se falasse, se levantou e tomou um banho, gelado, nunca gostou de banhos gelados mas naquele dia estava tudo sendo estranho para si.

Não demorou muito e logo ela já estava como se nada tivesse acontecido, com seu costumeiro vestido azul, do orfanato, seus cabelos presos em um rabo de cavalo fortemente e sua franja sobre a testa, sorriu, nem dava para notar que a alguns minutos atrás estava completamente arrasada.

—Cris, você está aqui? –ouviu sua amiga, Beatriz lhe gritar abrindo a porta

—Estou aqui sim, Bia –falou normalmente

—Estranhei você não ter falado nada ao novo casa... –disse Bia olhando-a

—E eu deveria ter falado algo? –perguntou confusa

—Não, é que você sempre gostou de casais e coisas do tipo, só estranhei, mesmo –garantiu

—Tá, mas você só veio aqui para me perguntar isso? –perguntou ela

—Não, na verdade eu vim te chamar para descer, a Carol pediu para nos reunirmos lá na sala. Ela tem algo importante –falou Bia já na porta –Vamos? –perguntou e viu Cris assentindo com a cabaça e logo estava atrás de si, a seguindo em direção a sala.

—Finalmente meninas, só faltavam vocês duas! –falou Carol sorrindo

—Já que elas estão aqui, pode falar Carol –disse Ana

—Tudo bem princesa –falou sorrindo e continuou, sem antes dar um suspiro –Chamei todos vocês aqui para avisar que a dona Carmem fez um comunicado hoje de manhã.

—Vish, deve ser coisa ruim –falou Binho e alguns assentiram

—Talvez seja, ou talvez não. Vai depender de cada um –disse a mulher

—E o que é Carol? Fala, já estou curiosa! –disse Ana

—Tá bom, Carmem me disse hoje que todos vocês irão mudar de escola, inclusive você Duda –disse Carol olhando para o garoto que ainda estava no orfanato por causa de sua, agora, namorada

—O que? Mas porquê? –perguntou Rafa estranhando, ainda estavam no meio do ano, aquilo era estranho.

—A dona Carmem não disse o motivo, só falou que irão mudar de escola... E o colégio de vocês se chama, Escola Mundial.

Notas finais
Espero que tenham gostado!

Comentem!

Beijos!