Meu Primeiro Amor ?!
22 Grávida?!
Notas iniciais
(Mell): Amadinhos...
Agradeçam a linda Scarolmag, por causa da recomendação dela, fiquei super inspirada e fiz o capítulo em 2 dias, e super enorme também... kkkk
Florzinha Scarolmag amei sua recomendação, e fiquei muito surpresa também, pois você não me acompanha a muito tempo, então fiquei super feliz com sua recomendação e é verdade super inspirada também, tanto que terminei o capítulo em tempo recorde... kkkk Espero que continue gostando e acompanhando...
Obrigada a todos os reviews... Vocês são lindos!!
(Lary): Obrigada, Obrigada, Obrigada Scarolmag, graças a VOCÊ e a TODOS que comentáram nós temos um cap bem grandão com um POV Peeta!
***Enjoy***
Cap. 23
Há algumas semanas venho sentindo náuseas, mal estar e dores de cabeça intensas. Preocupados com minha saúde, meus pais e Peeta insistiram para que eu marcasse uma consulta com minha médica Octávia, na verdade ela era minha pediatra, mas pela amizade que ela e minha mãe tem e por ela me tratar desde que nasci, continuei passando por consultas anuais com ela, fiz vários exames de sangue e nenhum teve alguma alteração. A Dra.Octávia disse que poderia ser estresse ou ansiedade já que daqui a dois meses iria me mudar, minha vida e rotina mudariam drasticamente, e o meu psicológico poderia estar causando todas essas reações no meu corpo. Pediu também para que se continuasse ou piorasse, para que eu passasse com uma psicóloga.
Com o uso dos medicamentos as dores de cabeça foram diminuindo, porém as náuseas só aumentavam, algumas vezes me levando a vomitar, e outras a nem comer, em uma das muitas idas a farmácia lembrei-me que fazia algum tempo que não tomava os anticoncepcionais, eu havia parado de toma-los devido as náuseas, achando que era aquilo que estava me causando, passei por uma prateleira que há algum tempo não passava e de repente algo fez um estalo em minha cabeça e a dor voltou, trazendo consigo as náuseas, comecei a fazer contas mentais enquanto encarava a sessão de a absorventes, de todos os tamanhos, formas e cores, eu já havia marcado consulta com a minha ginecologista a Dra.Cressida, mas nunca havia passado a hipótese de estar grá... não, não, não pode ser, isso não pode ter acontecido... Peeta e eu sempre fomos cuidadosos...
Começa a passar um filme na minha cabeça, então lembro que não fomos tão cuidadosos assim, principalmente quando eu estava doente, tomando os antibióticos... Aí não, como eu, filha de enfermeira, fui tão tonta, o antibiótico corta o efeito do anticoncepcional... Ao lado vejo algo ainda pior, o que faz minhas pernas tremerem e me paralisa, testes de gravidez também de todas as formas... Meu primeiro pensamento é chorar, gritar, espernear, mas eu não consigo, estou imóvel... Isso não pode estar acontecendo, eu não posso estar grá...
Deixo tudo pra trás e saio o mais depressa da farmácia, ouço alguém me chamar pelo nome, uma voz conhecida, com certeza é a dona da farmácia a Sra. Undersee mãe de Madge... É isso...preciso falar com Mad, ela vai me dar uma luz com certeza... Ligo no seu celular que chama algumas vezes e cai na caixa postal, insisto, mas nem ao menos chama, alguns minutos depois recebo uma mensagem dela dizendo que não podia falar, pois estava em aula, pediu pra que eu retornasse a mensagem, mas sinceramente não estou com cabeça ao menos para mandar uma mensagem... Até perceber que minhas mãos estão tremendo e meu casaco está jogado no meu braço, estamos no inverno, e se no outono estava calor é porque estava guardando todo o frio pra agora, corro até o carro e ligo o aquecedor agradecendo por estar sozinha e por não ter que voltar pra Mellark's hoje... Dai então lembro o motivo de não ter que voltar pra Mellark's, amanhã é aniversário do meu pai e estamos preparando um almoço, eu iria pra casa ajudar minha mãe e a Joh...
Encosto minha cabeça no volante e não consigo mais conter as lágrimas, eu não posso estar grá... eu não posso... Quem sabe eu não estou... Há uma possibilidade de não estar grá... Penso em voltar na farmácia e comprar aquele bendito teste e acabar de vez com essa agonia que já dura uns 10 minutos. Quando crio coragem pra descer do carro lembro que não posso comprar isso aqui, o que falaria pra mãe da Mad, definitivamente é uma péssima idéia, não tem jeito vou ter que ir a cidade vizinha comprar esse teste, se não eu vou enfartar.
Não sei como cheguei, estive com o pensamento longe o caminho inteiro, não ouvi o celular tocar, não sei se o radio estava ligado, tudo que pensava era na reação de Peeta, da minha mãe, do meu pai... Ah meu pai vai me matar, logo após matar o Peeta, isso se o Tom já não tiver feito o serviço, pensar nisso só me fazia chorar ainda mais... Limpei as lágrimas, mas meus olhos vermelhos e rosto inchado denunciava meu estado.
Encarando aquelas tantas opções de teste, sinceramente não sabia qual levar, peguei três de marcas diferentes, senti vergonha por comprá-los, algo bobo e infantil, mas senti. Quando peguei o celular, havia ligações perdidas de casa e do Peeta, legal, atrai atenção que não gostaria no momento, se eu ligar ele ira perceber pela minha voz que estive chorando isso só ira alarmá-lo, não tenho muito o que dizer então envio uma mensagem dizendo que passei na farmácia e já estava voltando pra casa, de qualquer jeito independente do resultado teria que explicar meu sumiço de 2 horas. Mas Peeta insiste e liga novamente.
- Oi amor. – digo tentando parecer normal.
- Oi amor?.. Onde você está Katniss? Faz mais de uma hora que estou tentando falar com você e esta merda só chama. – nem preciso dizer que ele está bravo.
- Amor estou dirigindo daqui a pouco estou em casa. – digo desligando o celular. Ah como eu queria minha amiga aqui, assim não precisaria ir pra casa de imediato e encarar a todos.
Chego em casa e pra minha sorte ou não, o carro de Peeta não está lá, o que significa que ele me ligou da padaria, desde que tinha saído da farmácia não havia mais chorado, então meu rosto não estava tão terrível quando entrei em casa.
- Katniss onde você estava? Ficamos preocupados. – minha mãe disse.
- Desculpe mãe, passei mal – o que não é mentira – parei na farmácia e dei um tempo por lá, deixei o celular no carro por isso não liguei. – Ok isso me garantiria uma meia hora de tranqüilidade.
- O Peeta está uma fera com você. – ela disse me analisando.
- Eu sei... – disse fria – Vou tomar um banho daqui a pouco desço pra te ajudar.
- Ok, se não estiver se sentindo bem, descanse um pouco. – era tudo que eu precisava ouvir, começo a subir torcendo pra não encontrar ninguém, sinto que estou sendo observada e instintivamente me viro olhando para trás e vejo que minha mãe continua imóvel.
- Está tudo bem mesmo Katniss? – sinto um frio percorrer pela minha espinha, ela sabe, com certeza ela sabe. Reúno todas as forças que consigo e respondo.
- Sim mãe, acho que foi a pressão, não tenho me alimentado direito. – tento soar convincente.
- Tome seu banho, descanse um pouco, depois eu subo pra conversarmos um pouquinho. – Ela sabe!
- Ta bom. – digo voltando a fazer o caminho do meu quarto.
Assim que entro sinto um peso enorme em meus ombros, parece que estou carregando o mundo neles, tenho vontade de desabar na cama, ou no chão mesmo, sento-me na cama e começo a encarar a sacola da farmácia, meu futuro estava dentro dela, pode soar dramático, mas é a verdade. Pego a sacola, uma toalha e me tranco em meu banheiro.
Entro no banho, pensando inutilmente que a água quente relaxaria meus músculos, mas nada, me deixa ainda mais tensa e ansiosa... Saio do banho vendo que não será aqui e nem agora que vou conseguir relaxar, me seco e coloco meu roupão, pego a sacola e abro as embalagens dos testes, passo os olhos no folheto explicativo mas é inútil, não consigo ao menos pensar quem dirá ler, não é preciso eu sei qual é o procedimento, faço tudo conforme o indicado, reúno as três fitas de marcas diferentes, urino no local indicado e uma a uma mergulho as urina na urina... Foram os três minutos mais longos da minha vida até aparecer resultado com nitidez, não agüento tanta ansiedade, quando finalmente o resultado começa a se tornar visível, minha visão fica turva, me encosto na porta do banheiro e me abaixo devagar até sentar no chão, abraço minhas pernas e encosto minha testa em meus joelhos, respiro fundo e tento me concentrar...
— você chegou até aqui Katniss, não seja covarde... — digo baixinho para mim mesma, volto meu olhar para a pia onde posso enxergar claramente as três fitas, todas estão iguais, acusam o mesmo resultado, não tenho porque analisar as três, então me atenho a apenas uma, a do primeiro teste...
Então minha visão clareia novamente, minha cabeça para de doer, meu estômago para de se contorcer, não sinto mais o chão frio, não sei por quanto tempo fiquei nessa posição, mas logo o efeito daquele resultado me atingiu...
Encaro aqueles dois pontinhos vermelhos sem querer acreditar no que aquilo significava, minhas pernas estão bambas, minha cabeça esta girando causando-me náuseas, estou soando frio e ofegante, tenho certeza absoluta que minha pressão está no meu pé, sinto pingos de água em minhas mãos que estão apoiadas em meus joelhos, só então percebo que estou chorando.
Chorando porque estou grávida, chorando porque sei que vou decepcionar meus pais... Chorando porque sei que tudo mudará daqui em diante... Tento mas não consigo controlar o choro histérico que começa a escapar da minha garganta, logo ouço batidas na porta, primeiro leves batidas e a voz preocupada de Prim, até se tornarem mais fortes e ameaçarem derrubar a porta. Peeta não pede e sim exige para que abra a porta, sua voz sempre calma e complacente, agora está abrupta e alterada... Tenho que fazer algo antes que ele coloque a casa abaixo.
— Eu vou abrir... — digo em voz alta, mas não gritando — mas pra Prim entrar...
— Como assim? Mas por quê? — ele pergunta e sua voz de desespero e medo corta meu coração.
— Por favor, Peeta deixa eu falar com minha irmã. — pedi baixinho, porem sabendo que ele ouviria, destranquei a porta.
— Tudo bem. — ele disse, e me afastei da porta e novamente sentei no chão, mas dessa vez me encostando no box. Peeta é cavaleiro demais pra invadir até o meu espaço. Prim entra com os olhos arregalados, acho que ela não sabe muito bem o que dizer ou fazer, até mesmo pra onde olhar.
- Você está bem Kat?... Me diz o que você tem? – Prim pergunta se aproximando de mim, sua mão que vinha em minha direção e para no ar, olho para ela e acompanho o seu olhar, ela pega a caixa do teste nas mãos e me encara com os olhos marejados.
- Kat, você esta... – ela desvia o olhar novamente e encara a caixinha. – grávida? – não consigo responder, então somente assinto com a cabeça, enquanto as lagrimas caiam sem piedade. – Ah kat, eu vou ser titia. – Prim diz agora chorando também, eu não havia pensado ainda no lado bom, se é que esse lado existe.
- Prim... O que eu vou fazer? Nossos pais vão surtar... E o Peeta, e se ele não quiser?.. E a faculdade? – Tantas perguntas sem respostas, e olha pra quem eu estou perguntar, pra minha irmã adolescente.
- Katniss – ela fala firme – aconteceu, eu tenho certeza que nenhum de vocês planejou isso, vocês não são mais crianças, e vão ter que lidar com isso como adultos... Eu não sei o que vocês vão fazer, mas pode contar comigo para o que vocês decidirem, não sei se o Peeta vai dar pulinhos de alegria por ser pai agora, mas ele é maduro, não vai de jeito nenhum fugir da responsabilidade e o principal, ele te ama muito. – as palavras da minha irmã vem como um balsamo pra mim, pelo menos terei uma super aliada, ela sorri e me abraça, e seu abraço me traz ainda mais conforto. – Quanto a nossos pais e a faculdade... Isso eu não sei irmã.
- Obrigada patinha, te amo demais. É muito bom saber que posso contar com você.
- Agora conversa com o Peeta, ele esta quase enfartando.
- Ta eu vou falar com ele, mas e a mamãe ela ouviu o que aconteceu aqui no meu quarto? – pergunto, pois acho que a vizinhança inteira ouviu.
- Fica tranqüila, somente o Peeta e eu ouvimos... A mamãe, a Joh e a Rue estão entretidas na cozinha. – Mas a mamãe ficou de vir conversar comigo, o que eu vou falar pra ela?
- Prim, a mamãe vira conversar comigo... E o que eu vou falar? – o desespero voltou.
- Katniss... Uma coisa de cada vez... Primeiro fala com o Peeta, depois com a mamãe. – desde quando minha patinha é a adulta da casa? Tão linda minha patinha madura e responsável. – Eu falo pra mamãe que vocês estão conversando, tipo uma DR, com certeza ela não ira interrompe-los e vai explicar mais ou menos o nervosismo do Peeta e sua crise. – eu ri.
- Obrigada por tudo viu, eu vou lavar o rosto e já saio... Você pode me fazer mais um favorzinho... – ela assente com a cabeça – Pede pro Peeta me esperar no quarto?
- Com certeza ele não saiu ainda... Eu to indo, se precisar de algo, é só gritar... – ela diz antes de sair do banheiro.
- Pode deixar, eu sei! – digo tentando soar confiante, com certeza a conversa com Peeta não será a mais difícil, mas ainda assim sinto um mal estar e uma ansiedade fora do comum.
Por sorte tem uma lingerie, uma camiseta e shorts limpos no meu banheiro, me troco e lavo meu rosto e prendo meus cabelos, saio do banheiro e vejo Peeta sentado na beira da minha cama, curvado e com as mãos no rosto, antes de sentar a seu lado vou até a porta do quarto e a tranco, caminho até ele que continua na mesma posição e me ajoelho na sua frente, pego suas mãos tirando-as de seu rosto, ver seus olhos vermelhos e as lagrimas escorrendo deles, partiu meu coração, eu não devia te-lo excluído do dia de hoje.
- Amor precisamos conversar... – eu disse sem desviar de seus olhos.
- Amor, o que esta acontecendo? Por favor, me fala... Você está doente? – ele realmente está preocupado.
- Não é bem isso. – digo apenas, e um silencio paira no ar... Peeta se ajoelha no chão junto comigo.
- Me fala amor, por favor. – Como não consigo expressar em palavras, o mais fácil é ser direta, ainda estávamos de mãos dadas, levo suas mãos até minha barriga, no inicio Peeta não entende porque depositei suas mãos ali, mas depois de alguns segundos ele finalmente entende, ele arregala os olhos e alterna seu olhar dos meus olhos e da minha barriga.
- Peeta, eu estou grávida!
POV Peeta
Há dias que estou preocupado com a Katniss, ela que sempre é tão alegre e espontânea, tem estado abatida e doente... Suas dores de cabeça constantes já me preocupavam, mas agora aliados aos enjoos e vômitos, me deixa agoniado. O pior é que ela já fez tantos exames de sangue e nada acusou, não sei se isso me alivía ou me preocupa ainda mais, há dias ela não come direito e vem emagrecendo, a vontade que tenho é de colocá-la em uma bolha de vidro e para protege-la de tudo e todos, mas infelizmente não posso. Sinto falta da espontaneidade com que ela fazia tudo, não que ela não seja mais assim, mas com certeza seu estado de saúde tem afetado isso.
Sei que é coisa da minha cabeça, mas tenho sentido que ela está distante, ainda damos nossas fugidas, dormimos um no quarto do outro, mas com bem menos frequência, ela sempre está com sono demais, ou dor de cabeça ou enjoada. As vezes penso que está é enjoada de mim, afinal estamos sempre juntos, literalmente o dia inteiro.
Lembro-me de quando namorava com Glimmer e o quanto ela era “grudenta”, no começo era bom, eu precisava e queria atenção, mas em pouco tempo o jeito dela foi me cansando, cheguei a conversar com ela, que tínhamos que dar atenção a nossos amigos e que não precisávamos ficar grudados o dia inteiro, mas não adiantou e como eu não a amava logo o namoro tornou-se um fardo para mim e ai terminamos. Com a Katniss isso não acontecia, quanto mais tinha dela mais queria, ficar um dia sem seu sorriso, seus beijos, seus toques, suas manias era uma tortura para mim, então vê-la sem animo e alegria, está me matando. Quando ela não come também não consigo comer, quando ela passa mal eu passo junto, quando ela tem crises de enxaqueca tenho também.
Pela primeira vez em dias acordo de madrugada como de costume, tomo um banho para despertar e me arrumo para ir a padaria, ultimamente Katniss não tem ido por estar indisposta, então não me preocupo em saber se ela acordou ou não, geralmente tomo café na padaria, mas hoje decido toma-lo em casa e ao entrar na cozinha tenho uma bela surpresa.
- Bom dia amor, pensei que você não ia descer nunca, estava te esperando pra tomarmos o café. – ela diz sorridente, há tempos eu não a via assim. Não me contenho e vou em sua direção beijando-a com ansiedade, o que ela retribui instantaneamente, eu não ansiava apenas por contato físico, eu ansiava por sua entrega que sempre foi total, por sua espontaneidade, eu ansiava por vê-la bem, ver seu sorriso, ver sua pele arrepiada em contato com a minha. Nosso beijo transmitia todo nosso desejo e necessidade que tínhamos um do outro, ela passou suas mãos por baixo de minha camisa e casaco me fazendo recuar um pouco pelo contato de suas mãos frias com minha pele, ela sorriu em meus lábios e me puxou para si, aprofundando nosso beijo e passando suas unhas por peito e também costas, me excitando e fazendo arrepiar... A ergo e ela entrelaça suas pernas em meu quadril e a encosto na parede, ficamos assim por um tempo, nos provocando...
- Vamos pro meu quarto amor? – Katniss diz cansada das provocações, acho graça do jeitinho que ela pediu, quase inocente, por mais que minha vontade seja a mesma que a dela, não podemos tenho que abrir a padaria.
- Pode ser a noite? Tenho que abrir a padaria... E se formos pro seu quarto, tenho certeza que não saio dele hoje. – digo e ela sorri tímida.
- Pode né, fazer o quê?! – ela diz fazendo manha enquanto eu a coloco no chão novamente – Vou para padaria com você, mas vou sair mais cedo para ajudar a mamãe com os preparativos do almoço de amanhã. – diz enquanto se ajeita e senta a mesa para tomarmos nosso café, faço o mesmo sentando e tentando me arrumar e me acalmar pois é nítido que ainda estou excitado, percebendo minha falha tentativa de esconder, ela passa a mão por minha ereção o que mesmo pelo jeans o contato de sua mão me enlouquece, ela senta em meu colo e diz maliciosamente em meus lábios:
- Tem certeza que você aguenta até a noite?
- Não. – digo puxando-a num beijo voraz, minhas mãos começam a passar pelo seu corpo sem pudor, fazendo nos gemer. Até escutarmos passos na escada, Katniss quase se joga na cadeira que estava sentada, passa as mãos pelos cabelos e coloca um pão de queijo na boca, eu fico imóvel, não há muito o que fazer, apenas ajeito minha cadeira e fico o mais próximo a mesa possível.
- Bom dia Tom. – Katniss diz de boca cheia. Tinha que ser meu pai quem mais seria.
- Bom dia lindinha, filho. – ele nos cumprimenta e pega um copo de água.
- Bom dia pai. – digo enquanto ele me encara.
- Acho que você está atrasado, não Peeta. – ele não pergunta e sim afirma, mal abro a boca pra responder...
- Desculpe Tom, eu atrasei o Peeta, hoje vou para a padaria com ele, e acabei preparando o café da manhã para tomarmos antes de irmos. – Katniss diz.
- Ok crianças, só não demorem muito...
Katniss e eu nos entreolhamos enquanto meu pai saia da cozinha, não contendo o riso.
- Quase pegos... – eu disse, por quase sermos flagrados pela milésima vez.
- De novo. – Katniss completou.
Terminamos nosso café da manha e fomos pra padaria eu com o meu carro, e ela com o da Clair, como ela sairia mais cedo preferiu ir com o da mãe, apesar de morarmos perto da padaria, com o frio que esta fazendo não nos arriscamos nem a andar...Chegando lá coloquei Katniss pra trabalhar, pois como estávamos atrasados precisava de ajuda. O dia passou rápido como a muito tempo não acontecia, parecia que finalmente as coisas estavam se acalmando, havíamos esquecido um pouco a pressão da faculdade, não havia mais cursinho, a Katniss parecia mais animada e feliz, tudo entrando nos eixos. Sinto suas mãos em volta da minha cintura e um beijo na minha nuca.
- Lindo, estou indo... Vou passar na farmácia e depois vou pra casa... – ela disse baixinho de forma sedutora no meu ouvido, me viro e deposito um beijo em seu pescoço.
- Mas esta tudo bem né? Você está bem... Certo? – perguntei somente para me assegurar que ela não esta indo embora por estar com dor ou indisposta.
- Sim amor, eu estou bem, só vou passar na farmácia pra repor estoque em casa – ela disse rindo – não precisa se preocupar... Te amo! – disse e me beijou.
- Também te amo, e qualquer coisa me liga. – digo, por mais que ela pareça mais animada hoje, ainda me preocupo. Ela assente com a cabeça e sai mandando beijos no ar.
Cerca de uns40 minutos depois, fico incomodado com algo que não sei exatamente o que é, resolvo ligar em casa pra saber se estão todos bem e falar com a Kat... Clair atende no segundo toque.
- Oi Clair... É o Peeta. Tudo bem? – pergunto por costume.
- Oi filho, tudo e você? – ela pergunta, também por costume me chama de filho, não que eu a chame de mãe, mas criamos este vínculo.
- Meu pai esta em casa? – pergunto sem saber ao certo com quem quero falar.
- Não, ele foi fazer umas compras, falei com ele a pouco, e logo ele estará ai. Por que aconteceu alguma coisa?
- Não por nada, chama a Kat pra mim, por favor? – peço e o telefone fica mudo por poucos segundos.
- A Kat??? Ela não esta aqui... Pensei que tivesse ido com você pra padaria, seu pai disse... – não deixei ela terminar.
- A Katniss veio comigo Clair, mas faz uns quarenta minutos ou mais que ela saiu, dizendo que ia passar na farmácia e depois ia pra casa. – digo já entrando em desesperado, onde será que ela esta.
- Mas como assim? Ela estava passando mal? – Clair pergunta também num tom mais acelerado.
- Não, ela me disse que estava bem... Que ia passar na farmácia e comprar remédios pra repor os que ela usou e depois ia pra casa te ajudar. Eu vou ligar pra ela, depois te retorno.- me despedi rapidamente de Clair e desliguei.
Perdi as contas de quantas vezes liguei em seu celular mas só chamou, liguei de volta para Clair que também estava tentando falar com a filha, fui até a farmácia da Sra.Undersee, que me contou o ocorrido, Katniss estava na farmácia, e saiu depressa sem levar os remédios e sem falar com ninguém.
Rodei praticamente a cidade inteira atrás dela e nada, eu já estava quase surtando quando finalmente consegui falar com ela, o que eu não sabia era que essa ligação me deixaria pior ainda, apesar de me chamar de amor sua voz estava fria, distante... Não era minha katniss, não era minha garota em chamas dessa manhã, senti como se fosse uma estranha me chamando de amor, quis saber onde, porque havia sumido e nem atendia minhas ligações e da sua mãe, mas tudo que recebi foi um telefone na cara... Aquilo doeu, não tive coragem de retornar, com o resto de forças que tinha liguei pra Clair e disse que ela estava a caminho de casa, Clair me bombardeou de perguntas e eu acabei despejando nela todas as minhas frustações, quando vi a merda que havia feito, perdi perdão e desliguei o celular...
Eu estava meio fora de mim, se fosse pra casa agora com certeza não iria prestar, caminhar está fora de cogitação com a neve que está caindo, resolvo parar em uma cafeteria... Peço um cappuccino, mas o líquido não desce... meu celular toca uma vez e no visor vejo que é de casa, simplesmente não consigo atender, deixo chamar até cair na caixa postal, logo em seguida toca novamente e agora o visor acusa o número de Prim, toca uma vez, toca duas, quando decido por atender o celular para tocar, e recebo uma mensagem de Prim falando que a katniss estava em casa, encarou mensagem e penso comigo... Só isso Prim você poderia ao menos escrever que ela está bem, está inteira!
Começo a pensar em tudo que vivemos até agora, ela não tem motivos pra me esconder nada, sempre fomos sinceros um com o outro, ela não tem porque esconder nada... Busco em minha mente algo que me dê algum sinal do que está acontecendo com ela, eu a conheço tão bem.. Deve ser algo muito grave, e eu preciso vê-la, estar a seu lado... Pago pelo cappuccino que mal tomei e vou pra casa, minha cabeça a mil, será que ela está com alguma doença, será que é grave...
Assim que entro em casa, escuto vozes e música na cozinha, com certeza ela não está lá, subo as escadas e vou direito pro seu quarto, a porta está encostada, penso se devo ou não entrar até escutar a voz de Prim e batidas na porta, entro e me deparo com Prim batendo na porta do banheiro e pedindo pra irmã abri-lá, vou em sua direção e pergunto a ela o que está acontecendo...
— Não sei, ela chegou disse pra mamãe que havia passado mal, e que iria tomar um banho, como ela estava demorando a mamãe pediu para que eu viesse vê-la... Quando cheguei a porta do banheiro estava trancada e a ouvi chorar... — Eu já havia escutado demais, comecei a bater na porta como um louco, e como ela não respondia comecei a forçar a porta para arrombá-la, foi então que ela disse:
- Eu vou abrir... – fico aliviado por sua resposta, ela faz uma breve pausa — mas pra Prim entrar...
- Como assim? Mas por quê? – fico sem entender o motivo, porque ela não quer me ver, falar comigo...
- Por favor, Peeta deixa eu falar com minha irmã. – ela pediu numa voz quase inaudível, meu coração apertou, meu estômago se contraiu, ela destrancou a porta, e por mais que minha vontade fosse entrar eu jamais invadiria seu espaço sem seu consentimento.
- Tudo bem. – digo e me afasto da porta permitindo que Prim entre, ela entra e fecha a porta novamente.
Me sinto mal, sem chão, não sei se saio, se fico, minhas pernas não obedecem aos meus comandos, sento na cama dela e mergulho num imenso vazio, não consigo ordenar um pensamento sequer, somente imagens desordenadas, momentos felizes, tristes, de prazer, de dor... Não sei quanto tempo fiquei imerso, senti suas mãos segurarem as minhas, ela esta ajoelhada na minha frente, me encarando e em seus olhos vejo um misto de sentimentos, mas me prendo a um, um olhar ainda desconhecido para mim, em seus olhos há medo...
- Amor precisamos conversar... – seu tom de voz faz com que meu estômago se contorça ainda mais, mas preciso saber o que esta acontecendo.
- Amor, o que esta acontecendo? Por favor, me fala... Você está doente? – digo a primeira coisa que me vem a mente, apesar de neste momento, varias coisas passarem por ela.
- Não é bem isso. – ela começa, porém a frase morre no meio, me ajoelha no chão junto a ela, então eu a encorajo.
- Me fala amor, por favor. – peço e ela morde o lábio inferior, parece estar procurando as palavras certas para expressar seus pensamentos, não encontrando ela aperta minhas mãos e as leva até sua barriga... No inicio não entendo o que ela quer dizer, até a verdade daquele ato me acertar, como não pude pensar nisso antes, como fui tão cego, eu sei exatamente o que ela quer dizer, mas ainda assim preciso ouvir da boca dela, a encaro pedindo confirmação olhando pra sua barriga e em seus olhos.
- Peeta, eu estou grávida! – meu coração acelera, minhas mãos soam frio... Será que eu escutei direito... Grávida? Como isso foi acontecer? Ah como... Que pergunta idiota Peeta, ainda bem que não fiz em voz alta... E agora? O que vamos fazer? Meu pai vai me matar... O Ben, ele vai...DEUS!
- Peeta fala alguma coisa... – ela pede baixinho... Mas o que dizer?
- Você tem certeza? – que pergunta idiota. Ela revira os olhos impaciente.
- Tenho, acabei de fazer três testes... Todos deram positivos. – Com certeza vou dizer mais alguma coisa idiota.
- É confiável?... Tipo 100%?...
- Não, só de 95 a 99%... – ela diz seca, tudo bem acho que já testei o limite da paciência dela sem querer, nunca fugi de responsabilidade, não vai ser agora que vou começar.
- Katniss, eu te amo... E nós sempre estaremos juntos... Esse bebê é a prova do nosso amor, e nos vamos passar por tudo juntos, como uma família. – e ela que até então estava segurando o choro, não o conteve mais, eu a abracei e ela retribuiu, senti a necessidade de dizer... – vai dar tudo certo amor, você vai ver...
- Eu te amo Peeta! – ela disse entre soluços.
Notas finais
Sigam o exemplo da Scarolmag e recomendem a estória que o cap sai mais rápido!!
Bjs até o próximo criONÇAS!!!!
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