Notas iniciais
OI GENTE!!!! Tapete vermelho pra Lary! Quanto tempo eu não apareço neh?! Mas hoje chego com um capítulo novinho. Lembra que vocês ficaram com raiva por causa da história do Cato? Então, hoje veremos o ponto de vista do Peeta, e confesso que depois desse capítulo eu odiei menos a Glimmer. Vamos ver se vcs também! Obrigada por todos os reviews! Vocês são demais, amei cada comentário, vcs inspiram a gente. Obrigada! Bom, é só isso... ***Enjoy*** **** Invasão da Mell. Amores e amoras do meu coração... Perdão pois estou em falta com vocês, não estou conseguindo responder aos reviews por falta de tempo, o tempinho que tenho livre estou usando para escrever os capítulos, para não deixa-los tanto tempo sem atualizações, por isso a demora em responder cada... Só peço que tenham um pouquinho de paciência comigo, pois vou responder a cada um.. *-* Os Amo, bjo da Mell *****

Sinto seus lábios frios nos meus, e os sinto novamente na minha barriga. Não quero abrir meus olhos e encará-lo, fiquei sentida pelo que Cato falou, mas principalmente pelo atraso dele, algo me diz que esta não será a primeira e nem a última vez. Ouço o barulho do chuveiro, então me sinto mais a vontade para trocar de posição e relaxar, mas logo Peeta volta para cama, abraçando-me por trás e afastando meus cabelos, depositando beijos por minha nuca e ombros.

– Eu sei que está acordada. Me desculpe pelo horário. – ele diz baixinho em meu ouvido, continuo na mesma posição, evitando até respirar profundamente. Não estou pronta para a conversa que teríamos, e

nem sei se quero tê-la. Peeta suspira pesarosamente, ele sabe que estou acordada e que não quero falar com ele, mas ele permanece na mesma posição, unindo ainda mais seu corpo ao meu, fazendo-me sentir sua pele quente pelo banho, e o cheiro inebriante que só ele tem.

***

O dia acabara de nascer e estávamos na mesma posição, ao menos eu consegui dormir. Peeta está apagado ao meu lado, me desvencilho de seu abraço cuidadosamente para não acordá-lo, saio da cama sem olhá-lo e sigo direto para o banheiro fazendo minha higiene matinal. Volto para o quarto e lá está ele dormindo tranquilamente, como se fosse uma criança que não tem preocupação alguma, visto um agasalho pois o dia promete ser frio, apesar de não estarmos no inverno e saio de casa, meu intuito era uma caminhada mas assim que vejo Cato na recepção do condomínio mudo de idéia e volto para o elevador, ele me vê entrando no elevador e começa a me chamar, pra minha sorte às portas se fecham antes que ele chegue até mim, sigo para a garagem e vejo que sai com as chaves do carro, ao menos não preciso voltar em casa. Dirijo até a Starbucks mais próxima e pego um cappuccino, croissants e sigo para a praia, nada melhor que o mar para nos acalmar e colocar os pensamentos em ordem.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, mas ao retornar para casa eu estava tranquila e relaxada, pena que durou pouco.

– Katniss onde você estava? — Peeta estava furioso.

– Fui dar uma volta. — me limito a dizer, enquanto tiro o casaco e a bota.

– E você não podia ter avisado, ou levado o celular? — ele segurava meu aparelho celular. Não havia percebido que não tinha levado.

– Saí cedo, e não percebi que estava sem o celular. — disse seguindo para o quarto.

– Há já entendi. Está descontando sua raiva porque eu cheguei tarde ontem né. — ele dizia sarcástico, algo que não vinha dele e sim de Haymitch. – Trabalhei até tarde Katniss e tive que fechar o restaurante, por isso cheguei tarde. – ele faz uma pausa. – Mas saiba que eu fiquei preocupado, você pode ficar brava comigo mas não tem o direito de sumir assim sem me dar satisfações. — ele disse deixando-me sozinha no quarto e meu sangue ferveu, toda paz e tranquilidade acabara.

– Você me falando de preocupação Peeta? — saio do quarto gritando atrás dele. — Você me falando de dar satisfações? Bela satisfação você ia me dar ontem a meia-noite e meia, que foi quando você lembrou- se de me ligar, e pior chegando na ponta dos pés como se devesse algo. Foi a essa hora que se lembrou que era casado, e que sua esposa está grávida?

– Eu sabia que você estava acordada.

– Eu acho que eu iria preferir que você não soubesse. Porque eu sei que essa não foi a primeira e não será a última vez Peeta.

– Katniss meu dia ontem foi cheio, o louco do Cato apareceu lá e surtou com o Haymitch.

– Ele tem os motivos dele pra surtar com o pai, você não tem nada haver com a vida dos Abernathy. — digo furiosa.

– Ah Katniss defendendo esse cara de novo. Você nem o conhece!

– E você conhece toda a família Abernathy não é Peeta. E até demais. E o pior é que você os defende, e por quê? Porque eles te ajudaram no momento em que mais precisou, eles são almas tão caridosas, pena que não souberam lidar com o próprio filho. — Ele fez menção a falar alguma coisa, mas eu não permiti. — E sabe o que me deixa mais furiosa, é que a principal briga de vocês dois é por causa daquela coisinha encrenqueira da Glimmer. — Ele arregalou os olhos para mim, e eu soube que estava no caminho certo. — É amorzinho, você não quis me contar, então descobri por outra pessoa e nem precisei ir atrás da historia, ela veio até mim, mas pensando melhor neste assunto é claro que você não queria me contar, sabia que eu surtaria quando soubesse que a birra entre vocês era por causa dela. E adivinha só, você estava certo eu surtei, eu fiquei doida quando Cato jogou essa bomba em cima de mim, mas não fiquei tão brava quanto ser esquecida e ignorada por você. Porque foi assim que me senti ontem. Meu marido decidiu coisas sem me consultar, chegou a uma hora da manhã sem me avisar, e ainda queria que estivesse tudo lindo, tudo bem, você queria que eu aceitasse numa boa Peeta?

– Não, eu queria que você desse menos ouvidos para os outros e mais para mim.

– Dar ouvidos para os outros? Jura? Você por algum acaso pensou em me contar o real motivo de você e Cato se detestarem? – sinto Lorena inquieta dentro de mim, respiro fundo e me sento.

– Que besteira nós estamos fazendo Katniss? – ele diz ainda bravo, mas não comigo. – Você quer saber a verdade? É isso Cato sempre teve ciúmes de mim com seus pais, desde criança, ele sempre fazia as coisas para que eu me desse mal, mas eu sempre conseguia me sobressair e todos descobriam que ele havia armado a situação, então eu me dava bem e ele se dava mal. Mas que culpa eu tinha? Nenhuma. Eu tentava não deixar me levar pelas provocações dele, e na maioria das vezes eu conseguia. Sabe o que ele me disse quando minha mãe faleceu? Que eu não podia ter tudo na vida. Ele disse com um tom de ironia, um sorriso falso no rosto eu tive que me conter para não dar um soco nele, porque naquele exato momento, estávamos no velório da minha mãe e tudo que ele pensava era em uma rivalidade estúpida, rivalidade que só existia na cabeça dele. E quando a Glimmer e eu começamos a namorar de fato tudo piorou, as provocações dobraram, ele estava sem limites, mesmo quando aconteceu o acidente com menininha ele não deixava de me perturbar, foi quando a Glimmer disse estar gravida, eu fiquei sem chão nós só tínhamos 16 anos e um namoro conturbado ficávamos mais tempo separados do que juntos, começamos a fazer planos e Cato me odiou ainda mais, nosso relacionamento se é que tínhamos um era ridículo, sempre que nos víamos só faltávamos “sair no braço”, foi ai que ela contou a verdade durante um jantar com nossas famílias, ela pediu perdão a todos principalmente para mim, terminamos e ficamos um ano sem nos falarmos até ela se mudar. Um tempo antes de nós começarmos a namorar ela me mandou um e-mail enorme, pedindo-me perdão por tudo e eu não tinha motivos pra não perdoar, foi um pedido de perdão sincero e eu a perdoei sinceramente. Eu realmente não queria te contar esta historia, isto te deixaria com mais raiva dela. – eu não sabia o que pensar, minha cabeça dava voltas e sentia que a qualquer momento eu poderia vomitar meu café da manhã.

– E quando você iria me contar que a suposta filha de vocês chamaria Lorena? – Peeta suspirou profundamente e eu o deixei sozinho na cozinha. Eu não tinha fome e nem sede e minha filha continuava inquieta dentro de mim. Não havia mais nada há ser dito, e eu não queria ouvir se ainda houvesse.

– Amor... – Peeta me chamou enquanto eu me despia para o banho.

– Peeta, você vai se atrasar. – digo antes de entrar no chuveiro. Quando saí do banho ele já estava pronto sentado na cama, levantou-se e me puxou para ele.

– Eu te amo Katniss. – ele olhou no fundo de meus olhos antes de selar nossos lábios. Abaixou-se e beijou minha barriga. – Eu te amo filha, papai te ama muito. – eu engoli em seco, sabemos que tudo eu sinto ela sente também, logo se eu me sinto rejeitada ela também sente.

Peeta se vai e vou para cozinha apesar de não estar com fome, já passou da hora de me alimentar novamente, não quero prejudicar minha filha, nunca. Faço um sanduíche natural, um chá e vou para a sala, então decido que hoje não iria ao orfanato. Dou um jeito na casa e no quarto da Lolo, estava tudo pronto para sua chegada, só faltava lavar as roupinhas o que faria uns dias antes dela nascer. Não contei a ninguém o que acontecera, sentia que deveria ser algo que eu tinha que resolver sozinha, ou por medo, e se minha mãe me dissesse que Peeta e eu estávamos há um passo de nos separarmos, eu não suportaria isso, portanto guardei tudo que sentia para mim mesma.

O dia passou rápido e a noite vagarosa, novamente Peeta chegou tarde, a diferença é que dessa vez ele avisou antes, dizendo-me que tinha que ficar para preparar o cardápio do dia seguinte. Algo que para mim não fez diferença alguma. Quando ele chegou eu já dormia, e sai no dia seguinte antes que ele se levantasse, o acordei somente para avisar que estava saindo. Ao chegar no orfanato Cato já estava lá, algo atípico dele, pois ele sempre vinha na parte da tarde.

– Katniss eu queria conversar com você. – ele disse sério.

– Cato é melhor não. – disse firme.

– Seu marido já me avisou que ele me quer longe de você. – o quê? Não acredito que Peeta fez isso. – eu o entendo perfeitamente, eu só queria te pedir perdão, eu estava fora de mim, bravo com meu pai e descontei tudo em você, eu não devia ter feito isso. – apenas acenei com a cabeça, Cato entendeu e não forçou uma conversa.

Os dias se passaram e tudo ficava cada vez pior, Peeta e eu mal nos víamos e nos falávamos, fazer amor então muito menos, ele chegava tarde todos os dias, e eu saia mais cedo a cada dia, ele trabalhava e estudava aos finais de semana, eu tentava me ocupar com minhas amigas e família, estava ficando insuportável, principalmente esconder de todos. Eu me encorajava dizendo a mim mesma que só faltava mais duas semanas para o nascimento de minha pequena, em uma semana estaríamos com minha mãe, e toda minha família, eu me sentiria amada novamente.

O relógio no criado mudo ao lado da cama, acusava que já era uma hora da manhã, me virei novamente mas era inútil esta noite eu não dormiria, Lorena estava inquieta e eu também, ela chutava minha costela e isso me deixava com falta de ar. Não agüentava mais ficar na cama e comecei a andar pela casa, sentei-me na varanda acariciando minha barriga e implorando para minha filha não me chutar mais. Fui para a cozinha e preparei um chá de camomila sem açúcar, algo que venho adotando para acalmá-la, volto para o quarto e pego os fones de ouvido e os coloco na minha barriga, a fim de acalmar a Lolo, geralmente ela fica calma com musicas clássicas e aliado ao chá é um sonífero para ela. Assim que a Lolo começa a se acalmar encaro o relógio novamente que marca duas e meia da manha, respiro fundo para não me estressar e meia hora depois ouço o barulho das chaves na porta e respiro fundo novamente recostando minha cabeça no travesseiro que estava nas minhas costas.

– Você está bem? – Peeta pergunta parecendo surpreso por eu estar acordada. Respiro fundo e mantenho os olhos fechados.

– Sim. – respondo seca.

– A Lolo não te deixa dormir? – ele pergunta o óbvio, mais uma vez respiro fundo.

– Não. – pra sorte dele, ele não prossegue com a sessão de perguntas e vai para o banho, quando volta da um beijo em minha barriga e logo pega no sono. Consegui pegar no sono assim as luzes do dia invadiram o quarto.

– Não vai ao orfanato hoje? – ouço a voz de Peeta ao longe apesar de senti sua respiração em minha nuca.

– Uhum... – Resmunguei apenas, com certeza ficaria em casa hoje.

Peeta saiu como todos os outros dias, sem um beijo, sem um tchau, sem um eu te amo, nem um beijo na Lorena ele deu. E eu não suportava mais essa situação, as lagrimas já caiam sem minha autorização, eu fui forte durante esses dias, mas toda minha força fora embora, eu já estava esgotada, o cansaço me atingira em cheio, e quanto mais eu pensava nisso mais eu chorava.

– Mãe... – eu disquei seu numero sem pensar.

– Você esta bem filha?

– Não... – comecei a chorar e lhe contar tudo que estava acontecendo, ela me ouvia atentamente sem me interromper uma única vez. – Mãe o que eu faço? Eu não sei mais o que fazer.

– Por que não me contou antes filha?

– Eu achava que tinha que passar por isso sozinha. Eu achava que era forte e madura o suficiente, mas eu não sou mãe. – os soluços me impediam de falar.

– Calma filha, você é mais forte do que imagina. Meu erro sempre foi achar que eu não tinha pessoas que eram por mim, mas eu tinha, e você também tem, e sobre o que você me contou, não significa porque seu pai e eu nos separamos, você e Peeta iram separar também. Vocês estão passando por um momento difícil, a Loreninha esta chegando e ambos estão nervosos, você preocupada com a parte emocional e Peeta com a racional, isso é normal filha, vocês só precisam chegar em um consenso, precisam urgentemente conversar. Ambos precisam tomar uma decisão juntos, eu te entendo, quer tê-lo perto de você, quer atenção, quer ser mimada, e entendo ele também, ele tem as responsabilidades de pai agora, quer garantir o futuro da filha e da esposa, não se trata mais de um sonho filha, se trata da vida real e como ele dará conforto a vocês duas.

– Mas mãe se for pra ter conforto e não tê-lo por perto, eu prefiro não ter conforto algum. – eu dizia já desesperada.

– Diga isso a ele então filha.

– Que horas? De madrugada quando ele chega? – pergunto indignada.

– Katniss você precisa se acalmar, isso não é bom nem pra você muito menos para a Lorena. – ela pede autoritária.

– Okay mãe desculpe. Eu vou dar uma volta, comprar algumas coisas que estão faltando aqui em casa. – eu não queria ouvir que ficaria tudo bem, quando tudo parecia que ia desmoronar, eu queria apoio, queria que ela me dissesse que eu estava certa e ele errado.

– Então vai e cuidado, me liga quando voltar. – pediu preocupada.

– Ligo sim mãezinha.

Nos despedimos e sigo para o supermercado. Apesar de ser perto vou de carro, pois estou com uma dorzinha insistente no pé da barriga, como se fossem cólicas, na maior parte do tempo são fisgadas que eu tento ignorar pensando ser por causa do meu estado de nervos, mas as fisgadas só aumentam deixando-me com falta de ar, respiro algumas vezes enquanto caminho até o carro, mas nada alivia. Minhas costas na região lombar e quadril também começa a doer intensamente e não encontro uma posição confortável para me sentar. Reconheço os sintomas como sendo contrações.

– Filha você não pode nascer agora. – digo acariciando minha barriga. Pego meu celular e ligo para Peeta, chama uma vez, duas e na terceira cai na secretaria eletrônica. – Perfeito. – as lágrimas de frustração e dor já corriam por minha face. Como estou perto do restaurante dirijo até lá, não estou em condições para ir ao hospital sozinha. Assim que chego ao restaurante tento me recompor e entro torcendo para não encontrar ninguém além de Peeta, mas é claro que Cashmere estaria na recepção.

– Sra. Mellark. – ela força um sorriso.

– Boa tarde Cashmere, o Peeta está? – pergunto sem tempo para ser gentil.

– O Sr. Mellark saiu com o Sr. Abernathy, ficaram o dia todo fora. – ela diz e eu me desespero, porém mantenho minha postura.

– Ah sim, obrigada. – saio bem menos educada de que quando entrei.

As contrações só aumentavam e eu não sabia o que fazer, entrei no carro e encostei minha testa no volante e comecei a chorar, bela atitude para uma mãe. Ouço o barulho de alguém batendo no vidro do carro, levanto a cabeça e me arrependo profundamente.

Notas finais
DEUUUSSS!!!! Quem vocês acham que é???? Façam suas apostas! Bem, nos vemos logo! O capítulo 38 já está prontinho, só depende da boa vontade de vocês de comentar. Então...Nos vemos nos reviews??!! Bjs borrados da Lary, até!