Notas iniciais
Oi gente, quem fala é a Lary. Espero que gostem do cap, altas emoções. Obrigada pelos reviews, vcs são demais amamos vcs! Gente postei uma nova história, o nome é "Amor Em Dose Dupla". Passem lá o link ta aqui: http://fanfiction.com.br/historia/498082/Amor_Em_Dose_Dupla/

– Han? Que? Como assim? Como vocês terminaram me explica essa história direito amiga. — pedi não acreditando no que ela me falava.

– Conversamos quando eu chegar ai. — ela disse sua voz desanimada.

– Quando você chegar aqui? — perguntei sem entender.

– Sim, já estou de férias da faculdade, estou indo pra casa...

– Okay, quando chegar me liga.

– Ligo sim, posso ir pra sua casa quando chegar? — ela pediu assim como fazia quando éramos crianças e ela se desentendia com seus pais.

– Sempre amiga, sempre... Nem precisava pedir... — Ahhhh eu vou matar o Gale Hawthorne.

Mal desligando o telefone e eu já estava discando o numero do Gale Cara de Pau Hawthorne.

– Gale Hawthorne... — disse assim que ele atendeu o celular.

– A Madge está bem? — ele me ignorou completamente.

– Como assim a Madge esta bem? Como você teve coragem de terminar com minha amiga, e me ligar pra saber se ela esta bem? Você é muito cara de pau mesmo neh.

– Katniss Everdeen, a Madge esta bem ou não esta? — ele perguntou sem paciência.

– Ah você esta bravinho é, adivinha só eu também estou... — disse querendo voar no pescoço dele.

– Eu não devia, mas já que você esta insistindo tanto, quem terminou comigo foi ela. — por essa eu não esperava.

– Foi ela? — perguntei feito boba, eu não tinha o que falar, tinha me armado toda e ele me desarmou completamente.

– Sim, depois que eu a pedi em casamento. — Casamento? Ah já entendi tudo.

– Desculpe Gale, eu entendi tudo errado, ela esta bem sim, quero dizer ainda não sei ao certo, ela esta vindo pra cá, acho que vai passar as férias aqui... — digo sentindo-me culpada.

– Hum, okay então... Se possível não fala pra ela que eu liguei tá? — ele pediu.

– Tudo bem...

Despedimos-nos e me senti mal por meu primo, ele ama aquela doida, assim como sei que ela também o ama. O problema é que Madge sempre foi avessa a relacionamentos, isso porque era apaixonada por Gale desde que o conheceu, e ele nunca deu muita bola pra ela por ser mais nova. Por isso os relacionamentos de Madge sempre foram curtos, muito me admirou quando ela deu uma chance para Gale, e mais ainda quando o namoro perdurou. Mas sinceramente eu sabia que mais cedo ou mais tarde, ela teria um "surto".

Em algumas horas Madge batia na porta do meu quarto, seus olhos vermelhos e inchados, há muito não via minha amiga tão abatida.

– Oi minha loira. — disse assim que ela entrou no quarto.

– Oi mamãe. — ela disse vindo em minha direção e deitando-se na cama onde eu estava com a Lolo que tinha um soninho profundo, e estava toda encolhidinha. — Ele disse que podíamos ter uma filha igualzinha a Lolo. — ela disse enquanto acariciava o fino cabelo de Lorena. Apenas sorri da constatação dele. — Ele te contou não contou?

– Eu liguei pra ele, acho que deve imaginar como falei com ele, a princípio ele só queria saber como você estava, mas acho que amolei tanto ele, que ele acabou contando. — Ela me encarava, ouvindo atentamente a cada uma de minhas palavras. — Qual é Mad você ama meu primo.

– Eu o amo sim, e a cada dia o amo ainda mais. Mas casamento Kat? Isso é loucura, somos tão novos. Temos tantas coisas pra viver e conquistar e se não der certo? Tantos casais que se amam, quando casam se separam. Olha só você e o Peeta.

– Mad. — Chamei sua atenção. — Sei que eu e o Peeta não somos o melhor exemplo, mas nossa situação é diferente, tivemos que amadurecer rápido demais, éramos apenas um casal de namorados quando fiquei grávida. E outra ninguém esta falando em separação, apenas estamos passando por um momento difícil. — Eu disse tentando me defender.

– Desculpe eu sei me expressei mal, você e o Peeta são um casal perfeito só estão passando por um momento difícil como você disse...

– Sabe que eu acho que vocês precisam conversar, isto é falta de dialogo, se você tivesse conversado com ele, tenho certeza que teriam se acertado. — Mad me encarava incrédula. — O que foi? — pergunto incomodada com seu olhar reprovador.

– Kat eu te amo, e sei que você me ama também, sempre fomos sinceras uma com a outra, então não me incomodo em ser sincera com você. É engraçado te ouvir falando em dialogo, enquanto nós duas sabemos que há tempos você e o Peeta não conversam mesmo você não falando nada era nítido o que estava acontecendo, as noites jogando conversa fora pelo telefone, os finais de semana arrumando compromissos e programas. — eu suspirei profundamente, tentei a qualquer custo esconder de todos o que se passava dentro da minha casa, mas nunca tive motivos para esconder de Mad.

– Você tem razão, eu estou aqui tentando te ajudar quando nem eu mesma consigo me ajudar. — disse secando uma lagrima que escorria por minha face.

– Ai amiga me perdoe também, não quero te julgar eu mesma estive errada, pois sabia que havia algo de errado, mas não tive coragem de oferecer ajuda, nem mesmo fui boa ouvinte. — ela disse me abraçando e eu aceitei seu consolo.

– Me perdoe também por não ter confiado em lhe contar o que estava acontecendo. — A apertei forte em meu abraço.

– Somos duas bobas... — Mad disse.

– Você é mais... — retruquei

– Porque sou mais? — Ela perguntou ofendida.

– Porque eu pelo menos não terminei com Peeta. Já você bonitona é melhor ir atras do seu homem logo e esclarecer tudo, não deixe ele solto não, no mundo em que vivemos, qualquer vacilada a mulherada ta em cima. — Mad arregalou os olhos para mim — Ainda mais um homem lindo e forte como meu primo. — Fiz uma pressãozinha, e Mad mordeu o canto inferior dos lábios, algo típico dela quando esta realmente pensando e considerando o que digo.

– Ele só tem olhos pra mim. — ela disse convencida.

– Sim, e foi você que terminou com ele. — digo vitoriosa.

– Okay, você tem razão, acho que vou ligar pra ele.

– Acho Madge? — perguntei indignada.

– Não, eu tenho certeza... — ela disse mostrando-me a lingua. — Mas, por favor, siga seus próprios conselhos, o Peeta é extremamente lindo e sexy, se você deixar ele sozinho pela Califórnia andando como um homem solteiro que ele não é... ruuum, toma cuidado amiga, no mundo em que vivemos, qualquer vacilada a mulherada esta em cima. — ela usou minhas palavras, golpe baixo.

– Okay Madge você tem razão. — disse e dessa vez ela sorriu vitoriosa.

– Sempre tenho razão. — ela disse e eu a fuzilei com o olhar.

– Você também tem razão... Às vezes. — Ela disse tocando a ponta do meu nariz, menina abusada.

Conversamos por mais algum tempo, uma conversa mais descontraída do que antes, obvio que a cada 10 palavras 9,5 eram Gale, o que eu não deixei passar despercebido, e ela me mandava calar a boca sempre que mencionava. Ela também acordou a Lorena, e foi embora assim que minha pequena estava com a corda toda. Mas nossa conversa ficou martelando em minha mente eu realmente não podia deixar Peeta sozinho, senti uma necessidade absurda de ouvir sua voz, liguei, mas seu celular estava desligado, senti-me frustrada, e quando dei por mim estava arrumando minhas malas.

– O que você esta fazendo? — minha mãe perguntou assustada assim que entrou no meu quarto.

– Eu preciso voltar pra casa, preciso do Peeta. — minha voz saiu receosa, mas eu tinha tanta certeza do que eu deveria fazer.

– Agora? — ela perguntou encarando o relogio que marcava onze horas da noite.

– Não. — disse insegura, não queria que ela me interpretasse mal.

– Que bom, então porque você não descansa um pouco e amanhã nós conversamos e eu te ajudo a arrumar as malas. — ela disse me guiando até a cama e deitando-se comigo, acariciou meus cabelos e encarou-me com intensidade.

– Eu te entendo minha menina! — ela não precisou e não disse mais nada, era exatamente daquilo que eu precisava seu apoio incondicional.

Não sei quando peguei no sono, mas tive um sonho bom e não queria ter que acordar. Sonhei com Peeta, com seu abraço, seu toque, seu cheiro, seus labios nos meus, seu corpo aquecendo o meu. Acordei com a claridade invadindo meu quarto, por instinto levantei e fui direto até o berço da Lolo, e ela dormia tranquilamente, às vezes Prim vem no meio da noite e amamento a Lolo, eu sempre acordo quando isso acontece, mas esta noite eu estava tão cansada que possivelmente não a escutei entrando no quarto. Voltei para cama, com minha pequena em meus braços e fechei os olhos queria voltar a sonhar com Peeta, até que ouvi o barulho da porta se abrindo e quem quer que fosse, andava na ponta dos pés, deitou-se na cama e antes mesmo que me abraçasse, senti seu cheiro invadindo meus sentidos, virei-me bruscamente e o encarei, não era sonho ele estava aqui.

– Bom dia minha linda. — o encarei perplexa.

– O que você esta fazendo aqui? — perguntei por instinto.

– Nossa, esperava pelo menos um bom dia. — ele disse decepcionado.

– Desculpe, é que eu não esperava. Você me pegou desprevenida. — apressei-me em dizer, mas ele mantinha um olhar decepcionado. — Sonhei com você. — disse sem pensar enquanto encarava seus olhos azuis, algo que acontecia com certa frequência. Finalmente o vi sorrir.

– Espero que tenha sido um sonho bom. — não precisei responder, pois corei em lembrar-me do sonho, em pensar em como nossas caricias terminam, não que eu tivesse vergonha dele, mas ha tempos que não passamos do selinho que pensar nisso realmente me deixou em combustão.

– Imaginei que foi um sonho bom, não me parecia ser um pesadelo. — ele disse com um sorriso torto nos lábios e pegou nossa filha de meus braços, levantando-se a colocou no berço.

– Eu vou amamenta-la. — disse.

– Eu sei que ela é uma gulosinha, mas eu acabei de dar leite para ela e falando nisso você precisa renovar o estoque, já usei os que você deixou, de madrugada quando cheguei e agora pela manhã. — Peeta disse se referindo ao leite que sempre estou tirando, pois graças a Deus tenho bastante, então sempre estou fazendo um estoque.

– Senti sua falta. — ele disse me puxando para ele, assim que se deitou novamente na cama.

– Também senti a sua. — disse antes de selar nossos lábios em um beijo voraz.

Eu não havia me dado conta do quanto Peeta me fazia falta, eu sabia que estava com saudades, mas não com esta intensidade, quanto mais eu tinha dele mais eu queria. Seu toque, sua pele em contato com a minha, sua respiração tão ofegante quanto a minha. O ar se fez necessário e tivemos que interromper nosso beijo em busca de ar.

– Percebi que sentiu minha falta. — ele disse, enquanto continuávamos com nossos corpos colados sentindo um ao outro, ele roçava a barba mal feita em meu pescoço e as palavras mal saiam de meus lábios.

– Como assim percebeu? — fiz a pergunta mais obvia do mundo quase num sussurro.

– Você disse meu nome enquanto dormia. — Abri meus olhos de repente surpresa com que acabara de ouvir, ele tinha um sorriso sapeca nos lábios e um olhar... Ah um olhar de tirar o folego, um olhar que me fazia esquecer tudo, de tudo que passamos esquecer que eu estava de resguardo. Ai eu estou de resguardo, saco!

– Eu disse é? — perguntei um pouco tímida, mas ainda assim achando graça do jeitinho orgulhoso dele de falar, eu vejo muito do charme dele na nossa menina. — Como eu disse sonhei com você, ou melhor, acho que não foi bem um sonho. — Disse enquanto me posicionava sobre ele e voltava a beija-lo com paixão e dessa vez chegamos perto, muito perto de quebrar o jejum, ou melhor, o resguardo, minha camisola já estava longe e a roupa do Peeta então nem onde foi parar, quando nossa pequena colocou a boca no mundo exigindo nossa atenção.

– Agora filha? — Peeta sussurrou e eu ri. — Eu pego ela. — ele disse.

– Acho melhor não amor. — disse me referindo ao estado de excitação dele, o que o fez respirar fundo e levar as mãos a cabeça fazendo graça, peguei minha camisola e fui direto até a Lolo que fazia o maior drama, mas não tinha uma lagrima sequer, e quando a peguei todo drama foi embora, a danadinha parou de chorar na hora.

– Quanto drama mamãezinha. — fiz a voz infantil típica de toda mãe, e logo minha pequena sentiu o cheirinho de leite e logo passou a procurar meu seio, fazendo um biquinho lindo. Peeta nos observava enquanto eu amamentava a Lolo, ela pegou no sono ainda sugando meu seio e assim que parou a coloquei deitada entre nós, então passamos os dois a observar nossa menina, nosso maior tesouro, até que outros pensamentos tomam conta de minha mente.

– Peeta, você não esta em época de provas? — pergunto preocupada.

– Só tenho mais uma prova... — Ele diz.

– E o restaurante? — fiz a pergunta que o deixou desconfortável.

– Minha linda, nós precisamos conversar. Acho que você não vai gostar muito, mas tomei outra decisão sem falar com você antes. — Ele disse se ajeitando na cama e eu gelei. — Eu pedi demissão do restaurante. — O ar me faltou. — Mas não é só isso, eu vou trancar a faculdade. — Ele diz meio incerto, acho que temendo minha reação.

Notas finais
Gostaram? Eu sim, com certesa! Nossa e aí como vcs acham que a Kat vai reagir, FAÇAM SUAS APOSTAS!!!!! Bjs flores no meu jardim! Até!!!!!!