Meu Primeiro Amor ?!
33 Capítulo 34
Notas iniciais
A percepção demorou um pouco a me atingir, será que eu realmente ouvira certo, ou era mais um delírio da gravidez, eu realmente ouvi que Cato é um Abernathy, mas ele não pode ser irmão da coisinha loira aguada, demorei um pouco para me recompor, devo estar fazendo a maior cara de espanto, pois Cato desviou os olhos de Peeta e olhou-me com preocupação, só então Peeta me encarou também, e puxou uma cadeira para que eu me sentasse.
– Amor, você esta bem? Esta pálida... Esta passando mal? – Peeta começou sua sessão de perguntas, agachado em frente a mim.
– Eu estou bem. Acho que foi a pressão. – digo puxando uma lufada de ar, fazendo meus pulmões trabalharem, eu não havia percebido que realmente estava passando mal até Peeta declarar.
– Tem certeza... Não quer ir ao médico? – ele pergunta preocupado.
– Traga um copo de água pra docinho... – Ouço Haymitch pedir a um garçom que estava próximo a nós, então eu encaro Cato.
– Docinho? – Cato faz cara de desentendido ao perguntar.
– Sim filho, a docinho... Esposa do padeiro. – Haymitch explica simplório.
– Você é casada com ele? — Cato pergunta apontando para Peeta.
– Você é filho do Haymitch? – respondo com outra pergunta.
– Sim. – respondemos ao mesmo tempo. Vejo Peeta que permanecia no mesmo lugar, contrair a mandíbula.
– De onde vocês se conhecem? – Peeta perguntou e Haymitch se interessou em saber a resposta.
– Ele é nosso vizinho. – digo encarando a imensidão azul que são os olhos de meu marido.
– O do orfanato... – ele não perguntou e sim afirmou, e eu assenti com a cabeça, sabendo que as coisas não poderiam estar piores, pelo visto eles se odeiam.
– Que coincidência. – diz a ironia em pessoa, Haymitch.
– Haymitch, desculpe te pedir isso, mas posso ficar com ela hoje. Eu compenso um outro dia, ou pode descontar o dia. Só não quero deixa-la sozinha. – Peeta pede a Haymitch ao se levantar.
– Amor, não precisa eu estou bem... – digo tentando me levantar, e ele me lança um lugar como se dissesse “Fica quietinha vai amor”, então desisto de tentar me levantar, e deixo que ele faça o que quer.
– Claro que pode garoto, mas aproveita e leva a docinho no médico, é melhor não dar sorte para o azar... Ela esta fazendo o pré-natal tudo certinho? – Peeta me encara, e eu desvio o olhar... Não é que eu não goste do meu novo médico, eu até gosto, ele é super simpático comigo, mas eu estava tão acostumada com a Dra. Octavia e Cressida, e pelo fato de ser homem eu fico um tanto encabulada, e evito ao máximo marcar consulta, somente quando é realmente necessário.
– Esta um pouco relaxada ultimamente, mas vou pegar mais no pé dela. – Ouço Peeta dizer e faço cara de tédio.
– Tem que se cuidar docinho. – Haymitch diz.
– Obrigada Haymitch, vou me cuidar sim. – digo e nos despedimos. Peeta ajuda-me a levantar o que me traz um pouco de incomodo, pois sinto uma leve náusea, e minhas pernas ficam bambas, acho que por instinto Cato faz menção de me ajudar, mas algo nos olhos de Peeta o faz parar no meio do caminho.
– Melhoras Katniss. – Cato diz assim que passo por ele.
– Obrigada. – digo evitando encará-lo para não contrariar Peeta que fez questão de ignora-lo.
Mal entramos no carro e Peeta já ligou para meu medico, eu pensei que ele não estava falando sério, mas pelo visto estava e muito, pois disse ao doutor que eu havia passado mal e perguntou se poderíamos dar uma passada lá, logo estávamos em seu consultório aguardando para sermos atendidos, e Peeta não falou nada sobre o ocorrido no restaurante.
– Acho que esta exagerando amor, foi só um mal estar. – digo achando exagerada a atitude dele me trazer ao médico.
– Katniss sua saúde e do meu filho nunca é exagero. – ele disse me encarando e me preocupei com o “Katniss”, com certeza ele estava bravo com meu novo amigo, mas parando para analisar, o Cato é filho do Haymitch que é amigo do Tom, e pelo que sei as famílias Mellark e Abernathy sempre foram muito amigas, então no mínimo Cato e Peeta deveriam ser amigos, mas eles parecem ser totalmente o contrario, o que será que aconteceu entre eles hein?. É com este pensamento que a secretaria anuncia que sou a próxima a ser atendida.
– Olha quem veio me fazer uma visita, minha paciente fujona. – Dr. Cinna diz assim que entro com Peeta.
– Oi Doutor. – digo um pouco encabulada por ele ter razão, Peeta sorri um pouco, mas ainda não é o meu Peeta.
– Mas o que aconteceu dona Katniss. – ele foi direto ao assunto, já que seria uma consulta rápida, pois não havíamos marcado com antecedência.
– Eu passei mal hoje doutor, acho que foi apenas uma queda de pressão devido ao calor. – começo a falar não dando muita importância ao que aconteceu, pois acho que meu mal estar foi devido ao choque das atuais novidades.
– Você esta seguindo a dieta que te passei? – ele pergunta.
– Sim, a risca. –menos na noite que o pessoal foi em casa e eu me acabei na pizza, mas ele não precisa saber desse pequeno detalhe.
Doutor Cinna mediu minha pressão que estava normal, me pesei e recebi uma ótima noticia que havia emagrecido uns quilinhos, e o melhor meu bebê estava perfeitamente bem, só não fizemos um ultrassom por causa do horário, e porque já havíamos marcado para a próxima semana, Peeta ficou mais tranqüilo, e Cinna pediu que eu não sumisse mais. Quanto drama doutor, quase falei pra ele.
Chegamos em casa e eu estava morta de fome, Peeta preparou nosso almoço e ainda estava quieto demais, e foi em completo silêncio que almoçamos, algo que estava acabando comigo, assim que terminamos de comer ele começou a tirar a mesa, levando tudo para a cozinha, e eu o segui abraçando-o por trás fazendo com que ele parasse.
– O que esta acontecendo amor? – pergunto dando-lhe um beijo na nuca. Ele por sua vez vira-se para me encarar.
– Amor eu não te quero perto dele. – ele diz me encarado intensamente.
– O que aconteceu entre vocês dois? – insisto na pergunta e ele fica impaciente.
– Não importa Kat, eu só não quero ele perto de você. – disse se afastando.
– Importa sim Peeta, eu quero saber porque vocês dois não se suportam, seus pais são amigos o que aconteceu pra você ter essa reação quando o viu. – eu o segui até o quarto.
– Aquele cara é um louco e irresponsável Katniss, ele quase matou uma criança de 5 anos... E ele só tinha 16 anos. – Peeta disparou a falar algo que eu já sabia.
– Mas ele não matou. – disse defendendo Cato sem querer, o que causa surpresa em Peeta.
– Você já sabia dessa historia? – acho que minha reação a pergunta dele me entregou.
– Sim ele me contou que foi assim que começou a prestar serviços ao orfanato. – contei a ele, o que o fez bufar.
– Katniss você não vai mais ao orfanato. – O que?... Peeta disse entrando no banheiro já se despindo.
– O que? Como assim Peeta? É claro que eu vou, me comprometi com Mags... – disse ou melhor gritei enquanto ele terminava de se despir e entrava debaixo do chuveiro, fechando o box, ele ignorava o que falara. – Ah é assim... Então você também vai sair do restaurante, você não gosta do Cato e eu não gosto da Glimmer, se você não pode conviver com isso, também não sou obrigada a conviver. – disse e sai do banheiro.
Não demorou muito e eu já chorava, não acredito que Peeta esta fazendo isso, eu tive que engolir meu orgulho e aceita-lo trabalhando com aquela coisinha, porque ele não pode fazer o mesmo por mim, e com certeza há mais coisa que ele não quer me contar, poxa nos somos casados ele tem que confiar em mim, assim como confio nele. Eu já descontava toda minha frustração no sorvete de chocolate, que se misturava as lagrima salgadas que escorriam do meu rosto.
– Me perdoa amor. – ouço-o falar na porta da cozinha, e saio de lá passando por ele sem olhá-lo, sigo para o quarto e sento na cama ligando a TV, ainda chorando. Peeta entra no quarto, desliga a TV e sentasse na minha frente, retira o pote de sorvete que esta em minhas mãos e me encara.
– Perdão meu amor, eu não podia ter feito isso com você e com nosso filho... Eu não havia percebido ainda o quanto te incomoda o fato de eu trabalhar com a Glimmer, e eu não estou falando isso porque você disse que eu sairia do restaurante, porque eu faria isso por você, assim como você tem se esforçado pra estar aqui comigo, me apoiando em tudo. É que quando eu vi aquele cara e pior quando soube que era ele quem estava perto de você, meu sangue ferveu. Ele sempre foi um menino mimado, um adolescente petulante, achava que era o dono de tudo e todos, que pensava e fazia tudo que queria, e isso me irritava profundamente. – Mal de irmãos pensei, também pensei em falar que ele mudou que não era mais aquele garoto mimado, mas definitivamente esse não era o momento. – Mas do mesmo jeito que ele me infernizou, sei que a Glimmer também te irritou bastante, e ainda assim você tem se esforçado e se você quiser mesmo, muito mesmo, continuar indo ao orfanato, eu vou te apoiar assim como tem me apoiado e suportado. – eu ainda continuava encarando-o com um bico imenso, e semicerrando os olhos, ele não ia escapar tão facilmente assim.
– Não sei Peeta, se toda vez que nos tivermos um problema você me ignorar, será um grande problema. Eu entendo que o Cato tenha sido tudo isso que você falou, ele mesmo me disse que foi, mas sei que há um motivo maior por trás disso, e eu quero saber, mas não vou te forçar a contar, quando se sentir a vontade para isso, estarei aqui pra te ouvir... – digo e um sorriso torto começa a se formar em seus lábios.
– Você é perfeita... E eu prometo não te ignorar, e me dá só um tempinho que te conto tudo que aconteceu entre Cato e eu. – ele começou a falar manhoso, se aproximando e tocando meu rosto, meus lábios, descendo até meu colo, e mesmo eu ainda estando brava com ele, meus hormônios começaram a gritar, ai como eu detesto isso eu não consigo nem dar uma de difícil pra ele, que saco.
– Você não vai se livrar assim tão fácil... – digo já delirante enquanto ele beija meu pescoço.
– Eu sei... – ele sussurra em meu ouvido e sinto todos os pelos do meu corpo se arrepiarem, ele tem esse efeito sobre mim.
Peeta começa a trilhar com beijos molhados o caminho até meus lábios, e me beija serenamente, explorando cada canto de meus lábios, explorando cada sensação e efeito que meu corpo transmitia pelo suave toque de seus lábios nos meus, nosso beijo permanece lento e ritmado, ele passa o braço por minhas costas me puxando para si, fazendo com que meu corpo deslize sobre a cama, não perdendo o contato de nossos lábios, abro meus olhos e vejo que os dele permanece fechados, apenas sentindo. É impossível não querer mais dele, não é sexo apenas, é um compromisso que nos une evidenciando o quanto sou dele e ele é meu. Ele deita sobre mim delicadamente se apoiando em seus braços, ajudo-o a retirar meu vestido, deixando-me apenas de lingerie. Já fui muito encanada com meu corpo, principalmente depois que comecei a engordar devido a gravidez, mas ele me olha com tal devoção que é quase impossível sentir-me feia, ou gorda, ou qualquer outra coisa contraria de perfeita. Peeta passa a beijar meu colo, e a pele exposta de meus seios enquanto habilidosamente abre o fecho do sutiã que se encontra na frente, sem dúvida uma vantagem da gravidez são os seios maiores, me sinto toda poderosa com eles, mas com certeza quem faz maior proveito deles é Peeta, que beija toda sua extensão me levando a insanidade, enquanto eu tento tirar sua bermuda as cegas. Eu já estava pegando fogo quando o telefone começou a tocar, é claro que nós ignoramos, logo ele parou de tocar e em seguida consegui jogar sua bermuda longe juntamente com sua box, o que o fez arfar e me beijar com voracidade, até uma música do “Linkin Park” começar a tocar, reconheço o toque mas Peeta continua frenético com seus beijos e toques.
– Amor seu celular esta tocando... – digo entre beijos, pois a musica não parava, isto significava que a pessoa estava insistindo.
– Depois eu retorno... – ele disse sem ar, me encarando com os olhos negros de desejo, e logo me esqueci que fomos interrompidos, o que durou pouco, pois logo o meu celular começou a tocar... Só pode ser brincadeira.
– Amor, deixa eu ver quem é. – digo tentando fugir de seus braços que estão me cercando, ele faz uma carinha de cachorro que caiu da mudança, mas mesmo assim preciso ver ao mesmo quem esta insistindo tanto. Pego o celular e vejo que é meu pai quem esta ligando, puxo o lençol me cobrindo por reflexo como se meu pai tivesse me pego no flagra.
– Quem é? — Peeta me encara curioso.
– Meu pai... – digo e ele cai na risada. – Por que esta rindo?
– Da sua reação... Até parece que ele esta aqui no quarto e não na casa dele ligando pra você. – ele cai na cama a meu lado gargalhando.
– Muito engraçado. – digo me levantando e puxando o lençol comigo.
– Hey, onde você vai? – o cara de pau pergunta.
– Atender meu pai oras. –ele puxa meu lençol.
– Não amor volta aqui. – ele começa a pedir enquanto puxo o lençol de volta. – Amor olha o meu estado... – evito olhar, pois se o fazer com certeza volto para cama, saio do quarto gargalhando.
– Bem feito Peeta Mellark. – grito antes de sair do quarto.
– Vai ter volta Katniss Mellark. — ele gritou de volta.
– Oi pai... — atendi ainda rindo.
– Oi filha, está tudo bem? Liguei na sua casa e ninguém atendeu, fiquei preocupado. — meu pai diz.
– Está tudo bem sim pai, só tive um mal estar e Peeta me levou ao médico, chegamos a pouco. — ocultei boa parte do que aconteceu, afinal ele não precisa saber o que ele atrapalhou.
– Ah sim, acho que foi por isso que Peeta não atendeu. — ele disse falando consigo mesmo, e eu o deixei pensar que sim. — Mas você está bem mesmo? — Perguntou ainda preocupado.
– Estou sim, foi só um mal estar mesmo. Mas já estou pronta pra outra. — digo mesmo não sendo verdade, pois não quero preocupa-lo.
– Fico mais aliviado então, mas como está bebê do vovô? — ele pergunta carinhoso, mudando até a voz.
– Ah está bem... Sendo bem alimentado e mimado, só está com saudades dos avós. — digo fazendo manhã.
– Nos também estamos morrendo de saudades de vocês... Conversei com sua mãe esses dias, e achamos que estamos sendo muito relapsos, faz tanto tempo que estão morando longe e ainda não conseguimos tirar um tempo pra te visitarmos. — ele diz pesaroso. Eu bem sei como tem sido difícil sem eles, mas ouvi-los pedindo perdão e se lamentando por não estarem perto de mim, piora um pouco a situação.
– Ah paizinho... Não pense assim, sei como é difícil conciliar suas folgas com as da Joh, e para a mamãe e o Tom também, eu entendo perfeitamente. O importante é que no parto todos estaremos juntos. — digo tentando anima-lo.
– É verdade... Mas então você vai fazer o parto aqui mesmo. – ele afirmava.
– Sim, já está tudo confirmado com a doutora Cressida, semana que vem tenho exames finais a fazer, e vou enviar todos a ela, daí então ela irá poder marcar a cesariana. — já havíamos combinado tudo, uma semana antes do parto eu iria para casa da mamãe, e ficaria com ela um mês após o parto aproximadamente, Peeta ficaria uma semana comigo e depois voltaria para a Califórnia, pois estaria em semana de provas.
– Que bom, será uma alegria ter você aqui perto novamente, tenho saudades da minha menininha. — ele diz e eu me derreto, sinto tanta falta dos programas que fazia com ele, parecia bobo, mas para nos era a melhor parte do dia. — Agora tenho só minha pequena Prim, que mais briga comigo do que tudo. — meu pai chegou num ponto que há muito eu queria conversar com ele.
– Então paizinho... Tenho uma leve impressão do porque a Prim só briga com o senhor. — digo tentando enrolar, ao invés de ir direto ao ponto.
– Eu sei o porque. — como assim será que a patinha falou?
– Sabe? — pergunto cética.
– Sim, ela está crescendo, e coisas mudando, é muita novidade na cabecinha da minha pequena, coisas que ela não entende ainda, mas que sua mãe e eu temos que orienta-lá. — eu ria enquanto ele desabafava.
– Ai pai... Não é nada disso. Prim é muito mais madura que eu neste ponto. Ela só quer que vocês confiem mais nela, que não peguem tanto no pé e não a sufoquem com o cuidado excessivo. Sei que não quer que aconteça com ela, o mesmo que aconteceu a mim, mas ela é capaz de aprender com meus erros, ela sabe discernir o certo do errado e sabe as consequências dos atos dela, da mesma forma que eu também sempre soube dos meus, não estou defendendo as atitudes dela e nem a de vocês, mas você conhece a Prim né pai, ela é extrovertida mas quando se trata dos sentimentos dela, ela se esquiva, tem que ir com cuidado pra ela não confundir a preocupação que temos com estarmos super protegendo ela. – continuamos a falar de Prim e meu pai ouvia atentamente a tudo que eu falara, senti-me diferente, nunca meu pai me dera tanto crédito quando falava de alguém, sinto que apesar das infantilidades e brincadeiras, estou amadurecendo, não só eu como Peeta também, ainda não me sinto mãe por completo, mas já falo e penso como uma.
Peeta entrou na cozinha onde eu conversava com meu pai e me deu um beijo na nuca, enquanto tirava o celular da minha mão e falava com meu pai, algo que ainda me surpreende é a cumplicidade que eles tem um com outro, apesar de tudo que ocorreu e meu pai quase matar Peeta, eles se tornaram grandes amigos, arrisco até a dizer que ele é o filho que meu pai não teve. Percebo que ainda estou enrolada no lençol e volto para o quarto, visto minha lingerie e coloco apenas meu roupão, pois logo tomaria um banho.
– Hum assim que eu gosto, vamos terminar o que começamos. – Peeta diz brincalhão assim que entra no quarto.
– Sim vamos terminar o que começamos... – entro na brincadeira. – Escolher nomes para nosso filho ou filha, não quero mais ficar chamando-o ou a de bebê, quero nomes... Então me passa sua lista amor. – digo sentando na cama e pego minha agenda.
– Jennifer se for menina, Joshua se for menino. – ele disse sentando-se a meu lado e encarando a agenda.
– Como assim Jennifer e Joshua... Quero opções amor. – digo pasma com a simplicidade dele.
– Ah amor, são os nomes que eu gosto. – ele diz sem jeito.
– Hum tudo bem, fica mais fácil decidir. – digo, lhe dando um selinho. – Bom esses são os nomes que escolhi... Para menina Kimberly, Tiffany e Evelyn... Agora para menino gosto dos nomes Seth, Andrew e Noah... É claro que eu já peneirei bastante, senão ia te falar no mínimo dez nomes de cada. – confesso minha difícil decisão de escolher os nomes.
– Gostei dos nomes amor... Mas de menino ainda prefiro Joshua ou Noah, de menina gosto de Evelyn, nossa pequena Evie... – Peeta disse com brilho nos olhos.
– Também gosto muito.
Ficamos imersos no momento mágico que foi escolher nomes para nosso bebê, apesar de eu ter um palpite do sexo e um nome especial em mente, guardei-o para mim, falaria no momento certo, quem sabe neste próximo ultrassom nosso filhote se revele a nós.
– Ah amor, este fim de semana convidei o pessoal da faculdade para fazermos um trabalho aqui, assim você os conhece e eles a você. – animei-me com a noticia, é bom conhecer os amigos dele, os conheço somente pelo que Peeta diz e sei que tem meninas no grupo, o engraçado é que não senti ciúmes quando ele fala delas ou as descreve para mim, sei que são duas, a “enfezadinha” e a “nerd”, ele descreve os meninos como “desleixado” e “aprendiz” será no mínimo interessante conhece-los.
– Que bom amor... – digo animada – E o que eu posso cozinhar para que eles me mandem fazer um curso de culinária também? – pergunto sarcástica sem perder o bom humor. Afinal de contas o que cozinhar para aspirantes a chefe de cozinha? Isso é no mínimo intimidador.
– Pode deixar que eu cuido do cardápio. – ele diz.
***
Chega o fim de semana e Peeta esta entretido na cozinha, ele fica extremamente lindo todo concentrado com seu avental, seu jeans escuro e camisa lisa branca, seria esse um fetiche de muitas mulheres? Ver seu marido cozinhando? Com certeza é sexy.
– Por que esta me olhando desse jeito? – ele pergunta, estava tão distante que não percebi que ele me encarava.
– Que jeito? – pergunto, sabendo exatamente a “cara” que estou fazendo.
– Desse jeito ai... – ele diz com um sorriso torto nos lábios.
– Fetiches amor, fetiches... – digo enquanto o interfone toca e vou atende-lo, os convidados de Peeta haviam chegado, um frio percorre meu ventre com o pensamento de como serão os amigos, principalmente as amigas dele.
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