Notas iniciais
Hey pessoas lindas... Gente vocês são muito lindos, é sério... Recebi uma MP tão linda, alias não só uma, que me emocionei, é muito bom sentir-se querida... E quero dizer que todos vocês são muito importantes pra mim... Os amooooo.... kkkk Perdoe a demora, estava viajando aproveitando um pouco minhas férias em Buenos Aires hehe Mas voltei com um capítulo bem fofo, sei que vocês estavam com saudades.. kkkk Então vamos ao capítulo, ainda to sem pc escrevendo no tablet, e não tive tempo de revisar então desculpe os erros.....

– Pediu demissão? — foi a primeira coisa que consegui perguntar.

– Sim Katniss, assim que você saiu por aquela porta, eu soube que não conseguiria ficar um dia sequer sem vocês . Eu não me concentrava na faculdade, não rendia no restaurante, meu coração e meus pensamentos estavam com você e nossa filha. — ele dizia me encarando, até que desviou o olhar para encarar nossa pequena e a pegou no colo, colocando-a alinhada em seu peito, o que a deixou ainda menor, toda encolhidinha nos braços do pai. Como não entende-lo perfeitamente, eu mesma quis ir embora no meio da noite por estar sem ele, nem imagino se tivesse que ficar sem ele e sem nossa Lorena.

– Eu te entendo amor, melhor do que imagina. — disse me aproximando dos amores da minha vida, enquanto a Lolo dormia toda satisfeita. — Mas e a faculdade Peeta? Não acho que deva trancar a matricula, você se esforçou tanto, você sonhou com isso, não posso permitir que abra mão disso.- disse sincera.

– Era meu sonho Katniss, hoje meu maior sonho é fazer vocês felizes. Eu estava me espelhando no exemplo errado, Haymitch é um dos melhores no que faz, e eu desejei ser parecido com ele neste aspecto, mas nós sabemos no que ele errou e quais foram as consequencias e eu sempre tive o melhor exemplo que poderia ter... Meu pai, sempre foi um homem trabalhador, não é fácil cuidar de uma padaria, pode parecer moleza mas eu bem sei que não é, mas mesmo com todo o trabalho ele nunca foi ausente, não me lembro de um dia sequer ver meus pais brigando, ou minha mãe reclamando a atenção dele, lembro de todos os cafés da manhã e de todas as noites depois das histórias que minha mãe contava ele chegava e me dava o beijo de boa noite. — Peeta sorria timidamente enquanto falava e acariciava a Lolo. — São essas lembranças que eu quero que ela tenha.

– Eu tenho medo. — disse encarando minhas mãos, estava na hora de começar a seguir meus próprios conselhos. — Minha mãe engravidou de mim muito nova, meus pais estavam na faculdade e tiveram que abrir mão de tudo por minha causa, pois meus avos, pais da minha mãe, não aceitaram a gravidez e dificultaram bastante a vida dos meus pais. — disse com imenso nó na garganta, lembrando-me da conversa que tive com minha mãe. Tive que encarar Peeta pois ele aproximou-se de mim e com a mão livre acariciou meus cabelos. — E meus pais passaram a ter constantes brigas, pois um jogava na cara do outro as decepções por não terem concluído a faculdade. E eu tenho medo que isso aconteça conosco também, tenho medo que um dia você me culpe por ter aberto mão de sua faculdade, de seu sonho, eu não suportaria isso Peeta, de jeito nenhum. — A esta altura eu já chorava baixinho pra não acordar minha filha.

– Olha meu amor, eu não posso dizer que não lhe entendo, porque eu mesmo tive este medo. — Fiquei perplexa com sua confissão, e levantei a cabeça para voltar a encara-lo, pois ele havia me puxado para si, e eu havia escondido meu rosto em seu pescoço. — Este pensamento já vem habitando em minha mente ha algum tempo, primeiro te vendo sozinha em casa, me perguntava até quando você aguentaria, depois quando começou a frequentar o orfanato achei que seria bom para te distrair, mas quando soube da aproximação do Cato, fiquei louco de ciumes, saber que ele estaria tão perto de você e estava conquistando sua confiança deixou-me inseguro, não por você é claro, mas justamente pelo tipo de relacionamento que eu tinha com ele. Confesso que passou por minha cabeça que você poderia se interessar por ele, e se cansar de mim — fiquei boquiaberta, insegurança não combina com Peeta, definitivamente — E quando nos brigamos e nos afastamos tive quase certeza que isso aconteceria, eu fiquei magoado e não quis dar o braço a torcer, e você também não deu. — ele sorriu fraco, estava tão preocupada com minhas proprias magoas em relação a ele, que nem imaginei que ele tivesse ficado magoado também. — Mas ao invés de falarmos o que estava nos afetando, nos calamos e este foi o nosso erro, eu estava tão cansado, cansado das cobranças que me colocavam e que eu mesmo me impunha, tão preocupado com o futuro que me esqueci do presente, do agora. Sim nos temos que pensar no futuro, mas como planejar um futuro se não estamos cuidando do agora, e eu não estava cuidando do meu agora. Me perdoe por isso Katniss.

– Me perdoe também, fiquei tão pilhada com a história da Glimmer que me recusei a pensar no seu lado da história. — senti necessidade de falar, e ele sorriu indicando que me perdoava. — E como me enganei, se não fosse ela acho que a Lolo teria nascido naquele carro. — arrepiei-me toda so com a possibilidade, graças a Deus que Glimmer bateu na janela daquele carro.

– Nem me fale, não te contei mas foi o Cato que me emprestou o carro para que eu fosse para o hospital naquele dia. — ele disse pensativo e eu fiquei surpresa.

– Quem diria, as pessoas que menos esperavamos, foram as que mais nos ajudaram. — pensei alto. — Mas e a faculdade? — perguntei ainda receosa.

– Bom como eu disse só tenho mais uma prova pra encerrar o semestre. — ele respirou fundo antes de continuar. — Amor não sei se concorda comigo, mas sempre sonhei em criar meus filhos aqui, onde eu fui criado, onde temos nossos pais e irmãs, onde conhecemos todos e todos nos conhecem, nossa princesa poderia crescer com mais tranquilidade e segurança, e também sempre quis montar meu proprio negocio aqui, bom a base que é nossa filha e família nos já temos, só falta todo o resto. — ele disse exibindo um sorriso encantador. — Mas basicamente eu pensei em estudarmos os dois aqui mesmo, trabalharmos com meu pai, onde poderemos levar nossa pequena junto, e assim que nos formarmos, teremos mais capital e entao abrimos nosso proprio negocio... O que me diz?

– Eu gostei da ideia, mas voltar para a padaria? Parece que estamos retrocedendo.

– Isso também passou por minha cabeça, mas é temporario, e de certa forma meu "crescimento" profissional na Abernathy se deu grande parte pela amizade de Haymitch com meu pai, e por ele me ter como um filho. — Peeta disse algo que até então eu não havia dado tanta importancia, mas se pararmos para analisar tem fundamento. — Qual é, quem ofereceria oportunidade de sociedade para um estagiario que acabou de começar a trabalhar. — Peeta e seu humor depreciativo.

– Ai para né amor, você é um excelente profissional, ele e todos nós sabemos disso. Ele que foi bem espertinho querendo te prender antes que outra pessoa te descobrisse. — eu disse orgulhosa por ter razão e ele revirou os olhos. — Mas amor parando para pensar, nos temos dinheiro suficiente para montar o seu restaurante, seria algo simples é claro, mas sei que não almeja algo grandioso. — disse refletindo.

– Sim minha linda, mas abrir um negocio não requer apenas recursos financeiros, mas tempo também. Como vamos estudar, cuidar da pequena e do restaurante ao mesmo tempo, ficaremos sobrecarregados. — ele disse e balancei a cabeça concordando com o que ele dizia. — Então estamos resolvidos? Essa é uma decisão nossa? — Ele perguntou inseguro.

– Ainda não sei, preciso pensar melhor a respeito. — disse, pois não queria tomar uma decisão que envolve nosso futuro tão depressa, preciso pesar os pros e contras.

– Tudo bem minha linda, só digo uma coisa, não volto sem vocês duas. — ele disse e meu coração encheu-se de amor, como pudemos ficar tanto tempo sem esta conversa, ou melhor sem esta cumplicidade.

– Tudo bem, também não te deixaria ir sem nós duas. — disse aproximando-me para um beijo, só então lembrei que ainda nem havia escovado os dentes, e parei no caminho.

– O que foi? — Ele perguntou.

– Nem escovei os dentes ainda. — disse sem pensar e ele riu.

– Sim, você esta com um bafinho amor. — ele disse rindo e mais que depressa levantei e fui para o banheiro.

– Boba... — ele disse quando tropecei no chinelo que estava no caminho. — Vou buscar nosso café. — Ele concluiu.

Ao olhar-me no espelho que desastre, meu cabelo todo emaranhado, parecia um ninho de cobras, meus olhos inchados de sono, e uma profunda olheira. — Como você é tonta Katniss, é claro que o Peeta te ama, só amando muito pra acordar com isso e não sair correndo. — disse a mim mesma rindo, pois meu estado estava lamentavel. Penteei meus cabelos e quando vi que o volume só aumetara enrolei-o num coque, escovei meus dentes e lavei meu rosto, pensei em passar uma base, para disfarçar as olheiras, mas quis testar um pouco mais do amor do meu marido.

– Voltei... — ele anunciou.

– Mas já? — perguntei saindo do banheiro, com as mãos no meus seios que pareciam estar do tamanho do mundo, e conter o leite que alimentasse no minimo a metade da população também.

– Sim, já havia deixado tudo pronto, só estava esperando você acordar. — ele disse e eu achei fofo, como senti falta de ser mimada por ele. — O que foi esta doendo? — perguntou assim que me viu com as mãos nos seios.

– Doendo não, estão pesados, cheios de leite, e enormes. — disse fazendo manha, aproveitando que ele estava me mimando.

– Na minha humilde opinião estão lindos. — ele disse malicioso.

– Diz isso porque não tem que carrega-los.

– Posso fazer com o maior prazer. — disse sedutor, vindo em minha direção.

– Peeta, estou de resguardo. — disse ainda mais manhosa, ele lançou-me seu sorriso torto que faz minhas pernas bambearem.

– Tudo bem, então vem comer que estou te achando muito magrinha. — Ele disse e eu neguei que estivesse magra, mas eu realmente havia emagrecido bastante para quem acabou de dar a luz. — Nada de fazer manha mocinha, vem comer logo que eu que preparei o café e fiz panquecas.

– Ai panquecas? — disse com a boca cheia d`agua. — Nossa ha quanto tempo não como panquecas. — disse inalando o cheiro gostoso que vinha do prato onde Peeta derramava mel.

– Que dramatica essa minha esposa... Nem faz tanto tempo assim vai. — ele diz observando eu começar a devorar as panquecas.

– Ah faz sim, muito tempo que você não faz isso pra mim, acho que a ultima vez que comi nem estava grávida. — disse entre uma garfada e outra e vi o semblante dele murchar. — O que foi? — perguntei preocupada.

– Estive relapso e ausente nos ultimos meses. — ele afirmou com convicção, queria negar afinal ausente ele só esteve nas ultimas semanas.

– Claro que não, nunca esteve relapso. Só nos "perdemos" neste ultimo mes, mas isso não vai mais acontecer. — disse olhando em seus olhos, com tanta certeza de minhas palavras que eu mesma me surpreendi. A melhor parte foi que consegui transmitir isto a Peeta, pois ele sorriu para mim e olhou-me com paixão.

– Você é linda... — ele disse puxando-me para um beijo. — E perfeita, e gostosa, e cheirosa... — ele começou a dizer espalhando beijos por meu pescoço, fazendo-me contorcer de cocegas na cama, e dar gargalhadas ao dizer que sou cheirosa.

– Cheirosa amor??? Eu só cheiro a leite. — disse tentando não rir muito alto para não acordar nossa menina, que estava deitadinha no berço.

– Não, você cheira a Katniss, a minha Katniss — Peeta começou a dizer olhando-me nos olhos, e eu já me derretia antes mesmo dele concluir o que começou a dizer. — a minha menininha timida que usava duas tranças, a minha garota que tinha um ar de durona e mandona, mas que no fundo eu sabia que ficava toda euforica quando me via — mostrei a lingua pra ele, pois era exatamente assim que me sentia quando o via — a minha namorada que fazia meu coração palpitar toda vez que a via, minha esposa que me deu o melhor presente que uma pessoa podia querer. Minha menina, minha mulher, minha amante e que amante — ele sorriu sapeca e eu corei — a mãe da minha filha, a mulher que escolhi pra viver o resto de minha vida. — meu coração palpitava forte, como ele conseguia dizer aquelas coisas.

– Como você consegue ser tão lindo e perfeito hein? — pergunto.

– Você é linda e perfeita. — ele disse roçando a barba em meu pescoço.

– E você muito galante, estou sentindo segundas intenções em suas palavras marido. — digo rindo pois sua barba fazia cocegas.

– Segundas, terceiras, quartas e todas as intenções. Vamos aproveitar que a Lolo esta dormindo e vamos tomar um banho? — ele perguntou malicioso que só.

– Peeta estou de resguardo. — Chamei sua atenção novamente.

– Que cabecinha mais maliciosa, é só um banho inocente. — se fez de ofendido. — você vem? — ele disse se levantando e estendendo a mão.

– É claro que vou. — disse levantando-me rapidamente.

Parecia que nada havia acontecido, eramos apenas dois adolescentes trocando juras de amor, fazendo planos, bricando como duas crianças grandes, desfrutando do momento, do nosso momento, trocando beijos apaixonados e olhares provocantes. Somos assim, isso nunca mudaria, sempre precisariamos um do outro, temos defeitos diria que muitos até, mas somos perfeitos juntos.
O dia passou rápido demais, eu mal queria sair do quarto com Peeta, nossa bolha de amor, nosso mundo cor de rosa, onde tudo são brincadeiras e risadas, onde podemos ficar babando em nossa filha e como babamos nela, onde podemos ser apenas o Peeta e a Katniss.

– Boa noite família. — Peeta diz assim que descemos para o jantar, onde estava toda a família reunida, meu pai ultimamente frequentava assiduamente a casa de minha mãe por causa da Lolo, e hoje não era diferente, no começo achava que a Joh não gostava muito, até ela me confessar que não se importava e que gostava da companhia de minha mãe e toda a família, se sentia confortavel entre nós. Tudo estava lindo até que o momento que eu mais temia chegou.

– Mas então filho, como esta a faculdade? Já esta de férias? Vai ficar quanto tempo? Vê se não abusa, o Haymitch não gosta de moleza. — Tom disse e eu gelei, encarei Peeta e ele estava rigido também.

Notas finais
Eai gostaram?? Sei que alguns pode não gostar muito, mas tudo tem um proposito... haha Super beijo até o próximo...